O gigantesco e suspeito aparato publicitário contra Belo Monte

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A Amazonia Legal envolve nove estados brasileiros que têm problemas econômicos e sociais idênticos.  Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão somam 5.217.423 km², ou 61% do território brasileiro. Conhecer a região em que será (?) construída a usina hidrelétrica de Belo Monte é vital para deslindar a gigantesca e multimilionária campanha internacional para que a obra não seja construída.

A população da Amazônia Legal corresponde a pouco mais de 10% dos cerca de 190 milhões de habitantes do Brasil, reunindo cerca de 20 milhões de pessoas, o que dá menos do que a população da grande São Paulo. Nos nove estados da Amazônia legal residem 55,9% da população indígena brasileira, ou seja, cerca de 250 mil pessoas, segundo o Sistema de Informação da Atenção à Saúde Indígena (SIASI), da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA).

Entre os problemas sociais do Pará, sobressaem dois: o primeiro é a propriedade de terras, pois o estado é dominado pelo latifúndio, sendo que 1% das propriedades rurais ocupa mais da metade da extensão territorial do Estado, e o segundo é o alto registro de trabalho escravo.

Na saúde, a malária ainda preocupa por sua alta incidência e a taxa de mortalidade infantil é de 23 para cada mil nascidos vivos – bem acima da taxa nacional, de 19,4. Na Educação, analfabetismo, por exemplo, bate nos 11%, contra média nacional de 9%, sendo que, nos estados do Sul, a taxa cai para pouco mais de 4%.

Melhor nem falar de Saneamento Básico, Transporte, Segurança Pública etc.

A Amazônia Legal, portanto, é a região mais atrasada do Brasil, com índices de qualidade de vida entre os piores.  Nesse contexto, o Pará é a região mais sem lei da Amazônia Legal por ser a mais pisoteada pelo latifúndio e pelo trabalho escravo. Por certo todos se lembram da missionária Dorothy Stang, assassinada no Pará a mando de latifundiários que combatem a todo custo a chegada do progresso à região.

Não foi por outra razão que, em abril do ano passado, o ex-presidente Lula defendeu enfaticamente, em audiência pública, a construção de Belo Monte. Segundo disse naquela oportunidade, “Ficamos praticamente 20 anos proibidos totalmente de fazer estudos para a viabilidade da construção da hidrelétrica de Belo Monte. Não era fazer a hidrelétrica, não. Era a proibição de estudo”, disse.

Segundo Lula, o projeto foi alterado para que o governo pudesse dar todas as garantias ambientais: “Obviamente que o projeto que foi feito foi modificado. O lago [da hidrelétrica] é um terço daquilo que estava previsto anteriormente exatamente para que a gente possa dar todas as garantias ambientais e dizer a qualquer habitante do planeta Terra que ninguém tem mais preocupação de cuidar da Amazônia e de nossos índios do que nós”, declarou.

Lula, naquela oportunidade, também criticou a atuação de ONGs internacionais e seus protestos contra a construção da usina: “Vi nos jornais hoje que tem muitas ONGs vindo de vários cantos do mundo e alugando barco pra ir pra Belém pra poder tentar evitar que façamos a hidrelétrica“, afirmou.

Só para registro, Lula deu tais declarações durante discurso de abertura do 21º Congresso do Aço, em São Paulo. Abaixo, o vídeo com tais declarações.

As ONGs, ambientalistas e integrantes do Ministério Público e do Judiciário também já foram alvo de duras críticas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso por imporem “obstáculos excessivos” à realização de obras necessárias ao país como a construção de Belo Monte. Palavras textuais do ex-presidente: “Que nos obriguem a cumprir à risca a legislação ambiental, mas não paralisem o país. O país tem fome de energia e fome de crescimento“.

Após os primeiros posts que publiquei sobre o assunto Belo Monte, decidi pesquisar mais. Entre outras coisas que me chamaram a atenção, dois ex-presidentes de distintas posições político-ideológicas e partidárias dizendo coisas tão semelhantes me fizeram ficar ainda mais desconfiado desse gigantesco e multimilionário aparato contra uma obra que certamente levaria civilização a uma parte do país que vive no século XIX, se tanto.

São peças publicitárias bem elaboradas, com deslocamentos de equipes de filmagens financiadas por milhares de ONGs estrangeiras, com o apoio de personalidades internacionais como Leonardo Di Caprio, Sigourney Weaver, James Cameron e Arnold Schwarzenegger, entre muitos outros, além, agora, de atores e atrizes da Globo que embarcaram na onda dos famosos internacionais e fizeram a versão tupiniquim do movimento “ambientalista”.

A campanha contra Belo Monte é cara e esmagadora. Vários comentaristas, aqui no blog e em redes sociais, disseram que meus posts recentes sobre o assunto tinham sido as primeiras posições diferentes que haviam visto até então. Contudo, estão enganados. Não faz muito tempo, o jornalista Paulo Henrique Amorim publicou em seu blog relatório que a Agencia Brasileira de Inteligência, a Abin, fez sobre esses movimentos  contra a construção da usina.

Quem quiser pode ler o relatório da Abin, publicado por PHA, clicando aqui. Contudo, se o leitor quiser poupar tempo, basta saber que além de elencar as ONGs estrangeiras que atuam na região o que o tal relatório revela – e que desperta desconfiança – é a informação de que governos estrangeiros estão financiando essas ONGs e as campanhas multimilionárias que vêm empreendendo contra uma obra que, a despeito dos danos ambientais, certamente levaria civilização a um Estado que mais lembra o Velho Oeste americano.

O relatório da Abin não levanta nenhuma ilegalidade, por enquanto, mas vídeo recente gravado em resposta ao do Movimento Gota D’Água, com os atores e atrizes da Globo, revela o tamanho dessa onda internacional contra Belo Monte ao citar o número espantoso de mais de 100 mil ONGs envolvidas na campanha, além das incessantes incursões de estrangeiros na região. Abaixo, o vídeo “Quem Manda no Brasil?”.

São mais do que conhecidas as ambições internacionais sobre a Amazônia e as personalidades e governos estrangeiros que relativizam a soberania brasileira sobre o território. Há até um site especializado que oferece informações sobre a cobiça estrangeira e que mostra que a preocupação ambiental de países que destruíram suas reservas naturais nem sempre é o objetivo de campanhas que, repito, podem manter 61% do território brasileiro no século XIX, se tanto.

Não se pode negar, claro, que existe muita gente de boa fé militando contra a construção de Belo Monte. Tampouco se nega que a construção dessa obra tem que ser feita sob intensa fiscalização para impedir abusos e violações ambientais e sociais. Contudo, de uma coisa o leitor pode ter certeza: a única forma de garantir a soberania brasileira sobre a Amazônia é levar o desenvolvimento sustentável à região.

O Brasil tem que tomar posse da Amazônia antes que algum aventureiro o faça “em nome da humanidade” enquanto gasta fortunas em peças publicitárias e expedições salvacionistas. Fortunas, aliás, que poderiam resolver os problemas sociais que castigam os exíguos contingentes populacionais daquela região sofrida e esquecida. O desenvolvimento, se vier, acabará com a farra de escravagistas, latinfundiários e seus pistoleiros no Pará.

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198 Comentário

  1. Belo Monte: Notícia ou Novela?

    Texto completo em: http://casatolerancia.blogspot.com/2011/11/belo-monte-noticia-ou-novela.html

    Alguns artistas da Rede Globo gravaram um vídeo sugerindo aos internautas assinarem uma petição eletrônica contra a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.
    Neste vídeo, produzido pelo “Movimento Gota d´Água”, os atores listaram uma série de problemas relativos ao empreendimento e seus impactos.
    Vamos tentar ignorar a questão cênica, deixar sutiãs à parte e focar nas questões concretas, buscando avaliar se procedem ou não.

