Incêndios em favelas e o surto racista (atualizado)
publicado, originalmente, em 8 de novembro de 2010 às 22h47m
Há certos assuntos que revolver pode ser assustador porque quanto mais se cava, mais se encontra. Um desses casos é a questão do racismo e da xenofobia que crescem em São Paulo diante de todos – imprensa, polícia, Executivo, Legislativo, Judiciário e a própria sociedade – sem que providências de verdade sejam adotadas, pois o problema só faz crescer.
É aterrador, o que vem agora. Aliás, leitores anteciparam que certa linha de pensamento sobre o assunto seria abordada neste espaço. Até porque, no antigo blog, o Cidadania.com, fora abordada episodicamente e, em seguida, abandonada por falta de convicção em sua consistência.
Tudo mudou com o surto de racismo que explodiu em São Paulo. É assustador, mas as ações concretas empreendidas contra nordestinos pobres, favelados e negros podem não estar se restringindo só a insultos pelas redes sociais da internet ou a propostas de segregação racial documentadas e “assinadas” pelos autores.
Não se pode dizer, em hipótese alguma, que os cães que ladram são os mesmos que mordem. Pode-se dizer, contudo, que por conta dos que ladram alguns podem estar sendo estimulados a morder.
Uma breve pesquisa na internet revela que em 2009 contabilizaram-se cerca de 14 incêndios em favelas. (11 de janeiro, 11 de fevereiro, 10 de março, 17 de abril, 01 de maio, 26 de junho, 16 e 30 de agosto, 09 e 11 de outubro, 02 e 23 de novembro e 05 e 19 de dezembro). Todos em São Paulo. Em 2010, até setembro, com o incêndio da favela Real Parque, contabilizavam-se 53 incêndios.
Se os dados estiverem errados, será um prazer corrigir. Mas não deve ser muito diferente disso. Ao menos na internet não se acha facilmente dados diferentes. Quem tiver algum reparo ou correção a eles, fará um grande favor informando. Nem que seja para desmontar esta reflexão alarmante.
Mas, enfim, qual é o significado dessa contabilidade macabra? Há algum significado, aliás? É uma questão absurda ou estará ficando cada vez mais evidente que pode – e o que se está dizendo, apenas, é que meramente PODE – haver uma relação entre os fatos surto de racismo e incêndios recordes em favelas?
Parece crível que alguma coisa assim PODE estar acontecendo por conta de indícios mais do que consistentes. Não seria correto, porém, atribuir nomes de culpados. Seria uma irresponsabilidade e quem cometê-la pode comprar uma bela dor de cabeça. Contudo, isso não exclui a necessidade de haver mais investigação do que está havendo.
Aliás, vamos dizer as coisas como elas são: é escandalosa a investigação pífia dos incêndios em favelas tanto quanto escandaliza a difusão de idéias literalmente fascistas que vinham sendo ditas abertamente até que surgisse o caso da tal estudante de Direito cujo nome nem é bom mais citar para não transformar uma garota destrambelhada em bode expiatório.
Aproxima-se um ponto em que se as autoridades locais não demonstrarem maior empenho em investigar e punir os crimes supramencionados alguém terá que provocar o Ministério Público Federal e, obviamente, a Polícia Federal. Tomara que não seja preciso recorrer a essa alternativa em defesa da civilização de um Estado como São Paulo.
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Moradores de favela vivem ciclo de despejo como política pública
MARIANA FIX
ESPECIAL PARA A FOLHA
O Brasil é conhecido no exterior por sua experiência em urbanização de favelas e por ter uma legislação considerada progressista no campo do direito à cidade. Diversos municípios têm se dedicado, no entanto, a desenvolver uma tecnologia de “remoção” de favelas contrária aos direitos sociais.
Em São Paulo, a prática foi institucionalizada por Jânio Quadros (1985-88) com o nome de “desfavelização” e teve na gestão Maluf (1993-96) um dos seus casos mais emblemáticos: a expulsão de mais de 50 mil pessoas para a abertura da avenida Jornalista Roberto Marinho.
Nessas ações, os habitantes das favelas costumam enfrentar pressão e violência, e são forçados a abandonar rapidamente suas casas. Recebem ofertas como verba em dinheiro (o “cheque-despejo”), bolsa-aluguel ou passagens para mudar de cidade. Se tiverem chance de entrar em algum financiamento para habitação, precisarão aguardar em alojamentos por vários anos.
Na mira do trator, na verdade são geralmente empurrados para outras favelas, cada vez mais longe -frequentemente, em beiras de córregos ou nas margens das represas de abastecimento de água, protegidas por lei.
O destino não é casual. A lei de proteção ambiental retira aquelas terras do jogo imobiliário, que define o preço de cada pedaço da cidade quase sempre acima dos baixos salários que a maioria dos brasileiros recebe.
Nas margens da represa, sua presença é temporariamente tolerada por não interferir nos circuitos de valorização imobiliária, até serem novamente ameaçados de expulsão.
Na falta de alternativas, essa é a saída que encontram pedreiros, porteiros, vigias, domésticos e diaristas, entre muitos outros, para não ficarem mais longe do lugar no qual trabalham.
O problema aumenta quando, em vez de uma política ambiental, prevalece o discurso supostamente ecológico para criminalizar esses moradores, ignorando a lógica de produção social da cidade. Basta ver o panfleto “É crime”, recentemente distribuído pela prefeitura nas escolas aos filhos dos moradores do Jardim Pantanal.
É também grave quando obras como a ponte Octavio Frias de Oliveira absorvem todos os recursos da Operação Urbana, que deveriam ter sido repartidos com a habitação social na região da Água Espraiada. Uma enorme desproporção entre a rapidez para produzir grandes obras viárias e a demora em relação à moradia. Até hoje nenhuma foi construída.
Assim, as favelas não são eliminadas, como dizem, mas deslocadas para áreas de menor interesse imobiliário, onde a população vive em condições ainda piores.
