À classe média arrogante e iletrada

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Se você é da classe média arrogante, iletrada, que gosta de entremear suas frases com expressões em inglês como o ridículo feedback e outros estrangeirismos idiotas e ficou se achando muito inteligente por conseguir compreender que infringe a norma culta dizer “os livro”, agora chegou a hora de você descobrir o mico que pagou ao criticar o livro “Por uma vida melhor”, da professora Heloisa Ramos, adotado pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC).

Abaixo, sob dica do blogueiro Miguel do Rosário, reproduzo vídeo do programa Entre Aspas, da insuspeita Globo News, no qual a apresentadora Monica Waldvogel tomou uma surra lingüística de gente que tem credenciais para julgar esse caso. Descubra agora o mico que você pagou. E não esqueça de que foi avisado por pessoas como eu, o Miguel e outros que aprenderam a se relacionar com o idioma de forma não-arrogante, porque é assim que vemos o povo.

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178 Comentário

  1. Pessoal, relaxem!
    Chega de briga!
    Como bem disse o Marcelino Freire: vamos escutar Adoniran!!!
    E como hoje está frio, cantemos:

    As mariposa quando chega o frio
    Fica dando vorta em vorta da lâmpida pra si isquentá
    Elas roda, roda, roda e dispois se senta
    Em cima do prato da lâmpida pra descansá

    Eu sou a lâmpida
    E as muié é as mariposa
    Que fica dando vorta em vorta de mim
    Todas noite só pra me beijá

    As mariposa quando chega o frio
    Fica dando vorta em vorta da lâmpida pra si isquentá
    Elas roda, roda, roda e dispois se senta
    Em cima do prato da lâmpida pra descansá

    Tá muitu bom…
    Mas num vai si acostumá, viu
    Dona mariposinha?

  2. Edu, como faço para colocar este vídeo no meu blog? Não estou conseguindo!!!

  3. Me impressiona(sim, “ME impressiona”) é que as pessoas ainda se permitem essa postura tipo da Mônica, num misto de presunção com ingênuidade de dar dó.
    Não precisa ser doutor em Linguística não…o MArcos Bagno tá logo ali, gente. 183 páginas o cara lê em dois tempos. Ela poderia ter lido antes, pelo menos. Evitaria uma série de constrangedoras incongruências na argumentação dela, o que deixou mais do que óbvio, sobretudo para os entrevistados, que ela não fazia a menor ideia do que estava tratando. Ela foi pra lá munida apenas daquilo que ela acha ser o certo, por ser classe média alta, instruida, jornalista, metropolitana, caucasiana etc. A variante linguística dela( a oral), por ser a televisiva(e em rede nacional), dá essa sensação descortêz de que é “A” certa.
    Ou seja: massive FAIL!

  4. Po, essa gente tá se aproveitando da ingenuidade do Palocci!

    “Empresa de Palocci faturou R$ 20 milhões em ano de eleição”
    http://www1.folha.uol.com.br/poder/918376-empresa-de-palocci-faturou-r-20-milhoes-em-ano-de-eleicao.shtml

    “Empreiteira com negócios públicos contratou Palocci”
    http://www1.folha.uol.com.br/poder/918373-empreiteira-com-negocios-publicos-contratou-palocci.shtml

    Golpístas!

    • Imagino quanto ele faturaria se não fosse ingênuo.

      Dedicação exclusiva para governantes, altos escalões, congressistas etc. já. Afinal esses filhos da Pátria não vivem falando em sacrificar-se por ela?

  5. Pois é Edu,se o “povão”(fgagac) desse ouvidos aos que se acham “policiais” da nossa língua,ainda estaríamos falando “vossa mercê” e não o praticíssimo voçê.

  6. temos dois paises aqui, um q se preocupa mais c a ortografia e os cachorros e as plantas e outro q se preocupa c o ser humano.

