O que o Jornal da Globo não perguntou a Serra


No começo da madrugada desta quarta-feira (1º de setembro), o Jornal da Globo levou ao ar a segunda da série de entrevistas com candidatos a presidente que o telejornal passou a promover a partir da madrugada de terça-feira, começando por Dilma Rousseff. O segundo entrevistado foi José Serra.

A exemplo do que aconteceu em série de entrevistas com os mesmos candidatos promovida pelo Jornal Nacional há duas semanas, as entrevistas da petista e do tucano naquele e neste telejornais da Globo foram marcadas por uma postura agressiva dos entrevistadores em relação a Dilma e suave, quase amistosa, em relação a Serra.

Além disso, ao passo que, na entrevista com Dilma, os âncoras do JG rebatiam suas respostas com mais questões sobre o que haviam perguntado e que julgaram que ela não respondera a contento, os entrevistadores simplesmente não fizeram as questões que eram obrigatórias diante das respostas que Serra lhes deu.

Desta maneira, optei por escrever o que o jornal da Globo não perguntou a Serra depois de ele não ter esclarecido perguntas iniciais que lhe foram feitas.

Vale acrescentar, ainda, que, como no Jornal Nacional, o casal-âncora do Jornal da Globo tratou de apresentar questões que serviram de introdução para Serra vender seu peixe, como ficará demonstrado, abaixo, na análise que passo a fazer de sua última entrevista à emissora carioca.

Reproduzirei as perguntas dos âncoras do Jornal da Globo, as respostas de Serra e, em seguida, escrevo a pergunta que eu mesmo faria e o que o telejornal não perguntou depois de cada resposta que recebeu do candidato do PSDB à Presidência.

*

Christiane Pelajo: O senhor colocou as esperanças, suas esperanças eleitorais no início da propaganda na TV. Foi quando a vantagem da sua adversária aumentou. O que deu errado, candidato?

José Serra: Olha, pesquisa é uma coisa que fotografa o momento, fotografa um instante, não é um filme, né? A campanha eleitoral de verdade está acelerando agora porque nós estamos no último mês de campanha de fato. É aí que as pessoas vão fazer a sua cabeça. Pesquisa é fotografia do instante como em outros instantes eu estava na frente, outros instantes estava atrás. O fundamental agora é trabalhar para mostrar para as pessoas quais são as nossas propostas, as nossas ideias pro Brasil. E eu estou muito confiante, Christiane, porque eu… Já é a minha nona campanha. Eu nunca vi pessoas na rua tão afetivas, tão engajadas, tão esperançosas de que a gente possa vencer e eu estou confiante em que isso vai acontecer.

Blog da Cidadania: Faltou ponderar com candidato que as pesquisas vêm mostrando que quanto mais Dilma foi ficando conhecida e sendo identificada como a candidata do presidente Lula, no decorrer deste ano, as intenções de voto dele foram diminuindo até ser ultrapassado por ela.

[...]

Christiane Pelajo: Alguns analistas dizem que a campanha do senhor nem parece de oposição. O senhor chegou a colocar uma foto sua ao lado do presidente Lula, exibir isso na televisão. Qual é, afinal, a bandeira da oposição?

José Serra: Não, não teve nada a ver com coisa de ser oposição. O que dizia lá era outra coisa. É que o Lula tinha uma história como eu, como outros, e que a Dilma não tinha essa história, era uma pessoa desconhecida – não tinha disputado eleição, não tinha uma história realmente conhecida, não era uma pessoa conhecida, experimentada na política como é o Lula, como sou eu. Foi só isso, isso está longe de ser qualquer espécie de agrado, é apenas uma constatação.

Christiane Pelajo: Mas por que então, candidato, os partidos de oposição – DEM e PSDB – hesitaram tanto em fazer oposição?

José Serra: Porque o Lula, veja, uma coisa é o que se fez quanto no Congresso. É que o PSDB tem um estilo que não é o de jogar no quanto pior, melhor, quando está na oposição. Trabalha pelo Brasil. Se tem alguma coisa do governo que presta, o partido apoia, não faz aquela oposição, sabe, de terra arrasada. Isso não é feito. Logo, às vezes isso é confundido com suavidade na oposição. Na verdade, a oposição não pode jogar contra o Brasil. Quem tinha experiência do quanto pior melhor é o PT. O PT não permitiu votar a favor de Tancredo Neves quando ele se elegeu, não homologou ou, vamos dizer assim, foi contra a atual Constituição, foi contra o Plano Real, foi contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, votou contra o Fundef, que era mais dinheiro pras… para a educação nas regiões mais pobres do Brasil. Enfim, votou contra tudo na linha do quanto pior melhor quando era oposição. O PSDB no governo do PT não fez a mesma coisa…

William Waack: Candidato…

José Serra: Então isso às vezes é confundido com tibieza, com fraqueza da oposição. Não, é espírito público.

William Waack: Candidato, é evidente que nós estamos discutindo aqui as suas táticas eleitorais.

José Serra: Uhum….

William Waack: As três primeiras perguntas foram em relação a isso. Aparentemente ela não está funcionando. Isso que o senhor disse de suavidade e tibieza aparentemente é o que está sendo passado para o público…

José Serra: Não, não da campanha. Eu estava dizendo suavidade e tibieza porque ela falou do PSDB no governo, durante o governo, nos anos anteriores. Agora nós estamos…

William Waack: Ela falou em fazer oposição…

José Serra: Agora nós estamos em uma campanha eleitoral. A campanha eleitoral, para mim, não é algo para você ficar estrebuchando, para ficar, sabe, espumando. É para ir apresentando, pouco a pouco, as ideias. É apresentar aquilo que foi feito, sem mistificação, porque as coisas que estão apresentando que eu fiz, eu fiz de verdade. No caso, por exemplo, da candidata do PT, atribuem a ela coisas, inclusive, que ela não tem nada a ver, porque é uma coisa que está sendo construída. É ir mostrando… E eu tenho plena confiança de que essa campanha na TV, mais outras coisas, porque campanha não se resume a televisão, vai nos levar, William, a uma virada e à vitória. Eu estou convencido disso, sinceramente, e eu raciocínio nesses termos.