São ciclos implacáveis de assentamento, despejo, reassentamento. Entre as consequências estão o aumento das disparidades sociais, a sobrecarga do sistema de transporte e o agravamento dos problemas ambientais e de saúde pública.
MARIANA FIX é arquiteta e urbanista.
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Policia só investiga crime de nome, e a favela se esvai e se desmancha, vira qualquer coisa.
Escandalosa é a palavra. Não investigam, nem tem a menor vontade de investigar. A imprensa, calada, como sempre. Imagina o estrago que isso faz na cabeça dos alienados: passam a achar que 53 incêndios em pouco menos de 2 anos em favelas é "normal".
Tratam seres humanos que estão em condição sociais inferiores – pobres – como lixo, como menos que gado. Do tipo, queimou, acabou, pronto. Vamos passar ao próximo "escândalo" do governo federal. Erenice, Erenice!!
Está intolerável, esta cidade em que vivemos.
Eu soube, há uns meses atrás, que o Ministério Público e a Polícia Civil estava investigando esses incêndios e estavam seguindo duas hipóteses (haviam evidências da ocorrência das duas hipóteses):
- incêndios criminosos em áreas com interesse imobiliário ou desapropriações para obras da prefeitura/estado de SP: desta forma, não seria necessário pagar indenizações pelas desapropriações. A verba de auxílio para os desabrigados é menor do que o valor pago em indenizações por desapropriação.
- envolvimento de representantes de associações de moradores com funcionários da CDHU: na maioria dos incêndios, não há vítimas, nem perdas materiais (móveis, eletrodomésticos) significativas; a Polícia teria flagrado moradores tirando móveis e pertences pessoais antes de incêndios. Suspeita-se que representantes da CDHU embolsariam as verbas de auxílio dos moradores e em troca "passariam" os desabrigados à frente na lista de espera por unidades da CDHU.
Lembro de ter visto matéria a respeito na mídia há alguns meses atrás, mas não vi nenhuma novidade a respeito. Mas não duvido nada que haja alguma participação de algum grupo xenófobo nesses incêndios…
Essa ultima versão é fantasiosa. Queimar seus unicos bens para ficar na fila por algo incerto é no minimo burrice. O povão, mesmo o de São Paulo, já demostrou nas eleições que não é burro. Pode existir um ou outro morador que compactue com aqueles que estão botando literalmente fogo nas favelas, mas é uma exceção que confirma a regra, ou seja, a maioria esta sendo vitima. . É isso que esta matando eles, A "elite" quer eliminá-los, por não fazerem sua vontade. Sintomático que os incendios tenham pararado em 2010 perto das eleições. Para não prejudicar a eleição de quem? Se depender das instituições paulistas – MP e policia – nada será investigado.
Ana Cruz:
Concordo na íntegra com seu comentário. Seria interessante obter os dados de anos anteriores, pois transitei diariamente pela região nobre até o ano 2000, onde estão incrustadas as favelas-alvo, e nunca ouvi falar de incêndio.
Muito digno de sua parte meu caro Eduardo, esta preocupação constante e diária com um problema de tamanha gravidade como este. Lamento que muito pouco se tem atentado para estes crimes. Merecia por parte dos que militam na comunicação e que possuem muitos seguidores, conclamá-los para a luta contra esta mazela do racismo e do preconceito. Parabéns por mais esta bandeira que você levanta.
http://easonfn.wordpress.com
Pde,em hipótese,estar em tela uma união de interesses nesses incêndios:grupos imobiliários(…) e grupos de extrema direita que PODEM receber dinheiro para realizar essas ações.Mais do que racismo,talvez seja business.
eu concordo.
primeiro bussiness
amparado por racismo indiferença cegueira
há limpeza étnica como disse o julio lancelotti na puc
aliás esse é o nome que junta os negócios com o racismo…
Postei esse comentário mo blog do Nassif e agora trago para cá.
A estudante de direito pede para afogar nordestinos e fazer um bem para São Paulo, mas se esquece que o governo do PSDB já faz isso há muito tempo. Basta chover na capital dos EUA (para eles é claro/paulistas) que abrem-se as comportas das represas e se alagam os bairros pobres, onde teoricamente está repleto de nordestinos. Outra coisa, quando não se pode afogar tentam queimar mesmo, vcs já deram conta de quantos incêndios ocorreram em favelas de São Paulo no período de gestão do PSDB? Não, então tentem se lembrar com um caso idêntico registrado no resto do Brasil. Isso sem falar naquela ajudinha dada por Prefeitura e Governo para as famílias de nordestinos que desejassem deixar São Paulo. Como o Chico Buarque diz: falam grosso com os nordestinos e rebolam (por minha conta) na frente dos americanos. Eu acho mesmo é que São Paulo tinha de dar um jeito de se livrar desses grupos terroristas que habitam o seu solo, não de homens e mulheres trabalhadores como nordestinos.
O pessoal do PSDB paulistano e do Estado também, não tão nem aí com os nerdestinos, moradores
da Capital pois, esse pessoal sabe qeu eles nem titulo de eleitor tem, aí se morrerem ou não, não faz a
diferença para o PSDB de SP. Agora que a PF deveria já iniciar um trabalho de ivestigação, há
devia.
53 incêndios dividido por 2 anos = 26,5 incêndios por ano divididos por 12 meses = 2,21 incêndios por mês…
Santa matemática!!!!!!!!!!
Neste caso, a Sonsinha ladra ou morde? Ou faz as duas coisas?
Penso que todos estes incêndios já se afastaram há muito tempo do cálculo das probabilidades. Porque este tipo de incêndio nestes lugares com esta frequência só acontecem em SP?
Eu sinceramente temo que a continuação dos governos tucanos aí em São Paulo poderá levar há um estouro de violência. Fico imaginando quando os pobres da periferia e nordestinos começarem a reagir violentamente às agressões do todo tipo que sofrem.
É bom que se saiba que um jovem nordestino esteve na faculdade da moça atrás dela. Com certeza não foi para pedir educadamente que se retratasse
Kassab e Serra (finalmente fora) são francamente higienistas e sanitaristas (http://tsavkko.blogspot.com/2009/12/ze-alagao-e-kassab-praticam.html). E, de fato, o racismo cresce de forma assustadora.
