Mídia faz lobby para americanos na compra de caças

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Na semana que passou, enquanto estive na Argentina a trabalho, tive a excelente oportunidade de conhecer um jornalista local amigo de um cliente. Ele quis me conhecer ao saber, através daquele cliente, de minhas atividades jornalísticas neste blog. Reunimo-nos em um café em Puerto Madero, pois.

Durante a conversa, abordamos a questão da compra de três dezenas de aviões de guerra que o Brasil vem ensaiando fazer desde o primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso. Uma compra de bilhões de dólares que, para esse mundo rico e afundado em problemas econômicos, torna-se da maior importância.

Além de ser três chic o Brasil ser protagonista de um negócio que aguça a ganância das nações mais industrializadas da Terra, essa negociação nos coloca em condições de força para darmos um salto que ultrapassa em muito as meras condições financeiras do negócio.  O salto em questão, vale ressaltar, seria em nossa indústria aeronáutica – e talvez, mais do que isso, em nossa capacidade defesa do território nacional e dos interesses geopolíticos do Brasil.

Até um argentino sabe o que está por trás da opção sabidamente mais ao gosto do grupo político que governa o Brasil e sabe que o que está por trás desse gosto é o melhor interesse nacional. Isso é evidente. Ao menos partindo do princípio, de difícil negação, de que os americanos não transigem em questões militares.

Os três finalistas para a compra que permitirá ao Brasil desenvolver o projeto FX-2 – de um caça legitimamente nacional, com domínio de tecnologia nacional – são o caça americano F-18 Super Hornet, o sueco Gripen NG e o francês Rafale – C.

O Brasil firmou há anos um acordo de cooperação estratégico-militar-financeira-cultural com a França, o que desagrada aos americanos porque querem ter o controle não só do seu “quintal” (as três Américas), mas do mundo inteiro – ou queriam ter, mas vão descobrindo que não podem. Esse acordo nos permitirá dominar o ciclo de produção cem por cento autônoma de aviões de guerra, sobretudo em situações de conflito.

O que interessa a nós, porém, é que esse acordo nos permite um nível de autonomia compatível com pretensões do Brasil de se tornar aquilo que Delfim Neto definiu antes de todo mundo, por aqui, como “player global”, ou jogador global, nação capaz de participar das grandes decisões definidas pelo grupo de nações mais influentes, decisões que as outras acabam tendo que aceitar.

Enfim, o fato é que toda a comunidade internacional sabe que a imprensa brasileira está fazendo o jogo dos americanos. E, para que isso não fique muito evidente, essa imprensa – Folha, Estadão, Globo e Veja, sobretudo – diz que o avião americano é o “melhor”, mas que o avião sueco seria a solução de consenso por o negócio oferecer maior transferência de tecnologia, apesar de o Gripen ser inferior ao avião americano, mas superior ao francês.

Não é verdade. O Gripen leva componentes americanos essenciais que delegariam a eles (aos americanos) a decisão de fornecer peças de reposição em caso de ser necessário, em um conflito – ou mesmo se houvesse essa possibilidade de conflito real –, o uso dessas máquinas de guerra que estamos adquirindo, em vez de podermos produzir aqui o que precisarmos.

Suponhamos que os Estados Unidos decidissem apoiar uma ação militar de seu braço colombiano contra seu desafeto venezuelano. Digamos, por exemplo, que Hugo Chávez decida interromper a venda de petróleo para os americanos. Em retaliação, seria buscado um pretexto pela aliada militar americana Colômbia para atacar a Venezuela e derrubar Chávez.

Nessa situação, haveria uma reação da Unasul contra a Colômbia – talvez uma reação militar. Nessa hipótese improvável, mas nada descartável, em havendo um conflito a necessidade de peças de reposição para sistemas vitais dos aviões – ou até a compra de aviões substitutos – seria decidida por uma das partes nesse conflito, a parte que seria nossa adversária.

Esse é o resumo da ópera. A imprensa de direita faz coro com Washington sobre governos sul-americanos que os Estados Unidos consideram hostis aos seus interesses, por isso quer fazer prevalecer os interesses de seus apoiados. Só  não se sabe sob que expectativa de recompensa, mas imagina-se.

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76 Comentário

  1. Só não se sabe sob que expectativa de recompensa, mas imagina-se

    Eu tb imagino quem receberá gordas e fartas recompensas do governo frances, conhecido em pagar polpudas contribuições a todo tipo de contraventores ditadores e outros da mesma estirpe.

    • O mesmo pode ser dito sobre os americanos, famosos por seus métodos de convencimento. O que deve ser focalizado, aí, é o interesse estrategico. A disposição dos compradores, todos eles têm a sua e nenhum pode ser acusado de se portar como uma freirinha quando seus interesses estão em jogo. Devemos optar pelo negócio que nos dará controle do ciclo de produção de aviões de guerra. Negar isso é ir contra o próprio país.

      • Ja tentamos isto no nosso AMX. e deu no que deu.

        Não vejo ninguem dando garantia de coisa alguma.

        Não existe conhecimento pleno do acordo, mais do que secreto.