Blog da Cidadania: A pergunta do JG sobre a oposição ter sido branda com Lula – o que contraria tudo o que a sociedade viu nos últimos sete anos e tanto em termos de acusações, CPIs e picuinhas incessantes – simplesmente levantou a bola para Serra cortar e endossou o que ele diria em seguida, ou seja, que não é tão oposição assim a Lula, tese que vem tentando vender reiteradamente ao eleitorado. Foi uma tabelinha claramente combinada entre entrevistado e entrevistadores.

William Waack: Eu tenho mais uma pergunta sobre problemas na sua campanha. No inquérito do Mensalão do DEM de Brasília, por exemplo. A Polícia Federal…

José Serra: Olha, William…

William Waack: Posso, só posso completar a pergunta?

José Serra: Sim.

William Waack: A Polícia Federal chama o ex-governador de chefe de uma organização criminosa. Ele pertenceu ao DEM, um partido tradicionalmente aliado ao PSDB, como todas as pessoas interessadas em política sabem. Nós podemos assumir que isso prejudicou a sua campanha?

José Serra: Eu acho que não. Mas de… Já que você tocou no assunto criminoso, deixa eu tocar noutro assunto. Hoje veio a público um fato criminoso. Qual foi? O sigilo fiscal da minha filha foi quebrado num ato criminoso, no ano passado, para efeito de exploração política. Até porque blogs sujos da campanha do PT, que eles usam muito isso, já estavam pondo dados do ano passado. Não porque tenha algum problema, ela é ficha limpa, não tinha problema nenhum, mas eles começaram a pôr já naquela época. Ela até me disse: “olha, eu acho que devem ter andado espionando os meus dados, porque aí são só coisas que estão no Imposto de Renda”, perfeitamente declarado, não houve… nunca caiu na malha nem nada parecido. Então este é um ato criminoso. Já há vários que tiveram seus sigilos quebrados para efeito político-eleitoral. E outros terão sido por outros motivos. Mas neste caso é claríssimo. E é um jogo, ao meu ver, sujo, é um jogo baixo. Aliás, utilizar filho dos outros para ganhar eleição eu só me lembrava do Collor ter feito isso com o Lula, lembra? O Collor utilizou uma filha do Lula, a turma do Collor montou essa história para ganhar do Lula em 89. E o Collor ganhou. Agora a turma da Dilma está fazendo a mesma coisa, pegando milha filha, que não faz política, que é uma mãe de três crianças pequenas, que trabalha muito para criar as crianças juntas, para poder viver… Meter nesse jogo político sujo para me chantagear porque tem preocupação quanto à minha vitória. Eu não tenho nenhuma… nenhum problema nesse sentido. A Dilma, aliás, está repetindo aquilo que o Collor fez e mais, agora o Collor está do lado dela. Quem sabe talvez ele tenha transferido a tecnologia.

Blog da Cidadania: Em vez de responder uma questão séria que pesa contra seu grupo político, Serra fez um teatrinho grotesco simulando vontade de chorar, tentando despertar compaixão no eleitor, e fugiu da resposta, usando-a para fazer acusação sem qualquer prova contra seus adversários. Em vez de dizer a Serra que ele não respondeu ao que lhe foi perguntado, Waack entrou no jogo do tucano de mudar de assunto, como se verá a seguir.

William Waack: Candidato, a Receita está dizendo em Brasília que essa quebra de sigilo foi feita a pedido da sua filha…

José Serra: É mentira, mentira descarada. Mentira descarada. E agora, você sabe, esse pessoal mente, eles são profissionais da mentira. Então são profissionais da mentira. Eles já… Mentem e dizem qualquer coisa. Tem que provar isso.

Blog da Cidadania: Era imperativo argumentar que o pedido da filha de Serra à Receita foi registrado em cartório em forma de procuração a alguém que se apresentou como procurador dela ao pedir suas informações fiscais ao órgão.

Mas, pelo menos, Cristiane Pelajo, mais atenta do que Willian Waack ao que o telespectador deveria estar pensando, insistiu na pergunta que Serra não respondeu, sobre o “mensalão do DEM”.

Christiane Pelajo: Candidato, vamos voltar à pergunta anterior do William…

José Serra: Vamos voltar…

Christiane Pelajo: Sobre o mensalão do DEM…

José Serra: Mas eu, eu… Eu achei importante fazer esse esclarecimento, porque esse assunto está circulando, entrou assunto de criminoso… Criminosos são esses que estão usando a campanha, estão usando questões, atacando família, para efeito de colher dividendos eleitorais. Inútil, inútil. Porque estão trabalhando em cima de gente ficha limpa. Mas esses gestos são criminosos. Se eles fazem isso na campanha eleitoral da Dilma, imagina o que vão fazer se ganharem as eleições. Imagina o que fariam se ganhassem. Ainda bem que a minha expectativa é de eu ganhar.

Christiane Pelajo: Em relação ao mensalão do DEM, a pergunta que eu fiz para o senhor?

José Serra: Olha, o mensalão do DEM teve menos volume de toda maneira do que o mensalão do PT, menos gente. Segundo, teve uma diferença: o pessoal do mensalão foi expulso. É… o mensalão do DEM… foram todos mandados embora do DEM. No caso do PT, continuam mandando, como o José Dirceu. O José Dirceu é um dos comandantes da campanha da Dilma, cogitado inclusive para fazer parte do governo dela, e era o chefe… Aliás, de toda aquela quadrilha de 37, 38 pessoas que foram denunciadas pelo Ministério Público ao Supremo Tribunal Federal, ele era o chefe de tudo. E está aí, da mesma maneira que outros estão se candidatando, fazendo etc. Então foi, praticamente, só o Delúbio saiu depois de muito tempo. E, ainda, digamos assim, tem proximidade muito grande. No do DEM, pelo menos, foi todo mundo mandado embora e mais ainda, tinha um volume, um alcance, muito menor.

Blog da Cidadania: Esse é um velho “trololó” tucano-pefelê que qualquer jornalista sério desmontaria com facilidade. O DEM não expulsou muitos dos envolvidos. Paulo Octavio, vice-governador do governador José Roberto Arruda, por exemplo, deixou o partido por iniciativa própria depois, inclusive, que até a Justiça já intervirá no Distrito Federal.

