Os suspensórios do Otavinho

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A primeira coisa em que pensei ao saber que a presidenta Dilma iria à comemoração dos 90 anos da Folha de São Paulo foi na comemoração dos 80 anos do jornal, para a qual convidou este que até então era apenas um leitor que, segundo o  ombudsman da época, Bernardo Ajzemberg, chegou a ser o que teve mais cartas publicadas naquele veículo.

Era o penúltimo ano do governo Fernando Henrique Cardoso. Este blogueiro ainda acreditava em que era possível manter um diálogo civilizado com a imprensa conservadora, de maneira que interagia com colunistas daquele jornal como Eliane Cantanhêde e Clóvis Rossi – primeiro, por e-mail, e depois, pessoalmente, em eventos para os quais passei a ser convidado.

Esse lambe daqui, lambe dali durou até 2005, quando estourou o escândalo do mensalão e o jornal não aceitou bem as minhas críticas ao que me pareceu uma legítima tentativa de derrubar o governo Lula. Dali em diante, fui me tornando persona non grata, deixei de receber convites e de ter as minhas cartas publicadas.

Dois anos e meio depois, convoquei os leitores deste blog para o primeiro de quatro atos públicos de protesto que promoveria diante daquele jornal, com destaque para o da ditabranda, em 2009.

Aquele primeiro ato público, explique-se, derivou de afirmação do ministro do Supremo Ricardo Lewandowski de que a Corte que integrava aceitara o inquérito do mensalão porque a imprensa lhe teria colocado a “faca no pescoço”, o que me pareceu uma ameaça ao Estado de Direito, pois a Justiça processar pessoas com base em pressão da imprensa era – e continua sendo – assustador.

A segunda coisa em que pensei foi em tudo que fez a Folha de São Paulo ontem e hoje – no apoio que deu à ditadura militar, na ficha policial falsa da mulher que ali estava para prestigiar seu carrasco e na matéria em que permitiu que um sem-vergonha qualquer acusasse Lula de ter tentado estuprar um adolescente.

Senti engulhos.

Contrariado e um tanto quanto chocado, desliguei o computador, abri uma garrafa de vinho e fui para diante da tevê ver um filme. Em dado momento, não resisti e sintonizei a NBR (canal de TV da Presidência da República). Eis que entra Gilberto Kassab em minha sala, obviamente bajulando a Folha em discurso. Em seguida, vem Geraldo Alckmin também para bajular.

Dilma foi a última a discursar. Mesmo pela tevê era possível quase tocar o constrangimento que pairava na Sala São Paulo, anfiteatro pomposo do centro velho de São Paulo em que também ocorreu a comemoração de dez anos antes. Àquela altura, Dilma, seus ministros e aliados já pareciam perceber o choque que foi a presença dela no coração da imprensa golpista.

Ao assistir ao discurso da presidenta – e não sei se por conta do que aquela situação encerrava de patético –, ela já foi explicando que sua presença ali se tratava de um gesto simbólico de respeito à liberdade de imprensa e de convivência democrática.

Muito diplomaticamente, Dilma aludiu ao momento “especial” em que disse estar a imprensa escrita diante do que a internet está gerando em termos de relações dela com seus leitores – uma fala cheia de simbolismo, sobretudo no que se refere à blogosfera. E disse ainda ter “certeza” de que os jornalistas daquele veiculo saberiam “conviver” com as críticas de seus leitores…

Doce ilusão.

Todavia, em vez de rendição, passei a entender o gesto de Dilma como uma homenagem à democracia, à liberdade de imprensa e de opinião. Uma retórica cheia de menções à mesma ditadura que a Folha pediu e sustentou até quase o seu fim, quando abandonou o barco dos ditadores e passou a trabalhar pelas diretas já.

Ainda assim, não consegui engolir que um governo supostamente popular, nascido da luta do ex-presidente Lula, que sempre lembra que em seus oito anos jamais precisou almoçar com dono de jornal, tenha ido em peso prestigiar um jornal com um histórico como o da Folha só para provar que não quer censurar ninguém.

Até porque, não sei a quem a presidenta quis provar isso – se ao país ou aos barões da imprensa.

Até o momento em que vou concluindo este texto, a cena tétrica em que não paro de pensar é a seguinte: a presidenta papeando com o Otavinho no convescote até que, em dado momento, elogia os seus suspensórios. Não paro de pensar naqueles suspensórios ridículos a poucos centímetros daquela em quem depositei tanta confiança.

PS: refiro-me a suspensórios conceituais.

