Salário, inflação e uma idéia de jerico

Além do problema do real sobrevalorizado, comentado nesta página na sexta-feira, há outro vetor econômico que há que comentar porque também apresenta distorção: a inflação e a sua relação indissociável com os níveis de atividade econômica e emprego.

Não recomendo que se dê muita bola para o que diz a grande imprensa sobre economia. Ao menos sem analisar e checar o contraponto de cada vírgula de suas teses. Quem deu ouvidos a ela no âmbito da crise econômica internacional, por exemplo, deu com os burros n’água.

Só para não deixar tal afirmação assim, solta, explicito que quem demitiu em massa no fim de 2008, sob as catastrofistas previsões midiáticas, pagou indenizações altíssimas e teve que recontratar os empregados logo depois, não tendo poupado nem um centavo.

E olhem que este blog avisou…

Todavia, o jornal Folha de São Paulo publicou um editorial ontem que precisa ser muito bem avaliado porque contém um quê de fundamento. Para simplificar, segue, abaixo, o texto. E, a seguir, os comentários sobre ele.

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FOLHA DE SÃO PAULO

24 de abril de 2011

Editoriais

Empregos no azul

Leitura correta de estatísticas mostra solidez da oferta de postos; problema agora é o efeito da escassez de mão de obra na pressão inflacionária O nível de emprego segue bem, muito bem. O problema é outro.

Na última semana, foram divulgados números aparentemente contraditórios sobre o comportamento do emprego. De um lado, o Ministério do Trabalho mostrou que em março foram criadas 92.675 mil vagas com carteira assinada, bem aquém do verificado nos meses anteriores. Já o IBGE divulgou um forte crescimento da ocupação -incluindo vagas formais e informais- e uma nova redução da taxa de desemprego, que ficou perto de 6% em março (ajustada para fatores sazonais).

A contradição é apenas aparente: a economia continua firme. Os dados do ministério merecem qualificações. A forte desaceleração em março, diante das 281 mil vagas abertas em fevereiro, decorre de fatores atípicos: a semana do Carnaval, que caiu em março, dificulta uma leitura clara do mês.

Considerando o primeiro trimestre, a economia gerou pouco mais de 175 mil colocações por mês, em média. Trata-se de um ritmo ainda forte e apenas um pouco aquém da média próxima de 200 mil vagas mensais observada em 2010. É provável que em abril o resultado volte a ser robusto.

Os dados do IBGE não deixam dúvida sobre o dinamismo do mercado de trabalho. Além do desemprego perto do mínimo histórico, a ocupação total, com ou sem carteira, continuou em alta acima dos 2% anuais. É uma variação superior à da população ativa, que cresce entre 1% e 1,5% ao ano.

A massa nominal de salários (que agrega a variação do emprego com a do rendimento) cresceu 12,5% nos 12 meses encerrados em março -um ganho real de 6%, descontada a inflação. No segundo semestre há concentração de dissídios salariais, e espera-se forte ganho real, entre 3% e 5%, para a maior parte das categorias.

A economia, portanto, segue firme, impulsionada pelo crescimento do emprego e da renda, o que é positivo. Mas há riscos importantes. Crescem as evidências de escassez de mão de obra, qualificada ou não, em vários setores.

O mercado de trabalho apertado é hoje uma fonte importante de pressões inflacionárias, especialmente no setor de serviços, cujos preços crescem acima de 8% ao ano. Se antes era baixo o risco de reindexação mais generalizada da economia, ou de ideias como gatilhos salariais, agora já não é.

O histórico de atrelamento da economia à taxa de inflação não permite desvios de conduta. Se a inflação chegar a 7% ou 8% -não seria essa a trajetória atual, no cenário do Banco Central-, não é inconcebível que apareçam, por exemplo, pressões por reajustes salariais semestrais. Todos sabem aonde isso vai e como termina.

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Se você não ouviu nenhum burburinho sobre “gatilho salarial” é porque não se interessa por economia. Mesmo que não seja o sindicalismo que fala no assunto, já há gente tendo essa idéia de jerico, porque a situação do Brasil hoje é diametralmente diferente daquela do tempo da inflação descontrolada.

Gato escaldado tem medo de água fria. Por isso, lembrando da gritaria inútil que fizeram no início deste ano por conta do reajuste do salário mínimo após anos de reajustes bem acima da inflação, teme-se que, de fato, alguém possa estar pensando em reindexar a economia.

Quem acompanhou a implantação do Plano Real sabe que uma das razões de ter funcionado, ao menos no início, foi a URV, a Unidade Real de Valor. Foi uma idéia incrível que atacou justamente o ponto da economia que impedia a queda da inflação, o efeito inercial.

O que jogou o país na hiperinflação, também, foi a guerra entre preços e salários que se estabeleceu, criando um sistema de auto-alimentação inflacionária no qual os salários subiam por conta dos preços, gerando novos aumentos de preços por conta dos aumentos de salário…

Naquela época, porém, o gatilho salarial era inevitável. O empresariado defendia que não houvesse gatilho sob a argumentação mentirosa de que o “mercado” se encarregaria de adequar a massa salarial. Era falso, porque havia mais mão-de-obra do que emprego.

Hoje, a situação é muito diferente. A escassez de mão-de-obra que cita o editorial da Folha, é real. As empresas, aliás, estão “roubando” empregados umas das outras. Empregados de todos os níveis. De executivos a “peões de obra” estão sendo seduzidos por ofertas da concorrência de seus empregadores.

Nessa situação, quem não ofertar condições atrativas aos seus empregados corre o risco de perdê-los e, depois, de não conseguir preencher a vaga sem pagar ao novo empregado o que negou ao antigo.

A reindexação da economia, neste momento, seria um desastre. Para regular o mercado haveria que lhe dar um choque que fatalmente jogaria o país em uma recessão e ressuscitaria a velha guerra entre preços e salários.

Espera-se, pois, que os agentes econômicos tenham juízo. Tanto empresários que andam maquiando produtos (diminuindo a quantidade nas embalagens e mantendo o preço) quanto sindicalistas que possam estar pensando em recuperar perdas salariais.

A economia, hoje, está muito diferente. Tem que ser gerida com sintonia fina porque cada medida pode gerar efeitos auto-multiplicadores imprevisíveis. E, neste momento, não há perdas salariais, há ganhos. Com inflação e tudo. O mercado de trabalho está aquecido.

Espera-se que política e economia se mantenham bem distantes uma da outra. O país agradece.

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108 Comentário

  1. Não concordo com a idéia de que o aumento dos salários seja inflacionário. O que aumenta os preços é a falta de vergonha de quem não quer reduzir suas margens de lucro hoje para lucrar bem mais amanhã – os capitalistas sempre querem lucrar o máximo com um esforço e riscos mínimos.

    O aumento dos postos de trabalho significa que a oferta também está aumentando, o que compensa o aumento da demanda provocado pelos melhores salários. Emprego não causa inflação. Ao contrário, faz a economia crescer pra satisfazer a nova demanda.

    No fundo, o que a Falha está dizendo é que o desemprego, e a maior exploração da mais valia que ela provoca, é que é bom, e o pleno emprego, ruim.

    Eu não compro essa idéia. Parece-me que a Falha, incapaz de criticar o governo uma vez que este diminuiu o desemprego, quer transformar essa vitória em um fracasso. Estão buscando razões para que os “criativos empreendedores” aumentem seus preços, provocando uma inflação artificial, isso sim.

    É apenas terrorismo midiático, mais nada.

    • Pierri, infelizmente não é. A história do gatilho é bem real. Seria um desastre. Qualquer um que entenda de economia dirá o mesmo.

      • Na verdade os aumentos salariais podem ser até acima da inflação, desde que não hajam mecanismos automáticos de reajustes de preços e salários.

        É importante que os preços sejam definidos pelo mercado e os salários pelas negociações trabalhistas, sem relação direta de nenhum deles com os índices de inflação.

        Quando se reajusta salários automaticamente pela inflação, os empresários repassam também automaticamente os índices para os preços.

        Se os preços de um determinado setor são definidos pela oferta e procura, com concorrência leal, o componente trabalho da planilha de custos pode até aumentar sem aumento de preços. Para isso é lógico que algum outro componente tem que mudar: preço da matéria prima, margem de lucro, produtividade, etc. Até mesmo repasses de custo podem existir desde que não sejam todos sincronizados. Se uma empresa aumenta o preço de seus produtos e seus concorrentes não fazem o mesmo, ocorre uma pressão de mercado para que essa empresa busque aumentos de produtividade, ou outro elemento qualquer para reduzir o preço, já que perderá mercado para a concorrência (excluindo-se dessa análise diferenciais de qualidade, efeitos de marketing e outros fatores que podem afetar a comparação de preços). Se todas as empresas aumentam os preços ao mesmo tempo essa pressão não existe e os preços se consolidam em um novo patamar.

        Essa análise só reforça a importância dos sindicatos, da união dos trabalhadores e das reivindicações salariais. Pois de fato elas não são fatores determinantes da inflação, sendo apenas um dos componentes de preço dos produtos e ainda com a qualidade de fomentar a demanda da economia em geral. Mas as conquistas salariais não podem ser automáticas e sincronizadas. A luta e a união dos trabalhadores não podem ser substituídas por uma lei de reajustes automáticos. A lei deve garantir o direito dos trabahadores se unirem e fazerem suas reivindicações, protegendo-os dos abusos do poder econômico.

        É claro que o mesmíssimo reciocínio deve valer para os preços. Por isso mesmo a fiscalização contra a cartelização e as práticas de concorrência desleal é importantissima na luta contra a inflação. A sociedade tem que combater os cartéis e impedir o repasse automático dos custos de produção para os preços. Senão não adianta.

        • Me parece que se trata, em poucas palavras, de garantir o livre mercado para todas as partes envolvidas: patrões, trabalhadores e consumidores… Não é isso que o conservadorismo tanto defende? Falar agora em reindexação, é voltar no tempo em direção a um passado difícil, penoso e de má memória… É preciso acabar com essa história de sempre manter privados os lucros, socializando só os prejuízos… Essa é a falácia neoliberal, que já foi varrida pela história muito recente…

      • Edu, não estou falando do gatilho, estou falando da nova “tese central” da Falha, a ideia de que a queda do desemprego está provocando inflação, ou seja, a nova versão do velho mantra (já provado como falso) de que o aumento de salário, por si só, é inflacionário.

        Pela história da carochinha chamada de capitalismo, existe competição entre as empresas, e se uma aumenta os preços em razão de aumento de salário, passa a vender menos. Assim, desde que a margem de lucro não esteja no limite, ou seja, desde que a redução dessa margem não importe em prejuízo, o aumento dos salários não causaria nenhum aumento de preços, mas redução da margem, e o consequente aumento da procura compensaria essa redução, aumentando o lucro bruto.

        Essa é a fantasia capitalista que nunca funcionou, pois os capitalistas que nos contam essa história pra boi dormir não são idiotas, e combinam o aumento do preço pra manterem suas margens e o povo que se exploda, lidando com a inflação.

        Esses caras não são chamados de conservadores a toa. O que eles mais querem conservar é a situação como está, com suas margens de lucros, com o mesmo ritmo de concentração de rendas, etc.

        A Falha está ressuscitando essa tese dos primórdios do capitalismo. O gatilho é outra questão, pois age em todas as empresas de um setor, o que faz desnecessário o concerto entre os capitalistas, mas a lógica é exatamente a mesma: em vez de reduzirem as margens de lucro, eles aumentam os preços pra mantê-la.

        E depois reclamam quando há tabelamento de preços – coisa que será novamente necessária mais dia, menos dia, dada a irresponsabilidade e a ganância desses que não trabalham mas não admitem se apropriar menos do trabalho alheio.

        • Só pra completar, o que a fantasia que se passa por teoria do capitalismo esconde é que existem mecanismos que impedem a redução das margens de lucro, e um desses mecanismos – o mais importante deles – é a sociedade anônima.

          A imensa maioria, se não todas, das grandes indústrias são SA’s, ou seja, quem as controla são acionistas que jamais puseram o pé nas dependências das empresas. O valor das ações desses acionistas é ditado, em grande parte, pelo lucro da empresa. A redução da margem em razão dos salários, em um primeiro momento, provoca a redução desses lucros e, consequentemente, o valor das ações.

          Assim, qualquer diretor que tente convencer os acionistas a reduzir o valor de suas ações por um período, mesmo que isso implique em maior lucro (e maior valor) mais tarde, luta contra a corrente e será provavelmente sacado.

          Mexer com a margem de lucro dos acionistas – ou seja, reduzir o valor de seu patrimônio – é imperdoável.

          E isso sem contar que boa parte dos acionistas controladores de uma empresa é também acionista de sua concorrente, e sabe que, se nenhuma delas reduzir a margem, tudo continuará como dantes no país de Abrantes.

          E o povo que se exploda. Sempre.

          Nenhuma teoria de nenhum sistema econômico – mas especialmente do capitalismo – é capaz de capturar algo tão complexo e dinâmico quanto uma economia. Todos os princípios fundamentais do capitalismo – como oferta e demanda, composição de preços, etc – são meras aproximações baseadas mais na esperança de que funcionem, do que em leis naturais, ao contrário do que querem nos fazer crer.

      • Também não sou economista, mas como nasci numa região que o comércio exterior de commodities faz parte do cotidiano, acredito que o problema maior é o câmbio. Não vai adiantar o aumento do IOF, ele será insignificante pelo que o país está produzindo de commodities agrícolas, Eduardo.

        Vou falar da realidade que conheço, mas penso que dá para mensurarmos o que está a acontecer em outras regiões que passam por essa pujança de exportação. O Oeste baiano, que tem terras férteis e ainda espaço para serem conquistadas, exportaram quase 3,5 milhões de grãos em 2010 e tem previsão em 2011 para mais de seis milhões, o que espera-se um total de 7 bilhões no faturamento. Some-se a isto, os derivados da soja que serão vendidos também, lá. Com este dinheiro injetado na economia baiana, mais carros, mais apartamentos construídos em Salvador, mais casa de veraneios ao longo da costa, mais aquisição de produtos importados, mais viagens ao exterior.

        Apensar de discordar dos pontos da reportagem que fala sobre energia, legislação trabalhista, pois quem mora na Bahia sabe que nem todo mundo paga descente e muitos não vão lá ralar, isto é fato. Alguns mandam sugar o sangue de outro mesmo. O fato é que, de qualquer forma, é uma grana que entra e aumenta consideravelmente em termos de bilhões a cada ano.

        Some-se a isto, o aumento da produção do cacau, da seringueira e das frutas em Juazeiro. E toda este aumento não tem trinta por cento da safra industrializada, haja vista apenas a Região Metropolitana de Salvador ter a maior concentração e o governo trabalhando para descentralizar e trazendo o desenvolvimento para todas as regiões do estado.

