Devolvam à mulher o seu corpo

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Ao longo da história, a mulher sempre foi tratada como objeto de prazer e, mais além, de idiossincrasias políticas, religiosas e morais. Sempre quiseram legislar não só sobre seu corpo, mas até sobre a sua alma. O que vestir, dizer ou pensar sempre foi objeto da vontade não só dos homens, mas da sociedade.

Homens e mulheres pensaram meios, conceitos e preconceitos para controlar do corpo à própria alma da mulher porque as civilizações ocidentais e orientais sempre viram o gênero feminino através da lenda bíblica do pecado original, lenda essa que a mulher protagoniza como a vilã responsável por não vivermos todos no paraíso celestial.

Por uma ótica puramente científica e racional, sem influência religiosa, torna-se ridícula a lei que determina o que uma mulher deve fazer com as próprias funções biológicas caso engravide. Todavia, lendas religiosas sem base científica mantêm seu corpo como propriedade pública.

A maioria dos adultos já conheceu uma mulher que esteve diante do dilema de uma gravidez que poderia aniquilar seu futuro, seus sonhos e possibilidades e que, assim, optou por interrompê-la. Quem viu a dor e o medo pelo qual passa aquela que optou pelo aborto deveria saber que chegar àquela decisão foi uma tortura.

Só as mulheres deveriam opinar sobre a legalização ou a proibição do aborto. Como dar a um homem o direito de decidir o que elas devem fazer consigo mesmas? Um homem passa por nove meses de desconfortos físicos que podem até ser fatais? Sente a dor, a ansiedade ou o medo que elas sentem ao dar à luz?  Se não sente, como pode opinar?

Como o que uma mulher faz, sente ou diz ainda não é considerado um direito inalienável em sociedades menos desenvolvidas como a nossa, como esta sociedade ainda discrimina o direito da mulher de decidir se deve ou não ter um filho, tal decisão jamais deve se tornar pública, caso ela não queira.

É sob tais premissas que este blog manifesta serena discordância da medida provisória do governo federal que permitirá tornar públicos os nomes de mulheres que fizerem aborto.  A sociedade brasileira não pode mais manter seqüestrado o corpo da mulher. E muito menos a sua alma, como quer a MP 557.

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228 Comentário

  1. Caro Eduardo

    Agora sou eu que não estou entendendo mais nada. Sou enfermeira formada e voluntária há mais de dez anos ,numa obra social espírita que presta atendimento à população muito pobre residente numa grande favela aqui na cidade de Belo Horizonte. Há um ambulatório, com plantão de médicos ( meu filho obstetra é um dos que ali atende voluntariamente,aos sábados), de enfermagem( do qual participo) e de fisioterapia. É feita distribuição de cestas básicas,medicamentos,enxoval de recém-nascido, móveis e roupas doados, etc As grávidas sempre se inscrevem voluntariamente e com grande interesse para que possam receber o enxovalzinho,medicamentos,participar de grupos onde debatem suas dúvidas e aprendem noções de cuidados com o bebê, e, se desejam marcam para ter as visitas médicas domiciliares ao final da gravidez,pois há áreas íngremes de difícil acesso.
    Nunca nos ocorreu que isso poderia ser visto como desrespeito ou abuso. E me parece uma paranóia absurda achar que alguém iria perseguir, punir ou condenar alguma grávida cuja gravidez não fosse levada a termo,por que motivo fosse. Isso não tem qualquer lógica ou fundamento nem faz parte dos modos brasileiros de nenhum profissional da área de saúde,qualquer que sejam suas crenças pessoais.
    Se o SUS é um serviço público,sem qualquer cunho religioso, tem pessoal escasso e serviços superlotados porque iriam seus funcionários se preocupar em vigiar e punir grávidas que sofressem abortos? Isso é simplesmente absurdo e porque não dizer totalmente ridículo.Considero uma verdadeira infâmia atribuir essa intenção maluca a esse utilíssimo programa governamental. Honi soit qui mal y pense. Fica o meu veemente protesto.
    Sinceramente estou achando esses questionamentos a essa Medida 557 coisa de muita irresponsabilidade e leviandade e bastante ofensivos aos profissionais que atuam na área de saúde.Isso está pior que a atitude dos falsos religiosos que se envolvem em campanhas políticas, com seus preconceitos e manias.