  7. Por que é que o governo não gasta seu tempo, dinheiro e energia melhorando de fato o ensino e acabando com essa praga de analfabetismo funcional que assola esse país? A impressão que dá é que como é muito difícil melhorar a educação, vamos dizer que não tem problema falar errado, vamos glorificar a ignorância, vamos dar uma chance para que os coitadinhos iletrados não se sintam humilhados. Enquanto isso, nos rankings de competitividade global, o Brasil só despenca. Como diria o ‘grande’ PHA, VIVA O BRASIL!!!!!!!!!!!!!!!

  8. Em síntese:

    “Você vai, ocê fica, cê num volta nunca mais”

  9. Edu, vi o finalzinho da reprise desse programa, realmente foi espetacular (esclarecedora)
    a participação dos convidados, e até comentava ontem:
    conhecendo a Globo da maneira que conhecemos (golpistas e mentirosos)
    acredito que a entrevista foi mais uma tentativa de “concertar” rs a porcaria
    que promoveram. E eu perdi essa: lendo um texto no Blog do Escrevinhador, diz
    que o Monforte tascou essa no Jornal das Dez: e como FICA as concordâncias
    agora? huauhauhauhauha

    Abraço!

  10. Tentando entender sua(e de muitos outros blogueiros de sua linha) submissão incondicional à qq coisa que emana do governo e daquilo que vc chama de opção melhor, encontrei alguns artigos interessantes que possam expressar a psique:

    SOMOS REALMENTE LIVRES?

    Nas sociedades modernas a coesão dos grupos sociais é considerada insatisfatória; a liberdade individual está se tornando um mito; e a possibilidade de auto-realização é cada vez mais difícil. As massas – as chamadas maiorias silenciosas – são apáticas; podem ser manobradas facilmente pelas elites políticas e transformadas em presas fáceis dos meios de propaganda. A história recente da humanidade demonstra como a falta de valores comuns e a inconsistência moral das pessoas – conseqüência de falta de valores – podem ser desastrosas; em situações difíceis, o homem moderno tem se comportado como um primata. A submissão abjeta do homem moderno à autoridade é segundo o psicanalista americano Erich Fromm, a grande doença do nosso tempo. Pensando numa “escala dos submissos”, Fromm colocou num dos seus extremos as pessoas que são incapazes de ter opinião própria. No outro extremo classificou os indivíduos capazes de cometer as maiores atrocidades para “cumprir ordens”; eles não assumem nenhuma responsabilidade, escondendo-se na autoridade de outros. Para os submissos, “ordens são ordens”. Elas são impessoais e indiscutíveis. Quem as executa não assume as conseqüências, por mais trágicos que sejam. Quem as ordena simplesmente assinou um papel. Ninguém é culpado de nada. Todos podem dormir em paz. Menos, é claro, as vítimas. Ou melhor, toda a humanidade que está sujeita ao domínio e às extravagâncias de paranóicos, como Adolf Hitler. Chega a ser incrível, quando se pensa no assunto, a constatação de que as pessoas abrem mão de maneira frívola de sua liberdade de escolha. Todo ano, alguns costureiros famosos da Europa ditam as novidades da moda, e milhares de mulheres às aceitam sem nenhuma crítica. Passa-se da minissaia para exigências do clima e até mesmo o valor estético. Basta algo estar na moda para ser bonito. Se esse problema fosse restrito ao campo da moda, a situação não seria muito grave. O pior é a submissão à publicidade. Ela dita padrões de consumo, e as pessoas apressam-se em comprar esses produtos, como se disso dependesse a sua própria sobrevivência. Somam-se a esses problemas o medo do ridículo ou da censura social que leva as pessoas a aceitarem as opiniões e os valores consagrados mesmo quando não há motivos. Nesse processo o indivíduo é dissolvido na massa e perde sua identidade. Tornam-se mais um cordeiro em meio ao rebanho e é incapaz de orientar por si mesmo seu destino. Uma sociedade não existe sem regras que orientem as relações entre seus membros. A ausência total de modos padronizados de agir, pensar e sentir impe-diria qualquer forma de intercâmbio ou cooperação entre os homens. Ou seja, a liberdade individual absoluta não existe em nenhuma sociedade organizada, nem mesmo nos pequenos grupos sociais, como a família. O ser humano tem necessidade de sentir que suas atitudes são aceitas e compartilhadas pelas outras pessoas.

