China está f… o mundo
“No tengo plata para comprar a Brasil. Vuestros productos son solamente para los muy ricos”, disse-me, com ironia cortante, o cliente peruano, logo após examinar a lista de preços que lhe enviei na tentativa de retomar os negócios interrompidos desde o começo do ano passado, quando passou a importar de meu concorrente argentino.
Antes, com variações de estilo, ouvi a mesma piadinha comercial sem graça (para mim, pois quem conta parece estar se divertindo) de argentinos, bolivianos, chilenos, equatorianos, paraguaios, venezuelanos, angolanos, sul-africanos e até de um sírio.
Economicamente, o Brasil vai muito bem, obrigado. Pelo menos é o que pensa a maioria. Parece que todos estão ganhando dinheiro. Os salários não param de se valorizar. Valorizam-se tanto que as pessoas não dão muita bola para a alta de preços. Mas nem todos vão tão bem assim. Eu, por exemplo, que vivo de exportação, estou tendo cada vez mais dificuldades.
Mas o Brasil segue tendo superávit comercial, não é? Sim, é, mas ainda conseguimos exportar mais do que importar porque há uma grande demanda internacional – e, sobretudo, chinesa – por produtos básicos que o Brasil tem em abundância, as tais commodities.
No meu segmento de atividade, a indústria de autopeças, fica clara a situação brasileira. Venho recomendando às empresas que represento que importem aço da China para baratearem seus custos de produção de forma a terem como competir com os importados não só na exportação, mas internamente.
Minhas representadas recebem chapas e barras de aço feitas com o minério de ferro que este país exporta para a China e que depois recompra com valor que as usinas chinesas lhe agregaram ao transformá-lo em aço. Mesmo com a matéria-prima mais barata que a produzida no Brasil, nossos produtos metalúrgicos ainda não têm preço para competir lá fora.
Exportar minério de ferro em vez de aço se deve a um sujeito chamado Roger Agnelli, que, apesar da falta de empreendedorismo e da ganância ao fazer a maior mineradora do mundo, a Vale, ganhar menos dinheiro – ainda que mais rápido – vendendo o minério bruto, foi defendido com unhas e dentes pelo PIG. Mas ele não é o único culpado.
O custo de transformar minério de ferro em aço, com frete e demais custos, é muito menor na China. E não se trata daquela conversa fiada sobre os salários serem muito mais baixos por lá. O segredo chinês é o Yuan (moeda chinesa), congelado há pelo menos uma década. Nem se o brasileiro trabalhasse de graça a nossa indústria conseguiria competir.
Outro fenômeno do comércio internacional (que é do que sobrevive este blogueiro, hoje no prejuízo) nos põe outra bomba de efeito retardado no colo: tal qual minério de ferro, arroz, feijão, carne, entre outros gêneros alimentícios, também são commodities e, como o ferro, não param de subir de preço no mercado internacional.
Agora o mais interessante: a mão que bate é também a que afaga, pois a China, além de nos matar no comércio internacional de produtos industrializados, enche-nos os bolsos de dólares ao nos comprar tudo o que produzimos das tais commodities. E, ao nos encher os bolsos de dólares, torna o Brasil menos competitivo no comércio internacional.
A entrada crescente de dólares aumenta a oferta de moeda americana. Esses dólares são despejados aqui dentro tanto por investimentos benéficos – porque de médio e longo prazo, em projetos – como para nos gerar efeitos maléficos como a valorização crescente do real – porque vêm explorar juros que têm que subir para conter a inflação e, assim, atraem mais dólares.
É uma situação curiosa. Apesar de termos tudo para mergulhar em crise econômica – dificuldade para exportar e inflação ascendente –, exportamos muito e a inflação não é tão percebida, apesar de que vai se estabelecendo em nosso cotidiano. Exportamos muito porque temos muita commoditie e os salários sobem acima da inflação devido ao aquecimento da economia.
A situação é sustentável porque temos mais de 330 bilhões de dólares em caixa. O sistema chinês de ferrar o mundo em benefício próprio, como já disse, é do tipo bate e assopra. Ao mesmo tempo em que vai destruindo (mui lentamente) as indústrias de toda parte, vai enchendo de dólares os bolsos dos atingidos por seu câmbio criminoso.