    Continua… >> http://casatolerancia.blogspot.com/2011/11/belo-monte-noticia-ou-novela.html

    • “Alguns artistas da Rede Globo gravaram um vídeo sugerindo aos internautas assinarem uma petição eletrônica contra a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.”
      Pois é,esses paus mandados do câncer do Brasil com certeza se fingem de esquecidos e não lembram do mico que a tal “namoradinha do Brasil”(será quem foi o puxa saco imbecilizado que deu a ela esse título?)pagou quando disse que tinha medo do Lula.Ela e esses lambe botas deveriam ter medo é do que o seus patrões são capazes de fazer para prejudicar o Brasil e o povo brasileiro. E eles ainda tem o displante de veicular um institucional dizendo que eles tem tudo a ver com os brasileiros.
      Só com os trouxas,idiotas,alienados e os que como eles,querem ver o Brasil ser capacho de interesses internacionais.

  2. O jogo dos sete erros de Belo Monte:

    1 – os artistas entraram muito tarde quando o projeto já está em execução, depois de começar em 1975
    2 – os argumentos dos artistas foram superficiais e alguns falaciosos
    3 – não houve espaço para a argumentação contrária no video dos artistas
    4 – o video não tocou no ponto da economia de energia e incentiva comportamento consumista
    5 – a imprensa foi extramente omissa no processo de Belo Monte sem nenhum debate (e foi “furada” pelos artistas)
    6 – a área acadêmica de ciências humas não teve competência política para levar o debate à arena pública
    7 – o governo ainda não respondeu a todos os questionamento acadêmicos e indígenas

  3. Já li e ouvi muitas pessoas escreverem e dizerem que as ameaças que pairam sobre a amazônia brasileira, vindas sabemos de onde, as publicações que mostram a Amazônia separada do Brasil não passariam de paranóia patrioteira.
    Os mexicanos também pensavam assim. Quando acordaram, estavam sem a Califórnia, Arizona, Nevada, Novo México, Colorado e o Texas. Era só estorinha do bicho-papão. Ou do boitatá. Paranóia regada a tequila ao som de mariachis..

    • É bom não esquecer também do que aconteceu com o Panamá.Na America do Sul,a Colômbia é outra colônia dos americanos do norte.

  4. Vamos fazer o contraponto:

    Alguém pode preparar uma petição a favor do Domínio do Brasil pelo Brasil.

    Assim daremos cabo dos gatos pingados do outro lado.

    • APOIADÍSSIMO!

      • Tamos juntos!

        • Isso, vamos exterminar nossos índios nessa brincadeira

          http://www.brasildefato.com.br/node/6876

          • O que menos está preocupando esse pessoal contra Belo Monte são os índios.
            Por acaso você viu alguém desses que estão tuitando o vídeo dos globais protestar contra o massacre dos Gauranis no MS?
            E mais, você sabia que Belo Monte está vizinha das cidades de Altamira e Anapu, onde mataram aquela missionária americana Dorothy Stang?
            Que é uma das áreas mais cobiçadas pelos grileiros de terras no Amazonas?

            Melhor que as populações indígenas ou nãop sejam removidas com apoio dos contrutores da usina e fiscalização das entidades de direitos humanos do que serem expulsas ou mortas por quem quer aquelas terras para simples exploração.

  5. Há muito mais INTERESSES além dos ambientais em jogo.Como você falou em seu comentário, aquela região é a mais atrasada do País.Eu conheço-a pois já morei lá.É atrasada social e econômicamente,e onde também os poderes institucionais(presença do estado) é pequena.Nos dias atuais, com SENSORIAMENTO REMOTO, se pode saber até a composição do SOLO, seu teor de ferro,ou qualquer outro MINÉRIO.Muitas dessas ONGs representam interesses estrangeiros e/ou econômicos.Quanto mais deprimida estiver aquela região,mais facilmente será explorada por interesses não legitimamente nacionais.Será necessário INTEGRA-LA ao Brasil, de fato.Os ambientalistas não estão protestando contra a CHEVRON ? Por quê?

  6. Fácil!!! Por lá tem problema demais em todas as áreas que são obrigação do Governo resolver. Pra não precisar resolver, vamos ALAGAR. Resolvido.

    • Estratégia neoliberal para se livrar de “indesejáveis”: afogar (não foi isso que Mayara Petruso sugeriu que se fizesse com os nordestinos?). E onde não puder alagar, faz o quê? Taca fogo (não é isso que acontece com as favelas de São Paulo cotidianamente?)

  7. Peraí, gente! Esqueçam a UHE BElo Monte um bocadinho! De acordo com o vídeo, temos as seguintes indagações para serem respondidas:

    - 100.000 ONG’s estrangeiras na Amazônia? CEM MIL ONG’S NA AMAZÔNIA?
    - Índios ianomâmis sendo treinados nos EUA?
    - Proposta de Desmembramento do Território Ianomâmi do Brasil?
    - Urânio e minerais raros no subsolo da Amazônia Legal?
    - ONG’s internacionais atuando no Brasil com financiamento de governos estrangeiros?
    - Cineastra AMERICANO convocando Senadores AMERICANOS para um debate sobre Belo Monte?

    O pior é que essas notícias circulam na Web desde 2002! Tirando a questão da usina, os tópicos levantados acima deveria ser um escândalo nacional. São fatos gravíssimos! Agora entendi tudo. Ficou tudo muito claro na minha mente agora.

    • JORGE PREPARE-SE PARA O ACHINCALHE DOS QUE DESCREVEM COMO PARANÓICOS OS QUE ACREDITAM NA REALIDADE DE INTERFERENCIA E INVASAO QUE ESSAS ONGS DO INFERNO ESTÃO FAZENDO NO PAÍS, COMO DISSE UM COMENTARISTA ACIMA, QUANDO ACORDARMOS, INES ESTARÁ MORTA COMO ACONTECEU AO MÉXICO, TUDO PORQUE DAMOS TRELA E NOS ENVERGONHAMOS QUANDO APARECEM OS LESA PÁTRIA DESPREZANDO NOSSA DESCONFIANCA E ROTULANDO NOSSO MEDO DA “MISSÃO HUMANITÁRIA” DA OTAN QUE EM BREVE DESEMBARCA NO BRASIL,DE PARANÓIA.

    • Não se esqueça que o Brasil assinou a declaração da autodeterminação dos povos indígenas, reconhecendo portanto, o direito desses povos a autogovernar-se.

  8. Belo Monte tem que ser implantada. O resto, ou é borboletice, ou má fé.

  9. Engraçado. No artigo, há pérolas como: . “…me fizeram ficar ainda mais desconfiado desse gigantesco e multimilionário aparato contra uma obra que certamente levaria civilização a uma parte do país que vive no século XIX, se tanto.”
    Esse argumento de “levar civilização” é similar aos dos espanhóis e portugueses que vinham trazer a civilização e a fé.Essa civilização representada por Belo Monte é que está destruindo o mundo.

    • Sugiro que pare urgentemente de usar internet, essa tecnologia do desenvolvimento que está “destruindo o mundo”

      • Para alguém que crítica os oligopólios da informação, eu aconselho não utilizar reportagens tendenciosas destes orgãos.

        • Como é que uma pessoa pode criticar um texto, seja ele uma reportagem ou qualquer outro texto, sem o ler ou citar o mesmo na crítica?

          O Eduardo não USA as reportagens, ele TECE CRÍTICAS a essas reportagens.

          Você tomou uma rasteira e na hora de tentar revidar ainda fez uma afirmação sem sentido.

          Como se diz na minha terra, acho melhor você ir dormir mais cedo porque hoje não é o seu dia.

  10. Até agora não vi ninguem falar sobre o fato de que a não construção de Belo Monte vai implicar na construção de usinas termoelétricas que consomem óleo combustivel, gás ou combustivel nuclear, todas altamente poluidoras. Fontes alternativas deveriam estar sendo pesquisadas com maior afinco mas até o momento ainda não estão disponiveis. Portanto, para não poluir ainda mais, as hidrelétricas são de longe a melhor solução.