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211 Comentário

  1. Uma pergunta sincera, sem segundas intenções:

    ” A Folha seria atingida de alguma maneira se vingasse a Ley de Medios?”

  2. Não sei se vocês perceberam, mas a Folha devolveu a civilidade política da presidente, ah, vá lá o que seja, com um apagar de luzes, enquanto ela ainda descia as escadas que dão acesso ao palco. Sim, enquanto uma senhora de 64 anos, salto alto, descia as escadas e se dirigia seu lugar, as luzes foram apagadas. Um coisa horrível. E essa senhora era a presidente da República. É algo impensável em democracias de verdade, civilizadas. Imagina fazer isso ao presidente norte-americano lá nos EUA. Impensável, porque ali se respeita a instituição.

    Veja aí a falta de democracia da Folha. Engoliu o fato de ter de convidar a presidente da República, que compareceu num mero gesto institucional, civilizado, mas lhe aplicou uma descompostura, uma indelicadeza, uma total de falta de claase num “ambiente tão requintado”…

  3. Concordo com o Eduardo e todos que foram contrários a ida da Presidente a festinha da fôlha. Já havia manifestado-me no blogue dela, no blogue do Planalto e no blogue do presidente Lula.
    Não há justificativa.
    Penso que ela está tentando mostrar-se melhor ou diferente do Lula.
    Estou decepcionadíssima. Lamentável.
    Depois vai chorar na cama, que é lugar quente.
    Como se não bastasse a história do salário miserável de R$ 545,00.
    Acorda D. Dilma…
    Nós trabalhamos por você…

  4. Meu Deus, como entendo o Eduardo. Mas, não distante, também entendo ( exceto a ”trolagem” ) os que não concordam com ele, no entanto, nós quisemos, ansiamos e lutamos tanto por uma mulher com o perfil da Dilma no poder. Ora! Então não será o este momento de começarmos a tentar entender e assimilar o conceito feminino de administrar, tão inédito para nós?

    • Queremos que ela seja grande, e este gesto mostrou o quão grande ela é.

      Ontem eu ainda pensava que ela deveria ser um pouquinho mais Chavez, mas hoje acordei pensando que graças a Deus, ela não é.

      Talvez fosse muito pior se não tivesse ido.

      Nós a apoiamos e acredito que vamos continuar apoiando.

      A personalidade dela é tão forte que contagiou o ambiente sem se contaminar.

  5. A Presidenta aceitou o convite da Folha de São Paulo para participar da solenidade dos 90 anos dessa empresa. Poderia ter enviado um representante, mas não, preferiu entrar pela porta da frente e sair pela porta da frente do quartel general da oposição ao seu governo. E saiu de cabeça erguida e deixou os anfitriões se fazendo de salame. Com caras de paisagem.

    Elogiou o jornal que emprestou sua frota para transportar presos políticos da ditadura militar. Talvez até ela tenha sido “passageira”. Colaboração que ela sabia que havia acontecido e a direção do jornal também. Aí está um bom exemplo da grandeza, da sabedoria, da classe, da sofisticação da linguagem não verbal que a Dilma utilizou. Foi uma ironia brutal com uma sutileza desmoralizante, se o jornal tivesse moral.

    Lembra-se da falsa ficha do Dops?
    Demonstrou coragem, tranqüilidade e segurança para fazer “cafuné” na falsa fera. Isso diz muito mais coisas do que milhares de palavras cheias de ódio, de vinganças e picuinhas.

    Sem dizer uma palavra sobre as comparações do seu com o governo anterior, deixou bem claro que o trato com ela deverá ser sério e responsável.

    Sua postura, roubando totalmente a cena onde haviam grandes figuras da oposição, falou mais alto e claro do que se pode imaginar. Naquela noite, as cabeças da direção da empresa e dos seus jornalistas e convidados, entenderam que estão agora numa evolução da etapa anterior. E que precisarão se repensar.

    http://www.zenosr.com/

    • Carlos, que bom ler seu comentário! Como a maioria, também fiquei decepcionada com a presença de Dilma na festa da folha. Como acredito que ela é uma boa estrategista, via em seu gesto intenções que ainda não conseguia identificar. Não encontrava palavras que justificassem sua presença no evento. Eis que você, com sua análise, desvendou parte do mistério (acredito que existem ainda, outras intenções). Confirmando seu enfoque, uma foto do evento mostra uma Dilma sorridente e perfeitamente a vontade, enquanto o semblante de um dos donos do jornal estava fechado e pode-se dizer que parecia bastante desconfortável. Obrigada por seu texto.
      titina

      • Eu já acho diferente, Edu. A Folha queria uma armadilha (apesar de decrépitos, ainda são espertos), convidava Dilma, ela se recusava, e todo o PIG a atacava ferozmente, como uma “Chávez de Saias”, ou qualquer imbecilidade do tipo. Na festa, os líderes da oposição aproveitariam para fazer a festa, bateriam nela e no Lula. O JN faria uma reportagem memorável, FHC e Cerra, discursando inflamados sobre a censura e a repressão do governo petista, eles se recusavam a comparecer a festa de 90 anos do maior jornal do país (até o ano passado)!, ora vejam só.