Queimar favelas é um detalhe. Eles também alagam comunidades, higienizam o centro, tratam viciados como lixo… É um conjunto de políticas de limpeza dos "indesejados".
Episódios de barbarie policial e descaso são lugar comum (http://tsavkko.blogspot.com/2010/02/ato-dos-alagados-na-prefeitura-e.html)
“YO NO CREO EN BRUJAS, PERO QUE LAS HAY, LAS HAY.” – Cervantes
Existe sim um “suposto” movimento de limpeza étnica em São Paulo, e ele recrudesceu diante da passividade e do silencio das administrações “supostamente” demo-tucanas-piguianas.
Também é mais do que óbvio que ele é orquestrado por uma MINORIA da população de São Paulo, e, adotado e assimilado por aqueles que tem um complexo de SUPERIORIDADE ARIANA, que também são uma MINORIA DA POPULAÇÃO.
Longe de mim formular acusações, mas não posso me privar de fazer conjecturas diante de tantos “supostos” indícios, de “supostos” movimentos com nome e endereço,de tantas “supostas AÇÕES” anônimas e tanta propaganda apócrifa.
Resta saber se são “só negócios” ou se ele tem também o componente xenófobo, os dois casos são tipificados criminalmente.
Mais uma vez, parabéns Eduardo pelo texto.
Se voltarmos um pouco no tempo e lembrarmos que logo após Serra assumir a prefeitura, mendigos foram incendiados no centro de SP, a reforma da Praça da Sé, a diminuição de vagas em albergues, a construção de rampas anti-mendigos, a proliferação da cracolândia e o aumento no número de chacinas de jovens negros e mestiços nas periferias de SP, poderemos concluir que se trata de uma política de limpeza social.
Ontem na Record mostraram um vídeo de alguns rapazes (uns 6) brigando no meio da rua no bairro do Bixiga por causa de uma briga de trânsito.
Um deles estava até mesmo de terno.
Brigaram feio, de dar socos e pontapés.
Eu fico imaginando, o que leva uma pessoa supostamente normal, em plena segunda-feira de manhã estar num nível deste de stress, querendo descontar sua violência no primeiro desconhecido que cruzar o seu caminho.
E fico pensando, onde é que vamos parar com tanta intolerância.
Isto tb associado… a perseguição ao povo da rua….que o diga as rampas construidas para impedir acesso..prisoes etc…que o diga o Monsenhor Julio Lancelotti!!! como testemunha…Urge!! passar sp a limpo! essas praticas sao mantidas pela elite burguesa….pelo pig…..grupos economicos que dominam a politica estadual indo a 20 anos- agora 5 mandatos…. cada vez mais o povo votando com mentalidade burguesa!!! em minha cidade de 28000 hab distante 16km de piracicaba e 80 dde campinas serragio venceu nos dois turnos apoiado por esta ideia burguesa e maquina municipal….DILMA TEVE 7036 no segundo turno produto da militancia aliada,votos conscientes em todas camadas sociais!!!vamos desmontar pela conscientizaçao blogosfera militancia este conceito racista para o bem de sp e do brasil…
"Follow the money".
Esta dica já foi dada a muitos anos atrás (caso watergate).
A questão é bussiness.
A partir de interesses econômicos manipulam-se pessoas com pouco ou quase nada na cabeça.
Movimentos xenófobos ou separatistas são alimentados por interesses econômicos.
Nada como morar num amplo apartamento em um bairro arborizado, carros na garagem, cercado de segurança e com empregada barata limpando a sua privada. Assim pensa grande parte da elite.
Favelas longe, por favor!
Não podemos aqui fazer acusações sem prova, pois aí entra aquela outra máxima: "para os amigos a justiça, para os inimigos a lei".
A estrutura jurídica deste país foi coonstruída ao longo de décadas para beneficiar uma elite.
A luta por igualdade mal começou.
É preciso articular um movimento consistente para cobrar uma investigação correta e imparcial destes fatos (os incêndios de favelas em São Paulo), porque a muito deixou de ser coincidência.
Parabens pela matéria, adoro este blog.
Acho importante fazer uma comparação entre índices de incêndios em favelas de São Paulo e incêndios em favelas de outros estados, como Rio e Minas. Quem sabe o Stanley Burburinho ou a NaMaria poderiam empreender essa investigação… Mas uma coisa já salta aos olhos: em São Paulo há muitos, muitos incêndios, enquanto que esse tipo de ocorrência em outros estados é relativamente rara.
Bom dia, Edu …. eu sei bem o que é esse racismo em Sâo Paulo; eu tenho 54 anos e durante minha pré e adolescência eu estudei em Taubaté, durante 5 anos, entre os 12 e 17 anos; eu sou baiana, de Belmonte, eu sofri preconceito por 2 motivos: ser baiana (eles diziam "nortista") e por ser morena; quando eu voltava de férias para o colégio eu vinha da Bahia bronzeada do sol da praia, meus colegas (não todos, claro) me evitavam porque eu parecia negra, uma colega de sala falou perto de mim para eu ouvir: "prá mim passou de branco, é preto", e não falavam comigo não, riam de mim na hora do recreio e eu era mesmo deixada de lado; uma única colega ficava comigo, porque tb era deixada de lado por ser gorda; lá se vão quase 40 anos e eu me lembro de detalhes dessa minha passagem por Taubaté. Eu pensei que com o tempo o paulista mudaria e passaria a respeitar o ser humano como ele é mas, parece que ainda existem algumas sementes que teimam em se alastrar, que pena!
Eduardo, tudo bem?
Além de racismo, o que pode mover estes incêndios é a velha fome por dinheiro do mercado imobiliário: fiéis à sua ideologia neo-liberal pré-histórica, a Prefeitura de SP e o Governo do Estado abandonaram qualquer ação minima de planejamento urbano (feito agora de acordo com os interesses econômicos de grandes mercadores imobiliários), que – para se livrar de “elementos puntuais” que “desagreguem valor” aos seus empreendimentos, metem fogo em favelas. Assim, se livram de “problemas” que reduzem seus lucros e abrem “novas áreas” para exploração econômica.