Além disso, muitos dos envolvidos no mensalão do DEM continuam no partido. E o PSDB, por sua vez, ainda abriga o senador Eduardo Azeredo, envolvido no “mensalão mineiro”.

E se tudo isso não fosse suficiente, poder-se-ia perguntar a Serra sobre o fato incontestável – por existir até vídeo circulando na internet que comprova esse fato – de que José Roberto Arruda, ex-governador de Brasília que chegou a ser preso, era cotado como vice-governador na chapa de Serra à Presidência.

Por fim, mesmo que fosse verdade que o mensalão do DEM envolvesse menos dinheiro que o “mensalão do PT”, que diferença há entre quem rouba alguns milhões a mais e quem rouba menos?

[...]

William Waack: Falamos bastante da política diária. Por exemplo, o governo do qual o senhor fez parte… Aliás, não só o governo federal, mas na… Está na tradição do PSDB uma, uma visão de privatização de, de… De ativos estatais que viraram alvo do PT. E sumiu da propaganda tucana. O PSDB hoje tem vergonha das privatizações?

José Serra: Não, é porque não tem privatização no caminho. Não tem privatização. A… O caso…

William Waack: Não tem nada mais para privatizar?

José Serra: Não. O caso mais bem sucedido de privatização no Brasil foi telecomunicações, que o Lula já elogiou, que a Dilma já elogiou, que todo mundo elogia. Porque uma coisa é quando eles fazem campanha e outras é quando estão trabalhando. Foi altamente elogiada. Não fosse aquilo que foi feito pelo governo Fernando Henrique, não teria tanto celular e tanto telefone no Brasil. Eu declarava, Imposto de Renda, o telefone no Imposto de Renda, porque era uma raridade, lembra? Valia uma fortuna.

Christiane Pelajo: Quer dizer, num eventual governo do senhor, o senhor não privatizaria nada?

José Serra: Aquela… Não tem o que privatizar no horizonte. Agora, o Lula, o governo Lula privatizou dois bancos mais. Não refez nada do que tinha antes. Eles usam isso como campanha eleitoral. Agora, eles fizeram um tipo de privatização. Sabe qual é? De entregar, por exemplo, os Correios, que era uma empresa eficiente, para grupos políticos que ficam lá montando negócios. É um escândalo atrás do outro. Ou seja, usam o correio para fins privados. Eu, no governo, vou usar o correio para fins públicos. Essa privatização que tem hoje no Brasil, ela é muito pior do que qualquer outra, porque você tem uma Petrobras, você entrega a diretoria disso, a diretoria daquilo, para tal político ou para tal grupo de políticos, né, que vão aproveitar a Petrobras ou para fazer negócios ou para favorecer os amigos e tudo mais. Isto se espalhou por toda a administração. Que que eu vou fazer? Eu vou desprivatizar, nesse sentido, toda a administração pública, inclusive as empresas. O que é público vai continuar público e não sendo usado por políticos num loteamento. Veja, isso aí não tem nada a ver…

Blog da Cidadania: Nova levantada de bola para Serra cortar. Obviamente foi outra tabelinha combinada. Aliás, a pergunta ensejaria aprofundamento dos entrevistadores. Além do fato de que deveriam ter perguntado por que as privatizações geram tanta resistência da sociedade se foram tão boas, deveriam ter perguntado onde, diabos, anda Fernando Henrique Cardoso e se é verdade que a campanha tucana o estaria escondendo, mas a única vez em que o nome do ex-presidente foi mencionado durante a entrevista, quem mencionou foi o entrevistado, e de passagem.

Deste ponto em diante, a entrevista se tornou uma série de levantadas de bola para Serra fazer seu discurso. De tudo que vai reproduzido da entrevista, logo abaixo, havia uma pergunta crucial, imperiosa, a ser feita. Depois da longa tabelinha que se verá, formulo mais uma das muitas perguntas que o Jornal da Globo teria que ter feito ao entrevistado tucano e que não fez.

Christiane Pelajo: A gente volta agora nossa entrevista com o candidato do PSDB, José Serra. Nós temos nove minutos a partir de agora, candidato. Candidato, o senhor diz que o câmbio – como está – com o dólar muito barato é prejudicial à economia porque as exportações brasileiras dessa forma perdem competitividade. Mas como é possível fazer isso sem mexer no câmbio flutuante e livre, que é uma conquista que deve ser preservada?

José Serra: Sem dúvida nenhuma. Eu acho que é uma conquista que deve ser preservada. Agora, tem o seguinte, hoje, do jeito que tá, nós não conseguimos vender lá fora e mais ainda: a produção no Brasil vai sofrendo uma concorrência absolutamente injusta. Por exemplo, calçados, por exemplo, têxtil. Até indústria de colheitadeiras. Outro dia eu fui no Rio Grande do Sul, num município que produz, né, colheitadeiras. Agora estão entrando os chineses. E nós somos muito mais eficientes. Por quê? Por causa desse mecanismo torto da relação câmbio-juros. Agora, a causa disso são os juros siderais. Nós temos, continuamos com a maior taxa de juros do mundo. E, ao contrário do que a Dilma disse aqui ontem, aumentando a distância em relação ao resto do mundo, ao resto do mundo, e não convergindo como ela disse, que é um absurdo completo. Isso é falta de informação. Agora, aí o que que acontece? O câmbio muito alto provoca – porque entra dólar pra especulação, porque paga muito – que o câmbio artificialmente fique irreal. Resultado: em vez do turista ir pro Nordeste, ele vai pra Miami, que é mais barato. Em vez do, do… de a gente comprar brinquedo aqui, você compra brinquedo chinês. E várias outras coisas. Isso cria empregos noutros lugares, e não no Brasil. Eu vou mudar isso. Eu não vou mudar no, no tapa…

William Waack: Via juro?

José Serra: No susto… Com o quê? Formando uma equipe econômica entrosada, em vez de ficar cada um atirando pra um lado, entre Banco Central, Fazenda, Planejamento, que vão trabalhar direito tendo como meta uma política de juros e cambial que seja mais condizente com o que a gente quer, que é o emprego no Brasil e o crescimento sustentado. Porque essa outra política está levando a um déficit externo crescente. Nós estamos com um déficit vertiginoso – o maior da história do Brasil –, não tem reflexo a curto prazo, mas pode ter no ano que vem, no outro, no outro. Então, a gente tem que enfrentar isso com conhecimento, com cuidado, com paciência e com determinação.