        Mas foi diferente. Dilma foi lá, mas não foi só isso, ela controlou o lugar. Ela era a chefe, e deixou bem claro. Os discursos de nomes da oposição foram mornos, sem espaço, todos esperavam por Dilma, as notícias de hoje só dão espaço para Dilma. Ela foi firme e mostrou quem manda.

        Essa festa não escancarou a submissão de Dilma em relação à Folha. Está mais para o contrário.

        Com Lula, vimos que não precisamos falar com a imprensa. A imprensa viu que não era tão poderosa, que Lula era muito mais forte e e sequer se dava o trabalho de jantar com o Otavinho. O PIG respondeu a isso como sabe, baixou o nível de suas publicações de tal forma que hoje são quase revistas humorísticas. Com Dilma a imprensa verá um novo avanço, bem demarcado nessa festa. Quem manda é ela, e ai deles se não perceberem isso.

      • Obrigado pelo elogio, Titina, mas como vc pode ver, as palavras não são minhas, e sim de
        José Zeno Otto, titular do blog Sr.Com.
        Agradeço por ele, tá?

  6. Eduardo,
    Compreendo sua análise, confio na Presidenta Dilma e suas intenções, mas confesso: fiquei com cara de Ué!

  7. Vem aí o aniversário da CUT e depois o aniversário do MST. A folha tem 300.000 leitores (segundo eles dizem). O MST tem 1 milhão de filiados e a CUT representa mais de 5 milhões de trabalhadores.

    Seria inocência minha acreditar que a Presidenta e seu ministério estarão nas festas deles?

  8. Caro Eduardo Guimarães
    Solidarizo-me com você. No blog que criei e mantenho, escrevi hoje:

    A presidente(a) Dilma poderia ter esticado, ontem, noite adentro, sua permanência em Aracaju, onde foi realizado o XII Fórum dos Governadores do Nordeste (com a presença do governador de Minas Gerais). Motivo de sobra para a esticada ela teria: não acontece todos os dias encontro do(a) mais alto(a) mandatário(a) do Brasil com 10 governadores de Estados. Ademais, ficaria em sequência a um encontro sobre interesses institucionais dos referidos governadores, supostamente das populações dos Estados Nordestinos.
    Que, na melhor das hipóteses, ela mandasse um representante! Por exemplo, o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, que tem afinidades eletivas com o PIG (Partido da Imprensa Golpista), do qual a “Falha” é um dos principais expoentes, como bem o sabe a presidente(a) Dilma. Desde que com um discurso previamente preparado, revisado dez (10) vezes, de modo a impedir qualquer tentativa de aprofundamento do namoro Palocci-PIG.
    O tal jornal foi um dos sustentáculos da última ditadura civil-militar, da qual ela, Dilma Rousseff, foi vítima, perseguida e torturada. Emprestou carros de entrega do jornal para a famigerada “Operação Bandeirantes”, sob a direção do sr. Frias pai, elogiado por ela na tal solenidade. Na campanha presidencial de 2010, fez o que pôde para denegrir sua imagem, aliada que foi da candidatura do ex-governador José Serra. Chegou até a publicar ficha policial falsa de Dilma Rousseff!
    Isso inscreve-se na chamada liberdade de imprensa, defendida por ela, na referida solenidade?
    Liberdade de Imprensa, Sim! Liberdade de empresas jornalísticas, oligopólicas fazerem o que quiserem, Não!
    O PIG deve estar em festa: “Trouxemos nossa vítima para uma das nossas festas!”
    Uma das festas, pois, daqui a pouco, haverá aniversários de: Veja, O Globo, Rede Globo, o chamado “Estadão” e derivados desse núcleo duro do PIG. Ela comparecerá a todas elas?
    Ela virá aos aniversários dos blogs sujos que apoiaram a candidatura de Dilma Rousseff nas últimas eleições? Que não só a apoiaram como lutaram contra o PIG e suas mentiras que alimentavam diariamente o candidato opositor?
    Não se trata de querer que ela seja rancorosa com seus algozes e detratores. Mas de querer uma postura minimamente condizente com seu passado político, que foi, por iniciativa do ex-presidente Lula, referendado nas urnas pela maioria absoluta do eleitorado brasileiro, em 2010. O governo dele também fez muitas concessões ao PIG, disso sabemos.
    Viu-se obrigada, um tanto constrangida, a dizer que ali estava como “Presidente da República”. Desnecessário, pois, desde 1º de janeiro deste ano, todos sabemos que ela ocupa tal cargo.
    Ademais, cometeu inverdades: antes da “Falha de S. Paulo”, o Jornal do Brasil (do Rio de Janeiro) revolucionou (vá lá que assim seja) o modo de fazer jornal diário impresso neste país.
    Dilma, seria muito melhor que você tivesse ficado em Aracaju, na companhia de Marcelo Déda e outros governadores do Nordeste! Um bom caranguejo, uma boa cerveja, uma boa brisa marinha, aprofundamento das decisões anunciadas…
    Nessa, você, ou melhor, Vossa Excelência, pisou na bola!
    Como diria o “Faraó do Maranhão”, “O Pudê…é o Pudê!”
    O novo avião, emprestado pela Embraer, o chic Lineage, não foi bem utilizado no deslocamento de ontem, Aracaju-São Paulo (ver postagem sobre tal avião).