        Mas o fato Eduardo, é que como sugestão, talvez o governo devesse criar um sistema de lista de aumento de IOF para cada país, por exemplo, para os EUA, compras em cartão, tanto de IOF e limite para compra em dólar, União Européia, critério. Enfim, estabelecer de acordo com informações, as maneiras de tratar IOF. E, também, criar maneiras de proteger os produtos brasileiros para os produtos que serão comprados lá fora, via internet. Quem viaja é porque está de alguma forma, podendo gastar.

        Uma outra maneira seria de aumentar o imposto de quem entra aqui apenas para especular. Não sei, o problema existe, não é de alimentação, pois as commodities estão bombando e o que é mais importante no caso da baiana. Diferentemente dos outros produtores que tem apenas uma safra, o Oeste dá três safras por ano aos seus produtores.

        Há também um outro aspecto, Eduardo, os neozelandeses estão chegando, já estão produzindo 50,000 mil litros de leite por dia e têm previsão em uma única fazenda, atingir a 150 mil litros por dia. Detalhe, a NZ produz 15 bilhões de litros de leite por ano, é o maior produtor mundial. Os noezelandeses que estão na Bahia disseram que o Oeste têm condição de superar a produção neozelandesa. Pois é, se dentro de dez anos mais deles chegarem, não serão apenas os grãos de cereais, mas serão leite que já sai industrializado para o mercado interno e externo, e nelore, que já tem um rebanho por lá de mais de 1,5 milhão para abate.

        O que quero dizer com tudo isso? Que a economia continuará aquecida no país na medida em que estados como Bahia, Goiás, MG, MS, PI continuarem produzindo commodities como estão. No caso baiano, a produção é diversificada e três safras por ano. Daí necessidade de tomar medidas emergenciais em relação ao câmbio e para compras e viagens ao exterior. E o que é pior, os produtores nacionais continuam reclamando.

        Diferente dos neozelandeses e franceses, Eduardo. Aqueles moram na fazenda e seus filhos estudam junto com os filhos dos empregados numa escola bilíngüe; estes/Michelin ajudaram uma comunidade a produzir seringueira e melhorar suas rendas.

        • Não podemos nos esquecer que alem das qualidadees do Ministro Mantega,
          temos a nossa Presidenta que tambem é economista.
          “Esse trem” não vai descarrilhar tão facilmente como desejam algus.

      • Projeto da Michelin

        Outra dificuldade encontrada pela Michelin foi a questão da mão-deobra. Parte dos funcionários do Projeto
        Ouro Verde moram dentro das terras. Mas o espaço não era suficiente para abrigar todos os empregados, cada vez mais numerosos para atender a demanda da plantação. Foi daí que a Michelin criou o projeto Nova Igrapiúna, um condomínio de casas populares, vendidas por R$ 17,9 mil e financiadas pela Caixa Econômica. “O objetivo é que a mão-de-obra esteja próxima à Michelin”, afirma Silvio Roberto Carvalho, responsável pelo Nova Igrapiúna e gerente de produção da Michelin. Quase cinco anos depois do início do projeto, “que nasceu para resolver um impasse econômico e virou um projeto de desenvolvimento sustentável”, como afirma Bockiau, a Michelin comemora os resultados. Juntos, os 12 médios proprietários têm renda anual de US$ 50 mil. Mais de 400 novos empregos foram criados. A produção de borracha na região aumentou em 50%. São mais de 1,4 mil famílias beneficiadas. E os planos são ambiciosos. Até 2015, a Michelin espera, com um investimento de US$ 25 milhões, aumentar a produção de borracha em 5 mil toneladas por ano, o equivalente a 5% da produção nacional, e 4,5 mil toneladas de cacau – 3% da produção do Brasil.

        http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/2826_RAINHA+DA+BORRACHA

        • Luana me pareceu que vc esta naquela de que importar é ruim e exportar e bom, parece pensamento mercantilista.
          A questão que se todos pensarem assim trava tudo.

    • Vou concordar com o Pierri.
      Acho que precisam um pouco mais de criatividade para contralar a inflacao.
      E muito facil falar quando estamos empregados e com salarios razoalveis. Se o problema da inflacao eh salario e geracao de emprego, porque, entao, nao pedem conta ou reduzem seus proprios salarios? Assim ajudaria no controle da inflacao.
      Acho que nossos empresarios trabalham com margem de lucro grande, sim, mas nao espero que eles a reduzam, porque o mais socialista de todos nao abriaria mao de 1/10 de seus milhares de hectares para ajudar numa reforma agraria.
      O que precisa eh aumentar a oferta atraves de incentivos do governo para novos entrantes. E incentivar o empreendedorismo. Por ex.: Os nosso pequenos agricultores trabalham como escravos e o que ganham? Nada. Porque existe uma Parlmat e uma Nestle da vida para explora-los ao maximo. Entao precisa fazer como aqui na Inglaterra, onde o agricultor planta a alface,tomate, pimentao, lava, corta, embala e entrega direto no supermercado ou o cara que produz leite que ja engarrafa, produz queijo, yourgut e afins e entrega direto no supermercado. Isso aumenta a sua renda (distribuicao de renda) e a oferta (controle de inflacao). Imagina se 1/3 dos nossos agricultores fizessem isso.

      O Brasil vive um momento especial e precisa saber administrar essa oportunidade. A mao-de-obra aparece eh nesse momento que precisa dela e nao ao contrario. Ou alguem vai querer se tornar engenheiro quando nao a vagas?

      Nosso salario minimo, nao atende nem o minimo das nossas necessidades.
      O Brasil esta se tornando um pais desenvolvido e isso tem por obrigacao o aumento de renda e de precos de itens que eram realmente baixos ou ate irrisorios causados pela a exploracao. O Brasil se mexeu, como disse Delfim, e a realidade e outra, querer jogar a culpa da inflacao naqueles que tiverem um pouco de aumento ou que conseguiram um emprego e nao vivem mais se humilhando, recebendo ajuda de amigos, de entidades, nao entrando em fila do sopao para sobreviver e demais.

      Repito, vamos usar um pouco mais de criatividade ou entao aqueles que defendem menos aumento de salario, como se esse fosse uma fortuna, que reduzam ou pecam conta para ajudar o governo a controlar a inflacao.

      Por fim, o problema da inflacao e mundial, e o Brasil esta muito bem, pois tem uma inflacao de 6% mas teve um crescimento de 7.5% e continua a crescer, enquanto muitos paises nao tiveram crescimento ou alguns, como a Ingglaterra, tiveram crescimento negativo com inflacao de 5%, mais de 100% acima da meta, e continuam sem presperctiva de crescimento e com inflacao. Entao, nao me venham com a historia de que o Brasil precisa de menos crescimento para controlar a inflacao.

      Eu defendo o aumento de oferta e de competetividade. E para isso precisa mexer nos interesses dos grandes, mas poucos.

    • Pierre pra vc tudo se reduz a luta de classes.

      Quem produz inflação é o próprio governo que aumenta a quantidade de dinheiro na economia, pq ele faz isso, pq ele desvia recursos que deveriam ser usados para financiar o investimento e para compensar ele aumenta a quantidade de dinheiro na economia para bancos lucrarem e o governo arrecadar mais com impostos.

      O que governo e bancos fazem é absorver a produtividade da economia, se a produtividade melhorar haveria na verdade uma redução nos preços, podemos ver isso na China, com isso os ganhos economicos ficam para o governo e para os bancos por meio do “imposto inflacionário”. E desta forma existe na prática uma transferencia de renda do mais pobre para o governo e setores ligados a ele como empreiteiras, funcionários publicos e bancos.

      • Quem aumenta a quantidade de dinheiro na economia são os bancos privados por meio do mecanismo de reserva fracionária.Não foi nenhum esquerdista que disse.Foi um dos economistas mais respeitados da Escola de Economia Austríaca:

        http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=311

        O sistema bancário de reservas fracionárias
        por Murray N. Rothbard, terça-feira, 11 de maio de 2010

        N. do T.: Talvez o aspecto mais crucial de qualquer sistema econômico seja o seu sistema bancário. Entretanto, essa é uma área sobre a qual pouquíssimas pessoas entendem. Muitos, aliás, sequer conhecem seu funcionamento mais básico – algo que serve apenas para ajudar o regime. No artigo a seguir, Murray Rothbard não apenas ensina o funcionamento dessa instituição, como também explica por que todo o sistema bancário que funciona sob a regulamentação de um banco central é um cartel por natureza – no caso, um cartel legalizado e fomentado pelo estado. A história sobre o surgimento dos bancos centrais varia de país para país; porém, sua função de cartelizador do sistema bancário é a mesma, independente do continente.

        Obs: dentro da Escola Austríaca, Rothbard é da ala (majoritária) que acredita que o sistema bancário de reservas fracionárias é uma atividade inerentemente fraudulenta. Outros austríacos não pensam assim. Amanhã publicaremos um artigo com esse outro ponto de vista.

        indymac_bank_run.jpg

        O sistema bancário é uma parte particularmente hermética e misteriosa do sistema econômico; um dos problemas é que a palavra “banco” engloba muitas atividades distintas, e com implicações muito diferentes. Durante o Renascimento, os Médici, na Itália, e os Fugger, na Alemanha, eram conhecido como “banqueiros”. Entretanto, seus bancos não apenas eram privados como também surgiram como sendo uma atividade legítima, não inflacionária e altamente produtiva. Essencialmente, eles eram “banqueiros-mercadores”, que começaram sua carreira como notórios comerciantes. No decurso de sua profissão de comerciante, esses mercadores começaram a conceder crédito a seus clientes, e, no caso específico dessas duas grandes famílias de banqueiros, a parte de suas atividades que mexia com crédito ou operações bancárias passou a ofuscar suas outras atividades comerciais. Essas empresas emprestavam dinheiro oriundo de seus próprios lucros e poupanças, e cobravam juros sobre esses empréstimos. Assim, elas canalizavam sua própria poupança para investimentos produtivos.

        Quando os bancos limitam-se a emprestar sua própria poupança, ou a mobilizar a poupança de terceiros, suas atividades são produtivas e irrepreensíveis. Mesmo no atual sistema bancário, se eu comprar um Certificado de Depósito Bancário (CDB) resgatável em seis meses, e ganhar sobre essa aplicação uma determinada taxa de juros, estou apenas pegando minha poupança e emprestando-a ao banco, que, por sua vez, irá emprestá-la a terceiros e cobrar uma taxa de juros maior do que a que ele vai me pagar, sendo essa diferença embolsada pelo banco como recompensa pela tarefa de ter direcionado minha poupança para tomadores de empréstimos produtivos ou dignos de crédito. Não há problema algum com esse processo.

        O mesmo é válido até mesmo para os grandes “bancos de investimento”, que se desenvolveram à medida que o capitalismo industrial foi prosperando no século XIX. Os banqueiros de investimentos normalmente utilizavam seu próprio capital, ou o capital investido ou emprestado por terceiros, para financiar a aquisição de capital de grandes corporações. Eles faziam isso vendendo títulos a acionistas ou credores. O problema com os bancos de investimento é que um de seus principais campos de investimento passou a ser o financiamento de títulos do governo. Isso os mergulhou profundamente no mundo da política, dando-lhes um poderoso incentivo para pressionar e manipular governos para que estes aumentassem impostos, possibilitando assim o pagamento dos títulos governamentais em posse sua e de seus clientes. Donde advém toda a poderosa e perniciosa influência política desfrutada pelos bancos de investimento nos séculos XIX e XX: em particular os Rothschild, na Europa Ocidental, e Jay Cooke e os Morgan, nos EUA.

        Já no final do século XIX, os Morgan tomaram a iniciativa de pressionar o governo dos EUA para que este cartelizasse as indústrias nas quais eles, os Morgan, estavam interessados – primeiro as ferrovias e depois as fábricas. A intenção era proteger esses setores da livre concorrência utilizando o poder do governo de modo que lhes possibilitasse restringir a produção e aumentar os preços. Em particular, os banqueiros de investimento haviam se tornado um grupo bastante ativo na busca pela cartelização dos bancos comerciais.

        Em certa medida, os banqueiros comerciais emprestam seu próprio capital e dinheiro adquiridos via CDBs. Mas os bancos comerciais são, na verdade, “bancos de depósito” que se baseiam em uma fraude colossal: a ideia, na qual a maioria dos depositantes acredita, de que seu dinheiro está de fato no banco, pronto para ser resgatado a qualquer momento. Se João tem uma conta-corrente de $1.000 em um banco local, João sabe tratar-se de um “depósito à vista”, isto é, ele sabe que o banco promete pagar-lhe $1.000 em dinheiro, de imediato, a qualquer momento que ele queira “retirar seu dinheiro”. Naturalmente, os Joões desse mundo estão convencidos de que seu dinheiro está lá no banco, seguro, esperando para ser sacado a qualquer momento. Portanto, eles pensam em suas contas-correntes como sendo o equivalente a um recibo de armazenagem. Se uma pessoa coloca uma cadeira em um armazém antes de sair para uma viagem, ela espera recuperar essa cadeira assim que ela voltar e apresentar seu recibo. Infelizmente, embora os bancos aparentemente funcionem como armazéns, os depositantes na realidade são sistematicamente iludidos. Seu dinheiro não está lá.

        Um armazém honesto garante que os bens entregues a seus cuidados estejam lá, no almoxarifado ou no cofre. Mas os bancos operam bem diferentemente, pelo menos desde a época de bancos de depósito como o Banco de Amsterdã e o de Hamburgo, ainda no século XVII. Estes de fato agiam como armazéns, lastreando todos os seus recibos com os ativos que eram nesses bancos depositados, como ouro e prata. Essa forma honesta de banco de depósito é chamada de sistema bancário com 100% de reservas. Porém, desde então os bancos assumiram o hábito de criar recibos de armazenagem (na época, notas bancárias; atualmente, depósitos em conta-corrente) sem qualquer lastro. Essencialmente, eles se tornaram fraudadores que criam falsos recibos de armazenagem que circulam como se fossem genuínos e totalmente lastreados por cédulas de dinheiro. Os bancos ganham dinheiro ao simplesmente criarem dinheiro do nada – antes, eles podiam criar suas próprias cédulas; hoje, eles criam apenas depósitos eletrônicos.

        Esse tipo de fraude ou falsificação é dignificado com a alcunha “sistema bancário de reservas fracionárias”, o que significa que os depósitos bancários são lastreados por apenas uma pequena fração do dinheiro que o banco promete ter em mãos no momento do resgate. [Nos EUA, esse valor sempre girou em torno de 10%. No Brasil, ele era de 36% até outubro de 2008. Atualmente está em 28%].