Os EUA – mais atingidos do que o Brasil porque vivem da exportação de industrializados enquanto que, mesmo sem o problema cambial, este país ainda seria, precipuamente, um exportador de commodities – acharam um jeito de minimizar o problema: compram a produção de industrializados de países asiáticos e exportam como se fosse made in USA.
Ainda assim, os EUA estão sendo dizimados pelos chineses, o que explica a aproximação de Barack Obama com o Brasil, pois veio nos dizer que, hoje, o Tio Sam não é quem está mais fungando em nossos cangotes tupiniquins e que, por isso, temos que nos unir. E tem boa dose de razão, ainda que não seja bem assim…
Por enquanto, pelas razões supracitadas, o brasileiro não sente nada. Mas a situação é insustentável. Se houver uma reviravolta no preço internacional das commodities, estamos ferrados – nossas reservas viram pó rapidinho. Sem falar que o que alimenta a inflação não é atenuado. Pelo contrário, ficará cada vez mais difícil controlá-la.
Se aumentamos os juros para controlar a inflação atrairemos dólares de pior qualidade, destinados a nos explorarem a maior taxa de juros do mundo em uma economia montada em dólares para pagar a fatura do capital externo caso a bomba estoure.
A oposição brasileira se vale de uma situação que afeta o mundo para criticar o governo como se fosse responsável por um problema que, sem união do Ocidente, é insanável. Isso, porém, em nada muda um fato: a China está f… o mundo com aquele sorrisinho amarelo – sem conotação racista, por favor – de quem, a cada pancada, dá um beijinho.
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Os conservadores batendo cabeça.
O colapso da União Europeia
Link : http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=956
Eu percebo isso principlmente neste comentário abaixo.
Miguel Madeira 19/4/2011 11:29:40
O Lew Rockwell parece-me um bocado confuso sobre a posição dos partidos finlandeses tradicionais (embora não afecte muito o sentido geral do texto):
” partido social democrata do país, no poder há mais de década, era a favor dos pacotes. Os eleitores os despejaram do poder e, irritados, deram a vitória ao partido conservador, crítico dos pacotes. Contra todas as expectativas, o aparentemente eterno domínio dos social-democratas chegou ao fim.”
O Partido Social Democrata não estava no poder e é contra o pacote de ajuda financeira (penso que Rockwell está a confundir o Partido Social Democrata com o Partido do Centro*); e o vitorioso partido conservador (o Partido da Coligação Nacional) é o partido finlandês que mais defende os pacotes de ajuda (provavelmente porque é o partido finlandês mais pró-UE)
*na versão original, ele apenas escreve “voters ousted the pro-bailout ruling party and gave an upset victory to the bailout-critical conservative party. Against every expectation, the eternal rule of the social democrats is at an end”; no original, o chamar social-democrata ao partido governante não é tão explícito como na tradução.
Mais uma dos conservadores.
Eles vem com um discurso e uma lógica discursiva toda muitíssimo bem construidas,mas no final de tudo,não conseguem negar que tido que defendem e propõe como solução para as imperfeições capitalistas,é muito pior do que o que temos atualmente.
Ausênsia de Estado ? E aí seria o que ? Cada um por si ? Voltariamos para Idade Média se dependesse destes Austríacos comandarem os sistemas econômicos nacionais ao redor do mundo.
Capitalismo Darwiniano ?Tea Party e Escola Austríaca tudo a ver !
Em homenagem a Tiradentes
Há 219 anos, o dentista, comerciante, militar e ativista político Joaquim José da Silva Xavier era enforcado e esquartejado em praça pública pelo estado.
Seu crime? Defender a independência da colônia de Minas Gerais em relação à Coroa Portuguesa, movimento esse inspirado pela recente independência das colônias americanas. A motivação desta “revolta”? A decretação da derrama pelo governo local, uma medida que permitia a cobrança forçada de impostos atrasados, autorizando o confisco de todo o dinheiro e bens do devedor. Para onde ia o dinheiro? Para a Real Fazenda, credora de uma dívida mineira que, àquela altura, já estava acumulada em 538 arrobas de ouro.
