Desmascarando Merval Pereira

A forma mais eficiente de desmascarar um mentiroso é dando a ele espaço para mentir, pois mentirosos subestimam a inteligência alheia.  Se quem mente for inteligente, é mais difícil desmascará-lo. Alguns mentirosos, porém, são estúpidos e sabem disso, mas confiam em “ferramentas” que lhes permitiriam sustentar as mentiras mais frágeis e, assim, tornam-se mais ousados.

O “imortal” Merval Pereira é um homem de Inteligência escassa, por isso conta mentiras mal-elaboradas. Mas por que os gigantes de pés de barro das comunicações prestigiam alguém tão estúpido em vez de buscarem mentirosos que elaborem melhor as suas mentiras? Simples: poucos jornalistas se dispõem a mentir sobre bases tão frágeis. Merval é cultuado pelos barões da mídia porque é burro o suficiente para achar que poderão sustentar suas invencionices.

A prova da burrice desse indivíduo se exibe, despudorada, em artigo que publica no jornal O Globo deste sábado, no qual deixa ver que seus senhores acusaram o golpe que lhes representou o escândalo que fechou as portas do jornal britânico “The News of the World”, do barão internacional da mídia Rupert Murdoch.

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O Globo

16 de julho de 2011

Obsessão

Merval Pereira

Como se sabe, temos no Brasil dois grandes especialistas em imprensa: o ex-presidente Lula e o ex-ministro José Dirceu. Os dois dedicam-se, desde os primeiros meses do primeiro mandato do petista na Presidência da República, a tentar aprovar legislações que controlem a informação, uma tendência que vem se alastrando por toda a América Latina.

O movimento de contenção da liberdade de imprensa está presente em diversos países, como Venezuela, Argentina, Bolívia e Equador, onde TVs, rádios e jornais vão sendo fechados sob os mais variados pretextos, e muitos outros são ameaçados com diversas formas de pressão, seja financeira, seja por meio de medidas judiciais.

No início do governo, tivemos que lutar contra a criação de várias agências oficiais. A Agência Nacional de Cinema e Audiovisual daria poderes para o governo interferir na programação da televisão e direcionar o financiamento de filmes e de toda a produção cultural para temas que estivessem em sintonia com as metas sociais do governo.

O Conselho Nacional de Jornalismo teria a finalidade de controlar o exercício da profissão e poderes para punir, até mesmo com a cassação do registro profissional, os jornalistas que infringissem normas de conduta que seriam definidas pelo próprio conselho.

Os mesmos grupos políticos continuam empenhados em aprovar novos tipos de cerceamento à liberdade de imprensa no país, sob o pretexto de exercer um “controle social” sobre os meios de comunicação, sendo que o Partido dos Trabalhadores decidiu que uma das prioridades é o que chamam, paradoxalmente, de “democratização da comunicação”.

A presidente Dilma, ao assumir o governo, relegou a um plano secundário um projeto que objetivava controlar a informação, sob o pretexto de regulamentação dos novos meios eletrônicos.

Nossos dois “especialistas” voltaram às suas obsessões nos últimos dias. Lula motivado pelas críticas ao apoio oficial ao Congresso da UNE, onde foi o grande homenageado. E José Dirceu incentivado pelo escândalo na imprensa inglesa que provocou o fechamento do jornal “News of the World”, além da demissão de vários dirigentes do conglomerado de informações do magnata Rupert Murdoch, uma espécie de “cidadão Kane” pós-moderno.

Insistindo nos seus equívocos, Lula tentou pela enésima vez menosprezar o peso dos jornais tradicionais que chamaram a reunião da UNE de chapa-branca. E declarou-se “invocado” por considerar que a imprensa não larga do seu pé.

A pretexto de consolar o presidente da UNE, Augusto Chagas, o ex-presidente garantiu a ele que os grandes jornais do Rio e de São Paulo não têm alcance nacional e não chegariam, segundo o ex-presidente, à Baixada Fluminense ou ao ABC paulista.

“Eles não perceberam que as coisas estão mudando no Brasil. O povo não quer mais intermediário entre eles e a informação. O povo está se informando de muitas formas. Muitas formas. E não apenas naqueles (meios) que habitualmente achavam que formavam”, argumentou o ex-presidente, revelando sua peculiar postura ética, além de ignorância em relação à circulação das informações nas novas mídias.

Se a notícia não chega a todo o país, e muito menos ao interior, então não é preciso se preocupar, ensina Lula. O fato em si não tem a menor importância, desde que a grande massa de cidadãos permaneça na ignorância deles.

Esquece-se o presidente que, da mesma maneira que a internet e as novas mídias sociais permitem que as informações circulem mais largamente, com versões de várias fontes, elas também levam as reportagens da grande imprensa aos recantos mais longínquos do país.

Estudo recente demonstra que as reportagens da grande imprensa são replicadas no Facebook, no Twitter e em outras mídias sociais, amplificando sua repercussão.

O ex-presidente também se esqueceu que, no Brasil, a circulação dos jornais vem crescendo, especialmente a dos chamados “jornais populares”, o que leva as questões nacionais a esse público que Lula pretende controlar sozinho, sem a interferência de outros agentes.

Além do mais, os blogs mais acessados são justamente os que se ligam aos principais jornais do país, cujas marcas e tradição lhes dão os meios para apuração das notícias e a credibilidade que muitas vezes faltam a blogs personalistas.

Não é à toa que a presidente Dilma Rousseff vem demitindo ministros e assessores do primeiro escalão com base em denúncias da chamada “grande imprensa”. E, se considerasse mesmo desimportantes os grandes jornais, Lula não perderia seu tempo com eles.

Não há dúvida de que, com o surgimento das novas tecnologias, os jornais perderam a hegemonia da informação, mas continuam sendo fatores fundamentais para cidadania.

O jornalista espanhol José Luis Cebrian, diretor do “El País”, talvez o jornal mais influente hoje da Europa, considera que os jornais perderam a centralidade da formação da opinião pública, mas continuam sendo um “contrapoder”, com uma enorme influência, embora menor do que anteriormente à chegada das mídias sociais.

Ele relembrou em recentes entrevistas que os jornais continuam sendo importantes para a institucionalização democrática dos países, embora precisem se adaptar à nova realidade tecnológica.