  11. Belo post. O que irrita nessa discussão, ou melhor, da não-discussão desse tema Belo Monte é a petulância da estrangeirada em meter o bedelho onde não é chamada. Nunca vi nesses meus cinquenta e seis anos nenhum país do mundo dar pelotas para nós, brasileiros, quando da implantação de seus projetos, sejam ecológicos ou anti-ecológicos.
    Está aí: a China meteu os peitos e fez a maior hidroelétrica do mundo, a de Três Gargantas, com um lago que destruiu um valioso patrimônio cultural. Onde estavam os ongueiros e ongueiras? Os “roliudianos”? São bestas de se meterem com o outrora “Império do Centro”?

    Não vamos nos iludir: subjacente a toda essa onda há, sim, o interesse econômico pela Amazônia e, por outro lado, quererem fazer dela uma espécie de compensação pelo que fizeram nas terras dele. Ora, vão pentear macaco!

    O problema de Belo Monte é nosso! Esses artistazinhos da Globo deviam era criar vergonha na cara e deixarem de ser instrumentalizados pelos que atentam contra o seu próprio o país. Tenho certeza que 99% deles não sabem a diferença entre um Igarapé e um riacho. Só conhecem índios pelos filmes de “caubóis” americanos.

    • Não se esqueçam que alem de tudo são pagos para falarem as m… que lhe mandam fazer. São “criados” da globo.

  12. E a Marina defende o quê? Os interesses americanos. Não se vê uma “alma indignada” denunciando o trabalho escravo, a compra sem controle de vastas extensões de terra, por estrangeiros e brasileiros sem escrúpluos, a miséria no norte do Brasil, os conflitos entre índios e posseiros… Pq o “gota d´água” não faz um vídeo denunciando a Chevron e pedindo medidas fortes contra essa empresa, inclusive, exigindo a sua retirada. Aí todo mundo se cala. Marina Silva nem boceja, Serra não aparece para criticar. A Globo esconde a notícia. O Reinaldinho Cabeção (como chama a Tia Carmela) nem destila seu venono na VEJA. O jogo está claro. Aos poucos vamos vendo de que lado estão. Só espero que o povo tome conhecimento do que está acontecendo e não se deixe impressionar por esses discursos de pseudos ecologistas que só defendem os interesses americanos no Brasil e no mundo.

  13. O autor misturou várias coisas diferentes, dizendo várias verdades, sem ir, no entanto, ao ponto: consequências da construção da usina, prejuízos ambientais e vantagens para o desenvolvimento. Quem disse que os latifundiários são contra a construção? Quem disse que a energia de Belo Monte vai levar desenvolvimento à população local? O que energia propicia é instalação de fábricas, daí ao desenvolvimento vai grande distância, ou o período de mais intensa industrialização do País, os anos do milagre, seriam também os melhores anos para os trabalhadores brasileiros. Será que foram? O fato de pessoas serem contra a construção de Belo Monte não as coloca como parte de um movimento internacional dirigido por governos de outros países, assim como defender a construção não significa que o sujeito está sendo financiado pelo governo federal. Pode ser bem intencionado também. Usar conceito de desenvolvimento como sinal de obras, fábricas etc. não parece mais adequeado numa época em que o maior problema do mundo (não se pode mais falar em nações isoladas) é a devastação do meio ambiente. Os indígenas brasileiros não contatados que vivem na floresta não vivem “no século XIX”, vivem em época muito mais remota, o que não significa que trazê-lo para o século XXI será dar-lhe desenvolvimento. Da mesma forma, o século XIX já significou progresso e desenvolvimento. Era quando crianças trabalhavam 14 horas por dia e adultos eram praticamente escravos das indústrias, como acontece agora no Pará (mas também em São Paulo, é bom lembrar). Pensar que a construção de Belo Monte é a solução de todos os problemas do Pará, que com ela a civilização vai se instalar, o trabalho escravo vai acabar, os latifundiários perderão o poder e deixarão de assassinar trabalhadores me parece tão radical quanto julgar que os ambientalistas brasileiros (e eu conheço gente que viveu na região, conheceu de perto o que está sendo feito e não considera o governo federal tão bonzinho quanto diz o grande presidente Lula no vídeo — gente inclusive que votou no Lula e na Dilma, gente que está do mesmo lado, mas leva em conta outros valores de vida que não apenas o desenvolvimento industrial predador, este sim do século XIX). Quando o regime militar destruiu Sete Quedas para construir Itaipu, o poeta Carlos Drummond de Andrade protestou num belíssimo poema. Se protestasse contra Belo Monte hoje seria chamado de poeta financiado por governos estrangeiros? Há cientista dizendo que as mudanças climáticas em curso na Amazônia, com as maiores secas do século nos últimos anos, podem tornar Belo Monte uma usina inoperante. Será que está a serviço de governos estrangeiros? Tenho lido notícias de protestos pelo descumprimento de promessas pelas empreiteiras da obra. Se agora os acordos com as comunidades já não são cumpridos, o que dizer do futuro? Isso de ONGs gastando muito dinheiro não significa necessariamente que são corruptas, porque qualquer campanha exige dinheiro. Ambientalistas que têm dinheiro não podem colaborar? E a campanha que defende a obra, também não gasta muito dinheiro? Enfim, o assunto é mais complexo. Toda argumentação deve ser considerada, sem maniqueísmo.

  14. Onde tem essas ONG’s da Amazônia tem a Ford Foundation. Nesse caso, a principal opositora é a International Rivers Network. Joguem este nome e “ford” no google e vejam que patrocina.

    PS.: Não tenho opinião formada sobre a Usina, mas sempre desconfio de ONG’s metidas a salvar o mundo.

  15. Eduardo, o fato dos dois ex-presidentes apoiarem esse projeto idealizado pela ditadura militar só mostra como PT e PSDB possuem convergências, isso não é surpreendente, é a demonstração cabal de que e PT guia suas políticas pelas diretrizes do latifúndio, ou você acha que o PSDB e Kátia Abreu (defensora dos neo-escravocratas) apoiam Belo Monte por causa do progresso daquela população. Um toque, “civilização” e “conspiração de ongs” são jargões dos ruralistas, que,por sinal, são entusiastas de BM. O pior de tudo é que você está usando informações da mesma ABIN que espiona os moviementos sociais e que não tem credibilidade( http://www.xinguvivo.org.br/2011/07/07/conversa-fiada-o-brilhantismo-da-abin-e-a-credulidade-de-paulo-henrique-amorim/ ) e um vídeo de reportagem da família Saad, que usa a concessão pública de TV para fazer a defesa mais verrina do latifúndio, não há isenção para nada que venha da band em matéria de meio ambiente e questões de terra.

    Melhor fica ligado, a Espanha pode ser logo aqui, quando as convergências forem tantas que não haverá distinção possível de se enxergar.

    Pra não faltar, as verdadeiras palavras de ordem que todos de esquerda deveriam proferir: FORA BELO MONTE E FORA NOVO CÓDIGO FLORESTAL!!!!

  16. Será coincidência todo esse aparato e este debate raso no mesmo momento que Marina Silva articula seu movimento Pré-Partidário?

  17. Acho que o PIG, em particular a GLOBO, desistiram do PSDB, do Serra, do FHC, do Aécio e estão apostando na Marina Silva para derrotar Dilma em 2014!!

  18. Pior que tudo isso foi o comentário que ouvi sobre essa BANDALHEIRA: “Antes entregar tudo pro EIKE BATISTA, que é brasileiro, do que deixar pras ONGs e multinacionais…” Esta é a última máxima que o indústria da boataria e formação de opinião em massa está distribuindo pelo território nacional.

    O que precisamos é incetivar as pessoas a se APROFUNDAREM MAIS nos assuntos ANTES DE FORMAR UMA OPINIÃO, e depois analisarem MAIS IANDA ANTES de sair por aí proclamando o “EU ACHO”, que é o carro chefe do FEBEAPÁ de sempre. LER! Usar o tempo de navegação na web pra PESQUISAR sobre os assuntos, pelamordedeus! Todos querem ser doutores, mostrar que de tudo entendem seguindo o modelo dos formadores de opinião mais conhecidos aqui: JÔ SOARES, ARNALDO JABOR e até o NEWMANE PINTO! Valha-me Deus!

  19. Edu,

    Eu sou contra qualquer uso de fontes de energia não-renováveis que causam poluição do ar, da terra e das águas: não adianta fornecer energia para que as pessoas vivam mais e produzam mais, porém sem que essa vida seja mais saudável.