  9. Não gostei nem um pouquinho da “cortesia” da presidenta aceitando o convite da FSP. Lamentável.

  10. E agora quando tiver a festa de O Globo, do Estadão, da Veja, vai ter que ir em todas.
    É complicado governa um país onde a eltie nunca sai do comando.

  11. Uma das maiores virtudes de um líder político é saber sentir o momento certo de agir (ou, em alguns casos, de ficar na moita).

    Lula é um político nato, de intuição excepcional. Notem que, nesse tema (relação com a velha mídia), mesmo ele não tomou nenhuma atitude concreta para regulação da mídia. Durante seu governo, que achei que teve muitíssimos mais acertos do que falhas, ele fez mais discursos do que atitudes concretas, devemos reconhecer.

    Mas não o critico. Ele com certeza tinha informações em muito maior quantidade que nós para analisar e saber o momento certo de tomar as medidas. Em política, há que se ter cabeça fria.

    E pelas mesmas razões, acho que é precipitado criticar Dilma por isso. Ela tem apenas dois meses no cargo, há uma liturgia que deve ser seguida (por mais que nos incomode), deve saber separar a Presidenta da pessoa Dilma, etc.

    Dilma não é tola e tem um passado de lutas absolutamente admirável. Acho mais justo com ela que aguardemos o desenvolvimento das coisas com um pouco menos de ansiedade. Ela merece esse crédito.

    • Não há, nem politicamente,a obrigação da presençade um presidente numa festinha qualquer A dilma esteve na festinha somente para avalisar as mentiras do taljornal.

  12. A Folha, como um grupo, até certo ponto poderoso, entra no seu ciclo de declínio. Não haverá remédio para este jornal pérfido e oportunista, de mãos sujas de sangue, segundo se diz (e deve ser verdade, ou seria deles, somente, o monopólio da verdade, com fichas falsas?) e a sua queda está em marcha batida. Por acaso não caem os que se julgam eternos, como, recentemente, por exemplo, o todo poderoso do Egito, o Mubarak? Onde estavam os cães de guarda do déspota? Os EUA também deixarão de ser o que tem sido, um império que usa dos meios mais modernos para espoliar os povos do planeta. Certamente recolherão aos centos o que têm plantado mundo afora: ódio, torturas, assassinatos, miséria e sofrimento de milhões de humanos. O que hoje parece inexpugnável, amanhã será transformado em cinzas, basta um cataclismo da natureza. Já as malsinadas “organizações” Globo, o Estadão e a Folha estão na rota irreversível da desintegração. Basta ver quem são os dejetos mais influentes que os constituem. É uma questão de tempo e quem viver verá. Muitos jornais nos EUA estão a abrir o bico e os colonizados, como os do Brasil, não tardarão a fazê-lo. Torço para que tal aconteça, e logo, pois “não dá para ler” tanta mentira e manipulação em tintas tão tóxicas, impressas sobre o que tem restado da destruição de tantas árvores benfazejas. Que também surja um portal respeitável e ligado, quem sabe, a uma Al Jazeera, independente. Não vejo a hora de mandar o pé nesta versão eletrônica das mentiras “Frias”, o UOL e seus coligados. O que é mais divertido é que a empáfia que eles exibem (simbolizada nos elásticos suspensórios) é o catalisador que lhes acelera a queda fatal, sem que disso eles se dêem conta.