Quem delatou Tiradentes aos portugueses? Joaquim Silvério dos Reis, um fazendeiro e proprietário de minas que, devido aos altos impostos cobrados pela Coroa Portuguesa, estava falido. Qual foi seu prêmio por essa delação? O perdão dessa dívida de impostos. E mais: o cargo público de tesoureiro, uma mansão, uma pensão vitalícia, o título de fidalgo da Casa Real e a “honra” de ser recebido pelo príncipe regente Dom João em Lisboa.
Ou seja, o episódio da Inconfidência Mineira é apenas mais um exemplo da única e genuína luta de classes que existe no Brasil, criada pelo estado: pagadores de impostos versus recebedores de impostos. Ela nos dá uma chance de refletir sobre a natureza dos impostos e do próprio estado.
A principal lição é a de que o estado não tolera pessoas que se recusam a abrir mão dos frutos de seu esforço, ao mesmo tempo em que ele sabe recompensar muito bem aquelas que o auxiliam a espoliar e destruir esses rebeldes. (Como exemplo atual, apenas pense na batalha diária entre empreendedores criadores de riqueza e funcionários do fisco.)
Como consequência direta, deduz-se que a tributação, de qualquer tipo, nada mais é do que um roubo, puro e simples. Afinal, o que é um roubo? Roubo é quando você confisca a propriedade de um indivíduo por meio da violência ou da ameaça de violência — o que significa, obviamente, que o esbulho é feito sem o consentimento da vítima.
Por outro lado, sempre existem aqueles apologistas do governo — muito provavelmente pessoas que dependem dele para sobreviver — que afirmam que o ato de se pagar impostos é, por algum motivo místico, algo cívico e “voluntário”. Fossem estes seres minimamente lógicos, não teriam qualquer problema em defender uma mudança na lei, a qual diz que o não cumprimento das obrigações tributárias é algo criminoso e sujeito às “devidas penalidades”.
(Alguém realmente acredita que, se o pagamento de impostos fosse algo voluntário, o governo viveria com os cofres abarrotados, como ocorre hoje? É exatamente por isso que a tributação tem necessariamente de ser compulsória).
Consequentemente, se você é uma pessoa que não tem quaisquer dificuldades com a lógica e, exatamente por isso, entende que o ato da tributação é idêntico a um roubo, então você também não terá dificuldade alguma em concluir que as pessoas que praticam esse ato, e que vivem dele, são uma gangue de ladrões.
Por conseguinte, você também não terá dificuldade alguma em concluir que qualquer organização governamental, que inevitavelmente vive do esbulho alheio, é “uma gangue de ladrões em larga escala”, como disse Murray Rothbard, e que, exatamente por isso, merece ser tratada — moral e filosoficamente — como um simples bando de meros rufiões, parasitas imerecedores de qualquer reverência, deferência ou mesmo do mais mínimo respeito.
O IMB dedica esse dia de Tiradentes a todos aqueles bravos brasileiros que trabalham duro dia e noite e que são obrigados a entregar para a gangue de ladrões em larga escala mais de 40% dos frutos do seu esforço, apenas para sustentar o bem-bom de uma classe parasitária — e tudo sob a mira de uma arma e sob a ameaça de encarceramento.
Eis um assunto de grande apelo para todos aqueles que trabalham no setor produtivo: jovens e velhos, pobres e ricos, “proletários” e classe média, brancos e negros, homens e mulheres, cristãos, judeus, muçulmanos e ateus. Eis um assunto que todos estes criadores de riqueza entendem muito bem: tributação.
E eis um assunto que o outro lado, o dos recebedores de impostos, também entende muito bem: parasitismo.
Um bom feriado a todos.
Link : http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=662
Meu Deus! Esses caras realmente não tem nem dois neurônios funcionais.