Se não se puser um cabresto nestes caras (e em banqueiros e outros alucinados do mercado financeiro”), SP ficará ainda mais insuportável, excludente e inviável
Edu, desde que você postu o pirmeiro texto sobre o assunto isso memveio a cabeça. É muita conincid~encia essa relação. Qualquer um que acompanha a internet muito tempo sabe destas manifetações racistas. A mayara não foi a primeira e não será a última. A pessoa pode não achar estranho, a Cidade do Rio de Janeiro tem mais favelas que a Cidde de São Paulo e o número de incêncios e muito mas, muito menor. Isso é coisa pra a Pol´ciia Federal investigar, a polícia Civil e Militar de São Paulo nunca irá investigr e mostrar os culpados neta história.
A política social de São Paulo (atual) deve ser muito bem analisada, pois esta em concordância com um trecho da música de Sandra de Sá "O joga fora no lixo".
Enquanto isso favelas são queimadas, algumas partes do centro de São Paulo são limpos de forma estranha, mendigos são convidados a se "retirar"
Bairro inteiro (Jardim Pantanal) são alagados sem se achar responsáveis, em prol de quem?
Penso que a investigação tem que ser bem ampla.
Eduardo, um conhecido meu, que tabalha na Prefeitura, garantiu que muitas áreas incendiadas são próximas a imóveis pertencentes à Opus Dei. Pode ser coincidência, mas pelas circunstâncias e personagens, vale a pena investigar.
Pode haver o componente "bussiness imobiliário" e a xenofobia pura e simples. Uma mão lava a outra. A xenofobia alimenta o ódio e o "bussiness" faz o serviço. Se a intolerância já está na alma da elite, quem vai se importar com os miseráveis? Quem os defenderá? A diferença é que um "manda afogar" e o outro põe fogo. É terrível e preocupante. É de dar lágrimas nos olhos.
E essas grandes obras que removem a "ralé' de lá para cá, geralmente para áreas mais precárias, se chamam avenida jornalista Roberto Marinho, ponte Otávio Frias de Oliveira. Sintomático, não?
É o boom imobiliario, depois das favelas queimadas aparece o que ? quem foi um dos grandes doadores
da campanha demotucana ? o secovi, a industria imobiliaria . Quem comanda a secr municipal e estadual da habitação ? o secovi, a industria imobiliaria
Caro Edu,
O Imperador Nero ordenou o incêndio de Roma, para economizar dinheiro com desapropriação.
Pesquisem no GOOGLE "Coliseu wikipédia" e vejam em que local ele foi construído ! Advinha ? No local incendiado por Nero.
Eu também já ouvi falar da denúncia feita pelo Paulo Ribeiro. Acho que merece ser investigada para ver se tem participação da Opus Dei nos incendios.
Boa tarde Eduardo,
O preconceito não cresceu, ele apenas aflorou. Sempre existiu, e agora com um "peão" na presidência é que ficou escancarado. Não acredito em coincidência deste tamanho para os incêndios. Na minha opinião, é crime mesmo.
Um abraço
Esta situação é a mancha enorme na consciência dos políticos que governam para um reduzido número de cidadãos, ou seja: para seus pares e para si mesmos. As pessoas criadas no meio urbano e que poderiam ajudar a mudar esta situação através do voto e da pressão política, não estão nem aí (não digo todas, mas boa parte delas), pois cresceram sem uma educação voltada para a cidadania e, por que não, sem uma educação espiritual(não educação religiosa, pois nem sempre a religião vem alinhada com o lado verdadeiramente espiritual da vida). Vejo nas redes sociais uma boa chance de pressão política: a partir do momento em que as denúncias, tipo esta que você faz agora, começarem a pipocar em todas as redes, pode ser que eles se toquem e comece a surgir uma luz no fim do túnel. Não dá para ficar calado diante de coisas deste tipo, que ferem a alma da gente. Parabéns, Edu.
Edu, não sei se já comentaram a respeito. Não encontrei nada entre os comentários que li, por isso faço o registro. Quando houve um incêndio na favela Rocinha (zona sul de São Paulo) não consegui não pensar no projeto que prevê o prolongamento da Av. Roberto Marinho (antigamente Águas Espraiadas) a fim de que esta chegue até a Imigrantes. Acho interessante para a cidade que se realizem obras dessa magnitude, mas o problema está sempre nos meios que se utilizam para "abrir caminho para o progreso". Não afirmo que a relação entre o incêndio e o projeto exista, mas tenho que admitir que foi a primeira coisa que me veio à mente.
Soninha, afirme apenas o que pode provar.
Vixe, agora você me pegou, Décio! Não tenho como provar que a primeira coisa que me veio à mente quando soube do incêndio foi sua possível relação com o referido projeto, lo siento!
ps.: perdi, mas não esculacha! Chamar de Soninha não vale!
Xiiii, José, eu cliquei no post errado.
A Soninha, não é a Francine, mas a Soninha Lins, que postou logo acima de você.
Policial Décio,
O José Rocha escreveu LITERALMENTE:
"NÃO AFIRMO que a relação entre o incêndio e o projeto exista, mas tenho que admitir que foi a primeira coisa que me veio à mente"
Aí você escreve:
"Soninha, afirme apenas o que pode provar"
Não apenas chamou ele de Soninha (um grande xingamento no meu ententer, pois refere-se à infame Soninha Francine), como escreveu uma afirmação absolutamente ERRADA, já que ele NÃO AFIRMOU nada e você disse que ele afirmou.
Se é para ser um saco, intrometendo-se na opínião das pessoas , pelo menos tenha um mínimo de coerência.
Só falta você dizer que as pessoas não podem contar o que lhes vem à mente. Aliás você já disse isoo, não falta mais nada.
PARE DE TROLLAR POR FAVOR!!!