William Waack: Candidato, o senhor tem sido uma voz crítica em relação a políticas econômicas do governo. Agora, quando foi a hora de mandar um programa de governo e registrá-lo no TSE, o senhor mandou trechos de discursos. Afinal qual é o seu plano…

José Serra: É, não foram trechos. Foram os discursos completos. Por quê? Porque o meu discurso não foi uma peça de propaganda. Lá está tudo o que eu considerei como as diretrizes fundamentais. Foi o discurso de introdução à candidatura e o discurso da convenção, que eu mesmo, pessoalmente, trabalhei vários dias. Lá es… tem, está a essência de tudo aquilo que a gente quer pro Brasil. Isso foi mandado pra Justiça Eleitoral. De lá pra cá, nós estamos trabalhando na internet, com reuniões por todo Brasil, recolhendo milhares e milhares de opiniões, de sugestões e vamos apresentar o detalhamento, como eu fiz quando fui eleito prefeito, quando eu fui eleito governador, com os pontos do programa… Vários eu já tenho apresentado, por exemplo, criar um milhão de vagas novas no ensino técnico no Brasil, fa… Cento e cinquenta e tantos ambulatórios médicos de especialidades, que são policlínicas. Tudo isso vai aparecer direitinho como propostas tópicas para cada ponto etc.

William Waack: O senhor me permite insistir nesse ponto…

José Serra: Agora, tudo isso eu já tinha dito e anunciado que iria fazer nos meus discursos, que são peças de programa de governo, e também no horário eleitoral e nas minhas dezenas de entrevistas, inclusive a esta emissora.

William Waack: Deixa eu voltar a esse ponto e amarrar essas duas perguntas, candidato.

José Serra: Sim.

William Waack: O senhor fala nos juros e isso todo mundo sabe. O senhor fala na piora das contas externas e o próprio governo admite. Agora…

José Serra: Admite mas não na… Na campanha eleitoral…

William Waack: Onde… O que é direito dele, até.

José Serra: Sim.

William Waack: Onde o senhor vai atacar? Quer dizer, o que todo mundo espera de um candidato Serra é um grau forte de intervencionismo na economia.

José Serra: Olha, o que deve se esperar de mim é uma atitude favorável à produção. À produção e ao emprego. Eu não vou ser contra nada. Eu vou ser a favor disso e vou trabalhar nessa direção. Eu, aliás, você sabe, eu sou economista, eu não sou médico – e muita gente pensa que eu sou médico porque fui ministro da Saúde – sei, entendo bastante de política econômica. No meu período de exílio, convivi em vários países, até assessorando, fazendo. Já ocupei cargos aqui no Brasil nessa área. No Congresso, durante um tempo, eu era talvez o parlamentar ligado, mais ligado à economia que tinha em todo o Congresso Nacional. Na Constituinte, fiz muita coisa nessa direção. Então é um assunto que eu tenho toda a informação, que eu sei trabalhar e vou trabalhar de maneira a que a gente possa manter o nosso crescimento, e inclusive acelerar, com vistas ao aumento do emprego, que é a questão fundamental. E o empresário que gera emprego, empresário que gera emprego também vai ganhar pra que possa ficar reinvestindo. Isso é fundamental. Agora, o Brasil tem três coisas perversas: a maior taxa de juros real do mundo – que não tem motivo pra isso. Segundo: a maior carga de impostos do mundo em desenvolvimento. Nenhum país em desenvolvimento cobra tanto imposto quanto o Brasil. Eu fui nesta semana, no dia lá que o impostômetro mostrou 800 bilhões de reais arrecadados até 31 de agosto. É muito dinheiro. Os brasileiros trabalham cinco meses do ano só pra pagar imposto. Nós temos a maior carga. Isso tem que diminuir ao longo do tempo até pra que a gente possa ter produção e emprego. E o terceiro aspecto é que a taxa de investimento governamental, ou seja, aquilo que o governo investe, em estradas, nisso, naquilo, é uma das mais baixas do mundo, era a penúltima do mundo. Só o Turcomenistão estava pior do que o Brasil.

Christiane Pelajo: Candidato…

José Serra: Você assistindo a televisão, propaganda, entrevista às vezes de gente do governo tende a pensar o contrário. Mas é um país que está sem investimentos nessa área, por isso que as coisas andam muito devagar.

Christiane Pelajo: Candidato, a gente queria…

José Serra: Nos estados em alguns lugares andou depressa porque os governadores – como foi o caso de São Paulo – trabalharam bem.

Blog da Cidadania: Como seria impossível contestar tão longas respostas de Serra em espaço de tempo de apenas nove minutos, já que o JG não interrompeu o tucano como fez com a sua adversária no dia anterior, bastaria uma última questão que exigiria uma resposta para lá de criativa do tucano simplesmente porque tal resposta não existe.

Haveria que ponderar com Serra que o seu discurso, que descreve tanta coisa ruim que haveria no governo Lula, choca-se frontalmente não só com a avaliação dele e de seu grupo político, mas com a popularidade do governo Lula e com o desempenho de sua principal adversária nas pesquisas de intenção de voto.

Christiane Pelajo: A gente queria abordar um outro tema. O senhor tem acusado o governo de países vizinhos de cumplicidade com o tráfico. Caso o senhor seja eleito, o senhor vai fazer o que com relação a esses países?

José Serra: Eu vou pressioná-los. É o caso da Bolívia. Diplomaticamente, ninguém vai intervir na Bolívia nem nada parecido. Mas o Brasil tem feito muitas coisas boas para a Bolívia, né? Deixou a Bolívia pegar a refinaria da Petrobras, tá fazendo uma estrada agora. Enfim, o Brasil ajuda a Bolívia. Eu acho que é normal um país, diplomaticamente, pressionar o outro para que procure impedir a exportação ilegal, contrabando de cocaína para o Brasil. Estima-se que, de 50% a 80% – dá na mesma, porque é tanto, é como cair do 50º ou do 80º andar. É muita cocaína. Ela vem da Bolívia. Eu acho que tem… É impossível que o governo boliviano não seja cúmplice disso, entende? Porque está se fazendo no seu território. Então é legítimo que o Brasil pressione. Uma coisa é ideologia, se são simpáticos ao governo boliviano, se o PT gosta etc., e outra coisa é o interesse nacional. No caso, o interesse da segurança da população, porque a droga leva ao crime e arruína a vida do jovem sob a forma do crack. Agora, isso não elimina também o nosso papel, que é de fazer… combater o contrabando, ocupando as nossas fronteiras que neste momento não estão ocupadas.