Não é a toa que essas “teorias” estão perdendo espaço em todo o mundo: é preciso ser especialmente idiota pra não ver que isso tudo não passa de um conto do vigário, uma mentira deslavada que só serve a quem as escreve.
De especial indigência mental é pintar a questão como “criativos empreendedores” versus “mamadores das tetas do governo”.
E, se o palhaço que escreveu essa insanidade, ou os imbecis que compartilham a crença nisso quiserem saber, um fiscal honesto trabalha 10 vezes mais do que qualquer um desses “criativos empreendedores”. Os que não são honestos estão no bolso desses “criativos empreendedores” exatamente para não lhes cobrar os impostos, diga-se.
Tinha que vir daquele antro de desonestidade intelectual elitista que é o Mises.
Ué, não entendi… se a China está f… o mundo todo (só agora?? a China mudou alguma política?? Pegou a presidenta de surpresa??) por que diachos vc não consegue exportar e seu concorrente argentino consegue?
Li de novo e não entendi mais uma coisa… Talvez o nosso problema seja que nós exportamos commodities e a Argentina não, então esse comércio que está f… o Brasil. Mas você também diz que se a maré virar e nossas commodities forem para o brejo, o país está f… Afinal, vc quer ou não exportar commodities?
A presidenta não consegue lidar com essa situação? Não, né… ela quebrou até a lojinha de 1,99… Bem, talvez seja melhor a gente escolher então o presidente da China. Ooops, não dá… Lá é uma ditadura… comunista, né?
Você está vendo apenas uma parte do problema, enxerga-o com uma viseira : é claro que a China não é nenhuma “boazinha”, todavia, ninguém o é nas relações internacionais e, mesmo sem intenção, você acabou em seu artigo apontando a verdadeira causa do problama : SABE PORQUE A CHINA ATINGIU ESSA POSIÇÃO DE PODER FERRAR TODO MUNDO(COMO PODERIA, SE FÔSSE SENSATA, TER FORÇA PARA ESTABELECER UM EQUILÍBRIO FAVORÁVEL A TODOS, INCLUSIVE A ELA, JÁ QUE A FALÊNCIA DO MUNDO INTEIRO NÃO BENEFICIA NINGUÉM, NEM MESMO QUEM SUPOSTAMENTE NÃO FALIRIA)? A CHINA OBTEVE ESSE PODER GRAÇAS AO CONTROLA CAMBIAL, POR JAMAIS TER ENTRADO NA LOUCURA DO “CÂMBIO LIVRE”(NÃO É LIVRE NADA, SÓ MUDA DE “DONO”, AO INVÉS DE FIXADO PELO PAÍS, SEGUINDO OS OBJETIVOS DA NAÇÃO, É ESTABELECIDO PELO MERCADO INTERNACIONAL, ATENDENDO AOS OBJETIVOS DOS FINACISTAS ESTRANGEIROS). ESSE FOI, CONFORME VOCÊ MESMO COLOCOU, O GRANDE DIFERENCIAL CHINÊS(E NÃO VALE DIZER QUE A CHINA SÓ O CONSEGUIU POR SEU ISOLAMENTO, QUE JÁ ACABOU HÁ QUASE DUAS DÉCADAS. A VENEZUELA E A RÚSSIA JÁ O ADOTAM) Além do que, o outro grande motivo da nosa deblacé monetária, também é resultado de uma política de fixação cambial adotada por mais um país, ainda que disfarçada. Falo da enxurrada de dólares que os EUA(a meca do liberalismo)lançaram no Sistema Financeiro Mundial, visando baixar o valor de sua moeda ainda mais e favorecer suas exportações. ISSO É OU NÃO É CONTROLE CAMBIAL? Se não nos libertarmos das duas pragas neo-liberais que infestam nossa Economia; uma taxa de juros absurda e a burrice do câmbio flutuante; continuaremos a ser vitimados pelas decisões e controles dos outrros(países ou Mercados)tomadas para o benefício deles, enquanto ficamos assistindo; presos a dogmas idiotas e interesses mesquinhos; nossa política monetária ser fixada no exterior. Precisamos nos libertar da necessidade de dólares, oriunda da ainda subalterna inserção de nossa Economia no Capitalismo Internacional, o que a faz depender de recursos externos para “fechar” seu Balanço de Pagamentos(resultado final do saldo comercial, serviços da dívida, royaltes); libertação que só ocorrerá através da melhora de nosso perfil exportador(algo cada vez mais difícil, mas ainda possível, principalmente se nos concentrarmos em alguns setores e na relação comercial Sul-Sul); como também num crescimento ainda maior do Mercado Interno. Ambas as políticas têm que ocorrer paralelamente ao controle cambial que; se não pode ocorrer de forma abrupta, devido ao estado em que encontra-se nossa Economia, deve começar a ser construído progressivamente(nesse contexto, o aumento do IOF foi um passo, ainda muito pequeno). Ou saímos desse dogmatismo imbecil, evidentemente também o resultado da imposição dos interesses de uma classe, ou viveremos lamentando as medidas corretas dos outros, tomadas por eles visando os próprios interesses. Não podemos esperar que a China defenda o Brasil, temos que nos proteger a despeito de qualquer um.