        O que se sabe, e vazou no WikiLeaks, foi que o Comandante Juniti Saito tem uma preferência pelo caça americano.

        Sabemos tb da trapalhada ao redor deste tema com Lula, Jobim et alii.

        De resto nem vc, nem seu amigo Argentino e nem a odiada imprensa não sabem nada.

        Os interesses aqui vão muito além de nosso parco saber e certamente tem muito mais a ver com interesses pessoais e de jogo de poder do que com interesses nacionais.

      • Desculpe só mais um adendo

        Concordo com a metodologia vil de todos os participantes.
        Mas acharei absurdo qq que seja o acordo, sabendo que haverá negociata paralela.
        Independente de quem sejam os protagonistas.
        Os meios não justificam os fins.

        • Não adianta espernear e ficar catimbando, Campineiro. Seu candidato perdeu as eleições. Não teremos terceiro turno nem repescagem. Você vai ver a Presidente Dilma presidindo o país e tomando as decisões que deve tomar, assessorada pelos seus ministros e auxiliares. Palpites seus e de Eliane Tacanhede não serão nem considerados. Vocês da UDN, que não são capazes de diferenciar fezes de cobra coral e de cobra cascavel, ou seja, não entendem nem de bosta e querem entender de aviões bélicos.
          Vai dar seus palpites despeitados lá no blog do esgoto, cara!

          • Quando alguem usa “Vocês ” ta classificando para dividir , tanto os esquerdistas como direitistas são contribuintes e tem todo o direito(e dever) de saber onde como e onde ira seu dinheiro.
            O acordo com a frança e além do rafalle envolve outras areas , e desde o imperio temos relações militares com a frança creio que isso sim que sendo levado em conta neste acordo.

          • Com o AMX, a Embraer aprendeu a fazer jatos subsônicos e hoje é a terceira empresa do mundo na aviação civil. Com o Rafale, a Embraer vai aprender a fazer jatos supersônicos militares, e o Brasil vai aprender a montar e programar os sistemas de aviônica desses aviões, se tornando independente nessa área tecnológica, assim como já sabe fazer submarinos convencionais e vai aprender a fazer submarinos nucleares.
            Se comprar o pacote fechado dos americanos, uma caixa preta, vai aprender é nada. E vai continuar comendo na mão do adversário geopolítico que tudo faz para boicotar o Brasil, com medo da concorrência futura de um país grande, não de um paiseco qualquer. O Brasil não é mais uma Republiqueta de Bananas (e dos Bananas), embora a nossa “elite-lúmpen” demo-tucana tenha muita saudade daquele tempo passado e tudo faça para uma volta no tempo. Não vão levar. Acabou. Rafale nos entreguistas, e vamos aprender a fazer supersônicos.

        • Negociata paralela faz parte do mundo dos políticos antes mesmo do eu e você nascermos. Não é invensão do PT e nem do PSDB, é característica do ser humano tentar passar a perna em outro ser humano. E ninguém tente se enganar dizendo que não faz isso, pois é mentira, de modo pesado ou levemos, fazemos dos nós a mesma coisa. Será hipocrisia o nome disso? Ou sede de poder? Ou ganância? Ou arrogância? De qualquer maneira é uma caracterísica humana. Nós precisamos rever nossa existência como espécie, pois na minha humilde opinião,estamos caminhando para a própria extinção.

          • Negociatas fazem parte do mundo dos negócios, eventualmente, e constantemente ( que é errado e contra a ética ) do mundo dos políticos. Ou seja, quando é interesse de alguém e tem dinheiro em jogo, há negociata, independente de ser político ou não.

          • obrigado valdir. mt esclarecedor.

          • Caro Valdir, muito esclarecedora a palestra do CTA. Imagine que FHC desativou o CPqD da telebrás, que hoje poderia dar suporte ao CTA no desenvolvimento de novas Tecnologias em nosso país.

        • Pois é! Outro dia ouvi alguém esbravejando sobre o pré-sal, que era um absurdo, que iam roubar tudo, desviar, corruptar, etc. Quer dizer, só sabe ver que haverá corrupção. Mas não soube dizer o que fazer. Talvez o melhor seja deixar o petróleo lá no fundo mesmo. Ou talvez dar de graça para os de fora. É a mesma retórica sobre os caças. Então o negócio é não comprar. Deixa assim. Podemos até vender os velhos que estão por aí. Talvez seja melhor mesmo acabar com todos os impostos, com os governos, para que nunca mais haja corrupção. Depois acabaremos com as empresas, sim, as privadas, para que também não mais haja corrupção. Depois o dinheiro, depois nos matamos todos, para que realmente não mais haja corrupção. Agora só falta alguém me dizer que sou a favor da corrupção. Quem tiver capacidade de discernimento sabe do que estou falando.