        Vejamos como funciona o processo de reservas fracionárias na ausência de um banco central. Eu crio o Banco Rothbard e invisto nele, como capital inicial, $1.000 em moeda física (se é ouro ou cédula de papel não interessa nesse caso). Então eu “empresto” $10.000 para alguém, que irá ou gastar com consumo puro e simples ou investir em seus negócios. Agora, como é que eu posso “emprestar” mais do que eu tenho? Ahh, essa é a mágica da “fração” das reservas fracionárias. Eu simplesmente crio uma conta-corrente de $10.000 e empresto alegremente esse valor para o senhor José. E por que José vai querer esse empréstimo de mim? Por que ele não procura outros meios? Bom, como eu não preciso poupar $10.000 (apenas $1.000), eu posso cobrar juros menores do que cobrariam aqueles reais poupadores que porventura também estivessem dispostos a emprestar (nesse caso, $10.000 genuinamente poupados). Eu estou em vantagem; eu posso simplesmente criar dinheiro do nada. (Nos EUA, durante um período do século XIX, eu poderia emitir minhas próprias cédulas; hoje, o Federal Reserve monopoliza a emissão monetária. Veja mais aqui, em especial a nota 26).

        Uma vez que os depósitos à vista no Banco Rothbard funcionam como o equivalente a dinheiro, a oferta monetária do país, magicamente, aumentou em $10.000. O processo inflacionário e fraudulento começou.

        O economista inglês do século XIX, Thomas Tooke, disse que “livre comércio no sistema bancário é o equivalente a um livre comércio de trapaça”. Não obstante isso seja verdade, é válido lembrar que sob um livre mercado genuíno – isto é, um sistema em que não haja uma blindagem governamental ao setor – há obstáculos severos a esse processo fraudulento. Um sistema bancário totalmente desregulamentado e sem a proteção estatal é chamado de “sistema bancário livre” ou “livre atividade bancária” (free banking).

        Nesse sistema, por que alguém deveria confiar em mim? Por que alguém iria aceitar as promessas de pagamento – isto é, o dinheiro eletrônico na conta-corrente – do Banco Rothbard? E, mesmo que alguém confiasse em mim, ainda haveria outro problema grave: esse sistema bancário é de livre concorrência, sendo que a entrada no setor é livre. E o Banco Rothbard está limitado à sua clientela. Assim, após eu ter criado uma conta-corrente para José, na forma de empréstimo, ele irá gastar esse dinheiro. Afinal, para que mais ele pediria um empréstimo? E mais cedo ou mais tarde, esse dinheiro que ele gastou (eletronicamente) será gasto na compra de bens ou serviços de clientes de algum outro banco – por exemplo, do Banco Rockwell.

        Mas tudo o que o Banco Rockwell recebeu foi dinheiro eletrônico (um recibo de armazenagem em nome do Banco Rothbard). E o Banco Rockwell não está muito interessado em manter uma conta-corrente em meu banco; ele quer ter suas próprias reservas monetárias (moeda física) para que ele próprio possa criar dinheiro em cima dessas reservas (esse ato de criar dinheiro fictício sobre dinheiro real é chamado de ‘piramidar’, pois trata-se de um pirâmide invertida: a base é menor do que o topo). Portanto, se o Banco Rockwell receber um cheque ou um depósito eletrônico (via cartão de débito) de $10.000 em nome do Banco Rothbard, ele vai demandar a transferência de $10.000 em moeda física, para que ele possa piramidar em cima dela.

        Mas eu, obviamente, só tenho $1.000, e não posso pagar esses $10.000. Portanto, estou acabado. Quebrado e falido. Em termos de justiça, eu deveria ir para a cadeia como um fraudador. E tanto eu quanto a falsa conta-corrente que criei estaríamos fora do jogo e fora da oferta monetária.

        Assim, sob um sistema de livre concorrência, e sem o governo para ajudar os fraudadores, haveria um espaço bastante limitado para a prática da falsificação permitido pelas reservas fracionárias. Os bancos até poderiam formar cartéis para se protegerem mutuamente, mas geralmente cartéis não funcionam bem em um mercado onde não há proteção governamental, onde o governo não suprime e elimina aqueles concorrentes que insistem em quebrar cartel – nesse caso, para quebrar o cartel bastaria que um banco concorrente exigisse o pagamento de algum outro banco que tivesse praticado essa falsificação em larga escala.

        Banco Central

        Daí é possível entender todo o esforço que os próprios banqueiros fizeram para que o governo cartelizasse sua indústria através de um banco central. A instituição do banco central começou com o Banco da Inglaterra na década de 1690, espalhou-se para o resto do mundo ocidental nos séculos XVIII e XIX, até que finalmente foi imposto nos EUA em 1913. Particularmente entusiasmados com a ideia de um banco central estavam os banqueiros de investimento, como os Morgan, pioneiros na ideia do cartel econômico e que, já a essa época, haviam se expandido para o setor de bancos comerciais.

        No sistema atual de bancos centrais, o governo concede ao Banco Central o monopólio da emissão de cédulas monetárias, que passam então a ser o “padrão” monetário do país. Sabemos que os indivíduos usam dinheiro tanto em sua forma física (cédulas e moedas metálicas) como em sua forma eletrônica (depósitos bancários). Assim, se eu quiser resgatar $1.000 em cédulas de minha conta bancária, o banco tem de ir ao Banco Central e sacar esse dinheiro da conta-corrente que esse banco tem junto ao Banco Central. Ou seja, Banco Central age como o banco dos banqueiros.

        Essas contas-correntes que os bancos mantêm junto ao Banco Central são obrigatórias e constituem suas reservas compulsórias, sobre as quais eles podem ‘piramidar’, criando uma quantia fictícia de dinheiro inversamente proporcional à taxa que determina essas reservas compulsórias. É o Banco Central quem determina o valor dessas taxas. [Nos EUA, o compulsório é 10% do valor total dos depósitos em conta-corrente, o que significa que os bancos americanos podem criar dinheiro no valor de até 10 vezes o total de reservas compulsórias (1/0,10); no Brasil, como o compulsório atual é de 28%, esse valor é de até 3,6 vezes (1/0,28)].

        Veja como esse processo de fraudulência funciona no mundo atual. Digamos que o Banco Central, como de praxe, decide que quer expandir (leia-se inflacionar) a oferta monetária. O Banco Central então vai até o mercado (chamado de “open market” ou mercado aberto) e compra um ativo. Não importa qual ativo ele compra; o ponto importante é que ele vai criar dinheiro eletronicamente, simplesmente apertando teclas em um computador. O Banco Central poderia, caso quisesse, comprar qualquer ativo que lhe aprouvesse, inclusive ações, edifícios ou moeda estrangeira. Na prática, ele compra títulos do Tesouro.

        Suponhamos que o Banco Central queira comprar $10.000.000 em títulos do Tesouro. Esses títulos estarão em posse de um dealer “aprovado” pelo governo. [Dealers são instituição credenciadas para efetuar essas operações de mercado aberto. No Brasil, os dealers são os principais bancos do país. Veja a lista deles]. Nesse caso, o Banco Central vai simplesmente acrescentar eletronicamente $10.000.000 na conta-corrente que esse dealer tem junto ao BC (o compulsório) em troca dos títulos do Tesouro. De onde o BC tirou os $10.000.000 para pagar o dealer? De lugar nenhum. Ele criou esse dinheiro do nada. O dealer (um banco qualquer) agora está com excesso de reservas depositadas junto ao BC. A “oferta monetária” do país aumentou em $10.000.000; nenhuma outra conta-corrente sofreu qualquer decréscimo. Houve um aumento líquido de $10.000.000.

        Mas isso é apenas o início do processo inflacionário e fraudulento. O banco que recebeu esses $10.000.000 ainda está com esse dinheiro parado em suas reservas compulsórias junto ao BC. Isso significa que suas reservas cresceram $10.000.000 e que – a menos que haja alguma elevação da taxa do compulsório – o banco pode agora ‘piramidar’ sobre elas. Esse banco pode agora criar novas contas-correntes baseadas nessas reservas e, à medida que esse dinheiro recém-criado vai vazando para outros bancos (como aconteceu com o Banco Rothbard), cada um desses outros bancos, através do mesmo processo, pode montar seu próprio esquema inflacionário, até que o sistema bancário como um todo tenha aumentado seus depósitos à vista em $100.000.000, dez vezes a compra original de ativos feita pelo BC [nesse exemplo, a taxa de compulsório foi de 10%. No Brasil, como uma taxa de 28%, o valor final seria de aproximadamente $35.700.000].

        Quando o sistema bancário pode manter reservas que totalizam apenas 10% de seus depósitos, como no exemplo acima, o “multiplicador monetário” – a quantia de depósitos que os bancos podem expandir sobre suas reservas – é 10. Uma compra de ativos no valor de $10 milhões feita pelo BC gera um aumento de dez vezes – $100 milhões – na oferta monetária do sistema bancário como um todo.

        Curiosamente, todos os economistas concordam com a mecânica desse processo, ainda que eles, obviamente, discordem fortemente quanto à avaliação moral ou econômica desse processo. Mas infelizmente, o público em geral, não iniciado nos mistérios do sistema bancário, segue acreditando que seu dinheiro permanece “no banco”.

        Dessa forma, o Banco Central age como o criador e o xerife de um gigantesco cartel bancário protegido pelo governo; o BC, além de socorrer aqueles bancos que estão em dificuldades, ainda centraliza e coordena todo o sistema bancário de modo que todos os bancos possam inflacionar conjuntamente. Sob um sistema bancário livre e desregulamentado, um banco que inflacionasse mais do que seus concorrentes estaria em eminente perigo de falência. Porém, quando há um banco central, todos os bancos podem confortavelmente inflacionar em conjunto.

        Por fim, suponhamos que, amanhã, todo o público repentinamente se desse conta da fraude que é o sistema bancário, corresse para os bancos e, em uníssono, exigisse a retirada de seu dinheiro. O que aconteceria? Os bancos instantaneamente se tornariam insolventes, pois possuem apenas uma pequena fração de todo o dinheiro que devem aos seus perplexos clientes. Uma opção seria implementar um enorme aumento nos impostos para ressarcir esses correntistas. Porém, é óbvio que tal medida não seria muito palatável. Assim, a única coisa que o BC poderia fazer – e isso seria exclusivamente de sua competência – seria imprimir uma quantia suficiente de dinheiro para pagar todos os correntistas.

        Desnecessário dizer que os correntistas, agora encorajados por esse gigantesco socorro, irão prontamente redepositar essa enorme quantidade de dinheiro nos bancos, aumentando o total de reservas bancárias e possibilitando uma imediata expansão da oferta monetária, seguindo os mesmos preceitos já descritos. Uma inflação rampante e a destruição total da moeda seriam as conseqüências inevitáveis.
        Murray N. Rothbard (1926-1995) foi um decano da Escola Austríaca e o fundador do moderno libertarianismo. Também foi o vice-presidente acadêmico do Ludwig von Mises Institute e do Center for Libertarian Studies.

        • Sim mas quem tem a quantidade de dinheiro da “criação” de dinheiro eo governo com o Banco Central.

          Reservas fracionárias + BC = Fraude

      • Mais blablabla.

        Todo seu raciocínio se fundamenta na idéia de que a fantasia do capitalismo é real, que existe competição e nenhum atalho para escapar dela.

        E essa premissa é completamente furada.

        Além disso, há mais de uma forma de criar inflação, e a emissão descontrolada de moeda é apenas uma delas. A outra é a histeria – que a imprensa vem tentando criar. Uma terceira é a ação concertada de oligopolistas – como a que mantém o preço das cervejas o mais lucrativo possível para seus acionistas -, com a intenção de provocar o aumento dos preços. Uma outra forma é o aumento do custo da energia.

        Essa lista não é exaustiva.

        E tudo é, realmente, uma luta de classes. Aliás, essa idéia nada mais é do que a transposição dos conceitos de mercado e competição (e seus atalhos) para onde eles realmente se aplicam: nas relações sociais do capitalismo. Vocês, neoliberais, deveriam adorar isso, mas como isso destrói a fantasia que vcs cultivaram tão diligentemente por tanto tempo, de um mercado perfeito, com leis imutáveis e, principalmente, atores comportados, não lhes resta nada a fazer além de fechar os olhos e fingir que, apenas nesse caso, a idéia de competição e mercado não se aplicam.

        • Pierre e quando é um governo “progresista” que provaca a concentração de mercado? o que vc me diz disso.

          Entre N exemplos vou dizer apenas um, o caso da Friboi que comprou com dinheiro dos contribuintes os seus concorentes e assim consegue ditar o preço de compra e venda da carne.

          E as agencias reguladoras (eu sei foi fhc que fez) que na verdade serem para impedir a concorencia dos setores por elas “regulada”.

          • Primeiro, não importa quem o cometa, é o ato que está errado.

            Segundo, essas agências reguladoras só enganaram os trouxas que as viram como algo além da coleira de linguiça que elas são.

    • Eu concordo com o Pierre, os empresários brasileiros aproveitam qualquer brecha para aumentos artificiais. No caso estão de olho gordo no poder de compra da chamada nova classe média para turbinar os lucros além do normal.
      No entanto, o Edu tem razão, gatilho é coisa de inflação alta, o que não é o caso.

      • Juliano, temos que começar um grande debate público porque tem uns pontos na economia que estão preocupando. Disso eu entendo. Aliás, tem muito blogueiro importante preocupado com isso. A política, porém, impede essa discussão. Se criticar o governo, vira tucano. E o barco vai correndo. Daqui a pouco, a coisa desanda e aí nem sei o que vai ser.

        • O problema é justamente este Edu, quando a política se torna mais importante que melhorar a economia nada funciona. Lembro bem quando você falava que não podíamos criticar as falhas de Lula pra não da combustível para a oposição. Isso vem causando problemas: afastando o cidadão da política e dificultando a resolução dos problemas econômicos e sociais!!!!

    • O artigo sobre o Oeste baiano.

      Publicado em 18.04.11 às 09:04 hs
      Oeste baiano se desenvolve com a força do agronegócio
      As commodities agrícolas trarão uma renda de R$ 7 bilhões para o oeste da Bahia nesta safra. O resultado será um empurrão nos mercados de automóveis, construção civil, restaurantes, faculdades, hotéis, médicos e dentistas, entre outros serviços.

      Os produtores plantam 1,9 milhão de hectares, mas ainda têm outros 2,7 milhões para serem conquistados. Destacam-se soja, milho e algodão, que encontra lá uma das melhores regiões para sua produção. A área, recém-ocupada por pioneiros e que ainda desperta a atenção do setor agrícola, deverá gerar 6,2 milhões de toneladas de grãos em 2011.

      Quem vislumbrou o futuro dessa região e foi para lá lutar pela produção está sendo recompensado.

      Em 1987, pagavam-se 4 sacas de soja por hectare. Em 1998, o valor foi para 15 sacas. Hoje, são 400 sacas, ou R$ 16 mil por hectare.

      Usando irrigação (85 mil hectares são irrigados), consegue-se fazer três safras seqüenciais no mesmo ano, por exemplo, soja, milho e feijão.