Já o escândalo das escutas ilegais do jornal britânico “News of the World” fez com que o ex-ministro José Dirceu recuperasse o fôlego, depois de ter sido reafirmado pelo procurador-geral da República Roberto Gurgel como o “chefe da quadrilha” do mensalão, e voltasse à carga em seu blog na campanha pela “regulação da mídia”, nova maneira de denominar sua permanente tentativa de controlar a informação.

A gravidade do que aconteceu no “News of the World”, com escutas ilegais e chantagens, liga perigosamente a prática de crimes comuns ao jornalismo, o que é inaceitável e põe em risco a própria essência da liberdade de expressão. O jornalismo, instrumento da democracia, não pode se transformar em atividade criminosa.

O interessante é que nem mesmo na Grã-Bretanha, epicentro dessa grave crise do jornalismo, está em discussão uma legislação oficial para controlar meios de comunicação.

São grandes as críticas à atuação da Press Complaints Commission (comissão de queixas sobre a imprensa), órgão formado pelos próprios jornais para se autorregular, e há um amplo debate sobre a revisão de seus critérios para reconquistar a confiança do público britânico.

Mas até agora não apareceu nenhum Dirceu para defender o controle governamental da imprensa.

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O ataque que o pistoleiro de O Globo faz ao ex-presidente Lula e ao ex-ministro José Dirceu, ironizando suas posições sobre a libertinagem que é a comunicação no Brasil, por razão que logo ficará clara deixa de fora um ator importante da democratização da comunicação tentada pelo governo anterior, o ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República Franklin Martins.

Nos dias 9 e 10 de novembro do ano passado, o Governo Federal promoveu o “Seminário Internacional das Comunicações Eletrônicas e Convergência de Mídias”, convocado por iniciativa de Franklin. O evento teve a finalidade de debater os impactos das mudanças tecnológicas. O objetivo foi o de fornecer subsídios para legisladores, reguladores, formuladores de políticas públicas e segmentos empresariais e da sociedade civil que lidam com as diversas questões relacionadas às comunicações.

Naquele Seminário, foi possível discutir os rumos das comunicações eletrônicas por meio da troca de experiências com outros países e conhecer os avanços e limitações de seus processos regulatórios. Participaram, como palestrantes, dirigentes e representantes de órgãos de regulação da mídia dos países que detêm as legislações mais avançadas nessa questão. Foram convidados os dirigentes das seguintes entidades:

– Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom/Portugal)

-Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC/Portugal)

– Conselho Superior do Audiovisual (CSA – Conseil Supérieur de l´Audiovisuel/França)

– Comissão de Mercado das Telecomunicações (CMT – Comisión del Mercado de las Telecomunicaciones/Espanha)

– Autoridade Federal de Serviços de Comunicação Audiovisual (AFSCA – Autoridad Federal de Servicios de Comunicación Audiovisual/Argentina)

– Office of Communications (Ofcom/Reino Unido)

– Comissão Federal de Comunicações (FCC – Federal Communications Commission/Estados Unidos)

Além dos dirigentes de agências reguladoras da comunicação social dos países mais desenvolvidos nessa área, foram convidados especialistas na área de regulação da Comissão Européia, da Unesco e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O convite a essas pessoas e entidades mostra quão falsas são as alegações de Merval. O que se buscava, então, era dar ao Brasil um desses órgãos que todo país civilizado tem. E quando ele diz, em seu texto mentiroso, que isso ERA buscado, é porque o atual governo parece ter abandonado os projetos do governo anterior nesse sentido. E esse é um dos três únicos elementos de verdade no texto mentiroso do colunista de O Globo – os outros serão revelados mais adiante.

Merval afirma que “nem mesmo na Grã-Bretanha, epicentro dessa grave crise do jornalismo, está em discussão uma legislação oficial para controlar meios de comunicação”. Ora, mas é claro que não está em discussão, simplesmente porque essa legislação já existe, além de uma agência reguladora, a Ofcom, que, matreiramente, o colunista de O Globo omite que existe. Não existe apenas a “Press Complaints Commission (comissão de queixas sobre a imprensa), órgão formado pelos próprios jornais para se autorregular”.

De acordo com a exposição de Vicent Edward Affleck, diretor internacional da agência britânica de regulação da mídia, a Ofcom (sigla em inglês para Office of Communications), o órgão é gerido por um colegiado misto, formado pela sociedade civil e funcionários públicos indicados pelo Estado. Além do que, grupos de interesse da sociedade civil atuam ativamente na fiscalização da mídia e acionam a agência em casos que considerem irregulares.

O que pretendia o governo Lula, portanto, era apenas isso, pois não temos nada parecido no Brasil. A mídia faz o que quer, quando quer e como quer. É uma “casa da mãe Joana”. E Merval sabe disso porque participou ativamente do evento promovido pela Secom, que foi, inclusive, mediado por um representante da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão). Ou seja: Merval mente.

Mas há dois outros elementos de verdade no texto majoritariamente mentiroso desse sujeito. Um desses elementos está presente quando ele reconhece que “São grandes as críticas à atuação da Press Complaints Commission (comissão de queixas sobre a imprensa), órgão formado pelos próprios jornais para se autorregular”. E que “Há um amplo debate sobre a revisão de seus critérios para reconquistar a confiança do público britânico”.

O que aconteceu na Inglaterra, aconteceu porque, apesar de o país ter uma legislação de regulação da mídia anos-luz à frente da nossa – que, aliás, nem existe –, esse país ainda é, de fato, o mais liberal nesse aspecto. As agências francesa (CSA) e portuguesa (ERC), porém, consideram que a legislação inglesa de autorregulação é responsável pelo escândalo do The News of the World simplesmente porque não se pode pôr a raposa para tomar conta do galinheiro.

De qualquer forma, tanto no Reino Unido quanto nos demais países a legislação é dura e fiscaliza com mão de ferro sobretudo a imparcialidade dos meios de comunicação, principalmente durante períodos eleitorais.

Por fim, o terceiro elemento de verdade na empulhação de Merval Pereira pode ser visto quando ele reconhece que “Com o surgimento das novas tecnologias, os jornais perderam a hegemonia da informação”. Apesar de apresentar o fato como símbolo do poder dos barões da mídia que Lula e José Dirceu colocaram em questão, o dado correto é o de que ela perdeu a hegemonia que detinha.