      • Um dos grandes prazeres de frequentar blogs “sujos” como este oásis Cidadania, é justamente o fato de podermos descansar nossos olhos e ouvidos (sem falar da alma, do espírito) do cretinismo informativo, do estelionato noticioso, da vigarice pseudo-jornalística PIGuiana que nos são impostos diariamente. A retórica-lixo, o sofisma-chulé, a opinião cínica, passam a ser um amontoado de lixo esquecido nas bancas, nas rádios e Tvs. É como se a brisa refrescante do bom e honesto Jornalismo soprasse sobre os acontecimentos, e a verdade factual voltasse a respirar. É uma verdadeira sensação de alívio. Por isso, Edu, insisto que você poderia polpar os seus assíduos leitores de certos “ecos do esgoto” travestidos de comentários, como o lixo opinativo desse tal “Campineiro”. Fosse este espaço um boteco e estivéssemos nós numa animada roda de amigos, o referido mala, pela-saco, certamente seria o descartável penetra, o que teima em falar pra ninguém; o intrometido inconveniente, o sem-noção, o desnecessário, o bêbado insuportavelmente chato… Fala sério…

    • Pensando em estirpes, podemos falar também das empresas francesas; um exemplo ao acaso, Alstom.

    • Os benefiários da Alstom, os tucanos de São Paulo, que o digam!

    • Isto mesmo, Campineiro! Os tucanos de São Paulo conhecem muito bem estas práticas dos franceses.

    • Eu também imagino que os USA não mais guerrearão, não mais boicotarão, não mais apoiarão o holocausto palestino………
      faça-me o favor de argumentar, não de usar sua imaginação como se fossem fatos, deixe isto para o PIG

    • Campineiro, sempre a serviço dos interesses contrários ao Brasil. Por isto o Campineiro defende com unhas e dentes a submissão do Brasil aos interesses estadunidenses.

      Foi esse mesmo Campineiro o defensor da candidatua nefasta do finado Zé Serra.

      Esse mesmo Campineiro é favorável à liberdade de imprensa do PIG e não da sociedade.

      Campineiro, Campineiro, o que pretende um Estado Mínimo e um Mercado Máximo.

  2. Onde está o Abel Botelho? O Campineiro já chegou.

  3. Chique não é o Brasil ser protagonista de um negócio desses. Chique mesmo é conversar sobre o tema com um jornalista argentino, num café em Puerto Madero…

    • Ele e o Campineiro se alternam naquela missão de beira da estrada para “saudar” as caravanas que passam. Fico um pouco aborrecido é com a paciência do Eduardo em dar a mínima atenção para estes udenistas inconformados. O Abel e o Campineiro devem procurar sua turma lá no blog do esgoto, onde eles são considerados “sobrinhos do capetão”!

  4. Apenas no intuito de cooperar (e por favor não publique isto) mas eu creio que houve um erro tipográfico. Seria “très chic”, ao invés de “três chic”, não?

  5. O avião brasileiro Tucano leva componentes americanos, e porisso sua venda para a Venezuela foi impedida pelos Estados Unidos, que boicotaram o fornecimento desses componentes. Se fazem isso com os pequenos Tucanos, o que não farão com caças supersônicos e de altíssima tecnologia?

    • É justamente este detalhe que os udenistas querem esconder.

      Mesmo assim os udenistas de plantão neste blog, que provavelmente são pagos para defender interesses do PIG aqui e noutros blogues sujos, acham que o Brasil tem o dever, tem a obrigação de comprar os caças dos EUA.

      Eles, udenistas, querem que o Brasil fique na mão…dos EUA.

  6. Prezado eduardo: Teve um presidente americano chamado Woodrow Wilson( 1913-1921) que disse ” os Estados Unidos não têm amigos, têm interesses “. Como eles se dizem uma nação cristã, parece que procuram seguir ao pé da letra a frase bíblica ” onde estiver o teu tesouro, aí estará o teu coração”.Só que os caras confundem( por conveniência ) tesouro, paz, sossego, tranquilidade com entesouramento de bens materiais, acumulação de riqueza. Este mesmo presidente Woodrow Wilson disse tambem que gostaria de ver fincada em cada parte do mundo uma bandeira americana, por isso hoje os EUA têm mais de meio milhão de soldados espalhados pelo mundo todo e mais de 500 bases militares em redor do mundo. Um outro presidente americano chamado Eisenhower (1953 a 1961 ) chamava a atenção de que a economia americana era subordinada ao complexo industrial militar; ou seja, o negócio é fabricar e vender armas . Se eles passarem a tecnologia para os Brasil com a venda dos aviões, além da vulnerabilidade militar vão deixar de criar empregos lá e o Brasil vai se fortalecer no campo tecnológico e militar.Lembro-me de uma entrevista de um capitao americano ao jornalista Wilfred Buchert(australiano) durante a guerra do Vietnã. ” a america latina é nossa, essa não entregaremos “. Que tal um artigo seu sobre a indústria bélica americana. Hoje esse pais inverte mais de 50% de todo o orçamento militar do mundo egera milhares de empregos diretos e indiretos a saber: pesquisa de armamentos, fabricação, venda, remédios, alimentação, fardas, sapatos e vai por aí a fora seguindo esta linha.

    • Valdir, é por isso que o nosso governo compre os aviões franceses. É preciso que dominemos esta tecnologia. Como se sabe, os franceses não são dependentes dos americanos e esta parceria não é só estratégica para o Brasil mas também para a França. Ter domínio de nosso território é fundamental e já existe o interesse de fincar uma base aqui no RJ.