É o apogeu do 'Choque de Jestão' demo-tucano: a solução final; queimar todos os nordestinos pobres e pretos… Só faltou o forno crematório e a plaquinha: Auschwitz-Birkenau!!
Quase todos incêndios aconteceram nos fins de semana. Podem reparar nas datas. Tudo muito estranho mesmo.
É de arrepiar esse Post !
Caro Eduardo Guimarães, lendo os cmentários acima com as suas denúncias, são de primeira ordem, se possível for, através da força do Blog, contactar representantes do povo a nível Federal que a meu ver é caso de CPI e Polícia Federal. Fala-se em: Xenofobia; especulação imobiliária com corrupção ativa e passiva e incêndios supostamente criminosos; o caos da saúde com desvios astronômicos de verbas da farmácia básica (DENASUS), a pouca (nenhuma) atenção da mídia quanto aos fatos. A coisa é muito séria mesmo e tem que ser apurada.
Gostaria de saber algum deputado ou senador se pronunciou ou se já existe alguma denúncia quant aos fatos.
Falou-se aqui em Nero, o imperador de Roma. Isso me faz lembrar de minha mãe ao dizer que Nero fôra um homem mau, o pior dos homens porque teria matado a própria mãe. Cresci sem esquecer isso, mas um dia lendo sobre Roma soube que essa afirmação estava fundada no fato que Nero mandara incendiar uma área tida por pestilenta e podre de Roma e que Agripina, sua mãe, estava naquele lugar, naquela hora. Roma chegou ser uma cidade pestilenta na qual se opunham as vilas com seus pomares e jardins onde habitavam os ricos, ao resto. Portanto, qualquer semelhança não é mera coincidência porque, por volta da propriedade imobiliária giram os maiores conflitos, desde sempre. O direito a cidade e à cidadania propõem exatamente o entendimento e a superação desse drama, dai termos que conversar sobre isso, como faz a inteligente pesquisadora Mariana Fix.
Eduardo, realmente chama a atenção a profusão de incêndios em favelas que vem se verificando na capital… Por outro lado, tenho a impressão de que a constatação desse fato, nem de longe vai motivar a imprensa (o PIG) ou o Ministério Público a qualquer investigação séria. Por que? Me parece que alguns 'meros pobres' queimados, ou que tenham perdido seus poucos pertences em um incêndio, não estão entre as prioridades de ambas dessas esferas. O que elas priorizam são outras coisas; por exemplo, maneiras de causar dano ou prejudicar a imagem do Governo Federal. É disso que o PIG e o Ministério Público em São Paulo gostam… Se quisermos, realmente, que esses incêndios sejam apurados, acredito que só através de uma forte pressão pública sobre os responsáveis pelo bem-estar da população… Caso contrário, eles continuarão sendo solenemente ignorados.
DiFini, seus comentários, dada a falta de consistência e links que conprovem o que diz, beiram a irresponsabilidade.
Não sei se é de São Paulo, mas, se é, deveria saber que as duas maiores favelas de São Paulo estão sendo urbanizadas, uma delas, inclusive, com a participação não remunerada de um arquitetinho desconhecido, um menino de futuro chamado Rui Ohtake.
Você conhece Heliópolis?…conhece Paraisópolis?…já teve a oportunidade de entrar em ambas?
Veja lá o que vai dizer, porque eu conheço, já entrei, tenho conhecidos, e o escambau.
Esse assunto está curcinscrito na questão da higienização que, vira e mexe, algumas cidades promovem. Que tal, falar-nos um pouco da capital alagoana, onde mais de 30 moradores de rua já foram mortos???!!!.
Décio, por favor, me indique onde está a falta de consistência. Os incêndios em favelas que vêm ocorrendo com frequência aumentada em São Paulo, por acaso não ocorreram? Por acaso, existe alguma inquietação ou iniciativa por parte da imprensa paulista (que como você sabe, é absolutamente "neutra, apolítica e imparcial"), em esclarecer, investigar ou simplesmente dar a essas ocorrências o devido destaque? Houve alguma inquietação por parte do Ministério Público, no sentido de apurar a ocorrência desses incêndios? Se estou mal-informado, peço mil desculpas… Ah! Quanto às suas amizades em Heliópolis e Paraisópolis, meus parabéns. Você mostra não ser preconceituoso e ter a mente aberta; diferentemente de pelo menos alguns dos seus correligionários (suponho que você apóie os governos do estado e da capital. Estou certo?), que têm se manifestado de forma distinta…
"Esse assunto está curcinscrito na questão da higienização que, vira e mexe, algumas cidades promovem." Queimar umas favelinhas bem localizadas só pra dar uma higienizada na cidade… É isso mesmo que está escrito aí!?? Pô, meu! Pelo menos chamem o Rui Ohtake pra redesenhar as casas dos sobreviventes…
Décio, os incêndios nas favelas de S. Paulo me faz recordar os mega-desastres ambientais provocados por acidentes em instalações da Petrobras – coroado, inclusive, com o afundamento da plataforma P 36( Março/2001), que provocou a morte de alguns funcionários da empresa. Os acidentes ocorreram até dezembro de 2002; com a posse do presidente Lula, como por encanto, os acidentes cessaram; e lá se vão oito anos sem graves problemas na relação Petrobras X Meio ambiente. Não é no mínimo estranho? Como diz a doutrina espirita: O acaso não existe.
Irresponsabilidade é ficar acusando as pessoas no debate. Você já acusou o Eduardo, agora o DiFini, parece que você está querendo ser o patrulheiro do blog. Acontece que nem para isso tem consistência suas afirmações. Nem o Eduardo nem o DiFini fizeram acusações. O primeiro constatou uma situação (os incêndios e o discurso da intolerância) e segundo constatou a falta de empenho na apuração dos fatos tanto por parte das autorisdades responsáveis quanto da imprensa. E ambos falaram a opinião deles, o que não constitui irresponsabilidade, como você está acusando levianamente eles de fazerem.
Rui, num de seus posts, você diz que o Eduardo “constatou incêndios criminosos” e diz que não é uma acusação?