      Americanos, europeus e canadenses conseguem uma. Por isso, foram para lá.

      http://meatworld.com.br/posts/post/oeste-baiano-se-desenvolve-com-a-forca-do-agronegocio

      Uma observação:

      A Bahia instalará dentro de seis anos, mais de trinta parques eólicos; logo, não há razão para reclamar de energia. Sem falar as providências que estão sendo tomadas pelo GF com as construções de Belo Monte e Jirau.

      http://www.jornaldamidia.com.br/noticias/2011/02/24/Bahia_Nacional/Parque_de_energia_eolica_na_Bahia.shtml

    • Caro Eduardo
      Que tal darmos umas chacoalhadas em alguns paraisos fiscais, o que tem de dinheiro por lá, não é brincadeira. É so alguns bancos como o Itau, Brasdesco, etc etc disponibilizar os nomes de quem tem fortunas por lá, e você verá que dará para dividir um pouco mais a riqueza aqui produzida.
      Nada que a luta de classes, já citado por alguns não estejam mexendo os pauzinhos, que nunca pararam.
      Saudações

  2. Inflação=expansão monetária

    O preço de um bem é a quantidade de dinheiro pedida em troca dele. Assim, para uma dada quantidade de bens, quanto mais dinheiro houver na economia, maior será a quantidade de dinheiro gasta por bem, tudo o mais constante. Isso significa que, para uma dada quantidade de bens, um aumento na quantidade de dinheiro, tudo o mais constante, deve inevitavelmente fazer com que haja mais gastos monetários por unidade de cada bem — ou seja, um aumento generalizado nos preços dos bens.

    Quando a inflação passa a ser vista como um aumento generalizado nos preços, então qualquer coisa que contribua para um aumento nos preços é chamada de inflacionária. As fontes da inflação deixam de ser o banco central e o sistema bancário de reservas fracionárias; as fontes da inflação passam a ser qualquer outro fenômeno não relacionado a essas instituições. Nesse arranjo, não apenas o banco central deixa de ser o responsavel pela inflação, como também, ao contrário, o banco central passa a ser visto com um guerreiro contra a inflação.

    O que o governo e bancos fazem é confiscar a produtividade do mercado.

    Para uma economia enriquecer e melhorar o padrão de vida de todos, ela precisa produzir bens e serviços de qualidade. Quanto maior a abundância desses bens e serviços de qualidade, menor o preço deles. O nível de riqueza de um país é proporcional à quantidade e à variedade de bens disponíveis em sua economia.

    Qualquer outra maneira de melhorar o padrão de vida de um país que não seja por meio do aumento do capital acumulado será completamente insustentável. Essa, aliás, é a grande falácia do pensamento keynesiano, que diz que é o consumo que gera a riqueza. Porém, se não houver produção, como pode haver consumo? Como você pode consumir algo que não foi produzido? Antes do consumo, tem de vir a produção (lei de Say). E, para haver produção, é preciso acumular capital.

    O problema é que o capital não surge do nada; ele não cai do céu. Para haver um acúmulo de capital que possibilite toda essa produção, é preciso antes haver poupança. E poupança nada mais é do que a abstenção do consumo. O sujeito que poupa é aquele que deixa de consumir. Ao se abster do consumo, esse indivíduo estará liberando bens de consumo para serem usados nos processos de produção que irão criar os bens de capital.

    E de nada adianta o cidadão poupar e deixar de consumir se o estado vem e “come” tudo, mas para compensar o governo expande a quantidade de dinheiro na economia para dar a impressão que existe poupança disponivel para criar bens de capital.

    E este esquema não dura muito tempo.

    • Meu caro: você pegou a lei de Say pra explicar Keynes! O último exemplo consistente de oferta antes da produção para gerar emprego e renda foi o Ford quem deu: produzia carros caros e pagava a seus funcionários o suficiente para que comprassem sua produção. Só que o mundo hoje é completamente diferente de 1900 e se há uma teoria já deixada de lado há tempos pela economia foi justamente a lei de Say. Fora o exemplo Ford, o único exemplo de oferta que puxa a demanda é a guerra, um ótimo propulsor da economia (os EUA que o digam!).

      Quanto à poupança para financiar a produção, é uma verdade, contemplada por Keynes. Em um nível razoável, num país em que os juros básicos da economia são civilizados, é verdade. O Brasil compete com os bancos pelo dinheiro da sociedade. Pergunte aos japoneses o que a mania de poupança deles fez com o país…

      É mais prudente continuarmos com Keynes…

      • Ficar com Keynes significa colocar a economia mundial na falência.

        Keynes não refutou a Lei de Say. Ele a rejeitou emocionalmente, mas não apresentou um único argumento sustentável que invalidasse a lógica da Lei.

        Ele nunca apresentou qualquer crítica séria contra o teorema que diz que aumentar a quantidade de dinheiro consegue apenas provocar dois efeitos: favorecer alguns grupos às custas de outros, e estimular o mau investimento de capital e a despoupança. Ele ficou completamente perdido quando tentou propor algum argumento sólido que demolisse a teoria monetária dos ciclos econômicos.

        Tudo o que ele fez foi reviver os dogmas auto-contraditórios usados pelas várias seitas de inflacionistas.

        A questão e a má qualidade do ensino superior, apenas forma profissionais que replicam o mesmo dogma que lhes foi ensinado.

        • É, camarada, o New Deal foi realmente uma m…..
          Os americanos elegeram o Roosevelt quatro vêzes só de sacanagem.
          Ô Aliança Neoliberal, nem nos States esse teu papo atrasado pega mais. A miséria e o desemprego que o neoliberalismo produziu no mundo já foram mais do que suficientes pra comprovar o fracasso dessa ideologia nefasta para a humanidade.
          Agora, nos seus estertores, os defensores dessa ideologia doentia (da qual temos por aqui um legítimo representante) querem tirar o seguro social dos maiores de 75 anos nos Estados Unidos para diminuir os impostos dos milionários.
          QUE DESAPAREÇAM PARA SEMPRE!

        • O inefável Aliança Neoliberal acaba de nos provar que o John Maynard Keynes era uma besta quadrada.
          Só o incompetente presidente Franklin Delano Roosevelt é que não percebeu isso.
          É impressionante como a direitalha odeia o estado. O sonho deles é deixar a raposa (o Deus Mercado) solta no meio do galinheiro.
          Mas esses tempos não voltarão jamais. Podem tirar o cavalhinho da chuva.

    • Meu Deus! O cara fala que falta acumulação de capital no país que tem uma das maiores acumulações de renda do mundo!

      É o fim da picada. E ele ainda acha que vai demolir Keynes com esse tipo de argumento.

      O “mercado” não produz nada. Só o trabalho, a ação humana, produz alguma coisa.

      A escola austríaca usa o termo “inflação” em sentido diferente, não como aumento de preços. Nós estamos falando de inflação no sentido de aumento de preços, logo, inflação não é o mesmo que expansão monetária, pois aumento de preços não é igual a expansão monetária, muito embora este possa causar aquele.

      O preço dos bens não é, como vc disse, o valor pedido pelo vendedor. Alguns dias atrás, aliás, vc defendia – ou melhor, repetia através de copiar e colar – a tese contrária, de que o valor é função do interesse e necessidade do comprador. E ambas as teses são contrárias à lei da oferta e da demanda.

      Decida-se, pelo menos, sobre suas premissas.

      Preço e valor são duas coisas diferentes. Segundo a fantasia capitalista, o valor de um bem é estabelecido pela “lei” da oferta e demanda, e seu preço é a quantidade de moeda (que é outro bem cujo valor é estabelecido pela oferta e demanda, mas cujo preço é fixo) cujo valor corresponde àquele.

      • Acumular capital = poupança (nada haver com desigualdade social).

        Pierre não sei se vai complicar ainda mais.

        As mercadorias, são em última instância pagas não com dinheiro, mas com outras mercadorias.O dinheiro é simplesmente o meio de troca mais comumente utilizado; sua função é apenas intermediar a transação. No final, o que o vendedor quer receber em troca das suas mercadorias vendidas são outras mercadorias.

        Portanto, cada mercadoria produzida funciona como uma espécie de preço para outras mercadorias produzidas. A situação do produtor de qualquer mercadoria melhora se há um aumento na produção de outras mercadorias. O que pode danificar os interesses do produtor de uma determinada mercadoria é a sua incapacidade de antecipar corretamente a situação do mercado.

        • Acumular capital = acumular riqueza, pois capital É a riqueza líquida. Logo, a enorme acumulação de riqueza substitui com folga a poupança.

          Quando a sua citação do Say, poupe-me. Já era ultrapassado quando foi formulado pela primeira vez. Trabalho NÃO é mercadoria, não é bem de consumo, não é matéria prima. É a força que transforma e cria e tem seu próprio valor.

          Como já coloquei, se trabalho fosse mercadoria, nenhum capitalista poderia ser compensado de forma diferente dos trabalhadores, posto que seu trabalho tbm seria sujeito à “lei” da oferta e procura, e seu capital, (esse sim, mercadoria apesar de ser tratado como imune à “lei”) idem.

          Portanto, troca-se a força criadora do trabalho pelas mercadorias produzidas pelo mesmo.

          Essas baboseiras das teorias do lado da oferta só convencem quem precisa de uma desculpa para justificar o privilégio dos capitalistas, e mais nada. Não tem um grama de razão ou de consistência lógica. Dizer que a oferta produz a própria demanda é de uma indigência ímpar, uma inversão de causa e efeito, em última análise incompatível com o próprio capitalismo, já que sua lenda conta que os empresários “criativos” buscam produzir o que a sociedade deseja, ao invés de criar-lhes o desejo depois de produzir algo que eles não desejam nem precisam.

          Não vou negar que isso não aconteça em casos isolados, mas esses são exceções, e não a regra. Mas a escola austríaca ADORA transformar exceções em regras pra justificar suas sandices.

    • Ou o Aliança Liberal se chama Leandro Roque ou o recorta/cola está ficando cada dia mais desavergonhado.
      Façam a experiência: coloquem no Google QUALQUER trecho de texto que este sr. (ele tem CPF ou é uma aliança de abestados?) posta aqui e vejam o que acontece…Afianço-lhes de antemão que jamais encontrarão uma referência circular. Hehehehehe.
      Tudo se resume em CtrlC+CtrlV…E nada de créditos a quem quer que seja.
      Pode ser que o “sr. Aliança” seja realmente o Leandro Roque, mas conhecendo a nossa direitalha, desonesta sempre e nos mínimos detalhes, tudo é possível.
      Leiam o original em:
      http://www.mises.org.br/ArticlePrint.aspx?id=769
      http://www.mises.org.br/ArticlePrint.aspx?id=918

      • Que diferença faz um esquerdista usar textos no copiar colar e um da direita, se eu colocar as referencias ai que não vão ler por preconceito.
        E esqueceu dos sites ratio pro libertas, ordem livre………..

        • O problema é a desonestidade intelectual. Vc finge descaradamente que é vc quem escreve seus textos, quando não é.

          Tá certo que o conceito de honestidade intelectual é alienígena para os que veneram as sandices austríacas…

          Eu desconfiava que suas sandices eram de lavra alheia, mas deixei quieto. Agora, ficou claro que vc não tem sequer a capacidade de defender seus próprios pontos de vista sem repetir o que outra anta escreveu, ipsis literis, MESMO QUANDO CONTRADIZEM O QUE VC COPIOU NOUTRA OPORTUNIDADE.

          Talvez vc quisesse nos fazer de palhaços, mas tudo o que conseguiu foi assinar um atestado de papagaio oficial, um mero repetidor de dogmas nos quais vc sequer acredita, mas apenas aceita como verdadeiros – ou teria como defendê-los com suas próprias palavras, seus próprios raciocínios.

          Mas, como já cansei de dizer, desonestidade intelectual é o pão com manteiga da direita, especialmente dos seguidores da escola austríaca. A falta de vergonha na cara é um requisito pra seguir esse monte de ar quente, pra não dizer outra coisa.

          Agora, se o Edu não decidir bloqueá-lo por sua desonestidade, talvez vc consiga se redimir. Mas não tendo a mim como debatedor. Vc não merece essa consideração.

          • Pierre vc repete o mesmo proselitismo que a anos eu vejo, nada que eu já não saiba. o Fato de vc não entender não significa que esteja errado.

          • Caraca, o cara escreve meu nome errado (sem copiar e colar deve ficar difícil, né?), não entende uma vírgula do que está falando (afinal, não passa de um repetidor) e vem me acusar de “não entender” o que ele copia e cola – muito embora não seja capaz de apontar o que, exatamente, eu “não entendi”.

            É muuuuito troll! kkkkk

        • Esta sua resposta é CtrlC/CtrlV de onde?
          Eheheheheheheh!

          Edu, sei que é difícil, mas, por favor, deixe entrar somente os trolls que tenham algo de si para ofertar além de copia-e-cola.
          Ou então peça a eles que apenas coloquem o link do original e não nos dê no saco com posts enormes “chupados” alhures.
          Abração.

  3. Não entendo nada de economia, embora me pareça mais um embuste destinado a fazer fortunas com manipulações de todo tipo e em especulação do que algo sério e científico.

    É lamentável que a diminuição do desemprego seja vista como algo ruim ou tenha efeitos “perversos”.

    É a prova que a lógica capitalista só existe se puder explorar o máximo dos fatores a seu favor e que em qualquer dificuldade é sempre o elo mais fraco – a população pobre – que é a primeira e MUITAS A ÚNICA a pagar o pato.

    Dito tudo isso considero que numa época de emprego em crescimento, não há necessidade de “gatilho” que seria a senha para voltarmos àquele ciclo infernal de inflação que os mais velhos sabem bem a porcaria que foi.

    Seja como for, no capitalismo o gatilho sempre dispara numa só direção: contra os pobres e nunca contra os ricos.

    A crise de 2008 é mais uma prova. Aqui no Brasil tivemos a sorte de ter um líder que fez o contrário da receita padrão.

    • SE você falar em gatilho salarial para Lula, Dilma ou Mantega, eles saem correndo com um pedaço de pau atrás de você

  4. O interessante do editorial da Falha de São Paulo é que quando seu candidato Serra prometeu na campanha eleitoral um minimo de 600,00 não haveria risco de inflação, pois o jornalão não deu um pio sobre essa promessa fantasiosa.

  5. Metendo a colher de pau…

    O Grande problema que as antigas eleites brasilerias representadadas pelo PIG tem com o pleno emprego sao em primeiro lugar com relacao ao governo atual. Eles adorariam que este problema tivesse ocorrido com o FHC.
    Em segundo lugar o problema tem ha ver com nosso historico escravagista. Nenhum patrao gosta de pagar empregado, basta ler Marx e a teoria (Teoria?) da mais-valia para se ter uma ideia disto.
    Em terceiro lugar, os salarios sao sim um componente de inflacao, mas apenas um. Um dos motivos das industrias de trabalho intensivo dos EUA e Europa para a Asia, China e India em particular esta na busca de reducao da inflacao nas economias centrais. Basta fazer os calculos, o salario minimo nos EUA e de aprox. US$ 7.50 ou 8 por hora o que da algo em torno de 1300 dolares por mes isto e o que ganha um trabalhador nao especializado nos EUA, ja um trabalhador com MBA nas Filipinas ou na India trabalhando para uma compania americana ira ganhar em torno de US$ 500 a US$ 800. E a compania ira vender o produto, seja uma camisa, seja remedio, seja brinquedo, seja la o que for a precos ajustados ao mercado americano. Haja mais-valia…
    Podemos reduzir a opera ao seguinte.
    Existe inflacao, ela e globalizada, no Brasil, na minha opiniao, ela nao e causada por salarios, mas pelos gargalos de infraestrutura, que vao da falta de uma estrada, passando pelos pedagios, custo de telefonia e banda larga, etc.
    RESUMINDO.
    RESPONSABILIZAR O SALARIO COMO PRINCIPAL COMPONENTE INFLACIONARIO NO BRASIL E DESONESTIDADE INTELECTUAL.