    • Valdir, quem tem como símbolo uma águia romana só pode ser megalomaníaco e querer “reinar” na terra inteira. Mas, como a águia romana caiu, a americana também cairá, a história da civilização humana está aí pra comprovar que tudo que sobe, desce. Somente as nações que não tentaram dominar o mundo sobreviveram até hoje como uma mesma nação. E creio que foram pouquíssimas.

  7. Nesse embate, a opção mais conveniente para o país é clara: o jato francês. Acredito que o governo brasileiro esteja retardando a efetivação do negócio, tanto por razões orçamentárias, como por motivos de política interna e externa. Mas suponho que essa compra seja decidida brevemente, já que estamos prestes à necessidade de zelar, por exemplo, pela riqueza do pré-sal…

  8. Indo direto ao ponto, não há o que discutir, nesse quesito os estadunidenses não têm nenhuma credibilidade.

    Há vídeos no youtube (http://www.youtube.com/watch?v=GURWeWJsyR8) que mostram a enorme dificuldade em obter peças de reposição e material para desenvolvimento para material por eles fabricados.

    Enviam peças erradas ou defasadas e ai o CTA tem de recorrer ao conhecimento e desenvolvimento nacional. Num dos vários casos em questão tratava-se de um míssil que precisava de uma adaptação. Resumindo: eles são trapaceiros, não se prestam a parceiros estratégicos em nada.

    Isso tudo tem de ser feito de forma muito criteriosa. O caça estadunidense pode ser o melhor, mas os estadunidenses são os piores parceiros estratégicos que se possa ter (talvez só perdendo no quesito trairagem para os chineses).

    E afinal, podemos desenvolver os Rafales da Dassault, assim como desenvolvemos o padrão de TV digital japonesa. No final, vai ficar muito melhor do que esse avião dos gringos. Quer apostar?

    No final, os franceses estão repassando tecnologia ara isso, vão ficar com parte do desenvolvimento que por ventura obtivermos.

  9. Em 2005 o Brasil não pode vender aviões Super Tucanos para a Venezuela, por possuir tecnologia estadunidense.
    Sou da opinião que deve comprar o Rafale e todo conjunto de tecnologia, para nos termos a tecnologia, produzirmos e exportarmos no futuro.

  10. analisemos a crise que se encontram paises da europa e os estados unidos: os americanos estão quebrados(não adianta a imprensa golpista dizer o contrario)portanto uma bolada desse porte iria suavizar o projeto do sr. obama, na europa a franca encontra-se em situacão mais favoravel economicamente, portanto a negociacão elimina o desespero de fechamento do negocio, quanto a suecia, bem a suecia respeitamos pela rainha, que tem uma ligacão conosco, nada mais. agora o que mais esta me interessando, são os proximos cables que serão divulgados, e essa nossa “imprensa”que se cuide…..
    reinaldo carletti

  11. Na minha opinião o melhor caça para FAB seria o russo SU-35, mas o problema foi a transferência tecnológica dos Russos, que pelo pouco que sabemos, não detalhou isso na proposta apresentada à FAB. Agora quanto aos 3 caças restantes, não resta dúvida de que a proposta francesa é a melhor.

    Além do Rafale F-3 ser formidável, um poderoso e temivél caça, ainda tem o que crescer e sem dúvida é um dos melhores e mais agressivos do mundo. O melhor caça desenvolvido pela França, o melhor da Europa, superior ao F-18 americano e  sem comparação com o caça Sueco -Gripem NG que é projeto gambiarra de um caça já existente, com motor e muitos sistemas americanos, sujeitos a embargos. Além do que toda esta falácia de ser o mais barato não convence, é mentirosa, por ser o NG somente um projeto, com muito de novo a ser desenvolvido, não se tem como aferir preço final, que ao término pode ficar mais caro e arriscado, pois nem a própria Suécia se comprometeu em comprá-lo. 
    Pode-se perceber a superioridade da proposta Francesa, pelo forte lobby e pressão que o americanos estão fazendo, jogando pesado nos bastidores e agindo na mídia tupiniquim, pois sabem que jogam contra o Brasil.
    
    A frança foi o único país que ofertou offset em áreas de interesse da FAB, como lançamento de foguetes(pirotecnia), Vant(motor e um laboratório) e transferência irrestrita de conhecimentos relacionados ao próprio caça. Ja efetuou convênios com CTA e ITA, além de contatos com universidades como a USP, e é desta forma que tem que ser, Transferência de tecnologia tem que ser feita para a FAB, empresa brasileiras e instituições de ensino.
    A proposta da SAAB é para a indústria, e não para o desenvolvimento da Ciência&Tecnologia da nação, que é o caso da proposta francesa.

  12. Salvo engano, há uns dez anos o Chile comprou aviões F não-sei-do-quê dos EU. Tudo acertado, mas na hora de entregar os mísseis o governo dos EU se negou, alegando que o Congresso não aprovava, etc e tal.
    Não sei como acabou a encrenca, mas parece que o Chile levou uma rasteira. Tanto é que há uns cinco anos comprou um lote de F-16, mas da Holanda.