    • “O pior é a submissão à publicidade”

      Razão pela qual o governo do Estado de São Paulo gasta tanto com publicidade e quase nada com Educação.

      • Parabéns Gerson, você foi direto ao ponto, os governos sejam: federal, estadual e municipal estão pouco se ‘lixando’ e, ainda acham que nos somos por dever ‘redentores’ da Educação, eu simplesmente joguei a toalha não acredito em NADA que eles falam, enquanto a verba da publicidade tem mais prioridade que a da Educaçaõ, hoje nas escolas o que se discute e o que se falam não tem muito haver com Educação Não.

    • O autor tem razão em muita coisa, mas ele esqueceu a mais importante e sintomática submissão do pensamento da era moderna: a submissão à suposta autoridade intelectual de meia dúzia de jornalistas incompetentes. A terceirização do pensamento crítico é muito, mas muito mais importante do que qualquer uma das outras submissões que ele mencionou, mesmo o da propaganda.

      A percepção cria a realidade, e a imprensa monopoliza a percepção. Eles definem o que é fato e o que não é, o que é um raciocínio válido e o que não é.

      A pecha de “teoria de conspiração” que colam a qualquer conjectura que não seja a que eles aprovam é uma característica própria dos nossos tempos, uma ferramenta moderna para a uniformização do pensamento que discrimina como maluco quem ousa sair da linha pré-aprovada pelos ditadores da percepção, quem não acredita nos fatos que eles criam todos os dias.

      Sem isso, o texto dele fica vazio.

  11. Gostei muito dos especialistas ,principalmente de Marcelino Freire.
    Esta Monica é insuporta’ável….

  12. Edu,
    tem que mandar esse video é pro Cristovão Buarque, ficou metendo o pau no governo.
    Muito bom o conselho “…vão ouvir Adoniran Barbosa…”

  13. Pura perda de tempo esta discussão. A culpa, pra variar, é do sapo barbudo do Lula que fez não sei quantos milhões de analfabetos pensarem que são cidadãos. E do congresso que teve a chance de tirá-lo de lá pelo mensalão e não fez nada.
    Ah se não fosse o Lulinha.

  14. Como fui educado no sistema antigo de certo e errado eu estranhei mesmo a colocação da professora no livro. No meu tempo JAMAIS se leria num livro didático que se pode dizer “os livro”.

    Foi um estranhamento normal de quem não tinha visto viés político no tema – como não leio/vejo o PIG, não sabia o carnaval que já estavam fazendo sobre esse assunto.

    Quando li um artigo de uma especialista que tratava o assunto do ponto de vista pedagógico e não político-
    partidário foi que entendi que se estava fazendo mais um fla-flu entre governo e PIG.

  15. Nossa, como agradeço as tuas postagens, Edu. Como,em geral, evito o “entre” prá me preservar de náuseas indesejadas, acabo perdendo pérolas como essa. Mas o que eu agradeço com a maior ênfase é o prazer de ver a arrogância (e as reiteradas tentativas de detonar com a iniciativa do MEC) dessa senhora (e de tudo que ela representa) se esfarelando e o modo como isso vai afetando a expressão no seu rosto. Como diz aquela propaganda, isso não tem preço!

  16. Essa classe média medíocre e preconceituosa fala “os livroS”, só que não os lê

  17. Rodrigo,

    Você não tem que engolir, o que deve ser visto é se está dando resultados. Por acaso já frequentou uma sala de aula do EJA? Eu já, cara. E se você ficar corrigindo o linguajar não dará aula e o escrever certo é uma questão de treino. Administro um curso visando as provas para concursos públicos, tem gente de todo lado, Fisioterapêutas, Biologos, Advogados (a maioria), etc. e a grande maioria escreve mau pacas. Como muitos há muito terminaram seus estudos acadêmicos, pergunto: qual o livro em que se basearam para estudarem? E aqui disseram, a escrita veio milhares de anos após a comunicação falada. Não complica amigo, relaxa e aceite que Paulo Freire está fazendo uma falta danada!!