William Waack: Candidato, olhando para o relógio, eu acho que a gente tem tempo para mais uma pergunta. E o senhor se referiu ao crack. Cracolândia, São Paulo, o senhor teve…

José Serra: Não é só São Paulo. Cracolândia tem em todo Brasil.

William Waack: Tem, mas a Cracolândia de São Paulo é um símbolo. É um símbolo que o senhor tentou acabar, como prefeito e governador. Foi difícil e não deu certo. O que falhou?

José Serra: Não, não é que não deu certo. Melhorou. Agora, você não pode, você não pode encarcerar um drogado. Quer dizer, você… Às vezes você vai num lugar e o pessoal que está já viciado na droga continua indo. Você tem que combater o traficante. Pela lei, você não pode prender um drogado. Agora, pra droga, tem muito a fazer. Tem que parar a entrada de droga no Brasil. Ela caiu, William, 50% de preço desde mil… desde os anos 80. Perdão, 50 vezes e não 50%. Ela virou de graça, porque entra à vontade no Brasil pela fronteira. Segundo, tem que combater por dentro, na fronteira, e os traficantes. Terceiro tem que fazer campanha educacional na nossa juventude, em todas as escolas, em tudo. Quarto, tem que tratar os dependentes químicos…

William Waack: Mas não está faltando justamente isso?

José Serra: Eu tratei, nós começamos, eu comecei como governador uma experiência diferente no Brasil de criar clínicas próprias para tratamento de dependentes químicos, coisa que o PT e o governo, o Ministério da Saúde, não são a favor, porque acham que não pode criar uma clínica para tratamento etc. Isso funcionou muito bem.

Blog da Cidadania: Faltaram duas breves argumentações dos entrevistadores que, como as anteriores que também faltaram, dificilmente seriam respondidas a contento.

A primeira pergunta seria sobre que efeitos poderia haver para a influência do Brasil na América do Sul se Serra vencesse a eleição e adotasse uma política externa tão mais dura em relação aos países vizinhos.

A segunda pergunta deveria ter sido sobre o fato de que tudo aquilo que Serra diz que melhorou na Cracolândia, em São Paulo, não se traduz em números. Aliás, o entrevistador deveria ter esses números para confrontar o entrevistado com eles.

Mais uma coisa: quem acha que melhorou alguma coisa na Cracolândia paulista deveria dar um passeio pela região.

Mas, enfim, o script que se cumpriu foi o esperado. Deverá se somar ao das entrevistas com candidatos a presidente apresentada recentemente pelo Jornal Nacional e que, a meu ver, sepultou a credibilidade da Globo como observadora isenta do processo eleitoral.

A pièce de résistance da partidarizada entrevista de Serra pela Globo foi o quase pedido de desculpas de Waack por interromper o entrevistado quando o seu tempo já se esgotara. Com Dilma, a interrupção foi abruptada e a impediu de continuar, quando seu tempo chegou ao fim. Com o tucano, foi desta forma, depois de ele concluir a sua fala com o tempo já estourado:

William Waack: Desculpa interrompê-lo. É que nosso tempo está acabando. O senhor concluiu, pelo menos, o seu raciocínio?

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46 Comentário

  1. Caro Eduardo, o candidato Serra já deve ter em mãos uma nova pesquisa com numeros mais desastrosos do que a ultima do globope. Quando ele começa a demonstrar sinais de nervosismo logo depois aparece uma pesquisa com pessimo resultado

  2. Vergonhosa a delicadeza de Wack, manifestada na última linha, em se comparando ao comportamento dispensado a Dilma

    Segue link para ótimo texto de Leonardo Boff sobre a importância de se manter a ruptura provocada, para melhor, por Lula
    http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/leonardo-...

  3. Parabéns Eduardo, vc demonstrou ter um estômago e um fígado de leão ao aguentar assistir ao Nosferato na televisão. Eu não aguento. Vomito antes.

  4. "A pièce de résistance da partidarizada entrevista de Serra pela Globo foi o quase pedido de desculpas de Waack por interromper o entrevistado quando o seu tempo já se esgotara"

    Eduardo,

    para mim a pior foi qdo ele pediu permissão ao Serra para chamar os comerciais: "candidato,POSSO chamar os comerciais (ou o intervalo,coisa parecida)?"!O que mais me chamou a atenção foi o POSSO e o tom da voz,realmente pedindo permissão.No geral acho que eles até conseguiram ser (ou enganar) muito melhores que o casal 20 das 20 hs.,ao menos creio que ficou bem evidente o fato de Serra fugir de responder as questões e ao invés disso,fazer acusações ao governo Lula e à Dilma.
    grande abraço,

  5. Esta é a melhor parte da entrevisto com dr. José Chirico Dossiêerra:
    "William Waack: Onde o senhor vai atacar? Quer dizer, o que todo mundo espera de um candidato Serra é um grau forte de intervencionismo na economia.
    José Serra: Olha, o que deve se esperar de mim é uma atitude favorável à produção. À produção e ao emprego. Eu não vou ser contra nada. Eu vou ser a favor disso e vou trabalhar nessa direção. Eu, aliás, você sabe, eu sou economista, eu não sou médico – e muita gente pensa que eu sou médico porque fui ministro da Saúde – sei, entendo bastante de política econômica…."
    Uns pensam que ele é médico, uns "sabem" que ele é economista, e outros "imaginam" que ele é engenheiro.
    Não é nehuma das coisas. É um enganador. Seu número como candidato deveria ser 171.

  6. Edu … com todo respeito:

    A entrevista do LG foi bem diferente da do JN. O Willian Wack fez perguntas bem incomodas pro Serra tb. O tom com a Dilma foi agressivo, mas com o Serra não foi o jogral ensaiado do JN.