Nesse aspecto, vale a pena ler texto bem mais honesto de um colega de Merval nas Organizações Globo. Artigo recente do jornalista Paulo Moreira Leite, em seu blog, mostra o fato pelo aspecto correto. É imprescindível a leitura desse texto porque revela a razão do desespero que leva a família Marinho a usar gente como Merval para tentar tapar o sol com a peneira.

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Do blog de Paulo Moreira Leite

12 de julho de 2011

A herança que chegou a todos nós

Na medida em que surgem novas indecências no arquivo de imoralidades praticadas pelos jornais de Robert Murdoch, torna-se obrigatório fazer uma pergunta maior.

A questão é definir o papel de Robert Murdoch, o maior empresário de comunicações do planeta, no negócio mundial da mídia. É uma questão imensa e complicada, vamos combinar. Mas é possível fazer algumas observações.

Todos nós, jornalistas e leitores, temos consciência de que no mundo inteiro existe um fenomeno que costuma ser descrito como uma crise nos meios de comunicação. Jornais e revistas não param de perder leitores. O mesmo ocorre com canais abertos de TV e com emissoras de rádio.

O conteúdo da mídia, diz-se, tornou-se menos profundo, menos plural, mais superficial e mais vulgar. Sem dúvida, é cada vez mais apelativo.

Não há dúvida de que boa parte dessas dificuldades é o resultado de mudanças no modo de vida das sociedades contemporâneas.

Podemos listar vários fatores. Por exemplo: os cidadãos querem viver num mundo mais horizontal — e a velha mídia funciona no esquema clássico das sociedades verticais. Graças não só a internet, mas também a formidável elevação dos níveis de educação, o leitor comum possui hoje um acesso primário à informação e a cultura que lhe permite dispensar boa parte das reportagens e análises que as revistas e jornais tem para oferecer.

Há outras mudanças, porém, que são produto de transformações ocorridas dentro da mídia. Não foi só o mundo que mudou. O produto também mudou. E, sob vários aspectos, mudou para pior.

Acho difícil negar que Murdoch e suas empresas tenham dado uma contribuição importante nestas mudanças.

Com um império econômico de vários bilhões de dólares, instalado no centro do capitalismo mundial, operando no segundo idioma dos 6 bilhões de moradores do planeta, Murdoch ajudou a trazer uma nova lógica para um velho negócio. Não foi o único, com certeza. Mas, pela economia e pela geografia, foi um dos mais importantes e talvez o mais decisivo.

No passado, quando  o  jornalismo era uma profissão invejada pela influencia e prestígio havia a preocupação com um certo rigor na informação, com a separação entre o público e o privado, na distinção clássica entre os interesse da Igreja (o jornal) e o Estado (a empresa).

É claro que todos procuravam equilibrar o negócio. As vendas e a conquista de novos leitores sempre foi um ponto essencial da atividade. Mas havia um pouco de pudor. Nem tudo era industria, comercio e finanças. A preocupação com vendas não fazia parte da pauta das redações.

De uns anos para cá, ocorreu uma mudança no eixo da profissão.

Para dizer muito numa frase curta, o jornalismo banalizou-se. Tornou-se uma atividade empresarial como tantas outras. Frequentemente procura ser rentável como um investimento de alto risco,  alienada como uma fábrica de sabonetes, descartável como filminho que a TV  exibe à tarde.

Murdoch foi um dos homens que ajudou a alterar a lógica dessa atividade. Não por acaso, o crescimento de suas empresas coincide com uma mudança no padrão do jornalismo, nos valores em vigor em muitas redações, na meta de trabalho e formação dos profissionais.

Antes, as empresas jornalísticas eram fruto de investimentos de origem familiar, com compromissos definidos por seus fundadores e patronos, competindo por leitores num mercado onde não faltava espaço para a diversidade e a concorrência.

Com uma reconhecida capacidade para encontrar oportunidades favoráveis a seus interesses e batalhar com afinco por eles, Murdoch ajudou a transformar as empresas de comunicação em grandes corporações, impessoais, sem perfil e sem história, dependentes e até associadas a grandes grupos financeiros. Em suas mãos, o pequeno negócio deixou de fazer sentido. Precisava do grande capital, do monopólio do mercado.

Embora nunca tivesse renunciado a suas idéias políticas, de profunda matriz conservadora, sua prioridade real não envolve a qualidade do conteúdo que oferecia — mas a força de mercado que cada novo jornal, cada nova emissora de TV, poderia lhe acrescentar. Seu interesse fundamental não envolvia a mídia como entretenimento, como formação de cidadãos, como parte da democracia, como notícia, mas como instrumento de poder.

Daí a profusão de aquisições, compras e fusões. Embora jamais tenha aberto mão de escândalos em seus veículos, a estratégia não era competir mas eliminar os adversários, transformando-se na única opção para anunciantes e consumidores.

Denuncias e investigações fizeram a glória do jornalismo desde sempre. Mas, enquanto bons jornais e revistas produzem revelações com alguma relação com o interesse público, a rede de Murdoch procura o sucesso em questões privadas, em reportagens que desmoralizam e humilham seus personagens.

Se fosse um empresário fraco, numa cidade remota da Austrália, Murdoch teria criado uma igreja de jornalismo de alcance local e folclórica, como tantas que se encontra em pontos diversos do mundo.

Mas, pelo seu tamanho e sua influencia, tornou-se um padrão imitado e copiado, com outra lógica e outra finalidade. Pela força econômica e pela crescente influencia política, impôs seus métodos aos países onde passou a atuar, num processo de contágio crescente e irresistível, contaminando concorrentes incapazes de enfrentar a chamada desvantagem competitiva.

Como me disse certa vez um dos grandes empresários de mídia do Brasil:

– Se o seu maior concorrente é um grande sonegador de impostos, você tem tres coisas a fazer: ou começa a sonegar impostos como ele, para competir em igualdade de condições. Ou prepara-se para ter custos maiores e lucros menores. Ou muda de ramo.

Foi isso o que ocorreu com a mídia em torno de Murdoch — e não estamos falando de sonegação de impostos, evidentemente.