  18. Edu, dá-lhe um PÉ NO TRASEIRO com estas e peça para Globo/Estadão/Folha/Veja, vê se têm CAPACIDADE DE RETRUCAREM ESTES ERROS. E mais o mané tiozinho reizinho.

    O poeta brasileiro Mário Quintana escreveu o poema “Indivisíveis”. Veja o verso: “Meu primeiro amor sentávamos”. Aqui fica clara a falta de concordância verbal, pois o verbo deveria concordar com o sujeito da oração, que é “meu primeiro amor”, o verbo correto seria “sentava”.

    Na música “Evidências”, de Chitãozinho e Chororó, temos o seguinte verso:
    “…Quando eu digo que deixei de te amar
    É porque eu te amo
    Quando eu digo que não quero
    Mais você
    É porque eu te quero”
    O pronome “te” é usado para a segunda pessoa, já a palavra “você” está na terceira pessoa, portanto, não há concordância de pessoa. O correto seria substituir o “você” por “tu”, o que não daria a sonoridade adequada.

    Vinícius de Moraes, na música “Samba da Volta”, utiliza no verso:
    “ah, você se derreteu e se atirou, me envolveu, me brincou”
    Neste caso, existe um erro de colocação pronominal, pois não se usa o pronome oblíquo “me” após a vírgula, que significa uma pausa, a intenção aqui foi manter a próclise utilizada nos versos anteriores. Além disso, há uma quebra da regência do verbo “brincar”, pois foi suprimida a preposição “com”, transformando o verbo em transitivo direto. O correto seria: brincou comigo

    “Fumar prejudica o célebro” – Propaganda da ABRAD contra o cigarro.
    Neste caso, a propaganda mostra como o cigarro prejudica o raciocínio ao escrever de forma incorreta a palavra cérebro, pois se subentende que com o passar do tempo, quem fuma pode ter os centros nervosos danificados e, consequentemente, seu raciocínio pode se tornar lento, além de afetar a memória.

    “O Banco Volkswag-
    en ganhou o Prêmi-
    o Top de Marketing
    pelo case Financiam-
    ento Total. (Deve se-
    r porque nós dividi-
    mos tudo o que é p-
    ossível dividir.)” – Propaganda veiculada pelo Banco Volkswagen.
    Como podemos ver, foi utilizado um caso de metalinguagem, em que a quebra incorreta das palavras (separação silábica) foi proposital, na intenção de mostrar que o banco faz parcelamentos de acordo com as condições do cliente.

    A expressão “Shimbalaiê” da música de Maria Gadú, não vem a ser uma onomatopeia, que imita algum som conhecido. Ela não tem significado nenhum

    A palavra “Tchubirundu”, que dá título à música de Armandinho, também é um neologismo, em que o cantor faz de sua voz um instrumento musical, que nada mais é que um recurso fonêmico usado para complementar a melodia

    Escrever também é uma arte, e a arte, para ser bela e única, deve ser livre de censura. A Constituição Federal no artigo 5o, inciso IX, afirma: “é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”, e no artigo 220 diz: “a manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição”

    Então vejamos algumas justificativas e opiniões a respeito:
    Segundo Fernando Pessoa “poderia haver tantas ortografias quantos escritores houvesse”. E que: “a língua existe para servir o indivíduo, e não para escravizá-lo”

    Na música de Arnaldo Antunes, sobre a canção “Beija eu”, em que o correto seria “Beije-me”, ele diz: “Fiz a música inspirado em minha filha que, quando pequena, dizia pega eu, abraça eu e beija eu…”