    • Só para esclarecer: eu não disse que os profissionais de saúde é que iriam perseguir. Isso não está no texto. É um suposição sua.

      • Mas se são os profissionais de saúde que mantêm os registros e conhecem as grávidas,vai-se pensar em quem? Pelo menos vai se pensar que seriam os cúmplices dessa caça a ex-grávidas.
        Ou seremos induzidos a pensar que a própria Dilma Rousseff em pessoa,apoiada no seu Ministro da Saúde, se daria ao desplante de andar pelo Brasil afora, numa viatura policial catando mulheres que estiveram grávidas e não deram a luz?
        Esse papo está pra lá de Bagdá. Não morro de amores pela Dilma mas daí a pensar que uma mulher com a biografia dela ia ser perseguidora de mulheres que fizeram aborto ou capacha de religiões atrasadas e maniqueístas vai uma distância infinita. Não sou de esquerda,não votei nem votarei jamais na Dilma nem no Lula mas não sou desonesta.

        • Está longe, Flávia. Dê uma olhada nos comentários. Dei várias respostas explicando. Tampouco acho que o governo é que vai perseguir.

      • De fato, Edu, vc não acusa os profissionais de saúde de uma suposta perseguição às mulheres cadastradas. Mas a Flávia menciona um regular cadastramento de grávidas para obtenção de outros serviços assistenciais do SUS sem qq registro de problemas como os imaginados pelos críticos da MP, em especial do seu cadastro de beneficiárias do auxílio transporte (R$ 50,00). Tratando-se de concessão de um benefício com recursos públicos, controles são indispensáveis (legalmente estabelecidos), incluindo-se aí a auditoria pelo TCU. Como fazê-los sem identificação das usuárias?

        • É simples: as mulheres continuam se cadastrando nos postos de saúde e estes enviam as totalizações dos cadastrados, como fazem hoje, e o Estado repassa verbas para que cheguem lá. Não tem que criar um cadastro público de mulheres que estavam grávidas no período tal. E pelo que sei, esse cadastro teria que figurar no portal da transparência como todos os repasses de verbas federais. Nome por nome.
          Veja o texto da MP 557

          Art. 11. Será de acesso público a relação das beneficiárias e dos respectivos benefícios de que trata o art. 10.

          Parágrafo único. A relação a que se refere o caput terá divulgação em meios eletrônicos de acesso público e em outros meios previstos em regulamento.

          • Se a questão é a inclusão dos nomes no Portal da Transparência, parece-me, então, que um pequeno ajuste de procedimentos, sem sequer alterar a MP, resolveria, em princípio, a questão. Na tal “relação de beneficiárias” constaria apenas o número do registro (deve haver um, não?), sem identificação das cadastradas, informação somente disponibilizada para os órgãos de controle. Com isso, acredito que a suposta caça às abortistas estaria inviabilizada ou, pelo menos, dificultada.

          • Exatamente, mas é isso que está sendo criticado, a publicização dos nomes. E isso requer, sim, alteração da MP. Se a MP estabelece que os dados serão públicos, há que reeditá-la com nova redação. Precisava tanta má vontade de tantos para entender a razão das queixas?