  13. Espero que nossa querida presidenta, ou presidente (não tenho a menor dúvida, ‘a’ é correto), prestigie as demais centenas, senão milhares, de empresas privadas brasileiras completando noventa ou cem anos de idade. Tão ou mais importantes do que essa aí, já que minha ignorância não diferencia um jornal que me envenena o espírito de uma padaria que me alimenta o corpo.

    Espero que ela não tenha se curvado aos porcos do PIG. Eles não mudarão, recebam as pérolas que receberem (normalmente representadas por vultosos empréstimos que nunca são pagos).

  14. É realmente enojante, mas, o pior(aliás, não sei se pior ou melhor)é que Dilma não inaugurou nada de novo : Lula também agiu do mesmo modo ao comparecer ao enterro de Roberto Marinho(o sujeito que tentou destruí-lo durante toda a sua carreira política). E não venham me falar no fato de ser enterro : não é porque alguém morreu, que vamos esquecer todas as canalhices que praticou). Além disso, ainda enviou representantes de seu Governo(dois Ministros)para a festa de aniversário da Veja : a “revista” fascista que, dia sim e outro também, atacava seu Governo com as baixarias mais deprimentes. Para mim, é falta de vergonha na cara! Essa conversa de “fazer críticas através de alusões metafóricas” não cola. Imaginar a Presidenta confraternizando-se com um pilantra como Otavinho Ditabranda(ou seus lacaios de plantão, como Clóvis “PSDB Mulher” Rossi ou Eliane “Cheirosa” Castanhêde) revolta. Por sinal, vai ser bem feito se, após os beijinhos e tapinhas nas costa(incluindo-se os elogios aos “suspensórios ridículos”. São ridículos ambos os suspensórios de Otavinho : os figurados e os reais), o glorioso filhote da ditadura ordene a seus lacaios adestrados que escrevam(ou melhor, relinchem)um cabedal de calúnias e ofensas contra Dilma, a serem publicadas na próxima edição da Folha e lida vorazmente pelo bando de paulistas alienados que compram o jornal.

  15. Só sei que nada sei!!!

  16. No geral, a conciliação é muito mais eficaz para o desenvolvimento de uma nação do que o radicalismo. Provavelmente se o Duque de Caxias tivesse sido radical, e não conciliador, o Brasil de hoje não existiria. Seria um território fatiado em diversas nações. E o Brasil ainda tem que desenvolver muito para alcançar o nível de nação desenvolvida. O caminho do radicalismo só aumenta esse a distância a percorrer. Para mim Dilma demonstrou grandeza comparecendo lá. Mostrou que não tem ódio, amuo ou ressentimento. Um grande estadista tem que ter essa qualidade. Provou que é a presidenta de todos os brasileiros, e gostando ou não da Folha de SP ela é um dos 3 jornais mais importantes do país, e Dilma não deve fugir dela nem de ninguém.

  17. Eduardo, parabens pelo texto.
    Vou resumir tudo que sinto em duas frases apenas.
    Saudade do nosso presidente Lula,
    Decepção com a Sra Dilma.

  18. Tá dando uma guinada a direita, isso sim.

  19. Não me preocupo, Edu, na minha modesta opinião, a presidenta só está esperando e agindo com esperteza, sem passar a impressão de que é vingativa e anti-democrática. Na hora H, a verdadeira Dilma vai apresentar ao PiG a fatura, o casal 45 que o diga…Dilma está agindo de forma calculada e confundindo o PiG. A verdadeira presidenta vai entrar em cena qdo o PiG menos esperar…

  20. Só se justifica se ela for portadora do distúrbio emocional chamado de “síndrome de Estocolmo”. Agora, primeiro eles (a imprensa golpista) passam mel e, depois da descontrução da pessoa do Lula ed o enfraqueciment/desgaste dela, vai chutá-la para a lata do lixo e vão pregar o golpe.

  21. Escrevi sobre isto, Eduardo, sobre este terrível começo de governo Dilma, se estiveres interessado, está em: http://politicanadaimparcial.blogspot.com/2011/02/inicio-de-festa-pra-um-fim-pra-outros.html , creio que vais apreciar.

  22. decepcao… qual será o próximo ? Veja ? sinceramente nao acho um bom começo.

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