    Comigo o Wack recuperou alguns pontos que ele tinha perdido.

    • caro ney, muito pelo contrario , o wac foi no minimo mediocre, nao houve contra ponto , mesmo com algumas perguntas auspiciosas fietas por ele. ja com dilma eles a rebatiam o tempo todo . mas cada um ver de um jeito.

  7. Afinal, quando vamos conhecer o registro do Serra no Conselho Federal de Economia?

  8. O ibope desta entrevista no youtube está uma vergonha. Não chega a 500 exibições o mais visto, o que pra um candidato a presidente é praticamente zero.
    Se continuarmos assunto, vamos dar ibope que ele não tem.

  9. O preço da droga, é, hoje, 3 vezes mais alto que nos tempos de FHC. Serra falou uma grande bobagem. Isso graças a política (fiscalização) de combate as drogas intensificada por esse governo.

  10. Pode até ser preconceito meu, ajudado pela sabujice da globo com os efeagacentos e a perseguição constante a MST, PT e tudo que venha de fora do eixo morumbidaslu, mas não suporto mais nem ver o Serra na tv. Aliás o elitismo racista da globo fica patente nas novelas: brancos brilhando como poderosos, pretos & nordestinos cabeça chata como empregados ou bandidos. Por isso que tinham (?) ódio do que chamavam bolsa esmola, por temerem os pobres como protagonistas, eles mais confortáveis dentro duma rede armada à sombra autoritária dos generais de 4 estrelas (ôba!) da ditadura.

  11. Delúbio foi expulso do PT. A meu ver injustamente, mas foi.

  12. Não tenho nenhuma dúvida, o sistema de concessão pública da televisão tem que ser revisto. Até imagino o desgaste que um processo como este trará à sociedade brasileira, mas tem que ser feito. O amadurecimento da democracia brasileira passa pela democratização da imprensa, essa imprensa, da forma como está é uma ameaça, que nos faz o tempo sentir que estamos sendo caçados. Caçados mesmo, não é cassado não.

    • Não tem outro jeito. Já passou da hora.
      Este descalabro destas emissoras partidária EM REDE NACIONAL enviando, impunes, mentiras para todos os lares, é NEFASTA.

      Está se tornando impossivel ver jornais na tv, nas radios nacionais como CBN, BandNews, Jovem Pan. É insuportável!

  13. Eu não sei como você tem estômago para aguentar esses caras da Globo Eduardo. Se eu ficar 10 minutos (isso é muito dificil) na frente da telinha tenho vontade de quebrar a televisão no meio.

  14. Caro Edu
    Gostaria de fazer duas observações. Primeiro é essa história de toda hora o Serra fugir de comentar as pesquisas alegando que elas são uma fotografia, fotografam um momento etc. Será que ninguem irá contra argumentar que quando temos várias fotos num espaço de tempo, temos um FILME?
    Segundo, concordo que nafinalização do tempo do entrevistado o tratamento a Serra foi mais cordial, mas não vi truculência na interrupção de Dilma.

  15. Quanto à deprimente Cracolândia, no dia 24/8 o programa A Liga, da Bandeirantes, cobriu esse local com o rapper Thaíde, que declarou sentir-se mal “… é o caminho para morte”. O programa mostrou o verdadeiro tratamento do governo aos dependentes de droga: Guarda Metropolitana de cassetete em punho e viaturas da Polícia Militar “dispersando” os dependentes com spray de pimenta, para segundo o agente da GM “…preservá-los, pois são constantes os atropelamentos”; Muito salutar essa tática, bem ao estilo tucano de governar.

  16. Dá nojo.

    É tanto cinismo, é tanta desfaçatez junta que dá é nojo na gente.

    Que Deus Ilumine o Brasil e os brasileiros no dia 3 de outubro.

  17. A cracolândia era na região da Rua do Triunfo, agora abrange uma área que vai la da Estação da Luz até o Bixiga, atingindo também a Vila Buarque e direcinando-se para a Paulista. É só passar na Pça da República para ver que o nóias estão em massa naquela praça e região. Antes não estavam.

  18. Faltou o fanático de direita Waack e a dondoca-fascista Pelajo terminarem a entrevista com a lígua para fora, abanando caninamente os rabinhos, como bons sabujos que são : Seria o "grand finale", condizente com o "caráter"(melhor dizer, falta de caráter!)da desprezível dupla global e da emissora cúmplice das torturas da ditadura militar. Quanto à entrevista, uma coisa salta enfaticamente aos olhos : SERRA, ALÉM DO MAU CARÁTER QUE TODOS JÁ CONHECEMOS, NÃO TEM UM PINGO DE CONTEÚDO, O SUJEITO NÃO DIZ COISA COM COISA(ATÉ PARA MENTIR É PRECISO COERÊNCIA E CONCATENAÇÃO DE IDEIAS). SERRA É, COM TODAS AS TINTAS, O MEDÍOCRE VAZIO PINTADO POR PAULO HENRIQUE AMORIM. Continua…

  19. cONTINUAÇÃO : PARA COMEÇAR, É MUITA CARA-DE-PAU AFIRMAR QUE A OPOSIÇÃO DO PSDB(QUE ACABOU COM A CPMF PARA DESTRUIR O SISTEMA DE SAÚDE PÚBLICA DO BRASIL, QUE TENTOU FALIR A PETROBRÁS; QUE TENTOU CRIAR, JUNTO COM A MÍDIA, PÂNICO COLETIVO EM CIMA DE UMA INEXISTENTE EPIDEMIA DE FEBRE AMARELA; QUE CRIOU CPI´S ATÉ PARA APURAR COMPRA DE TAPIOCA; QUE AMEAÇOU O PRESIDENTE DA REPÚBLICA ATÉ DE AGRESSÃO FÍSICA NO PLENÁRIO DO CONGRESSO) NÃO ERA A MAIS FANÁTICA E ANTI-NACIONAL OPOSIÇÃO QUE UM GOVERNO JÁ ENFRENTOU EM TODA A HISTÓRIA DESTE PAÍS, COM A INESTIMÁVEL COLABORAÇÃO DA DITADURA MIDIÁTICA. SE O PSDB NÃO ERA UMA OPOSIÇÃO FANÁTICA. O QUE SERÁ PARA SERRA, UMA OPOSIÇÃO FANÁTICA? TALVEZ OS TUCANOS ALEGUEM, COMO PROVA DE SEU "EQUILÍBRIO", O FATO DE NÃO TEREM COLOCADO UMA BOMBA NO PALÁCIO DO PLANALTO. Continua…

  20. Assim que a Dilma assumir vamos dar tchauzinho à Globo e seus reporteres demo-tucanos. E que ela nem permita que as novelas sejam finalizadas.
    Depois será a aprovação no congresso, que será nosso, de lei que acabe com essa libertinagem da imprensa e institua um controle rigorozo do que é publicado.
    Aí ficaremos livres destes reporteres demo-tucanos que não souberam se portar diante de nossa futura presidente.