  13. É ruim de americano dar garantia de alguma coisa. O certo é comprar dos franceses.

  14. Eu pensei que a opção pelo rafale teria em conta a autonomia também (uns 3800 km). Pelo que vejo no gráfico, ele fica aquém dos outros 2 concorrentes. Não está errada alguma coisa nisso daí?

  15. Se o ¨COISO¨tivesse ganho a eleição seria assim:Comprava os caças dos Americanos,lhe daria a Base Militar DE ALCÂNTARA,e declarariam guerra á VENEZUELA.

  16. Boa tarde Sr. Eduardo!

    A decisão é totalmente estratégica. Ganha o quesito transferência de tecnologia, e é isso que nós estamos pagando caro. Se fossemos fazer compra de prateleira (sem transferência de tecnologia), minha sujestão seria os Sukoi 35 BM, aviões que podem voar de um lado ao outro do Atlântico sem reabastecer. E aì eu queria ver a cara dos nossos amigos inglêses com suas bases no meio do Atlântico em cima do nosso Pré-Sal.

    Já que o assunto é armamento eu recomendo este site http://www.planobrasil.com

    Sds.

  17. Não é “só” uma questão de transferência de tecnologia. É a questão estratégica de que, no futuro, os EUA poderão (bate na madeira) querer nosso pré-sal. Não podemos ter caças que eles conhecem por dentro muito bem. Aliás, sabe-se lá que tipo de dispositivo secreto não colocariam nos caças para derrubá-los em uma hipotética (bate na madeira) guerra Brasil x EUA. É paranoia? Pode ser, mas como disse Churchill: “até os paranóicos têm inimigos reais”.

    • É… pode ser… Afinal, sabemos todos que os EUA costumam ir aonde o petróleo está…

    • Roberto não duvide que os americanos possa colocar um vírus no software do avião, que possa impedir a própria decolagem do aparelho.

  18. Sinceramente, acho que o Brasil está jogando dinheiro fora com a compra desses 30 jatos de guerra.

    Afinal, não temos nenhum inimigo externo ou vizinho beligerante há muito tempo e o único inimigo externo que poderia nos atacar, não por conflitos de fronteiras, mas por interesses economicos em razão de apossamente de recursos naturais como o petróleo do pré-sal seriam, por hipótese extrema, os próprios Estados Unidos.

    Ora, ainda que em decadência acentuada neste século 21, o poderio militar norte-americano é incontrastável, principalmente a aviação e não tem paralelo em termos de enfrentamento contra qualquer outro País do mundo, a exceção talvez da Rússia e da China, mas isso num teatro de operações na europa ou ásia.

    Portanto, o fato do Brasil ter esses 30 jatos de guerra, por mais modernos que sejam, não vai fazer a mínima diferença num eventual confronto contra o único país que pode ter algum interesse futuro em atacar nosso país.

    O Brasil deveria investir muito nas armas, no efetivo e treinamento de seu exército e nos submarinos nucleares, pois são as únicas forças que podem confrontar com um mínimo de eficiência e capacidade de dissuassão o gigante americano.

    • Concordo em parte contigo, devemos investir em armamento que possam causar algum impacto negativo aos latrocidas que queiram nos importurnar, mas vou além .

      Seria fundamental que o governo brasileiro, digo o ESTADO brasileiro, investisse no patriotismo da sua população, pois a defesa da pátria depende fundamentalmente da disposição dos seus concidadãos em defendê-las .
      Neste caso, torna-se imprescindível uma reformulação geral (POSSIVELMENTE COM A EXTINÇÃO DAS MESMAS) das corporações midiáticas .
      Será impossível criarmos uma consciência patriótica estando as cabecinhas de nossos jovens bombardeadas com o lixo alienante destas corporações midiáticas ordinariamente anti-nacional .

      • Prezado Antonio Carlos.

        O que precisamos é uma Lei Geral das Comunicações, baseada nas já existentes nos EUA e Europa. São leis rigorosas que estimulam a diversificação das comunicações, impedindo que haja concentração nas mãos de meia-dúzia de famiglias.

        Se houver extinção de algum veículo – e acho que ocorrerá, sim – que seja porque esse veículo incorreu em crime* ou, senão, porque deixou de ter leitores/ouvintes/telespectadores.
        _____________
        * Por exemplo, na Venezuela, canais de tv participaram ativamente da tentativa de golpe de estado, inclusive cedendo suas instalações para reuniões dos golpistas. Assim, cometeram crime previsto em lei.

    • Desenvolvimento militar não deve ser analisado apenas na ótica da beligerência, deve ser vista também como qualificação industrial, desenvolvimento de técnicas e técnicos, ciência e tecnologia, etc, e tudo isto, não obrigatoriamente, somente àquelas dedicadas ao “primeiro tiro”. Um caso típico e clássico do passado foi o caso do desenvolvimento de “rações de campanha” aqui no Brasil, hoje uma industria reconhecida e que inclusive se tornou um dos maiores fornecedores de merenda escolar. Pode-se citar diversos outros exemplos, muitos inclusive ligados hoje ao nosso dia-a-dia.