    O músico Tom Zé adora brincar com as palavras em suas composições, como se vê nas músicas “Desenrock-se” e “Unimultiplicidade”

    De tão bem que você conhece a língua, você pode “errar”. Isso mesmo. Quando você sabe utilizar bem as regras do português, quando utilizar cada palavra e quando não utilizá-la, você pode, inclusive, escrever de maneira aparentemente “errada” – mas que, na verdade, é acertada, já que você quer chamar atenção ou brincar com as palavras

  19. Democracia linguística:

    Deixem o povo definir sua prórpia maneira de se comunicar. Letrados na TV também se utilizam dessa forma de se expressar. No final estão falando mal de uma coisa da da qual eles também se aproveitam.

    Rudi Pereira Lopes

    • Logo quem está se alçando a corrigir livros didáticos! Esse pessoal que apresenta jornais e programas de TV e que, a cada pausa para comerciais nos avisam: “- Voltamos já!”.
      Como assim, “voltamos” já? O correto é voltaremos (a ação ainda vai ocorrer, é futuro) e não voltamos (ação já ocorrida, passado). Eles repetem esses erros e muitos outros o tempo todo e ninguém diz nada, por que não interessa, a gente acaba entendendo, não é ? Daí a aceitar que essa gente pose de revisores gramaticais, é dose!
      Nem dá pra desculpar de que tenham sido um produto da adoção de “livros didáticos do mal” que OS ENSINARAM A FALAR ERRADO. Vão pentear macacos!

  20. Catei esse video do blog do catedratico Hari Prado!
    Deveras interessante!!
    http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=PZcppSdG8cg
    Uma vedadeira aula sobre a polemica em questao

  21. Prezado Eduardo: Vejo” tempestade em copo d’água” . Essa turma gosta de fazer confusão por quase nada. Com tanta coisa séria a se discutir e trocar idéias, aparece alguns analfas e se julgam donos da língua(idioma) português, esquecendo-se do que a comunicação consiste basicamente em se fazer entendido entre o emissor e o receptor. Será que a revista do Cebolinha está errada? Quando meia dúzia ou talvez menos de jornalistas mal formados se julgam no direito de simplesmente detonar com pessoas
    que fazem comparação da forma de comunicação oral, acredito, ou melhor, tenho certeza que estes caras(essa meia dúzia ou menos) nunca andaram pelo interior do Brasil ou mesmo não conversa com pessoas das várias classes sociais que compõem o nosso pais. Se for simplesmente para criticar, então devo dizer que de quando em vez ouço um jornalista famoso de uma grande emissora de televisão(dizem que ele é professor de jornalismo aí no sul e no sudeste), fazer cada interpretação de dados estatísticos que deixa qualquer estudante de estatística envergonhado. Resumindo para não cansar muito os seus leitores com baboseiras : ” O politicamente correto não passa de submissão ao patrulhamento ideológico”. É essa meia dúzia ou menos querendo de todo jeito continuar na “crista da onda” manipulando a massa através dos canais de mídia que eles representam.

  22. Vício na fala

    Para dizerem milho dizem mio
    Para melhor dizem mió
    Para pior pió
    Para telha dizem teia
    Para telhado dizem teiado
    E vão fazendo telhados
    Oswald de Andrade

  23. Antes falar “os livro” do que “vou de bike”.

  24. As pessoas confundem linguistica com gramatica. Não sou professora de portugues, mas, pelo que entendi, a gramatica é a norma assentada (acordada) da língua falada (lingustica).
    Pelo que entendi, a autora do livro quis colocar que, em termos linguisticos, não está errado dizer ‘Os peixe”, mas que a pessoa deve atentar para o fato de que essa concordancia na linguagem falada não é aceita na escrita padrão da lingua.. Aliás, mesmo na gramática, quando o assunto é concordancia, vemos frequentemente a expressão ‘o mais aceito …’, ‘aceita-se também’ e por aí vai, ou seja, não são regras rígidas, e sim que mudam com o tempo. Algumas construções soam até estranhas ao ouvido e, no entanto, são aceitas pela norma culta da nossa lingua.