    Todos os argumentos que muitos dão para defender usinas nucleares, termoelétricas, hidrelétricas e a exploração de combustível fóssil são baseadas única e exclusivamente em um modo de produção taylorista-fordista (industrial, linha de produção, etapas sequenciais) e em um modelo econômico neoliberal, que iniciou-se em uma época na qual a humanidade ainda estava muito longe de ter 5% do conhecimento ecológico, econômico, histórico, antropológico, médico e comunicacional que possui hoje em dia.

    Toda a justificativa que funciona como empecilho para a adoção de fontes de energia 100% limpas, renováveis e que não promovem desapropriações em massa, indenizações, processos judiciais infindáveis, a extinção da biodiversidade e a obrigatoriedade de fazer com que populações que não vivem no meio urbano sejam forçadas a viver de uma forma completamente diferente como que dissesse a elas “vocês são e estão atrasados e desenvolvimento é isto o que estamos lhes apresentando agora” é baseada em um único dentre tantos modelos econômicos e de gestão possíveis.

    A principal desculpa, a de que a energia das ondas do mar, o combustível das algas marinhas, a energia eólica e a energia solar são caras, está mais de acordo com os intere$$e$ de se manter a matriz energética atual assim como está porque evita o conflito com atores muito graúdos e centenários que comandam a política e a economia do planeta: os mesmos, se quisessem, já poderiam ter evoluído. Porém, não o fazem para poderem investir o mínimo e lucrar o máximo possível.

    Entendo que toda ruptura cause guerras diretas e indiretas – com ou sem derramamento de sangue. A índole de Lula e a governbilidade de Dilma dependem muito do diálogo constante, de ceder (muito além da conta, diga-se de passagem) e de compartilhar perdas e ganhos com esses mesmos poderosos que financiam pesadamente as campanhas de todos os partidos, sem exceção. O ideal é que não se parta para esse ponto.

    Por outro lado, a aceitação pura e simples de que a turbina eólica é cara; de que a placa fotovoltaica é cara e pesada; e de que nunca fizemos nada em relação à energia das ondas nem ao combustível das algas, etc. é uma desculpa – a meu ver – furada, pois bastaria ao Governo estudar e colocar em prática paulatinamente novas formas de incentivo e subsídio para essa nova matriz aproveitando o imenso potencial das universidades, das agências de fomento à pesquisa da iniciativa privada. Seriam parcerias juridicamente claras, sem o risco de privatizações, com uma oferta pública de ações de no máximo 50% -1 para parceiros locais e estrangeiros. Na China, toda empresa estrangeira é sócia do Estado. E esse é um modelo que ainda não testamos.

    Há tempos atrás, assisti no Discovery Channel a um programa que mostrou, na Costa Rica, o aquecimento da água (esterilização, cozimento de alimentos, banho, etc.) via painéis baratíssimos de papel-alumínio e placas baratas de alumínio facilmente montáveis por populações ribeirinhas. No Brasil, um professor da UFTPR utilizou um sistema de aquecimento que utiliza baratíssimas lonas de vinil foscas pintadas de preto e esticadas por sobre um sistema de tubos de PVC conectado a toda a rede hidráulica e alimentado via cisternas, que seria perfeito não apenas para residências como também para estufas.

    Na Alemanha, a despeito de tratar-se de um país muito rico que já utiliza-se de políticas ecológicas há muitos anos, o Governo compra a energia de quem instala placas fotovoltaicas em suas residências.

    Enquanto isso, a nossa construção civil não aposta em casas populares com alta insolação e alta taxa de circulação de vento, tornando a prática um produto caro e projetado por poucos arquitetos. Todo prédio recém construído já poderia ter sido projetado com espera por toda a sua superfície para placas fotovoltaicas e também para uma nova tecnologia

    • Temos um problema, então: não existe nenhum estudo sério sobre outra fonte viável e mais limpa de energia que não seja a hidrelétrica. Estou cansado de discursos sobre como é fácil resolver o problema energético do Brasil com fontes absolutamente limpas, mas que não apontam a alternativa. Quero um estudo sério, que seja considerado factível, que tenha custo suportável e que funcione rápido, porque em alguns anos vai faltar energia. Sugiro, Hélio, que além de me informar disso dê a sugestão ao governo, porque ou Lula e Dilma são malvados que querem judiar dos índios e destruir a natureza ou essa sugestão não existe. Aguardo.

      • Excelente comentário, Hélio. E há, sim, Eduardo, TROCENTOS estudos mostrando a viabilidade (inclusive ganhando valor em escala em médio prazo) das fontes alternativas ao modelo das usinas, que prevalece entre nós há mais de um século e já provou não ser sustentavel nem do ponto de vista ambiental, nem na dimensão social. O governo Lula/Dilma, gostemos ou não, ainda não se convenceu da viabilidade das fontes alternativas, mas vale lembrar que os caciques do PMDB são ligados (inclusive sócios em vários casos, como no Maranhão) aos grandes empreiteiros (os maiores beneficiados com o modelo das hidrelétricas) e isso não é qualquer coisa. Sugiro a leitura do excelente artigo “A miopia do debate energético”, de Heitor Scalambrini Costa, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE): http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=32769
        Abrs
        Rogério Tomaz Jr.

        • Lerei atentamente, Rogério. Pode ficar certo

        • Eu li,não consigo me lembrar agora onde,um artigo lascando o bambu na geração de energia eólica no nordeste do Brasil. Alguns dos argumentos dos como sempre,contra: interfere na migração das aves, “polui” o visual,é muito cedo para avaliar o “impacto’ ambiental.
          Ou seja,nunca estão satisfeitos.Estão sempre procurando atrapalhar,mas será que conseguem viver sem o conforto que a energia elétria proporciona?

        • Pra energia éolica gerar a mesma energia que Belo monte ela precisa de 43 MIL HECTARES DE TERRA LIMPA (DEVASTADA) .

  20. Que absurdo considerar a região norte como atrasada e longe de civilização. Apenas demonstra sua total demagogia e ignorância em querer falar de algo que não se conhece profundamente. Insensato comentário seu.

  21. Alo Edu: Tenho um livro chamado Máfia Verde. O ambientalismo a serviço do Governo Mundial.

    Como voce abriu a discussão sobre Belo Monte, procurei na internet a respeito desse livro. É um livro no mínimo controverso, mas muito interessante.

    Repasso um resumo encontrado na internet:
    MAIS SOBRE A COBIÇA DA AMAZÔNIA.