      • Mesmo com essa argumentação de que haverá transferência de tecnologia e poderemos construir centenas ou milhares de modernos aviões de combate, não há como enfrentar o poderio de potências militares como os Estados Unidos.

        Uma moderna e poderosa força terrestre – exército, dadas as dimensões do Brasil, dotada de materiais e equipamentos tecnológicos de primeira linha e efetivos adequados, é o fator militar que pode garantir a defesa do nosso país frente a intenções agressivas de outros países, pois pelo tamanho do nosso território e seu número de habitantes, é praticamente impossível haver uma força de invasão ou ocupação que possa controlar uma área de mais de 8 milhões de quilometros quadrados e uma população de quase 200 milhões de habitantes da nossa nação.

        As dificuldades do exército dos EUA nas atuais guerras do Iraque, praticamente um deserto de 600 mil quilometros quadrados habitados por 30 milhões de pessoas e do Afeganistão, com mais de 1 milhão de km quadrados e pouco mais de 20 milhões de habitantes, mostram a importância da resistência militar oferecidas por combatentes no solo. É muito mais difícil ao invasor externo controlar a resistência em solo do que destruir equipamentos ou instalações militares e quanto a isso não existe limite ao poderio norte-americano.

        E para proteção de nossas reservas de petróleo e plataformas marítimas de exploração, nada mais adequado que uma força de submarinos nucleares, praticamente invisíveis, de difícil localização sob as águas e que podem ficar meses submergidos, sendo uma ameaça constante a frota militar e de transportes dos atacantes.

        Mas isso são decisões estratégicas que afetarão nosso futuro como nação e a Presidente Dilma tem a assessoria e toda a capacidade necessária para a tomada dessas politicas cruciais para nosso país.

    • Olha, Donizeti, se fosse comprar os caças dos EUA, seria, sim jogar dinheiro fora, pois seriam apenas 30 aviões, sem transferência de tecnologia e até sem peças de reposição, como foi apontado em comentários anteriores.

      No caso do caça francês, mais importante que os 30 aviões será a transferência de tecnologia que nos permitirá construir, no Brasil, 300 aviões, ou 3000. Não estamos comprando só aviões, estamos comprando o direito de fabricar aviões militares com alta tecnologia.

    • Concordo com você, só temos como inimigos os marcianos, os mercurianos, os uranianos, os kringos e o império de Darth Vader.

      Então não precisamos reforçar as nossas defesas.

      Mas que os estadunidenses se preocupam com as nossas defesas, eles se preocupam!

  19. Qualquer brasileira(o) conhecimento de História dos últimos 50 anos, com um pouco de tutano e uma boa dosagem de patriotismo, vai se posicionar em favor da compra que permitirá ao Brasil desenvolver o projeto FX-2 – de um caça legitimamente nacional, com domínio de tecnologia nacional, ou seja, o francês Rafale – C. O que passa disso, é conversa de LESA PÁTRIA.

    O Companheiro

  20. Qualquer brasileira(o) com o mínimo conhecimento de História dos últimos 50 anos, com um pouco de tutano e uma boa dosagem de patriotismo, vai se posicionar em favor da compra que permitirá ao Brasil desenvolver o projeto FX-2 – de um caça legitimamente nacional, com domínio de tecnologia nacional, ou seja, o francês Rafale – C. O que passa disso, é conversa de LESA PÁTRIA.

    Abraços
    O Companheiro

  21. Se o Ministro da defesa fosse o Jobim a guerra já teria sido declarada…Ah! è ele….entaõ todo cuidado é pouco…Como americanista a defesa dos EUA vai ser porreta…´Prá que transfêrencia de tecnologia…por ele já estariam morando no Brasil…Uma base no Rio com um narcogovernante ancorando os barcos militares.Mais do que a compra das aeronaves estou preocupada com a ocupaçaõ das favelas…Parece que o exército vai comandar outras ocupações?Como vai ser?Estamos em guerra?Contra quem?Chega de sempre sobrar para pobres e negros,né!!! Naõ assiti a prisaõ de nenhum Empresário ligado a lavagem de dinheiro,ou de um político ou morador da zona sul?Será que o lobby americano naõ está só ligado aos aviões,mas tbém a segurança?

  22. Não posso dar pitaco nessa questão bélica.
    Mas de uma coisa eu entendo: Quando o pig critica o antiamericanismo do governo Lula, ele na verdade está dizendo que devemos ficar de quatro para o EUA, pois somos e sempre seremos uma “Banana Republic” . À sigla Pig, podemos anexar o LP, de leza pátria, sem titubear

  23. Investimentos militares, compra de coisas feitas pra matar e destruir… Odeio muito tudo isso.

    A existência de forças militares é algo que eu repudio, mas infelizmente é um mal “necessário”. Pois, afinal, forças armadas existem porque forças armadas existem.

  24. Como confiar em promessa americana? Conforme se diz popularmente, eles são mais falsos que “bula de Vitasay”; pode-se confiar tanto neles quanto em um compromisso assinado e registrado em cartório pelo Chirico.