  25. Estamos vivendo num tempo em que, sob o patrocínio descarado do governo e a anuência de certos cidadãos e setores abestalhados da sociedade, vemos certas imposições descabidas, absurdas, imorais e totalmente nocivas ao desenvolvimento, principalmente o intelectual, de nosso povo que sempre foi manipulado por essas elites desavergonhadas, egoístas, mesquinhas e maquiavélicas.
    Além de criarem e intencionarem promover a divulgação de vídeos e outros materiais “didáticos” abordando e fazendo apologia ao homoxessualismo entre crianças e adolescentes das redes de ensino de todo o país,vem agora esses arautos da decadência , da promiscuidade e da nivelação”por baixo” de toda uma nação, querendo “ensinar” aos educandos que falar errado é que é o certo…
    Não se contentaram com o tal do “Acordo Ortográfico” cujo mérito é apenas o de ajudar editoras a venderem mais livros de Gramática (como deve ser também o caso dos conectores de eletricidade (plugues e tomadas que tiveram os seus padrões modificados para, supostamente, atender às exigências de segurança).
    Não interessa aqui discutir o papel de tais e quais meios de comunicação de massa (que são vilões, isso são… Sim, sem dúvida ! ).
    O que interessa nessa discussão é enxergar a verdade que é uma só : não será rebaixando o nível da língua portuguesa, falada ou escrita, que com isso se conseguirá fazer justiça social, privilegiando e alçando o falar e o escrever da imensa maioria de analfabetos, funcionais ou de fato, à condição de língua apropriada, de evolução linguística ou coisa que o valha!
    A norma culta existe e é ela que normatiza e faz com que, com o seu uso, seja possível concatenar e expressar as idéias, os pensamentos e os sentimentos de forma adequada e eficiente.
    Em um dos comentários, ocorrências musicais e poéticas são mencionadas para justificar-se
    o que, aparentemente, seriam erros de concordância. Equívoco grosseiro, ledo engano.
    Poetas, compositores, escritores, artistas podem fazer uso do que se chama “licença poética”.
    Isso faz abrilhantar e enriquecer o texto, o poema , a letra da canção.
    É maravilhoso ouvir um Adoniran Barbosa e os seus erros de concordância.
    Mas ele era um artista e a arte foge da obrigatoriedade de se seguir certas regras. Por isso é que é arte…
    O que é necessário ser feito para melhorar, socializar e elevar o nível intelectual da população de nosso país é que os governos federal, estaduais e municipais comecem a se preocupar mais e a administrar melhor os recurso para a Educação e não ficar criando essas “baboseiras” que só podem trazer mais prejuízos para esse povo tão massificado, manipulado e usado por essas tais elites predadoras.
    Ademais, fica claro o que eles estão querendo : emburrecer cada vez mais o tal do ” Zé Povinho ” , negando-lhe acesso aos bens culturais de alto nível e, ao invés disso, oferecendo uma solução “favelizante” para “engambelar” ainda mais esse nosso povo tão injustiçado e sofrido.
    Enquanto isso, os tais “poderosos” continuam a colocar os seus filhos nas melhores escolas particulares ou, em muitos casos, até mesmo mandá-los estudar no exterior.
    E,em ambos os casos, certo é que esses filhos das elites estarão sempre adquirindo conhecimentos de alto nível, inclusive no que diz respeito à norma culta da língua portuguesa.
    E para a maioria do povo só resta a enganação…

  26. Se eu já tivesse chegado ao nível dos senhores em termos de bens sociais exatamente por não cometer tais erros, também concordaria. Além disso, coisas como universidade pública, o grande filé social que a maioria aqui já comeu, só tem vaga para 2% e se essa gentalha tivesse educação com um mínimo de qualidade, quicá alguns dos senhores nunca teria colocado suas mão em tais filés.