    O livro “Máfia Verde: o ambientalismo a serviço do Governo Mundial” foi publicado pela revista-editora, Executive Intelligence Review. Consta como seu editor, Lorenzo Carrasco, seu diretor no Brasil, mas a responsabilidade intelectual pela obra é atribuída ao empresário norte-americano Lyndon LaRouche, proprietário da Revista. Dono também de idéias controvertidas e contestadas por facções ambientalistas do mundo inteiro. O texto denuncia fortemente o que há um “viciado radicalismo ambientalista imposto ao Brasil, com conivência do Governo Federal”. Sustenta que no Brasil, a própria palavra “madeireiro” virou sinônimo de criminoso. Em decorrência disso e através de uma “intensa lavagem cerebral promovida por um catastrofismo ambientalista que faz acreditar que as atividades humanas, principalmente as industriais, estão levando o mundo a um beco sem saída ambiental”. Argumenta se tratar de uma guerra (entraves) contra o desenvolvimento (não só o econômico, mas principalmente o desenvolvimento social) e a soberania nacional. Chegando a ser uma calamidade social, pois, além das pessoas que estão sendo desempregadas apenas nas cadeias produtivas florestais, agregam-se os outros setores produtivos diretamente afetados pelo radicalismo ambientalista-indigenista e os milhões de empregos que se estão deixando de produzir nas incontáveis obras de infra-estrutura paralisadas por exigências ambientais disparatadas e um irracionalismo que não responde às necessidades nacionais e pelas pressões internacionais dos grupos que agendam a pauta das principais ONGs no país. Defende também que as políticas ambientalistas de Lula não passam de miragem para enganar incautos que ainda restam dentro do próprio setor florestal. Destacando-se políticas de perseguição contra o setor madeireiro, que só confirmaram o alinhamento incondicional ao ambientalismo internacional, passando por cima do próprio Congresso Nacional. O editor do livro, Lorenzo Carrasco, subordinado do senhor Lyndon LaRouche, sendo aqui seu chefe-de-escritório desde 1985, foi convocado para depor na CPI das ONG´s do Senado Federal. Mas, não foi só isso que as idéias contidas no seu livro suscitaram. Despertaram a ira do Fundo Mundial para a Natureza, o WWF, tida como a principal ONG ambientalista do mundo, que insurgiu-se contra tais argumentos e proveu ações judiciais para impedir que o livro fosse vendido, pois, atinge a sua imagem institucional. A ação foi impetrada pelo escritório de advocacia Barbosa, Müssnich e Aragão, do qual um dos sócios, Francisco Müssnich (envolvido no escândalo de espionagem do Banco Opportunity, de seu cunhado Daniel Dantas), ocupava um lugar na diretoria do WWF-Brasil, tida no texto como controladora de grupos oligárquicos que manipulam o poder econômico do “Governo Mundial”. No livro, os autores apontam que a Rede Globo de Televisão tem aderido às campanhas ambientalistas da WWF-Brasil, sendo que, até há pouco tempo, José Roberto Marinho, vice-presidente da Fundação Roberto Marinho, era o seu Presidente no Brasil. De qualquer modo, a controvérsia está sob judice. De um lado, dissimulados protetores dos madeireiros, do delito ambiental e da exaustão sem limites dos recursos nacionais. De outro, uma ONG multinacional que vive das benesses do capital mundial sob o pretexto de proteger o que não lhe pertence. No meio, a natureza nacional (e mundial), cada vez mais desprotegida.
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    Fonte: http://pt.shvoong.com/books/dictionary/1833244-m%C3%A1fia-verde-ambientalismo-servi%C3%A7o-governo/#ixzz1eMiAQ5zQ

  22. Ainda não tenho elementos suficientes para me posicionar sobre o provavel impacto ambiental de uma obra de tamanha envergadura.Mas uma coisa é certa:se a Globo,sendo quem é,se posiciona contra a construção da usina de Belo Monte,isso significa que devemos apoiar a construção da usina de Belo Monte,até mesmo para que não corramos o risco de vir a perder uma parte substancial de nosso territorio,pois ja estamos carecas de saber que a Globo,muito mais do que qualquer outro integrante da midia vagabunda e corrupta,é ponta de lança dos interesses ianques no Brasil.Quanto a Marina Silva,quem já traiu o PT é bem capaz de trair o Brasil,porque é uma pessoa sem escrupulos e oportunista.

  23. (desculpa, dei enter sem querer)… CONTINUA

    …Não é todo o lugar que precisa de indústria pesada para se desenvolver. Aliás, o que é desenvolvimento?! Sob quais condições?!

    O país perde uma chance enorme de ser pprotagonista de uma maneira diferenciada, não apenas seguindo a manada. O Brasil carece de inovação, pois a moeda de troca é o capital social compartilhado, no qual a colaboratividade e a participação crescente de todos atravessa a e é atravessada pela alimentação e transformação de sistemas de informação em conhecimento.

    A China cresce de maneira quase escravocrata e ditatorial, fornecendo bens de consumo ordinários de péssima categoria a preços canibalizados; a África do Sul cresce a partir do sanguinário contrabando de joias e de pedras preciosas; a Rússia criou um nicho de megacapitalistas acima da lei que agem como mafiosos. E o Brasil? Mesmo que por vias bem menos desonestas, pretende crescer apenas sustentando o consumismo e despejando baratas commodities pelo planeta?!

    É bom pensar na tese do decrescimento: as pessoas mais próximas da natureza, em convívio mais intenso com aqueles de quem se ama, evitando os supérfluos e preservando o meio ambiente. O problema é que quem se criou de uma maneira essencialmente urbana e considera o capitalismo como ele se apresenta atualmente dificilmente terá condições de pensar de uma maneira diferente.

    Até que ponto deve-se industrializar? Para produzir o que, para quem, como aonde?

    Li todos os teus posts sobre o assunto e tenho acompanhado essa discussão há muito tempo. Não me deixo levar pela onda do PiG, mas estou muito longe de estar covencido de que a manutenção da atual matriz energética é positiva para nós: quanto mais energia abundante estiver disponível, mais filhos as pessoas terão. Se já é extremamente complicado elaborar políticas públicas, proteger o nosso território e educar a nossa população com 200 milhões, imagina com 300 em menos de 100 anos!

    O Brasil também pode dar o exemplo para quando a nação estiver envelhecida adotando uma política bastante justa de migração controlada de pessoas da África e da América Latina – o que seria uma forma de ampliar substancialmente o nosso leque cultural.

    Por fim, o presidente da FAPESB, em visita a nós, na Unisinos, disse que a melhor maneira de fazer com que a população proteja o meio ambiente, proteja as fronteiras, reduza ao máximo o contrabando de substâncias químicas para laboratórios farmacêuticos estrangeiros, o tráfico de animais silvestres e de madeiras nobres e evite que se tome florestas para criar fazendas agropecuárias é a implantação de várias universidades em cidades de fronteira.

    O contexto atual é muito diferente daquele que originou Itaipu: esse modo de produção energética e a falta de preocupação socioambiental eram compatíveis com o nível de conhecimento que tínhamos no final da década de 1970 e início da década de 1980. Agora, muita coisa mudou.

    []‘s,
    Hélio

  24. O articulista tem razão em suas conclusões (nem vou discutir a curiosa fala, que me lembra outras épocas, sobre ambientalistas como inimigos). Minha questão é: desenvolvimento sustentável da Amazônia é sinônimo de construção de grandes barragens em áreas indígenas para fornecer energia elétrica para a indústria automotiva no Sudeste? Acho que não… É hora de começarmos a pensar seriamente em outras alternativas de desenvolvimento. Estas, que Dilma, Lula, FHC, Figueiredo, Médici e outros tantos vêm pregando precisam ser superadas.

  25. Moradores apóiam instalação de Belo Monte

    http://www.youtube.com/watch?v=nXktxXAdwCc&feature=share

  26. Para azar da Imprensa urubu:

    Postado por APOSENTADO INVOCADO 1 às 15:11 1 comentários Links para esta postagem
    O plano do FMI para Espanha e amigos vai transformá-los em uma grande América Latina do século XX. Serão décadas de atraso !

    Enquanto isso , no Brasil que a Miriam Leitão detesta:”Exportações crescem e superavit chega a US$ 1,3 bi em novembro”

    As exportações superaram as importações na terceira semana de novembro, fazendo a balança comercial brasileira registrar superavit de US$ 282 milhões no período do dia 14 até 20. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (21) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
    Com o avanço das exportações no período, o resultado do mês fica positivo em US$ 1,314 bilhão. No período, as exportações alcançaram US$ 13,569 bilhões, e as importações US$ 12,255 bilhões. Na primeira semana do mês, foi registrado deficit de US$ 543 milhões.
    No ano, o superavit comercial acumulado atingiu US$ 26,702 bilhões, resultante das exportações de US$ 225,708 bilhões e importações de US$ 199,006 bilhões.
    O superavit, na comparação com o acumulado do ano do mesmo período de 2010, cresceu 75,8%. Em 2010, no período foi registrado saldo de US$ 15,184 bilhões.

  27. Agora é a hora de fazermos Belo Monte e outras obras de infraestrutura nas fronteiras amazônicas.

    Essa crise econômica está deixando Tio Sam acuado, e nada é mais perigoso do que um animal acuado. Se tiver bombas atômicas, pior ainda.

    Realmente, nota-se que essas ONGs que militam contra Belo Monte são realmente endinheiradas. Mesmo sem o link do post, era óbvio que elas têm financiamento de governos.

    As riquezas da Amazônia são incomensuráveis, inclusive urânio.