  21. Continuação : Segundo, é muito cinismo atribuir inexperiência para governar a Dilma(que já foi Secretária Municipal, Secretária Estadual e comandou dois Ministérios). Aliás, É MENTIRA QUE SERRA RECONHEÇA EXPERIÊNCIA EM LULA. ELE, DESDE 2002, E SUA QUADRILHA, DESDE 89, SEMPRE DISSERAM QUE LULA "NUNCA ADMINISTRARA NEM UM CARRINHO DE PIPOCA". UM FRASE IMBECIL, PRECONCEITUOSA, CUJA RESPOSTA PERFEITA FOI DADA PELO MELHOR GOVERNO QUE UM PRESIDENTE(OU QUALQUER OUTRO ADMINISTRADOR) JÁ FEZ NOS MAIS DE 500 ANOS de história deste país. Portanto, Serra tenta reeditar um preconceito velho, e falsamente nega que o tenha atribuído a Lula no passado, já que se o fizesse estaria desmoralizado.

  22. Continuação : Também mente no caso do inexistente "mensalão" do PT(na verdade, um caso de Caixa 2)que, nunca teve provada a caracterírstica que a mídia e a direita tanto quiseram imputar-lhe, de pagamentos mensais a parlamentares(isso nunca houve, os registros de saque não têm periodicidade), por isso foi um caso de Caixa 2, diferentemente do "mensalão" do PFL que, conforme o conteúdo obtido nas gravações da PF, caracterizava-se pela compre de votos de deputados, para que estes aprovassem medidas de interesse do desgoverno Aruda, o qual iria ser o vice de Serra, antes do "estouro" do escândalo, conforme atestado em matéria da própria Globo. Além disso, que tal Serra responder sobre as ramificações do "mensalão do PFL" em São Paulo, referentes aos "contratos suspeitos", realizados entre empresas envolvidas no escândalo de Brasília e a Prefeitura e o Governo paulistas(nas gestões dele, de Alckmin e de Kassab), Continua…

  23. Continuação ; Contratos celebrados com empresas públicas comandadas por filiados do PFL e do PSDB(olha o aparelhamento aí, gente!)que também atuaram em empresas públicas brasilienses(que também contraram os serviços dos financiadores do "mensalão" do PFL). Por sinal, os tais filiados, para fechar a "parceria" com chave de ouro, tornaram-se, ou voltaram a ser, executivos das mesmas empresas privadas envolvidas no "mensalão" do PFL. Maiores detalhes podem ser encontrados em matérias da Carta Capital, realizadas na época do escândalo. Sem contar o "mensalão" do PSDB, criado por Eduardo Azeredo em MG, esquema do qual o PT apropriou-se para realizar o seu financiamento irregular, tão enfatizado pela mídia, enquanto são escondidos o criador do ilícito, o PSDB e o seu provável financiador, daniel Dantas. Continua…

  24. Continuação : Quanto às privatizações : É MUITO CINISMO ! Temos que acabar com essa mentira ! As privatizações foram um crime de lesa-pátria(E DE ROUBO!), cujos responsáveis(Serra, FHC e outros)ainda pagarão na cadeia! Não trouxeram melhora nenhuma. A telefonia foi ampliada, APESAR DAS RPIVATIZAÇÕES, E NÃO POR CAUSA DELAS, JÁ QUE OCORRERAM NUM MOMENTO DE REVOLUÇÃO TECNOLÓGICA NO SETOR, A DESCOBERTA DA FIBRA ÓTICA, QUE BARATEARIA E TRARIA A UNIVERSALIZAÇÃO DA TELEFONIA DE QUALQUER JEITO, ALIÁS, SE NÃO TIVÉSSEMOS PRIVATIZADO, ISSO TERIA SIDO FEITO PELO ESTADO, E HOJE NÃO PAGARÍAMOS AS ABSURDAS TARIFAS DE TELEFONIA E INTERNET QUE NOS SÃO IMPUTADAS POR MULTINACIONAIS PILANTRAS, QUE ATUAM NO SETOR SEM QUALQUER COMPROMISSO COM O CONSUMIDOR(E SEM CONTROLE!)GRAÇAS À HERANÇA MALDITA DE FHC! Continua..

  25. Continuação : Quanto aos juros e câmbio : Serra deveria sair da Globo preso, acusado de calúnia e infâmia! Ninguém mais do que eu é contra a política de juros altos e câmbio flutuante(discordo veementemente de você nesse aspecto), mas essas políticas serem criticadas pelo membro de um Governo(Serra foi Min. do Planejamento e da Saúde de FHC)que COLOCOU OS JUROS NUM PATAMAR MUITO SUPERIOR AO QUE MANTÉM O GOVERNO LULA(QUE VEM TENTANDO ALTERAR ESSA POLÍTICA, AINDA QUE DE FORMA LENTA, CRIANDO AS BASES ECONÔMICAS PARA NOS LIBERTAR DA DITADURA FINANCEIRA INTERNACIONAL)É MUITA CARA-DE-PAU! SERRA E FHC NÃO CRIARAM BASE PARA NADA! ACABARAM COM O INVESTIMENTO PÚBLICO(OUTRA MENTIRA SERRISTA), POR ISSO TINHAM QUE "SUSTENTAR" O PAÍS COM JUROS DE 25% AO MÊS, VENDENDO NOSSO PATRIMÔNIO A PREÇO DE BANANA E CRIANDO "ESCÂNDALOS DE FALSIDADE CAMBIAL", QUE RESULTARAM EM MAXIDESVALORIZAÇÃO DO REAL E DESINDUSTRIALIZAÇÃO! As afirmações de Serra são tão mentirosas como seu "diploma" de economista!