    Americano (ou devo dizer EUA) é tão desagregador em termos de parcerias militares que impede qualquer desenvolvimento pela quebra unilateral de compromissos, perde-se muito tempo analisando riscos,senãos, etc. No caso de itens militares, é sabido que após um país ter desenvolvido uma tecnologia que antes eles impediam transferência, logo depois abriram suas portas, agora com propostas comerciais diretas (sem consulta) e mesmo fazendo dumping. Alguém sabe me dizer se no caso dos fornecimentos para Israel existem os mesmos problemas? Adivinhem!

    Via de regra, como técnico por formação, acredito que a melhor opção sempre será desenvolvimento interno, com grande apoio governamental nas verbas e com parcerias estratégicas. Se existirem verbas sendo liberadas, a cobrança de metas/prazos deve ser constante; o que não é possível é ficar constantemente adiando metas por reduções nos gastos e vice-versa.

    Com a França, o processo acredito seja mais promissor pelo fato de culturalmente nos identificarmos muito mais com a Europa do que com EUA e países de lingua inglesa. Até uma eventual assimilação de técnicos aqui no Brasil seria mais fácil, principalmente naqueles que viessem a participar na formação como professores e especialistas.

  25. Parabéns, Eduardo, confiar nos americanos seria o mesmo que passar procuração em branco para exploração de nossas rilquesas na Amazônia, Pré-Sal, àgua potável, sub-solo rico em minerais, etc…

  26. Como profundo conhecedor da aviação militar eu digo que se considerarmos o lado puramente técnico o F-18 é o melhor dos aviões que estão na disputa.

    Mas é claro que em um assunto desses você não pode levar em consideração apenas a questão técnica. Que de que adiantaria comprar o F-18 e depois os EUA por alguma razão qualquer impedir a venda de partes do mesmo e por consequência a construção de novos aviões? Ou ainda pior, sabendo como os americanos são, eles colocarem “portas dos fundos” para inutilizarem os aviões se por um acaso do destino eles um dia entrarem em conflito conosco?

    É por isso que o Rafale está sendo preferido, pois os franceses são aliados mais tradicionais do Brasil e portanto seria menor a possibilidade deles “virarem as costas” na hora do “vamos ver”. É muito arriscado comprar armas que dependem de constante manutenção de quem pode um dia ser seu inimigo.

    (Mas claro que nossa imprensa vendida, covarde e corrupta não conta estes detalhes)

  27. Pessoal é questão é muito simples:

    1) O Gripen N18 está repleto de componentes estadunidenses
    2) O F-18 E/F é estadunidense.

    a) O Senado estadunidense não permite que a BOEING transfira tecnologia.
    b) O Senado estadunidense sempre inclui cláusulas políticas nos contratos de vendas de armas. Ex real: O Senado estadunidense causou um um enorme prejuízo financeiro a EMBRAER, ao proibir a venda de caças super tucanos a Venezuela.
    c) Em toda sua existência, os EUA tem o histórico de descumprir contratos comerciais.
    Ex real: Os EUA rasgaram o contrato de venda de peças de reposição dos caças que fizeram com a Venezuela e hoje aproximadamente 100 aviões estão enferrujando no chão. http://pt.wikinews.org/wiki/Venezuela_com_problemas_na_compra_e_manuten%C3%A7%C3%A3o_de_ca%C3%A7as

    Há vídeos no youtube (http://www.youtube.com/watch?v=GURWeWJsyR8) que mostram a enorme dificuldade em obter peças de reposição e material para desenvolvimento para material por eles fabricados.

    Enviam peças erradas ou defasadas e ai o CTA tem de recorrer ao conhecimento e desenvolvimento nacional. Num dos vários casos em questão tratava-se de um míssil que precisava de uma adaptação. Resumindo: eles são trapaceiros, não se prestam a parceiros estratégicos em nada.

    Portanto os aviões são os Rafale Franceses.

  28. Edu, muitas pessoas aqui no site citaram o caso dos aviões super tucanos e o VETO do Senado Americano as vendas que o Brasil estava entabulando com a Venezuela. Foi um grande prejuízo financeiro para o Brasil.

    Não acredito que depois de levar um TAPA NA CARA do Senado dos EUA, o Brasil ainda tenha coragem de comprar o GRIPEN da Suécia, sabendo que muitos componentes desse avião são made in USA.

    Tal atitude, seria uma estupidez cavalar ou…

  29. Prezados Srs, os EUA não vão vender sua tecnologia de ponta, e estão certíssimos; a Rússia não vai vender sua tecnologia de ponta, e a China também não; portanto, a tecnologia vendida pelo RAFALE é ótima, pois, a partir dela, o Brasil poderá fabricar quantos aviões RAFALE quiser.
    É bom recordar que a EMBRAER começou desacreditada, e ninguém imaginava que ela iria chegar onde está hoje; diziam que usava tecnologia ultrapassada, faziam todo tipo de gozação com o avião Bandeirantes…, pois bem, olha ai onde a EMBRAER conseguiu chegar, é a terceira Empresa que mais vende avião comercial no mundo. !!!!! Vai acontecer o mesmo com os RAFALE !! Com certeza !!