    Acho que precisamos efetivamente integrar a região, e não é só pelo perigo de nos tomarem a Amazônia. É também uma questão de Europa e EUA não quererem que o Brasil se torne uma potência ainda maior. É só recuar um pouco no tempo, para a chamada Guerra do Paraguai. A Inglaterra manipulou conflitos regionais e induziu o Brasil a essa guerra, junto com Argentina e Uruguai. A motivação da Inglaterra era que o Paraguai tinha a vocação para se tornar uma potência regional e liderar toda a região. E a Inglaterra não queria isso, pois uma América do Sul forte seria também uma América do Sul que não se submeteria ao poder do Império anglo-saxônico.

    • E o Brasil nunca vai sentar no conselho de segurança da ONU porque não tem bomba atômica…

      EJimmy Carter confessou numa entrevista que pediu para a Alemanha não passar Knowhow para o Brasil, sobre enriquecimento de urânio…é só um pequeno exemplo

  28. Aos que criticam a construção de Belo Monte:
    - alguém aí já mostrou uma laternativa factível e não poluente à construção da citada usina?
    - alguém aí sabe qual o percentual de energia não poluente poder-se-ia adicionar ao nosso
    energético em 5 anos, mesmo se todas os emprendimentos fossem direcionados para essas
    fontes?
    - alguém aí assumirá como normalidade a ocorrência de novos apagões, como os acontecidos
    no início da década anterior, por absoluta falta de investimentos na geração de energia?
    - alguém aí tem idéia do percentual de crescimento da geração de energia necessário para a
    manutenção do crescimento médio de 3% anuais?
    - alguém ai sabe que em todas as cidades onde foram implantados projetos de grande porte,
    como a citada usina, melhoraram muito o seu IDH?
    -finalmente, alguém aí ( incluídas beldades da TV) já morou numa palafita, cresceu sem
    escolas, sem saber o que é uma escova de dentes, sem saber para que serve um vaso sanitário?
    Não há como fazer omeletes sem quebrar ovos. Os que se derem a o trabalho de ver o projeto
    proposto para a usina ( acessível no Google) verão que as mudanças do meio serão muito pequenas,
    levando-se em consideração a magnitude do projeto. A área alagada é, comparativmente a outros projetos, muito pequena. Precisa-se sim da cobrança da execução do projeto passo a passo. Acho que boa parte das pessoas ainda não relacionou o tamanho da área do projeto às dimensões da Amazônia. A idéia que lhes passa é a de que o Pará se transformará num imenso lago. Basta comparar o seu lago com o Tucuruí, por exemplo.
    Por fim, acho que o Governo do Brasil deve governar para o Brasil, visando a sua integração e preservação. Quem defende a não construção de Belo Monte ou deseja o imobilismo governamental
    e a manutenção da escuridão cultural e material dos que ali vivem ou tem intersses escusos, entreguistas. Ou ambas as coisas.

  29. Tinha que mandar todas essas Ongs para seus países de origem e esses canastrões que participaram dessa palhaçada também, lá eles teriam muito mais razões para protestos, e por coisas mil vezes mais escabrosas. Racismos, xenofobias, invasões de países para saquear, etc. Só não adiantaria protestar por questões ambientais porque la eles já destruíram tudo faz tempo.

  30. fora de pauta.

    Não sei se você já viu o post do seu “amigo” Juan Arias do El País…O triste é ver nos comentários o tanto de brasileiro que torce contra:

    http://blogs.elpais.com/vientos-de-brasil/2011/11/brasil-desafia-a-europa-proponiendo-crecimiento-y-gasto-social-contra-recortes.html

  31. hahahaha quase chorei de rir com essa aqui “O desenvolvimento, se vier, acabará com a farra de escravagistas, latinfundiários e seus pistoleiros no Pará.” Realmente é hilário, né, porque esses caras estão lá por causa desse tal “desenvolvimento”, e é uma baita desinformação (pra ser otimista) o queridão escrever isso ali. A construção da Belo Monte é de interesse elitista, não nacional. Nada pode justificar a destruição de 640km² de Floresta Amazônica. Se há falta de energia, que se recorra à energia alternativa, como a energia eólica, ou a energia a partir do bagaço da Cana-de-açúcar, que poderia produzir a energia de 3 usinas de belo monte. Além disso, é absurdo essa afirmação aí da legenda “(…) contra uma obra que levaria civilização a uma parte do país que vive no século XIX”, afirmando que os indígenas e ribeirinhos não são civilizados. É apenas uma outra forma de organização social (muito mais humana e muito menos predatória, que deveria, inclusive, servir de exemplo para essa “civilização” de barbárie que tem sido vivida e pregada, que prioriza interesses econômicos em detrimento dos interesses sociais) que deve ser respeitada e valorizada. Foi mal, Eduardo Guimarães, você é só mais um que não está do lado do povo ;) .

    • Para gerar a mesma energia que Belo Monte o parque éolico tem que ter 43 MIL HECTARES DE TERRA LIMPA (DEVASTADA).

  32. Edu, veja quem a globo escalou: Uma atriz que recebe uma pensão ilegal do governo paulista, um sobrinho de humorista reacionário, atores, humoristas, modelos e atrizes de segunda linha que aceitam quaisquer ordens para perderem o emprego, credibilidade já era. Por fim, despolitizados.

  33. Incrível, a Globo está à direita do FHC. É ainda mais entreguista que o artífice da privataria.

  34. Estou muito dividida sobre esse assunto… no geral, tendo a ser a favor, mas como responder ao argumento de que temos produção de energia suficiente para o nosso desenvolvimento, desde que não seja uma economia que se baseie em produção de bens primários como a produção do aço que precisa de muita energia e que esse tipo de produção é considerado um retrocesso econômico pela seu forte impacto ambiental?de que modo seria levado a “civilização” para essa região? Em Tucuruí não foi isso que aconteceu… em relação às duas experiências (Tucuruí e Itaipú) qual é a diferença de tratamento às populações atingidas? como controlar se os direitos dessas populações estarão sendo garantidos? outra questão é sobre o financiamento público da obra, vais ser mesmo 80% financiado pelo governo? quanto mais me informo, mais dúvidas aparecem… abração.
    patrícia.

  35. Ótimo texto Eduardo, concordei em tudo o que vc disse!

  36. Apesar de ter um pulha no poder (aliás, em ambos os lados), não foi com uma falácia, mais ou menos assim, que o Iraque foi invadido e os EUA encontraram e destruíram um mega arsenal imaginário de armas químicas, e nem notaram que lá haviam milhares de poços de petróleo?

    • não, não foi assim

      • Não sei se me fiz entender. Concordo com você. O que eu quis foi ser irônico com os interesses ocultos (EUA) que se travestem de “bom mocismos” para alcançar objetivos espúrios. Falácias que digo é essa campanha maciça que busca a histeria coletiva contra Belo Monte, não o seu post. Por outro lado, se não é isso, confesso que não entendi nada!

  37. Caro Eduardo,

    morei no Pará até o ano passado e o que vi por lá foi a pratica corrosiva do capitalismo primitivo (é, pior é que é do primitivo ainda) na maioria das negociações… E na condição de professora tive contato com muitas realidades diferentes (ainda que a maioria com pouca ou nenhuma renda — ainda tem gente que vive de favor). Incentivei meus alunos a se inscreverem para a ALPA porque seria uma promessa de emprego. Mas não… até pra funções pouco remuneradas a ALPA levou pra Marabá a maioria dos seus funcionários dizendo que os marabaenses não eram qualificados (se tivesse interesse na melhoria da cidade teria treinado esse pessoal)… e a Vale é igual. No início a maioria dos seus funcionários eram de outros estados. Depois a Vale fez uma “parceria” com a UFPA – campus Marabá para ter os cursos que eram de interesse da Vale, como engenharia de minas, por exemplo. A UFPA aceitou a parceria e findo uma levada de engenheiros prontos para o mercado a Vale rompeu a parceria e treinou de acordo com os interesses dela os neograduandos. Pagou a esses um salário bom mas muito inferior aos outros que eram de fora… e a Vale está cada vez mais rica. Já a população de Marabá e até muitos dos que vivem em Parauapebas, não tiveram nenhuma chance de melhorar de vida com a Vale… ao contrário. E essas construções dão prejuízos em tantos aspectos que não sei se é uma energia valida… Mas tem gente que pensa que não dá para usar outras energias, assim como tem gente que não come carne porque é matança mas usa petroleo… são as incoerências da vida capitalista que todos estamos vivendo, queira ou não.