Felizmente, não é em todo lugar que os repórteres contratam empresas de investigação para promover escutas telefônicas e bisbilhotar a saúde de crianças.

Nem todos os governos se curvam diante dos senhores da mídia de seus respectivos países.

Seria igualmente errado dizer que todas as empresas de comunicação aplicam os mesmos métodos e exibem a mesma falta de escrúpulos.

Mas é difícil negar que há um pouco de Robert Murdoch no pior do que a imprensa mundial exibe hoje, concorda?

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141 Comentário

  1. Sobre o Merval, só tenho uma coisa a dizer, que não é um dito, mas, uma pergunta: como é que ele virou imortal???!!!

    • Quase da mesma forma que o Roberto Marinho, o Saney, ……

    • Décio, fiz esse mesma pergunta quando ele foi eleito para ABL. Acho que Machado de Assis deve se revirar no túmulo revoltado com os atuais “imortais” da ABL.

    • É que na Academia Brasileira de Letras o principio mais importante a ser observado é o do QI, mesmo que o desses que indicam esteja abaixo de 50, mas propagandeado (por que são os donos da propaganda recebidas quase sempre por herança), como acima de 140.

  2. Muito, muito bom… vc é a voz dos sem mídia Eduardo, faço cem por cento minha as suas palavras, tenho a assinatura da globonews, chega ser patético assistir as “analise” de Merval, uma das mais incríveis foi no dia do acidente dom o avião da TAM, Merval garantiu que era o fim politico de Lula, chegou a prever que o governo duraria no máximo dois meses, dali em diante era só questão de tempo, cpi, impeachment e tchau… como se viu o Erval errou por mil léguas de distancia… Só a globo e a velha mídia ainda levam Merval a sério…

    • Quando foi constatado que o acidente não foi o fim político do governo lula, todos nós os sem-mídia fizemos como Marco Aurélio “top top” Garcia!!! E viva a internet que dá espaço para nós, os excluídos, escrevermos para nós mesmo!!!!

  3. Agora foi que eu entendi por que o Merval foi eleito para a ABL. Ele é autor de ficção. Tem uma imaginação fantástica. Inventa situações com maestria.

  4. eduardo

    o merval realmente é um manipulador barato e vulgar.

    ele confunde tudo de forma proposital.

    De início, ele fala em controle da imprensa visando confundir regulação com auto-regulação qdo cita PCC ( auio-regulação). Ele embaralha tudo não explicando que a regulação atinge, acredito que sobretudo, as concessões públicas( rádio, TV, etc.). Não quer dizer que um setor com auto-regulação ( jornais) não esteja sujeito, em última instância, a regulações.

    Assim, acho interessante reproduzir aqui um texto que li no Observatório da Imprensa:

    “Imprensa britânica debate sistema regulatório

    Por em 12/07/2011 na edição 650

    Além do modelo de jornalismo de Rupert Murdoch e da reputação do primeiro ministro britânico, o órgão independente e auto-regulatório que fiscaliza o conteúdo editorial de jornais e revistas no Reino Unido também está em baixa depois do escândalo que levou ao fim do tabloide mais vendido do país. Situação e oposição não tem dúvidas de que a Press Complaints Commission (PCC) precisa de renovação. O premiê David Cameron a classificou de ausente e ineficiente; o líder do Partido Trabalhista, Ed Miliband, disse se tratar de um “poodle desdentado”. Se o órgão tivesse sido mais enérgico em questionar e investigar as alegações de grampos telefônicos, talvez tivesse como se defender das críticas que vem recebendo na última semana.

    Segundo artigo na revista britânica Economist [8/7/11], apesar de se envolver quando questões específicas, como o impacto das notícias nas crianças e a perpectiva de processos contra publicações, estão em jogo, a Press Complaints Commission nunca se concentrou em fazer o básico: estabelecer e cobrar da imprensa padrões mínimos de comportamento. E isso facilitou o crescimento do jornalismo ao estilo do News of the World.

    Novo sistema

    Cameron concordou que algo precisa mudar no que diz respeito ao controle sobre as ações da mídia, ressaltando que é preciso um novo órgão e um novo sistema regulatório. O que importa, defende a Economist, não é exatamente o formato deste novo órgão, e sim quais serão seus poderes. Uma coisa é certa, afirma a revista: a Press Complaints Commission, como é hoje, vai acabar.

    Na segunda-feira [11/7], o editorial do jornal The Telegraph alertava contra um novo sistema que venha a proteger os ricos e poderosos. “A PCC, ou o seu sucessor, deve ter o poder de investigar acusações a fundo. Mas o plano de David Cameron para um novo sistema de regulação imposta pelo governo também tem seus perigos”, afirma o artigo. “A lei dá àqueles com dinheiro a habilidade de sufocar discussões e evitar a publicação de fatos considerados inconvenientes”.

    No Independent, artigo de Tim Luckhurst também critica a possibilidade de que políticos venham a regular a imprensa. “As barbaridades feitas pelo News of the World criaram uma oportunidade para intensificar e reforçar os padrões do jornalismo britânico. Nossa democracia irá sofrer se políticos explorarem isso como um cavalo de Troia para introduzir uma regulação estatutária. A democracia britânica chegou à maturidade em parceria com uma imprensa livre.”

    No Guardian, Jeff Jarvis sugere que, em plena era da internet, o público em geral poderia ajudar a regular a imprensa. “Nós deveríamos ver todas as organizações de notícias colocar um espaço perto de todas as suas matérias convidando para a checagem de fatos: leitores alertando para afirmações dúbias, e jornalistas e leitores enfrentando o desafio de investigar”. Ele diz ainda que esta pequena ação elevaria os padrões e as expectativas para o trabalho dos jornalistas e abriria o processo jornalístico para o público, convidando-o a agir como observador e colaborador. Com informações da BBC News [11/7/11].”

  5. As Organizações Globo que se cuide, pois a classe C mais inteligente do que os globais imaginam e, já perceberam que estão sendo manipulado por eles, não é atoa que vem caindo dia a dia a sua audiência.
    E depois do escândalo Murdock na Grã-Bretanha, a mídia suja do mundo que fique com as barbas de molho.