  26. Eduardo, me desculpe, não assisti à entrevista, e muito menos consegui lê-la transcrita aqui. Até tentei, mas ao ver o nível das perguntas e a falsidade do entrevistado, sua cara de pau, sua falta de vergonha, demonstradas nas respostas o asco foi tão grande que a náusea e o mal estar foram incontroláveis. Parei de lê-la, estava me fazendo mal.
    Parabéns também pela sua resistência amigo.

  27. Essa Globo é mais que nojenta, acha que o brasileiro é o rei da idiotice. Na entrevista de ontem com a Marina Silva, falaram que havia coisas muito ruins no Acre e que este estado era administrado há 8 anos pelo PT, que rede idiota, que jornalista sem categoria, sem competência…mas a Marina respondeu dizendo que em São Paulo havia coisas piores que no Acre e deu exemplos. Eu não assisto essa porcaria da Globo, a não ser para constatar mais uma sujeira, nem vi toda a entrevista. Com o Serra, passaram a mão na cabeça,na careca do sujeito, mas contra Dilma, parecia interrógatório policial. Da mesma forma que FHC, Serra e outros incompetentes se vão´com prestígio lá embaixo, vai chegar a hora dessa doença brasileira chamada Globo definhar.

    Tenho TV a cabo NET, mas vencendo o contrato, não renovarei.

  28. o comando de campanha da nossa futura presidente não pode aceitar estas acusações,tem que dar respostas de acordo com as acusaçoes feitas.É só lembrar dos arruda,maia,rozi,azeredo e de toda uma corja de safados que fica dando uma de santo e que não pasa de capeta.

  29. É incrível a subserviência com o Sr. Serra… com Dilma ninguém pede licença para interromper, são agressivos, não deixa se explicar… com Serra é um cuidado anormal…

  30. Acompanho eleições há mais de 30 anos, mas nunca presenciei em nenhum pleito candidato tão mentiroso, cara de pau e dissimulado quanto o SERRA. O Maluf perde feio e talvez mesmo pertecendo
    a extrema direita, não usou ou não usa os artíficios que o Tucano usa habitualmente.

  31. Que saudades do Maluf!!!
    Aquele era um político safado, mas a gente até admirava a cara de pau do malandro. Ele mentia te fazendo um agrado. Voce sabia que não podia confiar seu dinheiro a ele….. mas era só isso.
    Agora, esse tal de Serra, me põe pavor. O cara é muito mais que mentiroso… é perigoso. Mal intensionado… daquele tipo de pessoa que se faz de bonzinho… depois de vítima e, se voce não cai na dele, ele te dá um bote. Ele quer na marra! Para ele não existe lei, ética, moral, democracia… é tudo trololo.
    Não sei se o Brasil merece a Dilma… mas, com certeza, não merece o Serra.

  32. De vez em quando vocês exageram um pouco. A entrevista não foi tão suave assim, pelo menos da parte do Willian Waak. O que é fato e ninguém contesta, é sim, Dilma é tratada de forma diferente. Mas nesse caso Serra não foi bem tratado como foi com Wilian Bonner.
    É Eduardo, você está perdendo tempo com coisas que não precisa.

  33. Esse roteiro que Eduardo diz que deveria ter, dois dias de programa seriam poucos, isso pra qualquer candidato.
    A entrevista não foi boa para o Eduardo porque os âncoras não fizeram as perguntas que ele gostaria que fizesse.

  34. O Problema maior não vai ser apresentar provas, que sei ele que as possui. Todos as provas que O Zé Malandragem possui o incriminam. Ta mais que claro pela labiar do mentiroso, que eles estão armando todo o teatro Global, pra tentar um segundo turno. Mas peixinho Serra, pode arrumar a cachorrinha e vazar, pois aqui no meu Piaui a surra que vc vai levar poderá atingir os 80% pro DILMA.

  35. Serra argumentar que o PSDB e o DEM fizeram nestes últimos 8 anos oposição civilizada é um insulto a nossa inteligência. Podemos citar alguns exemplos: Torceram para que o Brasil fosse a bancarrota por causa da maior crise desde 1929; Nas denuncias contra o PT e o Governo preocuparam e sempre preocupam com o Contéudo, nas inúmeras denuncias contra eles sempre deram enfase para desqualificar a origem da Fonte ; Derrubaram a CPMF que eles mesmo criaram cujos recursos sempre foram desviados durante os oito anos que estiveram no poder, para inviabilizar as políticas públicas de saúde do atual governo; Mesmo sendo responsáveis por um um ano de racionamento de energia elétrica , definiram junto com a Mídia como catastrofe um apagão esporádico e de curta duração que ocorreu por problemas técnicos; Um senador da tropa de choque dos Tucanos ameaçou em plenário agredir fisicamente o Presidente da República. Poderiámos elencar inúmeros outros exemplos de oposiçao direcionados para o ¨ Quanto Pior Melhor

  36. PROPAGANDA DO PSDB É ENGANOSA. A PROPAGANDA MOSTRADA NO HORÁRIO ELEITORAL GRATUITO AO GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO PELO CANDIDATO GERALDO ALKMIN DO PSDB É UMA ENGANAÇÃO. O CANDIDATO FALA E MOSTRA COISAS QUE JÁ EXISTEM HÁ MUITOS ANOS EM SÃO PAULO E FALA EM DAR CONTINUIDA A ALGO QUE NÃO GERA NOVOS FRUTOS AO PAULISTAS. É PRECISO FICAR DE OLHO NESSES CHARLATÕES DA POLÍTICA PAULISTA QUE JÁ AGEM HÁ DEZESSEIS ANOS ENGANANDO O POVO PAULISTA.

  37. JOSÉ SERRA E REDE GLOBO TENTAM ESTRAGAR O PLEITO ELEITORAL DESSE ANO. É EXPLICITA A CAMPANHA PRÓ SERRA NA EMISSORA DE TV. CHEGA ATÉ A SER RIDÍCULA A IMPARCIALIDADE DOS JORNALISTAS DO CANAL DE TV.

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