  38. Caro Eduardo,

    morei no Pará até o ano passado e o que vi por lá foi a pratica corrosiva do capitalismo primitivo (é, pior é que é do primitivo ainda) na maioria das negociações… E na condição de professora tive contato com muitas realidades diferentes (ainda que a maioria com pouca ou nenhuma renda — ainda tem gente que vive de favor). Incentivei meus alunos a se inscreverem para a ALPA porque seria uma promessa de emprego. Mas não… até pra funções pouco remuneradas a ALPA levou pra Marabá a maioria dos seus funcionários dizendo que os marabaenses não eram qualificados (se tivesse interesse na melhoria da cidade teria treinado esse pessoal)… e a Vale é igual. No início a maioria dos seus funcionários eram de outros estados. Depois a Vale fez uma “parceria” com a UFPA – campus Marabá para ter os cursos que eram de interesse da Vale, como engenharia de minas, por exemplo. A UFPA aceitou a parceria e findo uma levada de engenheiros prontos para o mercado a Vale rompeu a parceria e treinou de acordo com os interesses dela os neograduandos. Pagou a esses um salário bom mas muito inferior aos outros que eram de fora… e a Vale está cada vez mais rica. Já a população de Marabá e até muitos dos que vivem em Parauapebas, não tiveram nenhuma chance de melhorar de vida com a Vale… ao contrário. E essas construções dão prejuízos em tantos aspectos que não sei se é uma energia valida… Mas tem gente que pensa que não dá para usar outras energias, assim como tem gente que não come carne porque é matança mas usa petroleo… são as incoerências da vida capitalista que todos estamos vivendo, queira ou não.

    http://coisasmiudasegraudas.blogspot.com/2011/11/teoria-e-historia-o-brasil-e-o-capital.html
    http://coisasmiudasegraudas.blogspot.com/2011/11/aula-de-matematica-e-mail-enviado-e.html
    http://coisasmiudasegraudas.blogspot.com/2011/11/zeitgeist.html

  39. todas as garantias ambientais pra quem cara pálida? “tomar posse da amazônia” é inundar ela? palhaçada, desenvolvimento continuará concentrado…
    discutir necessidade energética não é possível né… depois das 300 ou 400 hidrelétricas na amazônia quanto porcento da mata teremos? para quem é tanta energia assim? para indústrias? quem ganha com elas?
    qual a % de árvores, vida aquática, algas, etc. que podemos matar sem comprometer a vida na terra? tu acha que o Rio Madeira vai continuar com a maior diversidade de peixes do mundo? a prostituição e o caos nas áreas de construção? mitigar impactos? as favas meu amigo… grande palhaçada pra poucos lucrarem com a morte de muitos e da natureza…

    • 300 ou 400?!

    • “para indústrias? quem ganha com elas?”
      Vc é uma das pessoas beneficiadas ou vc está escrevendo e postando nesse blog graças ao o que?
      Ou não foi uma industria que proporcionou a casa ou o apartamento que vc mora? Não foi uma industria que possibilitou mobiliar sua casa,inclusive com eletrodomésticos?Ou não foi uma indústria que produziu todos os veiculos nos quais vc se locomove?Aqueles alimentos que vc consome só é possivel graças a agro indústria que inclui a produção de máquinas para plantio,colheita de grãos,do leite ,da pasteurização do mesmo.Não sei se vc tem costume de ir aos shopping centers,mas da próxima vez que olhar aquelas vitrines tentadoras,lembre do que há por tras delas. E a Belo Monte não acabará com a Amazônia e beneficiará todo o Brasil e não só aos locais,ou vc desconhece que o sistema brasileiro de energia é todo interligado?

  40. levar a civilização? Sério mesmo que eu acabei de ler esse argumento paupérrimo, que mais soa como discurso político português na Era das Grandes Navegações?

    Discussão muito pobre. Nada se fala sobre as reservas indígenas da região e o pouco aproveitamento do potencial energético total da usina que está sendo construida.

    Somos a 6a economia do Mundo e precisamos investir em setores estratégicos de infraestrutura – transportes, energia, comunicação -, caso contrário, sofreremos com os gargalos que enforcam o “progresso” econômico.

    Porém, não adianta sair por aí construindo obras faraônicas com finalidades questionáveis e em locais pouco aconselháveis. Se tratando de setor energético, as hidrelétricas são nossas melhores opções, mas devem ser instaladas em locais onde os os impactos ambientais e socais sejam pouco sentidos.

    Planejamento é necessário, principalmente no momento que o país começa a alçar vôos mais altos. Nesse sentido, Belo Monte é um exemplo de como não devemos agir. Pouca responsabilidade social dentro de uma obra cara e de baixo custo-benefício.

    Quanto ao protesto dos Globais, me parece válido. Por mais que o vídeo também demonstre uma leitura pobre da situação que envolve Belo Monte, é inegável que muita gente alheia a situação passou a ter conhecimento (por mínimo que seja) sobre o que está acontecendo no Xingu.

    • Desqualificar não é argumentar. Qualquer um que negue que um dos lados tem argumentos sólidos, chamando argumentos endossados por estudos do governo de “pobres” é que é empobrecer o debate. Por que você tem que desqualificar o argumento contrário em vez de apresentar o seu?

    • LINK PARA ´DEMASIAS CONTRA BELO MONTE´DO BLOG RADIO ESCUTA HIFI:

      http://idiarte.wordpress.com/

  41. http://www.youtube.com/watch?v=EUp-Mn4UkmQ&feature=youtu.be depois de assistirem o vídeo, os defensores dessa abominação devem se perguntar qual a autoridade moral dos idealizadores do projeto; do ministro Lobão, que diz que o problema índigena não existe; do governo, da oposição e das emissoras que bradam uma inexistente conspiração de ongs, que autoridade possuem para dizer que o projeto é condizente com os DIREITOS HUMANOS.

    • Opa!, o PIG anda atacando Belo Monte sim senhor. Eu vi.

    • Esqueci, o governo por acaso se pronuncio sobre a morte do cacique Nísio Gomes? Vai tomar uma atitude quanto a escalada de assassinatos de lideranças índigenas e de movimentos sociais na amazônia*? Pois bem, será que se trata de coincidência todas as mortes destas lideranças justamente no momento em que as instituições e autoridades se mostram empenhadas com o desenvolvimentismo a todo preço?

      *digo atitude além das reações protocolares de sempre que não resolvem nada

      • Como alguém que não é especialista pode ser pró ou contra questão complexa como Belo Monte sem aceitar avaliar contra-argumentos? Estranho, né?

        • Opa, vou me retirar da discussão então, quando eu conseguir os diplomas que me tornem apto pra opinar eu volto, mas eu gostaria de saber se quem opinou em favor do projeto também vai ser questionado sobre a capacitação técnica e acadêmica da mesma forma como eu estou sendo, ou isso é só pros incautos contra BM como eu?

          Por sinal, por que você diz que eu não avaliei o outro lado? Tomou essa conclusão só porquê sou contra? Não é possível ser contra avaliando os dois lados? Afinal, qual de nós dois já tomou como verdade absoluta aquilo que é dito por um dos lados?

          • Não me referi a você especificamente, Lucas. Disse que os dois lados têm argumentos e que tentar desqualificar um deles no grito é desonesto, mas não me refiro a você.

          • Pareceu dirigido a mim pela localização, vi a pouco também o comentário no twitter, já ficou claro. Engano desfeito. Boa Noite.