          • Bom, entendi que “relação de beneficiárias” e “respectivos benefícios” não significavam, necessariamente, inclusão no Portal da Transparência de todos os dados cadastrais. Assim, tal qual alguns resultados de provas (até mesmo de concursos públicos), o número de inscrição, e somente ele, poderia ser divulgado junto com a indicação do “respectivo benefício”. Por outro lado, a “má vontade de tantos para entender a razão das queixas” me pareceu, salvo melhor juízo, decorrente da forma como se expressou a Dra. Fátima Oliveira em entrevista ao Viomundo (o início de toda a polêmica), que acusou, sim, o governo Dilma de “submeter o corpo das brasileiras ao Vaticano”, dentre outras coisas. Não se tratou de um alerta, uma queixa sobre um procedimento que poderia suscitar ações indesejadas. Mas de uma acusação da maior gravidade. Contra isso, muitos protestaram e, neste grupo, acredito que um bom número não integre o rol de defensores incondicionais do governo.

          • É de matar ver gente que não entende porra nenhuma de saúde questionando duas das maiores autoridades no assunto, como são a doutora Fátima Oliveira e a jornalista Conceição Lemes, esta a jornalista de saúde mais premiada do Brasil. Considero inaceitáveis, burras, irresponsáveis e levianas as pessoas que têm feito esses questionamentos porque essas duas senhoras sabem muito, muito, muito, mas muuuito bem o que disseram. Por isso, escreverei um post para esclarecer a esses puxa-sacos que deveriam ter um mínimo de respeito com pessoas que dedicaram as suas vidas à saúde e que sabem exatamente o que essa MP representa

          • Até iniciei uma resposta à sua irada manifestação. Mas, o “inaceitáveis, burras, irresponsáveis e levianas” expresso a partir de um comentário meu em nada desrespeitoso com as profissionais citadas brecou meu ímpeto de replicar.Levou-me à conclusão de que não vale a pena prosseguir em uma discussão onde não se possa emitir qq opinião que ouse discordar, sem ofensas, de especialistas de indiscutíveis méritos, elevadas, ao que parece, a um patamar de infalibilidade inacessível aos humanos. Não atiro pedras para não receber tijoladas. Por isso, me despeço, lamentando a ocorrência.

          • É píada, você vem aqui e me insulta de todas as formas e ainda sai se fazendo de vítima. Ainda bem que sua agressão está registrada

          • Fiz três comentários nesse post. Todos registrados. Me aponte, em qq um deles, a agressão, os insultos de “todas as formas ‘ feitos a vc, conforme sua alegação. Se, por desvairio ou impulso, os tivesse feito, não teria nenhum constrangimento em desculpar-me publicamente. Mas não aceito uma acusação desse porte sem embasamento. Releia o que escrevi e reflita. PONTO FINAL.

          • Maria 1
            Realmente, fiz questão de reler e não vi nada ofensivo.
            Me resta declarar minha solidariedade e lastimar pelo
            sempre tão equilibrado Edu ter se destemperado a esse ponto.

          • Eu acho que repliquei o comentário errado, são muitos

          • Caro Edu,
            embora não comente com frequencia em seu blog, leio-o religiosamente à busca dos riquíssimos debates que são suscitados pelos seus posts.
            É certo que resumir pensamentos em poucas linhas é um desafio, mas muito me surpreende a postura simplista e reducionista com a qual vc se apresenta.
            Foi assi, para ficar em um exemplo recente, acerca do Governo do PT na Bahia, e a defesa que vc fez da isenção do Governo na questão da explosão da violência e do crack no Estado, apenas por se tratar de um Estado pobre (confesso que ainda estou tentando entender esse argumento…) e está sendo assim nessa questão da MP 557: então, porque alguns ditos iluminados – Fátima Olivera e Conceição Leme – apresentam seus argumentos, a verdade está expressa, sem questionamentos? Sabe o nome disso, meu caro blogueiro? Fundametalismo, o maior mal que a humanidade já produziu, justamente porque impede que a crítica, a dúvida, o contraditório se estabeleçam…

          • aguarde

          • Edu
            Falando em entender de saúde, já que os aborteiros (formadores de opinião) tanto entendem, que tal falarem do CITOTEC?…ou nessa questão se farão seguidores de Pilatos?