Imperdível o debate da Globo News sobre o comércio Brasil/China: http://g1.globo.com/videos/globo-news/globo-news-painel/v/especialistas-debatem-relacoes-entre-brasil-e-china/1486982/ O economista da Câmara de Comércio Brasil/China disse que o problema não é só o câmbio, mas, falta de investimento em educação para gerar tecnologia. A China vem fazendo isso há muito tempo e o Brasil nem tanto. Dizemos que a China é uma ameaça, mas, somos nós que propiciamos essa ameaça. O câmbio valorizado é uma consequência dos juros altos e há setores de nossa economia contrários a uma queda maior dos juros. A China resolve o problema do câmbio e dos juros porque lá o Estado determina. Aqui, somos uma democracia e temos de conviver com o problema. Não é culpa do governo, mas, do stablishment que define como deve ser a economia. Não adianta culpar a China. Se não podemos resolver o problema do câmbio que, insisto, não é culpa do governo, temos que tocar a economia como está e deixarmos de sofismas.
Eu li esse texto e lembrei de vc… Acho que qualquer pessoa alfabetizada (ou seja, dessas que sabe o significado de diuturnamente) consegue entender.
Já que vc tem certas pretensões de economista, não custa se atualizar um pouco com economia básica, coisa do século XIX, mas que é bem mais moderna que a tralha marxista em que sua ideologia se baseia.
http://maovisivel.blogspot.com/2011/04/smith-ricardo-e-o-lobo.html#links
Quem sabe assim vc passa a entender por que a Vale não precisa se transformar numa siderúrgica para atender os interesses do país.
Em tempo: talvez valha a pena ler os comentários também. Esse, por exemplo, é precioso: http://maovisivel.blogspot.com/2011/04/smith-ricardo-e-o-lobo.html?showComment=1302704906804#c1343490025158205950
Para de reclamar e acha uma solução, Nem parece empresário. Daqui a pouco vai fazer greve exigindo direitos saláriais aos Chineses.
Em um primeiro momento você escreve “Venho recomendando às empresas que represento que importem aço da China para baratearem seus custos de produção de forma a terem como competir com os importados não só na exportação, mas internamente.”
E, em seguida, completa com “Exportar minério de ferro em vez de aço se deve a um sujeito chamado Roger Agnelli, que, apesar da falta de empreendedorismo e da ganância ao fazer a maior mineradora do mundo, a Vale, ganhar menos dinheiro – ainda que mais rápido – vendendo o minério bruto”.
Quer dizer, então, a solução para nossa economia seria a Vale produzir aço em um setor completamente estagnado (vide CSN, Gerdau e Usiminas, cujo mercado está péssimo), gastando horrores em um investimento que certamente não terá retorno e, ao mesmo tempo, contar com cidadãos como você, que “recomenda às empresas que importam aço da China”.
Francamente, essa é uma contradição das brabas!
A Vale seria imbatível se abrisse uma siderúrgica – pois teria minério grátis de suas minas – e reverteria uma situação em que para sobreviver há que importar aço da China