    • ivo, repito: não há um só membro do governo Dilma ou Lula – e até os dois presidentes – que aceitaria sequer ouvir falar de gatilho salarial. Gente, pelo amor de Deus, a economia nos afeta a todos. Quem é que disse que o salário é o “principal componente inflacionário”, Ivo? Pelamordedeus!! Não é o principal, mas é um dos componentes. Parece que todo mundo esqueceu do tempo da inflação. Se a folha de pagamento de um empresário passar a ter indexação pela inflação, ele fará a mesma coisa com os preços. Sou um homem de negócios, vivo nesse meio. Puta merda!, esqueçam a política. Vamos pensar em nossas vidas. Aliás, se a economia piorar, Dilma está ferrada. Vamos acordar, turma!

      • Edu,

        Eu nao disse que e o principal, mas um deles.
        “Em terceiro lugar, os salarios sao sim um componente de inflacao, mas apenas um”
        Provavelmente eu deveir ter colocado “um componente da inflacao e nao o principal”
        Desculpe-me se nao fui claro o suficiente. Uma vez que concordo com seu artigo.

        • É, você disse que “colocar o salário como principal componente”, mas tudo bem. É que a coisa está ficando complicada, cara. Agora mesmo eu e o Azenha estávamos conversando pelo telefone. Temos um feedback do governo e este está enveredando por um caminho perigoso. E o que é pior: está difícil de tratar de economia, de assuntos práticos hoje no Brasil. Qualquer coisa que você disser, vira tucano. Lá no meu artigo que o Azenha reproduziu, sobre a China, tem mais de um dizendo que virei tucano. Daí, quando a bosta estiver pelo pescoço de todo mundo, talvez alguém escute.

      • Edu

        Onde voce esta vendo risco inflacionario?
        Como disse no post anterior, existe uma inflacao mundial que independe de aumento salarial.
        Como se explica um pais que cresce negativamente, mais que dobra o nivel de desemprego e tem uma inflacao de 5% (150% acima da meta)?

        O que existiu e ainda existe sao empresarios que fazem-se de bobos e repassa o aumento salarial na mesma proporcao aos seus produto, como se a mao-de-obra representasse 100% de seus custos.

        Ex. Quando motorisas e cobradores de onibus pedem aumento de 10% , imediatamente a passagem tem aumento de 10%, mentira? E assim por diante.

        O governo poderia ajudar no controle da inflacao atraves dos precos controlados por este.

      • Edu, vamos por partes. Se o gatilho salarial provoca inflação, isso pode ocorrer por dois mecanismos diferentes. Ou pq os salários são inflacionários, como a Falha diz, ou pq há um outro mecanismo em ação.

        A tese de que os salários causam inflação pertenciam às primeiras teorias sobre o capitalismo, e foi abandonada assim que passaram a estudá-lo empiricamente. Não há mais nenhum economista sério que aceite essa tese, pois o aumento dos salários provoca aumento de demanda e de oferta, que re-equilibra o sistema sem necessidade de inflação.

        O outro mecanismo, entretanto, é bem simples: aumento de salário é uma excelente desculpa para aumentar o lucro, produzindo mais e mantendo a mesma margem de lucro. Histeria, medo e ganância são os maiores causadores da inflação – a hiperinflação, tanto no Brasil como na Alemanha da década de 30, foram causados mais pelo aumento preemptivo dos preços para compensar uma futura perda, do que pela emissão de moeda pelo Estado. Ou por qualquer aumento salarial.

        Aumento de salário não aumenta inflação. Se o gatilho salarial a aumenta, é por outro motivo, e não esse. Se Lula, Dilma, Mantega, etc correm de pau atrás de quem falar em gatilho salarial, garanto-lhe que não é por acharem que o salário causa a inflação, mas sim pq o gatilho o faz, por outro motivo.

        A tese de que o pleno emprego é inflacionário é a tese da Falha. E ela não tem motivo algum pra ser honesta nesse ponto (ou qualquer outro). Não vamos dar a essa tese furada e desacreditada da direita jurássica mais crédito do que ela merece. O gatilho pode ser inflacionário, mas o aumento de salário, jamais.

  6. O reconhecimento de que reajustes periódicos, automáticos e obrigatórios realimenta a inflação é um grande avanço no pensamento esquerdista. A esquerda sempre sofreu desaprovação do povo e perdas de votos quando, no governo, tentava fazer leis como esta, de reajuste altomático e obrigatório dos salários, que depois de pouco tempo sempre trazia desastre econômico. Com o plano real, que acabou com a hiperinflação, o esquerdismo do PT no governo não quiz incentivar reajustes salarias por força de lei, pois aprendeu que isto seria um tiro no pé.
    Não seria de estranhar se a oposição hoje apoiasse tal idéia, pois com uma lei dessas ela sabe que logo estaria de volta a hi]per-inflação via indexação generalizada de preços, e o governo Dilma estaria fadado ao fracasso e a desaprovação popular.

    • Esqueça a política. Vamos esquecer um pouco a política e tratar de evitar que este país tenha problemas. Ainda não aconteceu nada grave, mas a situação é insustentável se medidas urgentes não forem tomadas.

    • Como pode ser “avanço”, se a tese de que o salário causa inflação é jurássico e completamente desacreditado?

      Isso não é avanço, mas se deixar ser enganado pelos vampiros da mais-valia que PRECISAM do desemprego para enriquecerem mais.

      Salário nunca foi problema. Sempre foi solução. Exceto para quem vive do trabalho alheio, claro.

  7. Muito bem colocado, Eduardo.

  8. Inflação

    Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Infla%C3%A7%C3%A3o

    Em economia, inflação é a queda do valor de mercado ou poder de compra do dinheiro. Porém, é popularmente usada para se referir ao aumento geral dos preços. Inflação é o oposto de deflação. Inflação zero, ou muito baixa, é uma situação chamada de estabilidade de preços.

    A palavra inflação é utilizada para significar um aumento no suprimento de dinheiro e a expansão monetária, o que é às vezes visto como a causa do aumento de preços; alguns economistas (como os da Escola austríaca) preferem este significado, em vez de definir inflação pelo aumento de preços. Assim, por exemplo, alguns estudiosos da década de 1920 nos EUA referem-se a inflação, ainda que os preços não estivessem aumentando naquele período. Mas de um modo geral, a palavra inflação é usada como aumento de preços, a menos que um significado alternativo seja expressamente especificado. Outra distinção também se faz quando analisam-se os efeitos internos e externos da inflação: externamente, a inflação se traduz mais por uma desvalorização da moeda local frente a outras, e internamente ela se exprime mais no aumento do volume de dinheiro e aumento dos preços.

    Um exemplo clássico de inflação foi o aumento de preços no Império Romano, causado pela desvalorização dos denários que, antes confeccionados em ouro puro, passaram a ser fabricados com todo tipo de impurezas. O imperador Diocleciano, ao invés de perceber essa causa, já que a ciência econômica ainda não existia, culpou a avareza dos mercadores pela alta dos preços, promulgando em 301 um edito que punia com a morte qualquer um que praticasse preços acima dos fixados.

    A inflação pode ser contrastada com a reflação, que é ou um aumento de preços de um estado deflacionado, ou alternativamente, uma redução na taxa de deflação (ou seja, situações em que o nível geral de preços está caindo em uma taxa decrescente). Um termo relacionado é desinflação, que é uma redução na taxa de inflação, mas não o suficiente para causar deflação.
    Índice

    Processos inflacionários

    Os processos inflacionários podem ser classificados, segundo algumas características como:

    * Inflação prematura – processo inflacionário gerado pelo aumento dos preços sem que o pleno emprego seja atendido.
    * Inflação reprimida – processo inflacionário gerado pelo congelamento dos preços por parte do governo.
    * Inflação de custo – processo inflacionário gerado pelo aumento dos custos de produção.

    Por causa de uma redução na oferta de fatores de produção, o seu preço aumenta. Com o custo dos fatores de produção mais altos, a produção se reduz e ocorre uma redução na oferta dos bens de consumo aumentando seu preço. A inflação de custo ocorre ceteris paribus quando a produção se reduz.

    * Inflação de demanda – processo inflacionário gerado pelo aumento do consumo com a economia em pleno emprego. Ou seja, os preços sobem por que há aumento geral da demanda sem um acompanhamento no crescimento da oferta.

    Esse tipo de inflação é causada também pela emissão elevada de moeda e aumento nos níveis de investimento, pois, ceteris paribus, passa a haver muito dinheiro à cata de poucas mercadorias. Uma das formas utilizadas para o controle de uma crise de inflação de demanda, é um redução na oferta de moeda, que gera uma redução no crédito, e conseqüente desaceleração econômica. Outras alternativas são os aumentos de tributos, elevação da taxa de juros e das restrições de crédito.

    Há ainda aqueles que discutem a chamada inflação (por razão) estrutural, proposta pela CEPAL, que tem a ver com alguma questão especifica de uma determinado mercado, como pressão de sindicatos, tabelamento de preços acima do valor de mercado (caso do salário mínimo), imperfeições técnicas no mecanismo de compra e venda.

    Outro tipo de inflação, também muito danoso, é a Inflação Inercial, onde há um círculo vicioso de elevação de preços, taxas e contratos, com base em índices de inflação passados. Quase na mesma linha, podemos citar ainda a Inflação de Expectativas, consequência de um aumento de preços provocados pelas projeções dos agentes sobre a inflação.

    Distorções

    A inflação é responsável por diversas distorções na economia. As principais distorções acontecem na Distribuição de Renda (já que assalariados não tem a mesma capacidade de repassar os aumentos de seus custos, como fazem empresários e governos, ficando seus orçamentos cada vez mais reduzidos até a chegada do reajuste), na Balança de Pagamentos (inflação interna maior que a externa causa encarecimento do produto nacional com relação ao importado o que provoca aumento nas importações e redução nas exportações), na Formação de Expectativas (diante da imprevisibilidade da economia, o empresariado reduz seus investimentos), no Mercado de Capitais (causa migração de aplicações monetárias para aplicações em bens de raiz (terra, imóveis), e também a Ilusão Monetária (interpretação errada da relação de ajuste do salário nominal com o salário real, que gera percepção de maior renda e consequentemente decisões equivocadas. As pessoas, julgando-se mais ricas, demandam mais bens e serviços e, com oferta a pleno emprego, causa inflação).
    [editar] O papel da inflação na economia

    Um efeito da inflação de pequena escala é que se torna mais difícil renegociar alguns preços, e particularmente contratos e salários, para valores mais baixos — então com o aumento geral de preços é mais fácil para que os preços relativos se ajustem. Muitos valores são bastante inelásticos para baixo, e tendem a subir; logo, os esforços para manter uma taxa zero se o nivel aumenta, irão punir outros setores com queda de preços, lucros e empregos. Por conta disso alguns economistas e executivos vêem essa inflação suave como um mecanismo de “lubrificação” do comércio. Segundo algumas escolas de economia, esforços para manter uma estabilidade completa de preços podem também levar à deflação (queda constante de preços), que podem ser bastante destrutiva, estimulando falências, concordatas e finalmente a recessão, que é o “descontrole” ou “descomando”, da economia, alertado por Keynes, em sua obra que foi editada finalmente em 1936, conhecida desde então por todos os economistas do “Mundo das Ciências Econômicas”.

    Muitos na comunidade financeira lembram do “risco escondido” da inflação como um incentivo essencial para o investimento, ao invés da simples poupança, riqueza acumulada. A inflação, desta perspectiva, é vista como a expressão no mercado do valor temporal do dinheiro ou mais precisamente moeda, no chamado “economês” (linguagem da do mundo da ciência econômica). Ou seja, se um real hoje é mais valioso que um real daqui a um ano, devido à desvalorização dos meios de produção, fonte desse real, então, deve haver uma desvalorização também do real na economia como um todo, no futuro. Desta perspectiva, a inflação representa a incerteza – valorização de “algo” que na verdade não existe, ou seja sobre o valor ou “renda, composta da e na moeda no e do futuro”.

    Segundo os economistas da Escola austríaca, a inflação (no sentido clássico), provoca efeitos sobre a estrutura de produção da economia. Numa re-acomodação, no que seria uma forma de se fazer algo para a sociedade, redistribuindo rendas e causando uma desproporcionalidade sem rejeição, em relação ao volume de demanda para os vários setores da economia, o que Keynes, concorda, já que os preços não mudam todos juntos (ceteris paribus); e sim cada um com diferente intensidade econométrica. No caso de inflação monetária, da moeda, em si, em que a moeda é injetada no mercado de crédito(que é a moeda); o que acaba por se tornar em investimentos ineficientes aos que são criados, e o que leva finalmente, às crises econômicas.

    A inflação, entretanto, além destas conseqüências tem vários outros efeitos crescentemente negativos na economia. Efeitos que se relacionam com o “abatimento” de atividade econômica prévia. Desde que a inflação é geralmente resultado de políticas erradas, governamentais; segundo Keynes, para aumentar a disponibilidade de moeda, pois a moeda TEM QUE SER REAL, dessa forma, a contribuição do governo para um ambiente inflacionário é vista como uma variação para mais ou para menos na chamada “taxa sobre a moeda em circulação”, o “JURO”, como controle ou COMANDO. Com o aumento ou diminuição da inflação; aumenta ou diminui, desse peso, sobre o dinheiro em circulação—isso por sua vez promove um aumento da velocidade, na fórmula de Keynes(vide obra), de circulação do dinheiro, mais precisamente ou econometricamente moeda, o que por sua vez reforça para mais ou para menos o processo inflacionário (veja teoria quantitativa da moeda) de Keynes, em um círculo virtuoso ou vicioso, que pode levar à hiperinflação ou ao equilíbrio.

    * A crescente incerteza pode desestimular o investimento e a poupança.
    * Redistribuição
    o Haverá redistribuição da renda, que se transfere progressivamente daqueles com rendas fixas (locatários, por exemplo) para aqueles com rendas mais flexíveis.
    o De modo similar será beneficiado o indivíduo que emprestou dinheiro ou moeda, a uma taxa fixa, pois a política, como vimos acima é dinâmica, e será prejudicado, na figura do emprestador, que foi surpreendido pela inflação, muitas vezes se suicida, como em 1929.
    * Comércio exterior: se a taxa de inflação for maior do que a praticada em outros países, uma tarifa fixa de comércio será solapada pelo enfraquecimento da posição do país na balança comercial.
    * Aumento dos custos relativos a maior velocidade de circulação do dinheiro ou mais precisamente moeda(o exemplo simples é das pessoas que precisarão ir mais ao banco). Também devem ser considerados os custos, para empresas, da mudança continuada de preços (por exemplo, restaurantes que precisam constantemente refazer seus cardápios, ou cestas de aplicação financeira com vistas ao mundo real e não financeiro, com sua “ciranda”).
    * hiperinflação: ou “ciranda”(vide processo hiperinflacionário da Nova República Brasileira(1985- 1995), onde, se a inflação ficar totalmente fora de controle, interfere pesadamente no funcionamento normal da economia; prejudicando sua capacidade REAL da oferta de bens.