      • E VC JÁ COBROU DO GOTA DAGUA QUE TEM MUITO MAIS VISIBILIDADE NA MÍDIA? E SOBRE O VAZACHEVRON ALGUM VÍDEO? E OS INDIOS DO SUL DA BAHIA ALGUM DEFENSOR? OS PROTESTOS SÓ SURGEM QUANDO HÁ INTERESSES DOS GRUPOS POR TRÁS, ESPERE SENTADO POR MANIFESTAÇÕES EM DEFESA DOS INDIOS DE MS E DA BAHIA, E EM MINAS TEM OS QUILOMBOLAS QUE O GOVERNO ESTÁ PERSEGUINDO E EXPULSANDO TAMBÉM, ALGUM DEFENSOR?

  42. Já comentei isto aqui antes.
    Belo Monte não é obra do Lula ou do FHC. É muito anterior a eles dois. Não é um projeto de esquerda ou de direita. Belo Monte produzirá energia limpa, barata, abundante e renovável.
    É UMA OBRA DO BRASIL!

  43. Edu,

    Concordo que a ingerência de ONG´s estrangeiras devem ser analisadas em perspectiva de interesses estrangeiros na amazônia

    No entanto os melhores argumentos que li até agora são dos professores Oswaldo Sevá Filho da Unicamp, e do professor Célio Bermann da USP que trazem muita luz à discussão. Até agora são as que mais me convenceram.

    O debate infelizmente já se perdeu . Ficou de um lado do ringue os estrangeiros e suas ONG´s contra o nosso desenvolvimento e no outro corner o Governo com sua tese de desenvolvimento e indeopendência.

    E existe um meio termo bem interessante defendido por ambos os professores…mas agora o assunto virou Fla Flu como em tudo nesse Brasil….uma pena !

  44. Edu.

    Não custa lembrar que o consumo de energia per capita no Brasil ainda é muito baixo, e tente a aumentar bastante nas próximas décadas.
    É simples imaginar o modo como a crescente inclusão social que vem ocorrendo no Brasil vai afetar nosso consumo de energia, é só olhar o que vem ocorrendo nos aeroportos.

    A não ser que as ONGs e ambientalistas pretendam abandonar seus computadores, ipads, geladeiras, e consigam convencer boa parte do país a fazer o mesmo, criando um novo modelo de desenvolvimento, diferente de tudo que existe no resto do mundo, precisaremos gerar muito mais energia no futuro.

    Gostando ao não, é óbvio que não da pra atender o aumento todo com energia eólica, algum outro país consegue fazer isso?

    Na atual situação, as alternativa são:
    1) Hidrelétricas para o norte/centro-oeste/nordeste, onde o consumo vai aumentar bastante no futuro. Respeitando da melhor forma possível questões ambientais e sociais locais.
    2) Termelétricas, muito mais poluentes e caras,
    3) Energia Nuclear

    Na verdade, ambas as opções estão sendo adotadas no Brasil, junto com a pesquisa em novas fontes limpas, pois nenhuma delas daria conta sozinha do aumento de consumo que teremos.

    o Brasil é praticamente o único país do mundo que tem a maior parte de sua geração de energia em fontes limpas e renováveis (hidrelétricas), a maioria dos países sedes das ongs que estão por ai queimam petróleo e carvão para movimentarem suas indústrias e seus mil aparelhos eletronicos domésticos.
    Ongs serias deveriam estar atentas para seus próprios umbigos.

    Por fim,
    eu também gostaria de viver em um mundo mais bonito, melhor, só com pessoas boas, que respeitassem meus costumes e minhas vontades, mas não é bem assim né, que droga…..

  45. As ameaças ao governo Dilma

    Recessão anunciada
    Delfim Netto
    CartaCapital

    O principal objetivo do governo Dilma – da mesma forma que no governo Lula – é claramente manter a economia brasileira crescendo o mais próximo possível do pleno emprego e, na medida em que as condições externas não se tornem determinantes, acelerar o ritmo do desenvolvimento. Em nenhum instante isso significou leniência diante das pressões inflacionárias, e sim uma atitude mais inteligente de combater a inflação dilatando apenas o prazo para que a taxa retorne ao centro da meta. Hoje, os agentes do mercado financeiro, antes reticentes, já trabalham com a expectativa de que o núcleo da meta seja atingido no fim de 2012.

    O Brasil está superando duas das três principais dificuldades que frequentemente interrompiam o seu desenvolvimento: as crises de pagamentos externos e a escassez de energia. O terceiro problema, o da autonomia alimentar, já estava sendo resolvido neste início de século e se consolidou de forma extraordinária por um processo de expansão da fronteira agrícola e de rápido crescimento da produtividade (inclusive na pecuária), fruto dos investimentos em pesquisa de empresas privadas e públicas, notadamente da Embrapa. Os investimentos desses últimos 30 anos foram premiados com a expansão do comércio exterior (basicamente com o aumento das compras asiáticas e chinesas), que elevou os preços das commodities.

    A ameaça de crises de pagamento e de falta de energia foi afastada quase que pelo mesmo fator, a confirmação das reservas petrolíferas do pré-sal. No caso da autonomia energética, é de justiça que se reconheça a participação decisiva e corajosa do presidente Lula e de sua ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, quando derrotaram as objeções das inúmeras organizações (supostamente não governamentais) no Brasil e no exterior, as quais conseguiam retardar o aproveitamento da hidroenergia dos rios da Amazônia.

    Muitas dessas ONGs foram sustentadas financeiramente (com mão de gato) por empresas petroleiras, carboníferas e de energia nuclear, a pretexto de defender o ecossistema, graças a incentivos proporcionados por seus governos. Trata-se de entidades estrangeiras interessadas em impedir o desenvolvimento sustentado da Amazônia e a soberania brasileira sobre o enorme potencial de riquezas já identificado num território das dimensões da Europa.

    Lula quebrou o tabu, ao apressar os procedimentos e autorizar o licenciamento das usinas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira, e a presidenta Dilma reafirmou, em entrevista recente, o caráter estratégico do aproveitamento dos rios da Amazônia para a consolidação da infraestrutura energética brasileira. Ela defendeu a construção da usina de Belo Monte, no Rio Xingu, dizendo que é um bom projeto, uma obra importante para o País, e que por isso vai ser feito. E aconselhou seus ministros a não se impressionarem com as habituais críticas na mídia estrangeira.

    Leia mais em: O Esquerdopata

  46. Embora ele negue,o Vampiro conspirou,na constituinte, CONTRA os interesses da Zona Franca de Manaus(AM) e contra o FINOR (fundo de investimentos do Nordeste).O CIro falou isso abertamente e ele era do psdb naquela época.O Povo do Norte e do Nordeste sabem quem ele(o vampiro) representa e por isso não votam nele de jeito nenhum.Ele foi convidado a se retirar do templo de São fco de Canindé(CE) pelo pároco local durante a campanha de 2010.Nós Nordestinos sabemos quem ele é e quem ele representa.Aqui ele PERDE e perde feio,com pig,sem pig….

  47. Eduardo, meu costume dizer que quem é contra Belo Monte é porque não quer que o Brasil se desenvolva, já que precisamos de energia para crescer. Acho que ele tem uma certa razão. Li sobre o projeto e conheço um engenheiro que esteve na construção e ele me disse que impacto ambiental tem sim, mas será o mínimo e que nunca se construiu, no Brasil, uma hidrelética que tivesse um impacto ambiental tão reduzido e, além disso, o número de habitantes beneficiados com a construção é infinitamente superior aos poucas dezenas que serão prejudicados. Afinal, devemos nos perguntar, já que não podemos viver sem energia: Que energia preferimos ter, a considerada suja (petróleo) ou a limpa e mais barata (hidrelética)?
    Essa é a questão a ser respondida.

  48. Olá,

    E no tempo da Construção da Itaipu onde estavam os ambientalistas? as ONGS estrangeiras? Os artistas Globais e Internacionais?

  49. Dormirei mais tranquilo com relação a Amazônia no dia em que explodirmos a nossa primeira BOMBA ATÕMICA e depois produzirmos o primeiro VETOR que fará a entrega do produto no endereço devido.
    Alguém precisa ser gênio pra saber a razão pela qual o ditador da Coréia do Norte tá vivo até hoje e Kadaffi e Saddam Hussein jazem em uma sepultura?

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