A perícia achou o culpado pelos incêncios?
Ora, faça-me o favor!!!!!…., se isso não é uma acusação, então, acusação mudou de nome.
Edu,não existe acaso nesses fatos.Existe UM PADRÃO.
Não sei onde foram os incêndios,porém há que se averiguar se estão em áreas de valorização imobiliária.Talvez seja um ponto de partida.
Óbvio que quem pratica isso,no caso de serem intencionais,o que parece,dado ao alarmante número de não acasos,são grupos ou associados que pouco estão se lixando para o povo que lá habita.
Desculpe se pareço descrente,mas desde o início,achei e acho que são incêndios CRIMINOSOS e INTENCIONAIS.Visam o LUCRO no frigir dos ovos.O MP,PC e PF devem investigar a fundo.Ai tem.
Vivan, fale do que sabe!!!
Ocupações irregulares, SEMPRE estão em áreas valorizadas de grandes cidades.
Não fosse assim, as grandes favelas de São Paulo não estariam localizadas em bairros como o Murombi.
Eduardo, é bom levantar essa questão. Sempre achei muito estranho esses incêndios em São Paulo e sempre em favelas. Há urgência em pressionar as autoridades para investigar a fundo, antes que esse modelo se expanda, alimentado também por essas ondas de racismo explícito.Que certa elite brasileira tem ódio a pobre, a negro e a homossexuais, isso é verdade. Basta ver alguns fatos: queima de índio em Brasília, jovens que espancam empregadas domésticas, negro que apanha da polícia por ser confundido com ladrão de carro, sem tetos queimados enquanto dormem (em vários lugares do país), autoridades que colocam obstáculos em cimento, embaixo dos viadutos, para que os pobres não possam lá dormir, em suma uma série de atos que mostram claramente onde estamos chegando.
Os incêndios nas favelas de S. Paulo me faz recordar os mega-desastres ambientais provocados por acidentes em instalações da Petrobras – coroado, inclusive, com o afundamento da plataforma P 36(Março/2001), que provocou a morte de alguns funcionários da empresa. Os acidentes ocorreram até dezembro de 2002; com a posse do presidente Lula, como por encanto, os acidentes cessaram; e lá se vão oito anos sem graves problemas na relação Petrobras X Meio ambiente. Não é no mínimo estranho? Quem sabe se o Mercadante tivesse sido eleito os incêndios também não cessariam? Como diz a doutrina espirita: O acaso não existe.
Assim sua miopia ideologica talvez o impeça de ver algo mas coloca no google acidente petrobras e vera dezenas de acidentes "apesar" da posse do predidente lula.
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Incendios em favelas coloca no google "incendio favela rio" e veja por vc..
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Tem mais incendio em favelas no SP pq existe maior quantidade de favelas. Pq tem mais favelas em sp pq eo estado onde tem as melhores oportunidades de melhora de vida , ou vcs acham que alguem iria migrar atoa.
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Uma favela ea prova que o modelo de estado que temos não esta funcionando , um estado que retira perto de 60% da renda dos cidadãos e não da nada em retorno so podia dar nisso.
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Quem realmente promove a discordia na nossa sociedade e aqueles que pregam a luta de classe a invasão de propriedade privada e aqueles que pregam o fim do capitalismo regime que de todos os que a nossa sociedade desenvolveu eo que garante a sobrevivencia de 6 bilhões e humanos ,este mesmo sistema que alguns pregam sua extinção possibilitou os maiores avanços tecnologicos e de conforto , onde um "pobre" ter a vida mais confortavel que um nobre no seculo 19 .
Meu caro, pequenos acidentes acontecem. Principalmente em área de alto risco como a de exploração de petróleo. Mas o meu comentário abordava acidentes de grandes proporções e que a meu ver caracterizava sabotagem. É bom lembra que os ”mega desastres” aconteceram num período em que se discutia a privatização da empresa e desmoralizara ajudaria na empreitada. Se alguém tinha duvida: a campanha presidencial provou que tucano não tem escrúpulo.
Ja notou que o litro de leite e mais barato que o litro de gasolina.
Este presuposto petroleo e nosso puro engodo para os mais simples , da a entender que a petrobras e do povo e que se desestatizar a petrobras o patrimonio do povo sera reduzido.
O petroleo e deles a conta e nossa.
O acaso não existe, apenas, no plano espiritual, não troque as bolas.
E você entende de favelização tanto quanto eu entendo de chinês.
Provavelmente, mora a milhares de quilômetros de São Paulo e tem constume de vender peixe de olhos fechados.
Caro Geraldo, sobre os desastres na Petrobrás até as vésperas do gov. Lula, a explicação é simples: o gov. FHC sucateou a estatal, como fez com outras, para 'prepará-la' para a venda (tentou até o X no nome). Meu irmão trabalhava no principal centro de pesquisas da empresa e viu os projetos ali serem interrompidos um a um (pesquisas de ponta, voltadas p/ descobeta de novos mananciais). Acabou saindo, com tantos colegas, tentou unidade menor no interior do estado, q acabou tb asfixiada. Foi embora do país, como vários, c/ excelentes propostas de trabalho em multinacionais do petróleo. A Petrobrás, assim, jogou fora o investimento de pelo menos 1 década nesses jovens, todos mestres ou doutores em geologia, química, engenharia, etc. Fez o mesmo c/ técnicos capacitados em diversas áreas (talvez isso explique os acidentes, não?). O governo seguinte retomou investimentos, trouxe de volta uns tantos, fez novos concursos, capacitou, a Petrobrás voltou a crescer e a apresentar os resultados q vemos. Simples assim.
Avenida Roberto Marinho, Ponte Otávio Frias…
Eu heim
Entendi, mas, o "Eu heim", deveria ser porque tem um ponto de distribuição de drogas, no local.
Será que é porque tem uma favela, na avenida?