    Numa economia em que alguns setores são “indexados” ou “REALIZADOS ou CORRIGIDOS, quanto à inflação e outros não, … – a inflação age como uma redistribuição em sentido dos setores indexados(O REAL, que verdadeiramente está crescendo) e afastando-se dos setores não-indexados(os FALSOS, super valorizados, uma vez que a Economia se apresenta INVERTIDA, procure entender usando Cálculo Matemático, em quadrantes diferentes de desenvolvimento Econômico).

    Por conta destes efeitos nefastos(em quadrantes diferentes, usando-se Matemática e o Cálculo da Econometria), os bancos centrais costumam definir a estabilidade de preços como um objetivo primordial de suas políticas, com uma inflação perceptível, mas baixa, como ideal.

    Por outro lado, segundo alguns economistas de formação heterodoxa, tais como Celso Furtado, a inflação não é um fenômeno meramente monetário: sua raiz está na questão distributiva, como Keynes também afirma, entre os grupos sociais de uma economia. Isto é, a inflação de preços é o meio pelo qual os grupos sociais ligados às atividades produtivas dispõem para ampliar a sua apropriação do acréscimo de renda criado no processo de crescimento econômico, levando a economia para novos equilíbrios distributivos entre esses grupos. Conforme o argumento de Furtado, se a inflação fosse um efeito meramente monetário e neutro em relação ao lado real da economia (o lado da produção de bens e serviços), sem afetar a distribuição de renda, o aumento generalizado de preços deveria ocorrer de forma proporcionalmente simétrico para todos os setores da economia e não é o que é empiricamente comprovado, defendendo a teoria de Keynes.

    Medição da inflação

    A medição da inflação é feita através de uma grandeza denominada núcleo da inflação: mede o que os economistas chamam de “coração da inflação”. O Banco Central do Brasil utiliza o modelo de médias aparadas: ou seja, excluem-se as altas e baixas mais expressivas. Em outras palavras, todo o índice é bom, o segredo científico, da verdade científica está em não ficar mudando de indicador(palavras do Ministro Delfim Neto) pois mais cedo ou mais tarde será corrigido esse índice pelo levantamento científico dos valores, pelos órgão científicos competentes.

    Um outro modelo é o utilizado pelo FED (o banco central americano): aqui, são excluídos do cálculo os preços de itens mais sujeitos a choques de custo, como alimentos e energia.

    Histórico do Quadro Inflacionário no Brasil

    Os índices de inflação no Brasil são medidos de diversas maneiras. Duas formas de medir a inflação ao consumir são o INPC, aplicado a famílias de baixa renda (aquelas que tenham renda de um a seis salários mínimos)e o IPCA, aplicado para famílias que recebem um montante de até quarenta salários mínimos.

    Até 1994 a economia brasileira sofreu com inflação alta, entrando num processo de hiperinflação na década de 80. Esse processo só foi interrompido em 1994, com a criação do Plano Real e a mudança da moeda para o real (R$), atual moeda do país. Atualmente a inflação é controlada pelo Banco Central através da política monetária que segue o regime de metas de inflação.

  9. Edu, por favor, seja mais específico.
    O que está a beira de acontecer com a economia e o que deveria ser feito pra evitar uma crise – que segundo o que vc disse em algumas respostas – está se formando?

    É a inflação?
    O câmbio que prejudica a exportação de bens industrializados?

    Como resolver isso?

    Com mais aumento de juros?
    Desvalorização grande do real?
    O governo pode fazer isso?

    No tempo dos militares eu lembro de uma maxi-desvalorização da moeda brasileira de quase 100 % ou algo do tipo – deve ter muita gente ficado rica nesse movimento.

    Enfim, se for possível dê um quadro geral da situação pra gente que não vive no meio empresarial.

    • Vou escrever um texto abordando o problema, só não achei o tom, ainda. Devido ao que fez a mídia durante tantos anos, basta fazer uma criticazinha ao governo que você já vira tucano, açodado, o escambau. O problema é que o governo pode ser novo, mas os problemas estão aí e não vão esperar o governo envelhecer para surgirem. E o problema é que o Brasil está se desindustrializando devido ao câmbio, a inflação está subindo forte por conta do aquecimento da economia e porque ninguém sabe como deter esse processo. Sobretudo o governo. E a esquerda não aceita crítica nenhuma ao governo e a direita, quer usar qualquer crítica para criar crise. Então a gente não sabe o que fazer. Até porque, se fizer muito alarde, assustará os agentes econômicos e aí a crise se auto-materializa.

      • “governo pode ser novo” desculpe mas o governo não é novo.

        Outra Dilma sabe exatamente o que tem que fazer não se engane.

        A questão e que se ela fazer o que deve.
        1- perde o discurso que a elegeu.
        2-Será como vc disse uma “tucana”.
        3- dará margem para que a oposição.

        No fundo é um problema politico eleitoreiro.

        há o que ela deve fazer e não o faz apenas por questões politicas é um grande ajuste fiscal.

        Isso todo mundo sabe apenas não tem coragem de admitir no governo.

        • Sei, ajuste fiscal e mais não sei o que do receituário neo-liberal. É o famoso “dever de casa’ que 11 entre 10 analistas econômicos do pig repetem desde os anos 90.
          Não há um caminho só para sair das armadilhas de uma economia extremamente globalizada. E tenho certeza que esse da agenda do modelo “Estado mínimo” não será o escolhido pela Dilma

          • Juliano é obrigação do governante conter se nos gastos para não “pesar” no salário do trabalhador.

            Não é uma questão de estado minimo ou máximo e sim estado burro ou sábio.

            Mais estado menos salário.

  10. E’, lula surfou no equilibrio da economia que encontrou – herdado de FHC – queiram ou nao.
    Agora, depois do completo abuso desse mesmo equilibrio, nao sabem o que fazer para colocar tudo nos eixos.

    Parem de falar em direita/esquerda bla bla bla..
    Aqui trata-se de responsabilidade governamental, coisa que o sr. lula nunca teve. So’ olhou para o proprio umbigo.

    • Bobagem.

      Lula pegou o Brasil quebrado, com inflação e dívidas crescentes e moeda no fundo do poço, e arrumou a casa.

      A inflação que hoje ameaça não é causada nem por aumento de salários, nem por emissão de moeda, nem por descontrole das contas, mas pelo próprio crescimento econômico, abundância de crédito, pura ganância e medo.

      E, em vez de falarmos das causas reais, ficamos falando de como a Falha acha que o pleno emprego é ruim, que aumento de salário é o fim do mundo, etc, além de perdermos tempo com neoliberais recalcados, ávidos por qualquer resga de razão, real ou não, pra colher os louros do trabalho alheio (como de costume) e colocá-los sobre a cabeça do Farol de Alexandria.

      • “Brasil quebrado, com inflação e dívidas crescentes e moeda no fundo do poço,” essa doeu Pierre.

        A moeda foi FHC que consolidou, o PT não tinha nenhum projeto de moeda e contençâo da inflação para propor em contraposição ao Real, o PT disse que o Real não duraria 3 meses e fez de tudo pra acabar com o plano Real.

        Dividas em alta, sim FHC assumiu as dividas de estados e municipios as federalizou , assumiu as dividas dos bancos federais e demais esqueletos passados, saiu com 850 bilhões de divida publica, Lula deixou o governo com 2,4 trilhões de reais em divida publica.

        Lula e FHC fizeram coisas boas e ruins agora sua memoria seletiva somente vê o que deseja.

        • FHC manteve a moeda sobrevalorizada pra se re-eleger. Depois ela despencou, e Lula a pegou lá embaixo e a fortaleceu.

          A dívida interna que FHC deixou era de 40% do PIB, sem contar a externa. Lula deixou a dívida interna em 38% e zerou a externa. Sua mania de usar os valores brutos, como se eles tivessem algum significado, apenas demonstra sua desonestidade intelectual, pois vc SABE que o que interessa é a proporção em relação ao PIB.

          Além disso, FHC aumentou e deixou a dívida MESMO TENDO VENDIDO/ENTREGUE quase todo o patrimônio estatal com as privatizações. Lula reduziu as dívidas sem isso.

          O PT tinha toda a razão em enfrentar o Plano Real. Principalmente por ele nos ter colocado nessa camisa de força, submissos ao capital internacional, sem poder nos livrar dele sem um imenso choque na economia.

          E o PT “fazer de tudo” pouco ou nada significa, já que o FHC tinha à disposição o rolo compressor E toda a imprensa, que achava e ainda acha o neoliberalismo o máximo.

          • Nem Lula nem FHC em termos de CAMBIO podem fazer nada, nem pra mais nem pra menos, a não ser que utilize de artificialidades que logo adiante caem por terra.

            Sobre a valorização artificial tinha como motivo a questão eleitoral e mais ainda a questão de concorrência de preços interna e externa, que hoje por exemplo impede a inflação.Durante o governo FHC pela conjuntura externa não entrava dólar no país, o inverso ocorreu no governo Lula, se fosse Alckmin a China estaria importando do Brasil, os dólares estariam entrando e valorizando a moeda da mesma forma.

            Eu uso a divida bruta não é por desonestidade intelectual, mas para isolar o componente “gastos do governo”na conta de desenvolvimento, poderia e na verdade deveríamos usar era o PPR, Produto Privado Remanescente http://pt.wikipedia.org/wiki/Produto_Privado_Remanescente.

            Como vc deve saber o PIB leva em conta os gastos do estado e assim um governo pode por meio da expansão monetária + sistema de reservas fracionarias e aumento dos gastos, “inflar” o PIB sem que nada de útil realmente fosse produzido.

            Outra o governo não divulga a sua divida de forma transparente, por exemplo, a divida do estado com a previdência não é contabilizada como divida, os títulos da divida em mãos do banco central, também não é contabilizada como divida, a desculpa é que vc não pode dever para si mesmo, uma divida anula a outra.
            E mais antes de 2006 o calculo era diferente foi mudado para ser mais “transparente”, mas ao falar sobre a divida de FHC utiliza se o modo antigo, se medirmos a divida de FHC no modo moderno, haverá uma redução de 40% no valor da divida publica de FHC.

            Então para não complicar e poluir o pensamento eu uso a divida bruta (ou a liquida) e desta forma fica mais fácil comparar a divida no tempo e também comparar com outros países.

          • “Eu uso a divida bruta não é por desonestidade intelectual,”

            É desonestidade intelectual, sim, do mesmo tipo que o leva a copiar e colar o texto dos outros como se fossem seus.

            Só é possível comparar as dívidas em relação ao PIB, e NÃO seus valores brutos que, NECESSARIAMENTE, serão maiores, já que ela cresce junto com o PIB.

            Hipocrisia, preconceitos e desonestidade. Um triple threat.

        • “Lula deixou o governo com 2,4 trilhões de reais em divida publica.”… Errado, Lula deixou 1,69 tri… o DPF em poder do BACEN não tem que entrar na contabilidade da dívida…. isto é pura má fé sua e do seu economista neoliberal que deturpa finanças… vc quer repetir mentiras até se tornar verdade….

          já foi esclarecida esta questão, não por mim… relembrando, titulos da dívida em poder do BACEN é título onde o estado deve ao próprio estado, ou seja, dívida inexistente…. ele usa estes títulos para controle monetário, que está bem equacionado por sinal….

          • Então para ser honestos os esquerdistas devem rever os valores da divida de FHC usando o mesmo método.

          • Concordo com vc. Até 2007 o cálculo era feito de um jeito, incluia-se os títulos em poder do banco central, mas não se incluia a dívida externa. Deveria tudo ser refeito numa mesma base para podermos comparar um governo com o outro. Pra mim o que importa são os dados corretos e numa base mais condizente com a realidade.

          • ahhhh…. e lembrando, pode ser que este cálculo refeito nos mesmos critérios que o de hoje prejudiquem ainda mais FHC, pois a dívida externa em sua época era bem grande….

          • Savio a principio os 850 bilhões da divida publica de FHC engloba a divida externa, mas vou olhar.

          • AL, aproveita e olha quanto ela era ANTES de FHC…

            Dica: era uns 60 bilhões… ou seja, FH aumentou a dívida em mais de 10 vezes com sua incompetência e irresponsabilidade fiscal. Vamos, ver, mesmo usando sua fantasiosa e desonesta figura de 2,6 Trilhões, como Lula recebeu a dívida em 850 bilhões (informação sua), o aumento foi de 4 vezes. Usando o valor correto, Lula nem mesmo a dobrou.

            E considerando o crescimento do PIB, ele a diminuiu. Em 2002, o PIB era de 1,4 Trilhões de reais e a dívida era de 850 bilhões, segundo seus próprios dados. Ou 60% do PIB.

            Em 2010, o PIB foi de 3,1 Trilhões de reais, e a dívida, 1,5 Trilhões – ou seja, 48% do PIB…

            Só usando critérios diferentes, como vc fez, pra chegar em um resultado negativo pro Lula.

          • Caro “Olavo de Carvalho de Estimação” (o nosso velho amigo Aliança, o troll dos trolls), infelizmente (pra vc), tenho uma informação que o deixará muito triste, conversei com um amigo meu economista sobre esta questão da mudança de metodologia nos cálculos da dívida, e ele me esclareceu mais uma coisa.

            Até 2006 o BACEN emitia títulos da dívida pública, por isso que este títulos tinham que ser contabilizados, pois ele como agente emissor estava emitindo a dívida para outros credores e ele não poderia entrar como credor de posse destes títulos e mutio menos fazer política monetária com eles. Então o governo já se preparara para se tornar comprador e vendedor de títulos, ou seja, como comprador, credor real, e com isso, um agente macroeconômico com poder de realizar política monetária com estes títulos. Então estes títulos realmente depois de 2007, tinham que estar fora da conta mesmo.

            Que pena!!!! Os números de FHC e de Lula são o que realmente são, ou seja, a dívida pública PERCENTUAL no governo Lula é bem menor que a de FHC. Até o PIG reconhece e não usa seus argumentos toscos e afobados, pois caíria em descrédito rapiadamente através de um pronunciamento do ministro da fazenda.

            Não vai na ânsia querer destruir o governo Lula. Vai com calma e pensa bem antes de ir contra.

  11. Quando para com proselitismo ideológico infantil e faz análise, esse blog fica bom de ler. Foi o caso do post da China também.