          • Eduardo
            As “maiores autoridades em saúde no Brasil” são muitas. E a cada dia surgem novos estudos e especialistas nessa área.
            Procure aceitar com tranquilidade que cada um tem o direito a ter a sua opinião, desde que a expresse com lógica e dentro das regras da boa educação.
            O tema é polêmico e apenas começa a ser discutido. É um assunto que interessa profundamente a cada brasileiro e brasileira. Precisamos de dados, de informações concretas sobre o tema e não de posições exaltadas e rancorosas. O assunto vai ser amplamente debatido e tudo vai se esclarecer.

          • Amigos, desculpem, mas aceitar que tudo que elas dizem porque são sábias, não é “vaticanizar” ?

            Cuidado com argumentos de autoridade que desconhecem sempre os outros lados das questões.

            Essas senhoras merecem o meu respeito pela sua biografia, mas não podem obrigar ninguém a pensar igual a elas e nem odiar os seus ódios e nem viver as sua angústias pessoais.
            Elas, juntamente com Azenha, têm um ódio cego pela Igreja Católica. Têm lá as suas razões.
            Mas as suas razões de ódio não são iguais às dos outros.
            Cada um tem as suas.

            E quanto ao uso do corpo, essa é uma perspectiva de cada um.
            A visão de classe e de formação intelectual delas não pode ser imposta aos outros.
            Atribuir a Dilma e ao Ministro da Saúde – que nem católico é – uma pretensa submissão ao Vaticano, chega, em muitos comentários, às raias da paranoia. E isso prejudica o debate isento.

            A segurança da mulher é coisa para ser debatida por todos.
            Nós somos a matriz fundamental (redundância) da sociedade.
            E a questão do aborto – ao contrário do que dizem alguns – deve ser problema também dos homens.
            Essa visão deturpada de “aborto só interessa à mulher” é cômoda demais para os homens.
            Alguns sentem assim: Vamos fazer filhos e elas que se lixem.

            Na maioria dos casos o aborto decorre da falta de cuidado e da paternidade irresponsável.
            Sim, porque o filho tem que assumido e aceito antes mesmo de nascer.
            E isso não é questão de religião, não.
            Perguntem aos psicólogos.
            Não me interessa se ele tem ou não alma, interessa que já tem definidas até as suas identidades próprias e que se deixarmos, fatalmente nascerá.

            Se vai ser cristão, muçulmano ou ateu, será decidido depois de nascer.
            Mas tem olho, pele etc e nas meninas até os seus óvulos já nascem definidos.
            Então, é um ser igual a mim e precisa ser protegido. E a sua mãe, também.

            Logo, isso não é questão de religião, é questão de direitos.
            Resta optar por que tipo de direitos eu vou lutar.

            Como disse a nossa Presidenta da República, o aborto é sempre uma violência contra a mulher.
            E se ela não tem condições de criar essa criança ou não quer, por que não dar em adoção assistida?
            Essa é apenas uma face da questão.
            Qualquer uma isolada parecerá simplista.
            E o debate será sempre prejudicado pelas paixões políticas ou ódios religiosos.

          • Não por acaso, duas militantes feministas. Mais uma vez a tentativa de manter a discussão entre a militância, como apontei em meu outro comentário. Argumento da autoridade, ainda por cima, não cola com dabatedores sérios.

          • Perdão Eduardo, mas esse furor não se explica. O debate não pode se restringir a isso que você escreveu. Por mais que as sejam, como vc dice, especialistas no assunto saúde, não vejo – do ponto de vista da crítaca a MP – nada que quaisquer pessoas não possam opinar. Não sou médico, enfermeiro, técnico ou auxiliar na área para embasar procedimento tais, mas a medida visa outra coisa e as duas colocaram uma questão política ao insinuarem que o governo está pró Vaticano, ou seja, uma nova inquisição.

          • Que diabos eu escrevi, “dice”?? Porcamiséria, ainda bem que o Campineiro não entrou para comentar… ou entrou??