  27. ::::::: ACREDITE SE QUISER ::::::
    A Profª Amanda Gurgel recebe R$ 930,00 por mês para lecionar.
    A Profª Helena Ramos recebeu R$ 700.000,00 pelo livro “Por uma Vida Melhor”.
    A ONG Ação Educativa recebeu R$ 5.000.000,00 pelos direitos do livro.
    ……….
    E ainda o povo brasileiro tem a petulância de achar que é esperto.
    Acredito que se algum pesquisador fizer um estudo comportamental do povo brasileiro certamente vai encontrar algum desvio de caráter.
    O Brasil é o país que tem a maior população de idiotas do universo!!!
    http://o-mascate.blogspot.com/2011/05/agora-nois-vai-enrica.html

  28. O PLATÃO DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS ENTREVISTA DOCENTE CORRETOR DE REDAÇÃO

    O senhor trabalha em universidade pública e participa corrigindo redações. O quê o senhor acha de ensinar errado?
    - Veja bem. Nós só temos algo próximo de 5 mil vagas e precisamos, para haver alguma lucratividade, de uns 50 mil candidatos. Se todos tivessem um conhecimento médio em linguagem seria impossível corrigir tantas provas, exigindo uma quantidade imensa de pessoas quando queremos até que os ganhos disto sejam apenas para uma meia dúzia. E mesmo que o sistema pague um extra fabuloso, enquanto de cada 100 redações mais de 90% zerando logo na primeira frase, fica tudo maravilhoso.

    Como o senhor também trabalha formando docente, você induz que esses ensinem tal qual indica a professora no seu livro?
    - Com certeza!!! Até, como já mostrei, para que fique mais fácil ganharmos um extra sem muito esforço. Além disto, o que temos na rede pública são aluno sem a mínima condições de aprender nada e a única coisa a se fazer é ensinar o que esses já sabem.

    Mas, como o senhor tem tanta certeza de que os seus alunos não serão também docente da rede privada?
    - Quem quer isso, vai estudando por fora e não espera pelo que não terá. Além do mais, na rede privada tem que exija e fique vigiando tudo que ele faz na sala de aula. Já na pública, é só fechar a porta e fazer o quiser e como quiser, sem que deva qualquer satisfação a seu ninguém, bastando, óbvio, que tenha certas amizades e não se meta, fora elogiar, com o que os demais estão fazendo.

  29. Não sei onde viram q a monica tomou surra linguistica. Ela foi totalmente imparcial e ironica com as pessoas preocupadas com a morte da lingua na maior parte do tempo da entrevista. Ao inves de se preocuparem com gramatica as pessoas deviam se preocupar mais com interpretação, sei la., vcs querem tanto ver alguma alguma coisa q acabam vendo, aff.

  30. caro senhor bloguista,

    facamos o seguinte: planejemos um estudo controlado randomizado com um grupo de alunos recebendo a educacao dita tradicional e outro grupo recebendo uma educacao mais “permissiva”, que aceite as ditas variacoes de nosso idioma. Facamos uma randomizacao eficiente para que possamos reduzir ao máximo os risco de viés em nossos resultados. Controlemos este alunos por vários anos e analisemos entao as diferencas entre as “medidas de resultado”, que foram definidas “a priori”….opss, “definidas antes de comecar os estudo” (por exemplo, nível de sucesso no mercado de trabalho, competitividade, nível de pensamento crítico etc). Prestemos muita atencao no tamanho da amostra, para que o estudo tenha “power”…ops, forca suficiente para detectar uma eventual diferenca entre os grupos. Após tomarmos, todos estes cuidados metodológicos, analisemos seriamente os resultados para que sim possamos fazer alguma conclusao sobre esta polêmica. Deixe um pouco a palavra do “experts” opss, especialistas de lado e procure se informar melhor sobre informacoes baseadas em evidências científicas. Opinioes sao tendenciosas, evidências sólidas nao.

    • “Deixe um pouco a palavra do (sic) “experts” opss, especialistas”. Não há mais nada a dizer. A ignorância de Lulabebum é auto-explicativa!

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