  6. O que Merval escreve é irrelevante. Não o leio.

  7. Por que esse idiota é Imortal? Por que a academia se tornou medíocre. Então esse rapaz está no local certo.

  8. Quem é Merval? Cada vez mais menos pessoas leem esse sujeito. Agora, acadêmico. O PIG se atrapalha nas próprias pernas. A “bolinha de papel” é exemplo disso. Os que creem no PIG são os mesmos de sempre. Os incrédulos hoje são a maioria (ou que acreditam no PSDB). Eles existem em São Paulo. Mas isso não reverbera assim pelo Brasil. E como o público do Silvio Santos, que hoje não tem nem mais o Baú, só decai. O PIG está com problema de “fadiga”. Essas “crises” fabricadas cansam. Enquanto houver emprego e acesso à internet crescente o PIG será menos, e menos, e menos…

  9. Perfeito Eduardo, voce enquadrou o meliante, pegou ele no flagrante.

  10. Caro Edu,

    Não sei se apenas eu penso assim, mas, olhando o que e principalmente “quem” aparece na globo (BBB, JN, Faustão, Ana Maria ‘Brega’, Galvão Bueno, Waack, Bonner, Chapelin, Huck, Bial, Gloria Maria, Merval, Renato Aragão, Xuxa, além de humoristas sem graça, atores de novelas que perderam o talento com o passar do tempo, pseudo-jornalistas puxa-sacos do patrão, e mais uma montanha de asneiras), fico me perguntando: até quando noso povo vai continuar dando audiência pra isso aí?

  11. Se o Merval fosse um sujeito honesto ele nem se candidataria a uma vaga na ABL. Quanto ao artigo no blog do Paulo Moreira Leite, só esqueceram de dizer que no Brasil, o Roberto Marinho e seus herdeiros agiram e agem muito pior do que o tal de Murdoch. E pior do que issso , é que no Brasil não é só a família Marinho, que age desonestamente, utilizando-se dos meios de comunicações dos quais são proprietários. Temos por exemplo, o Grupo Folha, o Estadão, a RBS, para ficarmos nos mais conhecidos. Eles fazem o que bem entendem e não há ninguém que faça ou tenha coragem de fazer alguma coisa para impedir este descalabro que acontece no Brasil com relação à nossa mídia que é sim, corrupta, mesquinha e vivem diuturnamente a querer derrubar governos que não lhes agradam.

  12. Disse e repito – “Merval falando e uma vaca cagando produzem o mesmo som.”

  13. Comecei a ler o post mas não consegui terminar.
    O saco encheu a ponto de explodir.

  14. O imerval, desculpe-me, o imortal, ocupa a cadeira de Moacyr Scliar. Este escreveu “O Anão No Televisor”, engraçado, não?

  15. Parece que os Mervais sempre cumpriram seu triste papel. O escritor Hermann Hesse, entre outros intelectuais alemães, foram duramente perseguidos pelo conservadores, industriais e militares logo após a 1ª grande guerra. Anti-belicista e por ter incitado os homens à paz, à paciência e ao humanitarismo, era constantemente acusado de anti-patriota e demagogo. Disse ele: “Ninguém escreve pior do que os partidários das velhas ideologias, das idéias decrépitas. Ninguém exerce sua profissão de jornalista com menos dignidade e consiência”.
    Principalmente quando defendem interesses particulares, dos patrões, e não da coletividade.

  16. Merdal virou imortal.

    Desde então a ABL que já não vinha sendo grande coisa, foi para o brejo.

    Difícil será a gente se lembrar que lá dentro tem gente como Ariano Suassuna, porque não dá mais para não considerar uma m_rd_ a Academia Brasileira de Letras.

  17. Está mais do que demonstrada a sua importância Eduardo, a voz do megafone. Onde você arranja tempo para ler e desmontar o que estes sacripantas, remunerados regiamente, escrevem e falam respectivamente nos jornais e nas TVs? Não posso concordar totalmente com o presidente Lula quando diz que o povo não precisa dos formadores de opinião. O que acontece, porém, é que o povo sabe apanhar um mentiroso muito mais depressa que um coxo. Os autoproclamados formadores de opinião da grande mídia são tipos venais e o povo percebe que eles são mentirosos, de mão cheia. Venderam, dentre inúmeras veleidades, a mentira de que a eliminação da CPMF beneficiaria o povo com a queda dos preços e todos viram que era um engodo cavalar. Esta vergonhosa manipulação beneficiou os grandes sonegadores e retirou dinheiro da saúde dos nosso irmãos brasileiros. A cada mentira que produzem e veiculam mais são associados àqueles que lhes pagam para enganar milhões e, dia após dia, vão se desmoralizando. Além disto, há ainda jornalistas honestos, nem todos são traíras da pátria, muitos têm filhos e percebem onde esta manipulação desavergonhada vai terminar, certamente em um pais pior para a grande maioria do seu povo. Percebem, nas redações onde trabalham, o jogo sujo em que são obrigados a entrar e sabem dos bajuladores maus-caracteres, os quais recebem e muito dos patrões, a máfia das comunicações, para, ao final, comprometerem a todos, jogando-os no mesmo balaio de imundícies. Muitos não concordam com esta safadeza, mas se vêem, momentaneamente, obrigados a tolerar esta degradação da ética de um setor dos mais importantes para a democracia como o é o da informação, desde que isenta e verdadeira. Daí a importância do formador de opinião. Porém é bom que se repita, mais depressa do que a um coxo se pega um mentiroso. Este senhor da Globo juntou-se aos mais que acabaram por desmoralizar a ABL. Escritores da lavra de José de Alencar, Humberto de Campos, Machado de Assis e tantos outros que dignifcam a literatura nacional não poderiam jamais terem as suas memórias insultadas com a impostura destas pústulas “globais”.

  18. SOU ADVOGADO MILITANTE E SE EU FIZER QUALQUER COISA QUE SEJA ANTI ÉTICA RESPONDO A PROCESSO NA OAB.
    PORQUE OS JORNALISTAS PODEM FAZER O QUE QUIZEREM?
    QUALQUER PROFISSÃO REGULAMENTADA TEM SEU CONSELHO QUE PUNE OS MAUS PROFISSIONAIS.
    POR QUE OS JORNALISTAS ESTÃO ACIMA DISTO? POR QUE ELES TEM ESTE BENEFÍCIO EM DETRIMENTO DE TODAS AS OUTRAS PROFISSÕES?