    Não tem o que discutir !!! A proposta certa são os aviões RAFALE da França.

  30. Prezado Eduardo,

    Nesse assunto dos caças, assistimos a um festival de ‘especialistas’ em aviões de combate, a começar pela senhora Eliane Cantanhêde, emitindo verdadeiros disparates. A bem da verdade factual, faz-se necessário alguns esclarecimentos técnicos fora da discussão ideológica que se trava sobre o assunto:

    Dos cinco concorrentes iniciais: F-18 Super Hornet, Gripen NG, Sukhoi Su-35 Super Flanker, Rafale F3 e o Eurofighter Typhoon, cabe uma avaliação preliminar:

    1) O Sukhoi Su-35 Super Flanker, o preferido pela maioria maciça dos pilotos da FAB, tem, como vantagens: maior potência (2 turbinas Lyulka, com 142 kN cada), maior autonomia de vôo (4.600 km), além do famoso sistema de exaustão vetorial (efeito mais pirotécnico, na verdade), que o transforma num brinquedo de luxo, gostoso de operar;
    2) F-18 Super Hornet, o segundo na preferência dos pilotos: apesar da potência e autonomia de vôo menores que o Sukhoi, testado efetivamente em combate, além da confiança das turbinas GE;
    3) Rafale, similar ao F-18 em potência e autonomia de vôo, talvez lhe falte o batismo em combate e as turbinas Snecma sejam ainda uma incógnita a campo;
    4) O Eurofigther Typhoon, levemente inferior ao Super Hornet e ao Rafale, com alguma vantagem adicionada na aviônica;
    5) Gripen NG, em sua concepção de guardião de países com pequena extensão, comuns na Europa, um bom caça, embora a versão NG não passe ainda de prospecto.
    Bom, como na hora de decidir, entram em cena várias condicionantes:
    __ O Sukhoi, tecnicamente o melhor, foi preterido menos em função de dificuldades na logística e no treinamento dos pilotos, e mais em função de pressões geopolíticas dos americanos;
    __ O Super Hornet, embora tecnicamente um excelente caça, viria com o sistema middle-packet (desarmado e sem TT);
    __O Typhoon e o Gripen, por conterem grande parte de armamentos e propulsores americanos, contrariam o princípio FX, da não-dependência alienígena, foram descartados, tendo o Gripen o agravante de ser monopropelido;
    __ Restou o Rafale, um bom caça, ainda que inferior ao Su-35 e ao F-18, pois viria no sistema full-packet e TT plena.

    Enfim, a opção possível, no meio desse emaranhado de lobbies e pressões políticas de todos os lados…

    Cordial abraço

    Costa Gomes – Cap. Aviador
    1º GDA

  31. Exatamente, você foi preciso! Só um ibecil poderia considerar melhor uma aquisição tecnológica sem a transferência de tecnologia. Um imbecil ou um agente dos interesses ianques, que não repassam, nem nunca repassaram tecnologia de seu gigantesco complexo industrial-militar, uma das bases da plutocracia que comanda aquele país. Além do importantíssimo repasse tecnológico(e precisamos de tecnologia militar ampla e diversificada, para garantir a defesa de nossas riquezas, o que inclui, sem sombra de dúvida, o submarino nuclear : outra medida vital que a CIA já ordenou nossa mídia canalha a tentar sabotar), também há a questão estratégica : a aproximação militar com a França(sem evidentemente deixar de priorizar a UNASUL e a união econômico militar com a América do Sul), país que historicamente sempre adotou uma certa “rebeldia” à influência ianque na Europa, provoca uma racha no time deles; das Nações Imperialistas; o que será bastante interessante em termos de geopolítica. Para os fraceses, além do dinheiro em uma Europa devastada pela crise econômica, também pode ser a chance de um novo protagonismo, ao lado de um dos BRIC’s, que ascende a olhos vistos no cenário mundial, libertando-os da tutela ianque e dando-lhes mais força dentro de seu continente. Por isso que os arautos da subserviência(leia-se mídia e seus “jornalistas” amestrados)sempre prontos a curvar-se ante os EUA, e contra o seu país, tentam sabotar a parceria com os franceses, e por isso nós devemos lutar para sua concretização, embora acredite que Lula já tomou a decisão, que será uma importante etapa na construção da verdadeira independência do Brasil. E também por isso devemos ter sim nossa bomba atômica!

  32. Ao PIG não interessa mostrar que é uma questão de soberania e desenvolvimento tecnológico.

    Provavelmente o avião americano é melhor, pois tecnologia militar americana é amplamente testada e usada no mundo inteiro (infelizmente)…

    Mas o avião americano é uma caixa preta, sempre sujeita a interferências e restrições do tio sam, sem falar que devem existir dispositivos espiões dentro dos equipamentos.

    O avião frances não deve ser o melhor e é com certeza o mais caro, mas o que a França oferece é fantástico:
    Transferência total da tecnologia (hardware e software)
    Liberdade para o Brasil: construir, modificar e vender aviões na américa latina.

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