  12. é o que venho dizendo, esta na hora de achar para defender lula tem que continuar defendendo o governo Dilma de tudo e todos, já que o governo por si só esta se desarrumando, Fica naquela se critica Dilma o PIG dirá ta vendo, inexperiente, se elogia e entramos no escuro, a esquerda vai para o ralo.

    Deixemos lula de lado, até aqui tudo foi resquicio do governo lula, até as viagens de Dilma e acordos estava tudo definido por lula, a política econômica, a política externa isso ai já mudança de postura e de rumo. Dilma tem que ser cobrada, se não respeitou a agenda vencedora em 2010 nas eleições não temos que ficar defendendo o governo de tudo.

    Boa analise do seu texto assim como as analises da política externa do Miro..

  13. Vejam o potencial de compra no país, para a área do agronegócio e o movimento da economia nas respectivas regiões produtivas.

    Exportações do agronegócio batem recorde

    O Brasil estabeleceu novo recorde nas exportações do agronegócio e alcançou US$ 79,8 bilhões, um crescimento de 19,7%, entre abril de 2010 e março de 2011. No próximo mês, o País deve superar os US$ 80 bilhões em exportação, um número inédito na história do comércio exterior do agronegócio brasileiro. O superávit comercial, consequentemente, também aumentou e chegou a US$ 65,5 bilhões, nos últimos 12 meses, na série histórica para o período.
    O mês de março registrou a maior cifra, US$ 7,4 bilhões, o que representa um incremento de 22,6% em comparação ao mesmo período do ano passado. O saldo mensal ficou em US$ 5,9 bilhões. Os dados são apurados pelo Ministério da Agricultura desde 1989.
    Cinco setores contribuíram significativamente para o aumento do valor no mês de março. São eles: o complexo soja (grão, farelo e óleo) aumentou 26,3%, o que representa receita de US$ 2,05 bilhões. O café teve incremento de 61,9%, o equivalente a US$ 704 milhões; o setor de cereais, farinhas e preparações subiu 183,7%, volume que corresponde a US$ 387 milhões; o item carnes aumentou 18,9%, percentual que corresponde a US$ 1,36 bilhão; e complexo sucroalcooleiro (açúcar e etanol) teve acréscimo de 27,1%, o equivalente a US$ 899 milhões. A participação destes itens passou de 67,2%, em março de 2010, para 73,2% do total exportado em março de 2011.

    http://www.mercadodocacau.com.br/2010/noticia/Exportações_do_agronegócio_batem_recorde

  14. Para quem não entende muito bem de economia dá para perceber que existe uma situação delicada ,necessidade de controlar a inflação,preocupação com o aumento dos juros , real supervalorizado,atração de investidor especulativo. Fora a percepção do aumento de preços no dia a dia .No entanto fica difícil entender quais seriam as medidas que deveriam ser adotadas.A volta do gatilho seria um horror ,não dava nem para se prever os gastos mensais, mas não vi o governo propondo isso.Se as medidas que o governo tem adotado não darão resultado, se a equipe econômica está equivocada ,quais seriam as opções? Pergunto por desconhecimento mesmo.Consigo entender a crítica, só não entendi a solução.Não considero que críticas ao governo sejam sempre atitudes negativas,depende de quem as faz , e de que forma.Você, Edu, tem toda a credibilidade para dizer o que pode ser corrigido , não acredito que seriamente alguém duvidara do seu intuito.Os amigos fazem as melhores críticas,afinal não existe nada nem ninguém perfeito.

  15. Ahh, esses comunas no poder…

    Recomendação do Eduardo para conter a inflação é… arrochar os salários. É isso aí, Eduardo, defenda também o fim da indexação do salário mínimo, principalmente agora que a regra já valeu no ano do aperto e salve a economia brasileira arrochando os trabalhadores no ano da bonança (2012).

    E eu que achava que a inflação tinha a ver com os gastos do governo… ainda bem que tenho o Eduardo para me ensinar que é só por causa da ganância de empresários e trabalhadores.

  16. Edú, concordo e acho que não devemos fazer alarde, mas me deixou curioso! Qual Central Sindical lançaria a proposta desta indexação??

  17. Eis o que esta degenerada e preconceituosa mídia americanófila germinou :

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    Jornal O Dia – 25/04/2012 – às 16h29

    Justiça condena ex-delegado por insultos à mulçumana no Recreio

    Rio – O Tribunal de Justiça (TJ-RJ) condenou nesta segunda-feira um ex-delegado a um ano e 11 meses de detenção por insultos direcionados a uma muçulmana. Raul Oliveira Dias Alves ofendeu e humilhou uma mulher vestida com uma burka dentro de uma padaria no Recreio, Zona Oeste. Ele usou uma toalha de mesa, colocando-a sobre a cabeça, para imitar a vestimenta Grasiela Panizzon.

    O acusado fez uma série de comentários preconceituosos sobre religião e raça quando reparou que Grasiela vestia a indumentária tradicional das mulçumanas. Quando ela foi abordá-lo, ele começou a ofendê-la, dizendo em altos brados, que na religião islâmica seria comum pais se relacionarem sexualmente com suas filhas, que era um absurdo a forma como as islâmicas se vestiam, bem como, deveria ser investigado o motivo pelo qual pessoas daquela religião poderiam residir no Brasil.

    Alves chegou a chamar a vítima de palhaça por estar vestida daquela forma. Ele disse, ainda, em tom de deboche, que ela deveria ser um braço do Iraque no país. Em sua defesa, o ex-delegado, que durante o episódio apresentava sinais de embriaguez, disse que tem certa aversão ao Irã e ao Iraque porque perdeu um parente que serviu pelos EUA na guerra do Golfo.

    Na sentença, a magistrada disse que a vítima é brasileira e encontrava-se legalmente em seu país natal, com liberdade de expressão e religião, não podendo jamais ser submetida a qualquer tipo de constrangimento pelo fato de sua vestimenta revelar sua opção religiosa. Ela ressaltou, ainda, que o acusado tentou apresentar justificativas para a sua conduta que demonstram o seu desprezo e total ausência de respeito pela religião mulçumana.

    A juíza substituiu a pena privativa de liberdade por duas restritivas de direito, consistentes na prestação de serviços à comunidade, a uma entidade assistencial, hospitalar ou escolar, e limitação de fim de semana, conforme determinação do Juízo da Execução. Não cabe mais recurso à decisão.

    • Se levarmos em conta o principio da reciprocidade o delegado estaria no direito de como cristão (supondo que ele seja) “criticar la”, já que em um país muçulmano uma cristã ou budista, NÃO tem o direito de vestir se de acordo com sua preferência nem pessoal nem religiosa, passível de morte.
      Não existem direitos civis para um cristão ou budista, ou melhor, para um não crente em um país muçulmano.
      Outra a mulher muçulmana não deveria estar na padaria (especialmente se estiver sozinha) o pai o marido ou o irmão deve castiga la por isso.
      O comentário é provocativo apenas para lembrar o sofrimento dos cristãos (e não crentes) em países muçulmanos.

      • “Se levarmos em conta o principio da reciprocidade o delegado estaria no direito de como cristão (supondo que ele seja) “criticar la””….

        Cara, direito a reciprocidade…. vc é um insano mesmo, vc passou dos limites do tolerável… a liberdade religiosa é um direito fundamental garantido pela constituição…. não importa se algum pais mulçumano persegue cristãos ou butdistas… Já vi Cat Stevens dizer que o que mais se prega contra o islamismo é preconceito….. O Islamismo é uma religião permitida aqui porque não fere as exceções.

        Não sou jurista, mas este princípio existe, e não pode ser arbitrado por um delegado indignado com a praticante relgiosa islamita…. o princípio da reciprocidade deve ser usado quando permitido por ordem judicial, e para outros tipos de questões internacionais….

        • “O comentário é provocativo apenas……” sim Savio concordo com vc, era apenas provocação, era somente para nos lembrar que na situação inversa a mulher não teria amparo algum.

          • Bem, numa situação inversa…..

            pelo que a mídia fala do Irã (Uma nação mulcumana de exemplo), o que pode se inferir é que o tratamento não seria o mesmo que o daqui. Mas deveríamos ouvir alguém que defenda o islamismo para podermos tirar as conclusões com duas versões distintas, e podermos decidir se o tratamento não seria o mesmo que o daqui.

            De qualquer forma, tivemos uma situação exemplar de nosso judiário em punir o delegado. Se ela fosse judia, e o delegado a tratasse da mesma forma, eu também apoiaria a ação judicial contra o mesmo.

          • Na verdade, historicamente, o Islã sempre foi muito mais tolerante do que o cristianismo.

            Apenas em casos isolados modernos é que se vê radicais intolerantes.

            Mas, como sempre, a direita ADORA transformar exceções em regras pra justificar seus preconceitos e se convencerem de que são superiores.

      • Cara, acho que não tem nada na sua cabeça além de preconceitos.

        Parece que todo muçulmano, pra vc, é um Osama.

        Santo desperdício de neurônios, Batman!

  18. Edu, sou completamente ignorante na questão econômica. Quero dizer, não fiz economia e apesar do meu esforço não há como saber tudo na área. Só compreendo o mínimo, sou honesto.

    Minha questão é pessoal e preciso saber :

    Quero começar uma reforma na minha casa. Eu e minha noiva estamos há tempos planejando isso. Não tenho “cash”. Vou precisar de um empréstimo em algum banco que ainda não escolhi qual.

    Só preciso saber :

    É o momento?

    Olha, eu gosto tanto de você e de tudo o que escreve (eu e minha noiva) que achei pertinente perguntar o que você faria se estivesse no meu lugar. hehehe

    Me desculpe. É que você faz parte da “família” aqui. Mesmo sem você saber (coisas da internet, meu caro) .

    Abraços.

    • PS: Essa pergunta, na verdade é da Heloisa (minha noiva). Ela insistiu que eu te perturbasse com isso.haha Ela disse “_pergunta pro Eduardo o que ele acha? “. Deu pra entender?

      Ah, e ela (e eu) manda muitos beijos pra Vitória.

      Pronto Heloísa. Pronto.

    • Caro Lúcio,

      fico muito feliz em saber disso. É uma honra.

      Sobre a sua questão. Penso que não há hipótese de o país sofrer algum grave problema econômico no curto prazo.

      Lógico que é preciso avaliar o nível de comprometimento de sua renda nesse empréstimo, ou seja, quanto você irá pegar, qual a prestação etc.

      Também há que saber qual é o prazo desse empréstimo. Quanto tempo durará a dívida.

      Se for indispensável, acho que tem que fazer. E se não for uma dívida tão alta…

      Confio no Brasil, acho que os problemas que estão se desenhando têm solução.

      Contudo, você deve saber que há uma ameaça que ninguém pode ter certeza se vai se concretizar. Mas se for esperar segurança total, jamais fará nada.

      Por que não vai fazendo essa reforma por partes? Opte por dívidas menores, pague e depois faça outras.

      É o que posso lhe dizer.

      Um abraço e boa sorte.

      • Obrigado meu amigo.

        Eu propus isso a ela : “por partes”.

        Acho que depois disso ela fica mais “calminha”.hahaha , Só faltava a “sua palavra”. hehe

        Abraços de seu fiel leitor.

        Quer dizer : de seus fiéis leitores.

        Muito grato.

  19. É claro que indexação da Economia é um desastre, além de estabelecer uma “roda da fortuna ao contrário”, uma vez que cria um ciclo vicioso que acaba por gerar mais inflação e miséria, também é tendenciosa, isto é, nesse jogo de empurra entre capital e trabalho, o poder financeiro do capital o leva a sempre levar vantagem. Assim, juntamente com o repúdio a qualquer prática financista indexatória, devemos lutar contra outras práticas também indexatórias nunca abandonadas neste país, as quais surgiram com o engodo do Plano Real : falo da taxa de juros absurda, forma que o Real usou para maquiar a inflação, e que financeiriza e extrai recursos da Economia, gerando um efeito tão nefasto quanto a indexação. Para comprovar-se esse fato, basta observarmos os indicadores econômicos e sociais do Governo FHC(época em que os juros atingiram patamares muito superiores aos atuais, que ainda são altísismos, e não havia nenhuma política desenvolvimentista : esses números no provarão que a miséria aumentou naquele período, comparando-se com os períodos de hiperinflação dos Governos Sarney e Collor); portanto mostram que o Real foi apenas uma ilusão, uma máscara para disfarçar a mudança e o aperfeiçoamento da exploração internacional, transmutada da inflação para os juros. Foi apenas com Lula, principalmente a partir da segunda metade de seu primeiro mandato, que o estabelecimento de políticas sociais, juntamente com um política comercial desenvolvimentista, permitiram tanto uma queda nos juros, como um aumento na renda da população e um crescimento da Economia, do qual a falta de mão-de-obra é um “alegre” problema. Sobre isso, a mídia sulista bitolada deveria dar uma olhada no exemplo pernambucano : as indústrais de tecnologia de ponta, muitas delas inéditas no Brasil(como a Hemobrás, primeira fábrica de Hemoderivados do país), que implantaram-se no Estado provocaram uma terrível carência de mão-de-obra, tanto para elas, como para setores tradicionais da Economia, como a construção civil. Imediatamente estabeleceu-se uma política de formação de pessoal especializado em todos os níveis(tanto para funções sofisticadas, como para outras mais simples, como na construção), política que resultou da ação do Governo do Estado, mas também da parceria com empresários, e que visou sempre a formação de trabalhadores entre os moradores das comunidades carentes(inicialmente das que encontravam-se próximas aos empreendimentos, estendendo-se posteriormente para as demais). Dessa ação já colhemos frutos extraordinários, como o de vermos trabalhadores, outrora braçais, convertidos em operários com elevado grau de especialização. Graças a ela o problema de carência de mão-de-obra no Estado foi amenizado enormemente, persistindo em grau pequeno, o qual nos obriga a ampliarmos ainda mais essas práticas. São atitudes como essa que devem ser adotadas em todo o país, juntamente com a libertação de nossa Economia da praga indexatória dos juros, a qual só ocorrerá com a mudança de nossa inserção subalterna no Capitalismo Internacional.

  20. Vamos colocar a coisa dessa forma: se os salários aumentam em razão do aumento da oferta de emprego, isso significa que está se produzindo mais, aumentando a oferta. Afinal, ninguém é contratado pra coçar o saco.

    Se a oferta aumenta, os preços E os custos tendem a cair.

    O aumento do salário, por outro lado, provoca aumento da demanda, assim como o aumento de produção aumenta a demanda por matéria prima, o que força os preços pra cima.

    Ou seja, uma coisa compensa a outra. Não há razão alguma para o aumento natural dos salários em razão do aumento de oferta de emprego provocar inflação.

    O gatilho, por outro lado, é um aumento artificial dos salários, que aumenta a demanda SEM aumentar a oferta, pois não há aumento de oferta de empregos (ao contrário, ela tende a diminuir, já que as empresas podem despedir funcionários para compensar o aumento dos demais), e isso sim provoca a inflação – NÃO pq o salário é componente da inflação, como quer a Falha e a direita vampira, mas sim pq não há o aumento de oferta pra compensar, uma vez que a incerteza dos empresários face ao que quer que seja que levou à instituição do gatilho os faz não investir no aumento de produção – isso sem contar que é uma bela oportunidade de lucrar mais com menos esforço e risco, razão da vida deles.