  19. Realmente, o Merval é imortal! Todo dia que ele aparece na TV minha mãe pergunta: mas esse desgraçado ainda não morreu?

  20. A respeito, acabo de ler este artigo do Zé Dirceu no bkog dele:

    “O jornalista e membro da Academia Brasileira de Letras, Merval Pereira, resolveu colocar a carapuça. Como o seu forte não é a política, para não dizer outra coisa, assumiu abertamente neste final de semana, em seu artigo “Obsessão”, que a mídia – depois de ofender Lula com uma série de adjetivos e tentar me desqualificar, e depois que os jornais perderam a centralidade na formação da opinião pública – continua sendo um “contra poder”, citando um conhecido jornalista espanhol, José Luis Cebrian, diretor do El País.

    A questão é exatamente essa: a fusão do controle da opinião pública com o poder, a busca desenfreada da mídia em agir sobre os governos, substituindo o Parlamento e os partidos. Os jornais têm procurado desmoralizá-los de todas as formas. Assim, quando Merval fala em “contra poder”, ele sabe do que está falando. E quando coloca a carapuça no caso Murdoch, sabe mais.

    No Brasil, a mídia – em particular, as Organizações Globo – atua a pretexto de combater a corrupção no estilo do velho udenismo, para mudar as políticas dos governos eleitos de forma legítima e democrática. No entanto, quando não alcançam seus objetivos, tentam derrubar os governos e o fazem abertamente.

    Ação política

    Não se trata somente de métodos ilegais na busca de informações, como estamos assistindo na Grã Bretanha e, tudo indica, em todo império de Murdoch. Mas nos referimos à ação política – pública e secreta – dos donos de jornais e de seus principais articulistas, que operam e articulam ações políticas de oposição contra governos, pressionam os poderes da República, particularmente os do judiciário.

    Isso, sem falar em seus métodos ilegais, como a violação do sigilo e segredo de justiça; o acesso a informações de investigações e a inquéritos, por meio de policiais a serviço desses jornais; a busca de informações junto a servidores públicos e funcionários de empresas privadas, por lei proibidos de prestar essas informações, resguardadas pelo sigilo bancário, fiscal e, o mais violado, telefônico.

    Mas a violência maior que a mídia pratica é a política, como agora fica evidente no papel da cadeia FOX de Murdoch, a favor do partido Republicano dos Estados Unidos, e cuja ação e operação nos Estados Unidos também começam a ser investigada pelas autoridades federais norte-americanas.

    O outro lado da moeda

    A atuação e a ação dos jornais, rádios e TVs, além da manipulação da informação – abertamente a favor de determinados partidos e lideranças -, resumem o outro lado das atividades ilegais do grupo Murdoch, que Merval procura esconder atrás da acusação de que queremos controlar a mídia ao propor sua regulação.

    Essa mesma regulação temida por Merval existe na Grã Bretanha e nos Estados Unidos – daí a facilidade com que as autoridades locais passaram a investigar o grupo Murdoch, sem que fossem acusadas de querer controlar a imprensa ou de violar a liberdade de expressão. Pelo contrário, a intervenção da polícia e da Justiça foi exigida em nome da manutenção da credibilidade da regulação e das fiscalização dos códigos de conduta e de ética do jornalismo na Grã Bretanha”.

  21. Coloco aqui por ser pertinente. Quando houver outro post relacionado volto a comentar.

    Sobre Internet recebo o boletim Intervozes nº 19 onde se lê que o PNBL não atinge minimamente aos anseios de democratização das comunicações. Sim não foi permitido que se usasse recursos públicos, porem vamos continuar em atraso com as demais democracrias capitalistas do planeta.

    Não consigo avaliar qual o equilíbrio entre o “Pais rico é um pais sem pobreza” e as necessidades mínimas de se reconhecer cidadão consciente, participante e compromentido que seria fundamental para se contrapor ao domínio nefasto da midia hegemônica, principalmente a concedida.

    Equilíbrio entre as necessidades mínimas de sobrevivência de 16 milhões de brasileiros abaixo ainda da linha de pobreza.

    Lula menos ostensivamente foi “comendo pela beirada” e resgatou pelo Bolsa Família, PROUNI, Escolas Técnicas com a “permissão das elites” retrógadas. Agora com Dilma não sei qual será a mudança favorável na correlação de forças. Se menos fome em primeiro lugar, antes da livre expressão será favorável a uma America latina, ser berço de uma nova civilização.
    Eu não passo necessidades básicas. O PNBL esperado veio limitado.
    O que voces analizam?