Não podemos esquecer também o total descaso com que a prefeitura e o governo de São Paulo trataram os cerca de 5 mil moradores (pobres, lógico, muitos deles provavelmente migrantes e/ou negros) da várzea do rio Tietê, que ficaram sob as águas entre o final de 2009 e o início de 2010. Embora algumas autoridades tenham culpado santos e metereologia, acredito que este terrível exemplo de descaso público também esteja associado a um ainda mais terrível plano de "limpeza étnica modernizada".
“A César o que é de César”, já dizia minha mãe citando as escrituras. Se por um lado se observam nichos de imbecilidade xenófoba em São Paulo, por outro não há por que dizer que o povo paulista é imbecil e xenófobo como às vezes se quer demonstrar. A jovem Mayara Pretruso, por meio de seus excessos preconceituosos, não fala pelo povo paulista e apenas replica na rede os comentários que deve estar acostumada a ouvir no meio em que vive. Parece-me, nesse caso, que a mesma está tendo uma excelente oportunidade de fazer uma profunda reflexão acerca de seus (pré)conceitos, ressaltando-se que terá oportunidade de responder judicialmente por suas tolices.
Em relação aos incêndios em favelas de São Paulo, importa dizer que é bastante crível que os mesmos aconteçam muito mais em função da precariedade de instalações do que por uma ação coordenada da “elite branca paulista”. Nesses locais é comum a existência de instalações elétricas clandestinas (gatos) ou mal elaboradas, bem como a iluminação por meio de velas e até mesmo lamparinas. Associe-se a isso paredes de tábua e o risco de incêndio se potencializa.
Deixo claro aqui o meu repúdio ao manifesto “São Paulo para os paulistas” ou o nome que lhe queiram dar, bem como às ações do poder público da cidade de São Paulo no sentido de construir rampas e bancos “anti-mendigo”. São Paulo (Cidade e Estado) é de todos, para desespero de uma minoria medíocre.
“A César o que é de César”
Aos paulistas o que é deles. São Paulo para os Paulistas!
Caro Eduardo, mais uma vez, sua análise dos problemas da cidade de São Paulo, no caso, a questão das favelas, contempla uma visão paternalista e que não considera a dinâmica do aparecimento e disseminação desse tipo de moradia irregular.
Bem, em primeiro lugar, em São Paulo, poucas são as favelas "pobres".
Naquelas implantadas já há algum tempo, uma rápida avaliação já permite constatar que raras são as casas onde não são encontrados todos os tipos de eletrodomésticos, muitas delas com garagem e automóvel dentro, comércio dinâmico em seu entorno, sem falar que, a localização das ditas cujas, invariavelmente é muito boa, determinada pela demanda de serviços de baixa qualificação, como jardineiros e arrumadeiras, entre tantos outros.
Ou não existem favelas – as maiores, aliás – no Morumbi, no Brooklin, no Ipiranga, na Mooca, ou na Vila Mariana, para quem não sabe, bairros de classe média alta da capital?
Você diz que o trator empurra as favelas para outras mais distantes.
Isso pode ter sido política de administrações mais antigas, mas, hoje, a primeira e grande preocupação é não deslocar os moradores, para outras regiões, pela razão apontada acima.
Ou os barracos de Heliópolis não estão sendo substituídos por prédios de apartamentos, inclusive, com assinatura do projeto do Rui Ohtake, também, para quem não sabe, um dos arquitetos mais bem conceituados do Brasil, no momento? Ou Paraisópolis não está sendo toda urbanizada? Ou os moradores do entorno da Represa de Guarapiranga não estão sendo deslocados para áreas, apenas poucos metros, afastadas da represa, para preservar seus mananciais?
Quem me dera, morar numa casa, cujo projeto tivesse a assinatura do Rui Ohtake!!!
Então muda para uma favela logo de uma vez, porque do jeito que você fala parece que lá é um paraíso e que os moradores estão recebendo benefícios indevidos.
Não, obrigado, eu já tenho a minha, comprada com dinheiro ganho com muito trabalho.
Esse é o retrato exemplar do egoísta tucano, gente. Ele tem a casa dele, e quem agora só tem cinzas, que se "exploda". Ops, explodir não. Pega mal.
É fácil falar de longe. Investigar pra quê, se não é a minha mesmo?…
O Rio de Janeiro tem por volta de 500 favelas, e nunca houve tantos incêndios lá como estão ocorrendo aqui.
Aí, como sempre com gente como você, joga a culpa no povo, que faz "gatos" e ligações clandestinas. Claro, a culpa é sempre do povo quando não há administração do PT; aí, nesse caso a culpa é claramente dos petistas. Como nas enchentes desse ano: a culpa foi do povo que jogou o lixo na rua. Nem uma palavra sobre os 2 anos sem assoreamento do Tietê, sobre o corte de gastos da Prefeitura em limpeza de vias (bueiros e bocas de lobos incluídas), sobre a impermeabilização de áreas de várzea. A culpa é do povo.
Lapidar seu pensamento.
Exato !!!!!
Tudo que é favelado , – é VAGABUNDO , – ''fabricante de filho'' , Graças ao Bolsa Esmola do Lula , kkkkkkkkkkk
Tava na cara que seus argumentos iam terminar aonde terminaram !
Obs . Não virei novamente neste espaço conferir coisa alguma do que voce disser . Se responder , somente o Blogueiro tomará conhecimento . Tenho mais o que fazer , – cara !
Quem me dera, morar no Morumbi!!!
Quem me dera, morar à beira de uma represa!!!
A não ser que você defenda a idéia de manter os esgotos das casas, como estão, ou seja, despejados nas águas da represa, ou ao longo dos córregos onde geralmente são instaladas essas moradias irregulares!!!
Ou, quem sabe, defenda o modelo de invasão e construção de barracos de madeira, em condições abaixo de qualquer índice de habitabilidade, sei lá!
Aliás, falando em invasão, você sabe que existe uma indústria da invasão, na capital paulista?
Pois então, fique sabendo, que existem pessoas que fundam até associações, para atuar junto a órgãos governamentais e não governamentais, com o objetivo de conseguir verbas para “ajudar” a essas pessoas que não tem onde morar.