    • Correto a sua dedução Pierre.

      OS SALÁRIOS REPRESENTAM A PRODUTIVIDADE MARGINAL DO TRABALHO, ou seja vc recebe não pela sua importancia e sim pela sua raridade.

      O aumento da produtividade implica em mais bens produzidos por trabalhador que assim pode auferir um aumento salárial, o empreendedor reduz seu lucro unitário mas compensa no volume.

      Com maior oferta de bens e serviços haverá uma redução dos preços unitarios com enormes beneficios para a população mais pobre.

      • A diferença entre nós é que eu entendo a fantasia do capitalismo, mesmo sabendo que é uma fantasia.

        O mesmo não pode ser dito de vc em relação ao socialismo e ao comunismo.

        O GRANDE PROBLEMA é que o capitalismo vê o trabalho como apenas mais um bem, uma matéria prima submetida à lei da oferta e da demanda (coisa que o “equivalente ao trabalho” – o “risco” – do capitalista não é) quando, na verdade, é ele a força criadora dos bens e, consequentemente, de seu valor.

        Sem trabalho, não existem bens, apenas matéria-prima. Sem trabalho, não existe matéria-prima, mas apenas terra sem cultivo nem exploração. Sem trabalho, só há potencial.

        O valor do trabalho é maior do que o de qualquer matéria prima, e é igual ao valor daquilo que produziu, subtraídos os custos.

        Porém, em vez de ser compensado em função do trabalho feito e do valor criado, o trabalhador apenas “vende” sua capacidade criativa para o capitalista, como se fosse mera matéria prima.

        Enquanto o capitalista é “compensado” não por seu trabalho criador, mas pelo capital que investiu, apropriando-se do valor criado pelo trabalho alheio, o trabalhador – o verdadeiro criador/transformador – não é compensado por seu trabalho, mas “vende” sua capacidade criadora por um valor muito abaixo do real, de seu valor criativo.

        E aí vem a direita dizer que o capitalista “merece” mais, sabe-se lá por que razão torta, já que cada corrente tem sua própria justificativa para o assalto.

      • Ai, ai, ai, ai, ai…. Lá vem vc de novo com a teoria clássica da microeconomia….. custo e produtividade marginal são bases para se explicar UM dos fatores salarias da empresa, ou seja, existem questões extras que definem a formação salarial e que protegem o trabalhador, e até a própria economia capitalista, das crises por falta de renda, que são as leis por exemplo, que ultrapassam as visões e os interesses empresariais. Vc está muito preocupado em dizer que as coisas têm que ser do jeito que o empresaria quer, tornar o trabalhador um mero bem de capital, um recurso e nada mais do que isto.

      • Além de querer guiar tudo pela oferta puxando a demanda. Isto já deu crise, não é bem assim para tudo, principalmente no capitalismo. A lei de Say é importante e tem seu valor, mas não pode ser tomada como verdade única, tem que ser contrabalançada…

  21. OK, Edu, obrigado. Vou aguardar.

    Mas me dá arrepio ler a velha receita do aliança-neoliberal do “ajuste fiscal”.

    Diminui impostos dos ricos, diminuir gastos do governo SÓ em áreas sociais e de investimento, mas sem tocar nos juros bilhardários que são pagos pros rentistas, banqueiros e os extratos “nobres” da sociedade.

    Privatizar TUDO o que dá lucro fácil e sucatear o que não dá para “diminuir o tamanho do Estado” e “o custo Brasil”.

    Fazer uma maxidesvalorização pra ajudar a indústria, mas ao mesmo tempo jogar o poder de compra do trabalhador mais humilde no chão.

    Enfim, tudo aquilo que o Serra pregou na campanha e FHC fez à farta em seus oito anos de governo.

    Espero que não seja isso que se propõe.

  22. A polarizada eleição no Peru
    Seg, 25 de Abril de 2011 Por Altamiro Borges

    O Instituto Ipsos, o mais tradicional do Peru, divulgou ontem a primeira pesquisa nacional sobre intenções de voto para o segundo turno da eleição presidencial, marcada para 5 de junho. O nacionalista Ollanta Humala, que reúne o apoio das forças de esquerda, surge com 42% das preferências, contra 36% da direitista Keiko Fujimori, filha do ex-presidente preso por corrupção.

    A pesquisa indica que o pleito será polarizado. Humala vence nos centros urbanos, como em Lima, e nas camadas carentes. Keiko lidera na chamada classe A, com vantagem de 20 pontos. A mídia peruana faz campanha aberta contra a nacionalista, espalhando o medo do caos. Os partidos centristas, que ficaram de fora do segundo turno, estão divididos, mas pendem para a direita.

    O tsunami neoliberal

    A eleição no Peru confirma a encruzilhada vivida pela América Latina. Durante o reinado neoliberal de Alberto Fujimori, o país foi devastado. Com base num regime sanguinário, que impôs o terror sob a desculpa da guerra ao terrorismo, houve o desmonte do Estado, da nação e do trabalho. Manifesto divulgado na sexta-feira (22) pelo Partido Comunista Peruano dá detalhes do desastre:

    “O país foi testemunha do pior processo de desnacionalização da sua história. Em nome da ‘modernização’, mais de 100 estatais foram privatizadas. Calcula-se que as vendas renderam US$ 11 bilhões, soma que não representa o real valor das empresas, a maioria delas rentáveis. Atualmente se investiga aonde foram parar US$ 6 bilhões, pois não constam dos cofres do Estado”.
    Privatizações e desnacionalização

    “Fujimori impulsionou a desnacionalização da indústria estratégica. Nossa pátria perdeu as telecomunicações, o setor mineiro, parte de seu petróleo e das empresas de energia elétrica, sua marinha mercante e sua companhia aérea. Só não levaram nossa água porque faltou tempo para inverter dinheiro público na sua modernização para logo entregá-la à voracidade empresarial”.

    O documento lembra que o ditador ainda tentou privatizar a educação, a saúde e a seguridade. “Os trabalhadores, dirigidos pela CGTP, conseguiram impedir graças a memoráveis lutas, fundamentais para a derrota do regime fujimorista. Pedro Huilca Tecse, secretário-geral da CGTP, foi assassinado pelo grupo criminoso Colina, que financiava secretamente Fujimori e Montesinos”.

    Regressão trabalhista e miséria

    A exemplo do que ocorreu no Brasil no reinado de FHC, Fujimori também investiu pesado contra as leis trabalhistas, promovendo brutal precarização do trabalho. O desemprego bateu recorde e o arrocho aviltou os salários dos trabalhadores do setor público e privado. “A ditadura se rendeu ao culto do livre mercado e os serem humanos viraram mercadorias descartáveis”.

    Fujimori foi derrubado e hoje se encontra preso num presídio próximo a Lima, com a pena de 25 anos por atos de corrupção. Os que o substituíram, porém, mantiveram o mesmo receituário. “Como resultado de mais de 20 anos de neoliberalismo, o nosso país sofre hoje de pobreza endêmica. Os dados estatísticos comprovam que em várias regiões a miséria supera 70% dos habitantes”.

    Burguesia apátrida e pró-imperialista

    É neste contexto que se dará o segundo turno em junho. Os partidos centristas, que mantiveram a lógica fujimorista, foram descartados pelos eleitores e o pleito assumiu uma feição claramente polarizada. De um lado, parte da burguesia nativa e das corporações multinacionais, que torcem pela vitória da filha do ditador – com respaldo da maioria da mídia.

    “A direita peruana, que de peruana não tem nada, é muda e surda ao clamor da pátria. Não devemos esquecer os ensinamentos de José Carlos Mariátegui, que negou o caráter nacional da burguesia apátrida, que se comporta na teoria e na prática como uma senhora feudal pró-imperialista”, alerta o PCP, que investe suas energias na vitória da coligação “Ganha Peru”, de Humala.

    Novo cenário na América Latina

    “Os peruanos assistem ao governo mais corrupto, antinacional e criminoso da história republicana. O clamor por mudanças vem de longe. Grande parte do continente vive momentos de recuperação e soberania, que promovem bem-estar e desenvolvimento na Venezuela, Equador, Bolívia, Nicarágua, Uruguai, Brasil, Argentina e Paraguai. O Peru está na ante-sala desta nova ordem”.

  23. Na minha opinião é preciso uma mudança de visão com relalção à inflação. Existem 2 mercados a serem considerados: o interno e o externo. Por tanto, dever-se-ia considerar também 2 tipos de inflação: a causada pelo mercado externo e a causada pelo mercado interno. Hoje o que vemos é uma só inflação que acaba atrapalhando qualquer análise macroeconômica.

    Analisando sob a ótica do mercado interno:

    Quando a utilização da capacidade instalada atinge o limite, significa que a expansão monetária neste cenário causará inflação a não ser que tal expansão implique em aumento proporcionalmente equilibrado de investimentos para aumentar a capacidade instalada e do consumo, levando em considerção também o fator tempo para que não haja um descompasso. Não sei como são feitas as análises no BC mas, se por lá estivesse, faria um acompanhamento temporal do crescimento da capacidade instalada dos diversos setores da economia e de suas respectivas utilizações. Todo ciclo econômico possui um ou mais setores que são carros-chefe do crescimento e que por isso atraem maior parte do novo dinheiro introduzido na economia. Quando a utilização da capacidade instalada destes carros-chefe estiverem se aproximando do limite a um rítimo mais acelerado que o aumento de suas capacidades instaladas, sem que outro(s) setor(es) esteja(m) substituindo a função de carro-chefe, é necessário um ajuste monetário para evitar inflação. Através de políticas públicas os governantes podem influenciar o setor que será o carro-chefe da economia podendo portanto esgotar todas as capacidades instaladas uma por vez até poder voltar novamente à primeira e fazer disto um ciclo retro-alimentável de crescimento econômico. Neste cenário será importante incentivar a poupança e os investimentos privados. Desta forma, bolhas não estourarão, não haverá inflação e não se farão necessários períodos recessivos de ajuste da economia. Isso, é lógico, se desconsiderarmos o mercado externo.

    Considerando o mercado externo:

    Os preços do mercado externo afetarão alguns preços do mercado interno podendo gerar inflação. Porém, essa inflação terá o seu fato gerador no mercado externo e portanto, não deverão ser razão para o desaquecimento do mercado interno, uma vez que este ainda possui potencial de crescimento. Desta forma, bolhas continuarão sem estourar, a inflação será compensada pela expansão monetária e os períodos recessivos de ajuste da economia continuarão não sendo necessários.

    Conclusão:

    É importante que se saiba de onde vem o fato gerador da inflação. Se este vier do mercado interno, é por incompetência dos governantes. Caso venha do mercado externo, deve ser entendido e aceito ao invés de temido.
    A teoria é perfeita até chegarmos na aplicabilidade. Como convencer uma população traumatizada por uma péssima gestão a esquecer de metas e aceitar uma inflação mais alta? Enquanto tratarmos a inflação desta maneira equivocada, ela continuará sendo este bicho de sete-cabeças indomável.

  24. Meus conhecimentos de Economia restringiram-se a 2 períodos na graduação, mas arrisco-me a dar uns palpites vindos muito mais da vivência e observação.
    E o que eu penso é que acima de qualquer teoria econômica, o componente “psicológico”, é o que mais influi na questão da inflação. Vale para o que é provocado intencionalmente pelos oportunistas que julgam ganhar com a situação, e para os que são suscetíveis às suas manipulações ,mobilizados pelo sentimento de medo e todos os seus derivados.
    Acredito que há um fomento deliberado do aumento inflacionário provocado por setores oposicionistas, que enxergam na derrubada da estabilidade, a única chance de voltar a ter chances efetivas de volta ao poder, sua tábua de salvação(daí todo o espaço que andam dando à FHC ultimamente) . A oposição formalmente falando está totalmente esfacelada, então setores empresariais e de mídia estão se incumbindo de suprí-la, os primeiros, reajustando preços desproporcionalmente e a mídia, dando-lhes eco e tentando incutir a volta do fantasma na cabeça dos seus consumidores.
    Que o governo fique atento, e nós também. Precisamos criar a cultura da boicote, coisa que brasileiro ainda não desenvolveu, e que pode dar lição exemplar nos aproveitadores.

  25. não entendo nada de economia.
    mas, com a repetição ad nauseam da “explosão da inflação” recitada em cada programa de rádio (CBN, BANDnews, etc) 24/7 percebo que, quem pode, começa a remarcar seus preços (se ‘protegendo’ da inflação futura pregada pela midia). Ontem à noite tinha um rapaz com a famigerada maquininha remarcadora nas mãos… é, isso é a dupla PIG/PSDEMOB em ação. Funciona pra muitos. Mecanismo identico ao da crise de 2009, que, de tanto anunciada e desejada pelos midia do PIG, se instalou – quando poderia ter ficado restrita aos exportadores de commodities…

    Sei não, mas acho que isto não vai acabar bem. Se D. Dilma não botar um basta nisto, a coisa tem tudo pra desandar…

    Continuamos na torcida A FAVOR, mas o povo do governo precisa se mexer.

  26. Enquanto o povo não se unir, e acabar com essa poca vergonha dos politicos o brasil não vai mudar de jeito nenhum,é robalheira em todos cantos do brasil,e agora os vereadores de jacarei tambem aumentaram seus salarios em 100 %,e assim vai, não sobra nada para nós aposentados.
    Virou baderna geral por parte dos politicos, fazem o que bem entendem,não se preocupam com os brasileiros
    Quantas aposentadorias,o senhor JOSE SARNA tem acumulada ?
    TEMOS QUE MUDAR O MODELO DE GOVERNAR ESSE PAIS.
    ESSE MODELO TEM MUITA CORRUPÇÃO, E NÃO TEM JEITO DE PARAR ESSE CANCER QUE ASSOLA O BRASIL.
    DEMOS TODAS AS CHANCES IMAGINAVEIS PARA OS PARLAMENTARES,E OS TRABALHADORES E APOSENTADOS NÃO IMPLACA DE JEITO NENHUM.
    Com essa miseria de salario minimo ate mesmo os empresarios se aproveitam, pagam uma miseria para o trabalhador e eles enriquecem a cada dia que passa.
    O que adianta ter emprego, e ganhar uma miseria !
    Se deram conta que nossos jovens estam partindo para o crime, porque chegam em suas casas não tem comida, uma roupa descente,não tem nada ,o baixo poder aquisitivo tambem desencadeia separações , mortes, crimes, desavenças,stres,cansasso, fadiga, desnutrição, trafego de drogas, desenteresse etc….
    Tudo de ruim é relacionado ao baixo salarios, e os politicos fingem não entender isso,
    Não acredito mais nesse modelo de governar, esse sistema esta falido,estamos ficando para traz, somente o povo tem forças para acabar com esta festinha desenfreada.

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