  22. Esse canalha a serviço da “famiglia” Marinho, Merval Pereira, relincha o cabedal de mentiras e desinformação com o qual seus amos tentam impedir a democratização das comunicações no Brasil que, por sinal, teve sua contrução bastante prejudicada pela covardia dos Governo Dilma e Lula(este último só enviou um projeto para a regulamentação midiática ao Congresso quando já se encontrava em seu “apagar das luzes”). Papagaiando os patrões, e o resto dos “jornalistas” amestrados, Pereira repete a já manjada “técnica” dos donos da mídia para tentar desqualificar a luta pela democratização das comunicações : inverter os conceitos. Ou seja, tentam transformar em tentativa de “censura” a batalha daqueles que tentam por fim à censura que existe atualmente nas comunicações no Brasil, controladas por uma oligarquia de 13 famílais(detentoras da propriedade de quase todos os meios de comunicação do país. Evidentemente pertencentes a uma mesma classe e com interesses idênticos). Graças a todos esses fatores, não é preciso ser um gênio para perceber-se que os meios de comunicação expõem apenas uma única opinião; mais do que isso, uma mesma “interpretação” dos fatos e até uma só versão para o relato desses fatos concretos(que muitas vezes são deformados, ou seja, relatados de forma diferente da real), todas essas práticas destinadas a que a Sociedade concorde em uníssono com uma mesma opinião; a única que lhe é apresentada; sem que seja possível que outros setores da Sociedade Civil exponham suas posições, suas versões e projetos, o que garantiria à população o direito de formar a opinião livremente, ouvindo diferentes opiniões, tendo acesso à diversidade de pensamento e tirando suas próprias conclusões. É POR ISSO QUE OS DEFENSORES DA DEMOCRATIZAÇÃO DAS COMUNICAÇÕES LUTAM, PORTANTO LUTAM PELA LIBERDADE E PELO FIM DA CENSURA PRIVADA À OPINIÃO PÚBLICA, HOJE CONTROLADA PELOS PATRÕES DE MERVAL, QUE PAGAM PISTOLEIROS CALUNIADORES COMO O “IMORTAL” DE ARAQUE PARA DEFENDER O CABEDAL DE MENTIRAS QUE IMPÕEM À SOCIEDADE GRAÇAS À CENSURA DOS QUE PODERIAM FACILMENTE DESMASCARÁ-LOS. E essa democratização só pode ser obtida através da regulação, que nada mais é do que a garantia legal de que toda a Sociedade controlará as comunicações para, através desse equilíbrio de forças(já que os Conselhos regulatórios são formados por representantes de toda a Sociedade Civil, incluindo-se os empresários das comunicações)seja garantido a todos o direito de expressar-se, ou seja, os Conselhos nada mais são do que a transposição para a esfera das comunicações do princípio republicano do equilíbrio de poderes, pelo qual a garantia da igualdade entre as diferentes forças é essencial para a liberdade dessas forças, já que se uma tiver mais poderes que as demais, imporá a sua tirania sobre as outras, como ocorre hoje com a concentração das comunicações nas mãos de uma oligarquia que usa a sua superioridade de poder para impor a tirania sobre o restante da Sociedade, calando-a. A maior prova de que é a Democracia o único resultado do controle social das comunicações(destinado a permitir que todos fiscalizem para que o direito de todos falarem seja garantido)é que TODAS as DEMOCRACIAS DESENVOLVIDAS do mundo têm órgãos destinados ao controle social das comunicações; como Inglaterra, França, Canadá, Espanha e EUA. Nesse útltimo, a preocupação com a garantia da diversidade opinativa é tanta que, devido ao afrouxamento de algumas regras destinadas a garantir a pluralidade nas comunicações; a Sociedade civil; ou seja, o povo; reagiu com rigor à ameaça que tais mudanças poderiam representar para a liberdade de expressão, levando a que as antigas normas fôssem restabelecidas(tanto pelo órgão de controle das comunicações, o FCC; como pelo Judiciário), sem que com isso nossos conservadores passassem a chamar os ianques de ditadores. Infelizmente, é exatamente a perpetuação dessa censura que impede que informações como essa cheguem à maioria da população, vitimada pela imposição das asneiras de um imbecil como Merval Pereira, sustentadas pela censura aos que facilmente os desmascarariam. Temos que reagir a essa ditadura velada, uma vez que o Governo Dilma a ela já capitulou.

  23. OI MESTRE MERVAL PEREIRA !

    VOCÊ MESTRE MERVAL PEREIRA E O MESTRE ANDRÉ TRIGUEIRO
    DERAM UM SHOW NO COMENTARIO J10
    E PARABÉNS POR DESBANCAR A PESSOA QUE QUERIA INTERFERIR
    NO ASSUNTO
    OBRIGADO

  24. “Essa mesma regulação temida por Merval existe na Grã Bretanha e nos Estados Unidos – daí a facilidade com que as autoridades locais passaram a investigar o grupo Murdoch, sem que fossem acusadas de querer controlar a imprensa ou de violar a liberdade de expressão. Pelo contrário, a intervenção da polícia e da Justiça foi exigida em nome da manutenção da credibilidade da regulação e das fiscalização dos códigos de conduta e de ética do jornalismo na Grã Bretanha.”Blog do Zé – Zé Dirceu

  25. fico imaginando a grana que a venus platinada ofereceu à ABL para promover esta besta a imortal…

  26. Edu, aproveitei sua dica – que eu não conhecia, e fui lá no Google conferir: 18400 citações. Tá bombando mesmo. O Merval deve estar com as orelhas ardendo.

  27. Marinho, Sarney, Merval… O “L” da ABL poderia estar transmutando-se de “Letras” para “Larápios”?

  28. José Dirceu hahahahahahaahah!!!!

  29. Olá, Eduardo,
    Deparei-me com seu “blog” por um acaso. Não disponho de tempo suficiente para desfrutar dessas obrigatórias incursões. Mas gostei!!! E gostei muito!!! Lágrimas desceram-me no rosto, por ler comentários que me encheram de esperança. Esperança porque vi que há muitas pessoas interessadas em combater a degradação moral da nossa sociedade, degradação imposta por “certos” meios de comunicação. Estes fazem subalternos aos próprios interesses – inconfessáveis, mas indisfarçáveis na ostensividade – o compromisso com a altivez dos nossos literatos do passado. Os comentários só me frustraram num ponto: queria eu ter a capacidade de, escrevendo, abordar com tanta propriedade, com tal apreciável objetividade, o que representou o recém-ingresso na ABL de um “globalizado”. Nesse marchar, “fardados”, os de um determinado tempo antes e os de agora, parece-me virem dilapidando, progressivamente, o que, na origem, significou a criação da Academia. Estão continuadamente num processo de auto-sepultamento da própria grandeza histórica. Aquela grandeza que constituiu a base de um refinado preparo intelectual, onde nomes consagrados na literatura brasileira projetaram-se, respeitosa e merecidamente, no âmbito internacional. Nossa missão será a de continuarmos falando, escrevendo, sempre que possível, condenando verdadeiras e propositais maldosas grosserias, inclusuve e correlatamente, aqueles seguidos comentários políticos superficializados, no rádio e na televisão, distorcidos quanto à realidade dos atuais bons resultados sócio-econômicos do Brasil, conforme fica comprovado pela sua significativa e atual inclusão social. Os comentaristas, de conhecidos setores midiáticos, aceitam serem bem pagos para impedir que cheguem ao conhecimento geral a boa informação, o que é construtivo para todos nós, brasileiros responsáveis. E nesse hediondo mister, de certa forma, são secundados pelos apresentadores de programas, com o revoltante apoio de alguns de seus escolhidos convidados, principalmente pela televisão, em programas específicos, cinicamente preparados e apresentados. Nesse contexto, temos, também, o rádio, e a televisão em especial, com apresentadores que desrespeitam as crianças na sua inocência e, usando linguagem chula, produzem legiões de assistentes alienados.