E ajudam, deveras, mediante comissões nada insignificantes, é lógico, afinal, manter uma associação custa uma dinheirama braba.
Você sabia também que, muitos dos imóveis de cunho social – que não podem ser comercializados – são vendidos, mediante contratos de gaveta e seus beneficiários voltando a morar nas favelas de onde vieram, na esperança de entrarem novamente na fila de novos sorteios?
Edu, morar em favelas, em São Paulo, tem muito de…..estilo de vida, pode crer, portanto, visão paternalista é o que menos vai mostrar às pessoas, o que realmente acontece, ou vai ajudar na solução da situação.
Visão paternalista só produz aberrações sociais como os coronéis, que tão bem conhecemos.
E, como dizia meu colega alemão: menfrentem.
mas não precisa matar, queimar ou expulsar os coitados, né?
Dá pra dizer que uma parte pode ser creditada a esses fatores.
A outra parte, podemos dizer, seguramente, que é responsabilidade de brigas pessoais entre moradores, ou, ação de milícias, que, tem, lá seus métodos, .
Talvez os paulistanos se lembrem de uma notícia veiculada, faz alguns meses, de um cara que disse que iria "botar fogo" no barraco da namorada, que o dispensou.
Eu, definitivamente, não acredito que esses incêndios em favelas, façam parte disso que chamam de higienização.
OBS.: o burrinho, aqui, enviou os posts de trás pra diante. Por favor, leiam de baixo para cima.
Cara, isso que você está falando é muito grave; é uma acusação que não deveria partir de alguém com tanta responsabilidade, como você.
Muitos dos incêndios nas favelas parecem ser criminosos, sim, mas não dá pra dizer que a responsabilidade é de gente encarregada de promover algum tipo de higienização, na cidade.
Com aquela quantidade impressionante de "gatos", ou, ligações elétricas clandestinas, umas sobre as outras, sem absolutamente nenhuma preocupação com a segurança e os barracos, uns juntos dos outros, construidos com materiais altamente inflamáveis, a ocorrência de incêndios não poderia ser diferente da verificada.
de 14 incêndios em 2009, pulou para 53 em 2010. Em 2009 foi um recorde. Em 2010, quase 400% de aumento. Aumentou junto com o ódio racial e com propostas de expulsar nordestinos e favelados
Não acho que o Eduardo tenha feito uma acusação, ele afirmou apenas que houve um aumento do discurso da intolerância social e racial, tanto em termos de quantidade quanto em agressividade dos termos utilizados. E observou também que esse aumento do discurso da intolerância coincidiu com um aumento explosivo dos incêndios em favelas.
Uma hipótese que aventou é que o discurso intolerante poderia estimular ações incendiárias criminosas.
Isso é muito diferente de fazer uma acusação.
O aumento dos incêndios em favelas está fora do desvio padrão da curva de ocorrências em função do aumento da população, então é lógico supor-se que deve haver alguma causa para esse aumento.
A coincidência com o aumento do discurso racista e xenófobo e de preconceito social (que em sí já configura crime) é muito relevante para ser descartada de pronto.
Pessoalmente eu observei que o aumento dos incêndios ocorreu principalemnte em áreas de grande valor imobiliário, nas periferias mais afastadas onde as condições são tão precárias quanto nas favelas das regiões mais centrais não observou-se um aumento tão expressivo nos incêndios. Não é uma acusação, mas é uma constatação importante.
O assunto dos icêndios em favelas é muito importante. São seres humanos correndo risco de vida e perdendo o pouco que tem (que mesmo sendo pouco, faz muita falta). Seja qual for a causa dessa tragédia, ela precisa ser urgentemente combatida. Não podemos ser insensíveis e arrumar uma desculpa qualquer para não fazer nada a respeito.
Que bom que você acordou para os óbvios incêndios criminosos das favelas de São Paulo, já relatados em outros espaços da web, como no Blog de PHA. Todavia, é sempre bom lembrar que a maioria dos habitante dessas favelas são paulistas pobres e negros(pode-se percebê-lo pelo sotaque nasalido que possuem). Isso permitirá a que, libertem-se do esterióptipo imbecil de classificar a discriminação contra o Nordeste como "racismo"(A QUAL É NA VERDADE UMA DISCRIMINAÇÃO POR ORIGEM, IGUALMENTE HEDIONDA. MAS CUJA ADJETIVAÇÃO ADEQUADA DEVE SER REFORÇADA, PARA QUE OS NORDESTINOS BRANCOS; QUE, COMO OS BRANCOS DE TODAS AS REGIÕES DO BRASIL, PERTENCEM ÀS CAMADAS MÉDIAS E ALTA E AOS ESTRATOS SOCIAIS MAIS INTRUÍDOS; TAMBÉM ENGAJEM-SE NA LUTA CONTRA ESSES VERMES). Também ajudará a que vocês conheçam a real composição do seu povo, sabendo que os pobres e negros são tão paulistas quanto aqueles que incendeiam suas residência, constatação que talvez leve-os a perceber o quanto sua cegueira corrói vocês mesmos.
14 incêndios
os 14 à noite ou de madrugada
os 14 por problemas elétricos
os 14 em favelas
as 14 cheias de nordestinos
os estatísticos riem, tudo 100%
isso se chama APARTHEID
Aqui do Rio de Janeiro venho acompanhando com grande desconfiança esses sucessivos incêndios em favelas de São Paulo.
Fico pensando: como é que pode as de São Paulo serem tão vulneráveis enquanto as daqui não?
Tem alguma coisa muito explícita nisso que causa espécie a Folha, Estadão e a Veja, tão sensíveis as confusões nas favelas cariocas, ao ponto de publicarem profundos estudos, não darem a importância devida ao fato paulistano.
O que o silêncio, principalmente do Estadão e da Folha, tem a ver com o alarido de anúncios imobiliários de páginas e mais páginas nesse jornais?
E a Prefeitura tem com isso quando o socorro dos Bombeiros sempre chegam quando os barracos já se encaminham para o brejo?
Alguma coisa acontece no meu coração…