  30. Vamos ser sinceros, jornalistas como Merval, Reinaldo Azevedo, Augusto Nunes, Diogo Mainardi, Lucia Hypolito, são muito mau agradecidos!
    Foi devido ao Lula ” O melhor presidente da história do Brasil” que eles se tornaram conhecidos.
    Quem conhecia essas pessoas antes de Lula ser presidente da República ?

  31. “A decadência da Cultura”

    Um colunista é apenas um comentarista dentro de seu ponto de vista pessoal e atécnico.

    Achismo nunca fez de ninguém graduado em Ciência Política, Economia, ou Direito, nem tampouco, Delegado de Polícia ou Juiz de Direito.

    Hoje, para ser chamado de jornalista, não é mais necessário, sequer, ser graduado em (pasmem!) Jornalismo, graduação esta, tão brilhante e necessária quanto às anteriormente citadas.

    Se o Tiririca não pode (ser daquela Câmara), Merval Pereira também não pode ser da ABL.

  32. “liberdade de expressão letal”
    Em um outro comentário que fiz sobre a comissão da verdade tinha algo a ver com este seu artigo, melhor dizendo, com o do Merval, hum.., e com outros também.
    Quem mais matou e torturou em guerras mundo adentro, foi a mídia direcionada à interesses de estrangeiros ou pessoais e até erros pessoais.
    Quem mais destruiu sem razão reputações e dignidades no planeta, foi a mídia também por interesses de estrangeiros ou pessoais e até erros pessoais.
    Uma pergunta eu faço à todos que escrevem, até à mim mesmo como um humilde comentarista de Blog.
    Qual de nós, que escrevemos, trouxemos algo de concreto para o bem estar da humanidade? Qual de nós que de Lula falamos, bem ou mal, fomos capazes e ou tivemos coragem de enfrentar tudo e todos em benefício do próximo.
    Que jornalista no mundo pode dizer que qualquer atitude política do Lula foi para seu benefício próprio?
    Que homem teria coragem de enfrentar tudo e todos, só para o bem dos outros. Inclusive dos que lhe atacam. Por um teclado de terminal, o mal, julgando-no, o Lula, como se fosse um ser do seu time, igual, ele que é do mal, para denegrir sua imagem.
    Digam a verdade que quiserem para diminuir sua imagem, desde que seja verdade. Como ele falar errado porque tem um vocabulário parco, falta de postura diplomática porque vem do povo, é um operário, semi-analfabeto porque ao invés de poder sentar-se em um banco de escola foi obrigado a trabalhar para se sustentar e outras limitações humanas, afinal ele é homem, erra.
    Agora as palavras lhes dirigidas divulgadas em massa, via rádio, televisão, revistas, jornais e Internet são de guerra, sempre, mas que seriam comparadas a versos e prosas perto do que esses mesmos inimigos do Brasil fazem à outros povos menos favorecidos. Usando armamento bélico para dizimá-los e quando não podem, criam gigantescos campos de concentração (de nações inteiras). Criando-lhes um isolamento para com o resto do mundo e impedindo que lhes cheguem o básico, por isso sobrevivem com comida de baixa qualidade, falta de estrutura médico hospitalar e escolar (conhecimento, saber), além da total falta de perpectivas de um futuro melhor.
    São por estes gigantescos campos de concentração que tentam destruir o Lula com todo tipo de argumento, para conquistarem e escravizarem o Brasil e depois outros povos.
    Incluo outros políticos nesta lista de bons políticos brasileiros também, alguns que já passaram para o lado de lá, outros aqui, sendo um deles, ainda como se fosse um peixe fora d´água porque não encontrou sua turma até hoje, anda mal acompanhado principalmente com alguns psdbistas paulistas, mas é unânime que é guerreiro à favor do povo quanto ao Lula, faltando-lhe sagacidade e malícia, o Aécio Neves.
    Sobre esses homens paira a guarnição do Grande Arquiteto Universal e a outra força com eles, dança só e chidoteia ao vento.
    José da Mota.

  33. Um dos males desse pais, jornalistas tendenciosos e políticos também. Dá nisso. Ai se fica discutindo quem é pior: o diabo ou o demônio. Ninguém ama esse povo. É um povo órfão. Quando aparece um, que todos nós gostávamos tanto, ele logo vira de lado e corre pros braços do mesmo patrão do Merval. E ai ficamos nós aqui, discutindo com o desfiladeiro das nossas vidas que passam e cada dia definham mais.

  34. Será que alguém aqui esqueceu o chá das cinco, que o Sr. Roberto Marinho deu para sua esposa, Dna.Lilly, em 2010, em que a Sra.Presidenta Dilma, foi, em casa dos Marinhos,para ser apresentada as amigas da Dna.Lilly? Alguns vão dizer , isso é política. Outros vão dizer, pra que ir ao chá das cinco da alta burguesia brasileira? Afinal quem representa mais a elite desse Pais, do que os Marinhos? Existe Família mais conhecida que os Marinhos? E que condições se coloca uma pretensa crítica,ao modelo mais conservador, se a nossa própria Presidenta foi a Casa dos Marinhos, no Bairro do Cosme Velho no RJ, pedir a benção,em 2010? Tudo Política meus amigos.Povo não se liberta com pensamentos tendenciosos. O pior de tudo no Povo Brasileiro é essa alma escrava que possuimos. Quando vamos deixar de sermos galinha e virarmos águias?

  35. Vejam nesse vídeo como o chamado PIG-Partido da Imprensa Golpista, organização denunciada por jornalistas brasileiros do mais alto nível profissional e moral, aproveita-se das oportunidades para esclarecer os teleespectadores sobre temas importantes, emite declarações fora do propósito e caluniosas, através de subordinados inescrupulosos tais como o personagem focalizado. Essas ações ilegais tem causado a onda de cegueira política de muitos eleitores nessa ultima eleição, levando-os a acreditar em um candidato que nada tinha a oferecer de enaltecedor em sua historia, portanto, logo passível de descarte, à medida da da diluição de seus disfarces com passagem do tempo.
    http://g1.globo.com/videos/espirito-santo/bom-dia-es/t/edicoes/v/no-es-merval-pereira-fala-sobre-perspectivas-politicas-e-economicas-do-pais-para-2015/3785246/

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