  2. Sim, sim Obrigado. Foi só para deixar a visão do Islam. Um abraço.

  3. Sim. Obrigado. Foi só para deixar claro a posição do Islam sobre este tema..

    Um abraço,

  4. Eu acho que temos de olhar de ponta a ponta do que acontece no planeta, em termos de evolução da humanidade.
    Veja, em alguns recantos ainda temos a extirpação do clitóris, cúmulo do atraso. Em Israel temos os setores ultra-ortodóxos pregando o separatismo de homens e mulheres. E assim vai. Nos no Brasil já avançamos muitíssimo, com exceção da política, da religião e dessa questão do aborto, somos quase unanimidade. Mesmo nesses tres ítens que citei, ainda assim a convivência dicotomica pode-se dizer, é pacífica.
    Mas vamo à outra ponta. Lá no Azenha diversas pessoas, principalmente as mais ferrenhas acusadoras da MP557, como argumento e exemplo usaram, vejam bem, os países CIVILIZADOS onde o aborto é liberado. Como se incivilizados fossemos (complexo de vira lata imbutido?) Pois bem, eu fui obrigado a “concordar” com a “civilidade” dos ditos países que liberaram o aborto e dizer mais, que já estão muito a frente do simples aborto como aqui alguns ainda lutam para aprovar. Eles, os países “civilizados” já fazem aborto preventivo, sem que o feto ou embrião seja sacrificado. Entenderam?…Então revejam tudo o que esses países “civilizados” fizeram e fazem no Iraque, Afganistão, Líbia, Paquistão e outros cantóes desse “mundão velho sem porteira”. Lá, ao eliminarem a população eles evitam que haja acasalamento, preventivamente, de maneira que não haverá feto a ser abortado. É o avanço da CIVILIZAÇÃO minha gente. DIREITOS “adquiridos”. Direitos que os homens também tem de decidir sobre seu CORPO, aos dar-lhes toda a mordomia possível, comida farta, dinheiro a vontade, belas mulheres, mansões, petróleo, etc,,,etc…etc. É a CIVILIZAÇÃO AVANÇADA.

    Vejam abaixo um exemplo de um CIVILIZADO profissional do aborto preventivo:

    ‘Matei 255 pessoas e não me arrependo’, diz ex-atirador americano no Iraque
    Apelidado de ‘a lenda’, ‘o exterminador’ e ‘o diabo de Ramadi’, Chris Kyle detalha em livro ações em 4 viagens de combate a país

    http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/bbc/matei-255-pessoas-e-nao-me-arrependo-diz-exatirador-americano-no/n1597518208836.html

    É isso ai, avancemos rumo a MODERNA CIVILIZAÇÃO, tudo por nossos direito, chora menos quem pode mais.

    • Nada que ver uma coisa com a outra

      • Mas que não usem então a legalização do aborto em países “CIVILIZADOS” como exemplo, pois acabam sim condoradando com o que escrevi, pois de avanço em avanço “civilizatório” chegaremos lá, se não na prática, na retórica que referenda as barbáries praticadas por esses países ditos “civilizados”.

  5. Agora valos a outra questão. Apesar de eu ser contra a liberação do aborto, acho de direito que pessoas que pensem de forma diferente, lutem pela aprovação.
    Agora, temos de ser realistas e pé não chão, mesmo que venha a ser aprovado, isso levará no mínimo 10 anos. Ai então outra questão se coloca. A questão do Citotec, hoje BANIDO do Brasil, não pode ser fabricado nem importado. Acontece que está sendo fabricado clandestinamente (produto pirata) e também clandestinamente distribuído. Parece ser ainda a “arma” mais utilizada para promover o aborto. Acontece que a grande maioria de quem usa, pensa, é tomar e esperar um tempinho que o feto ou embrião desce. Acontece que só depois a mulher realmente vai ver os terríveis e imprevisiveis efeitos colaterais, inclusive rompimento de útero. E ai é que se dá o corre-corre em busca de socorro médico oficial, muitas vezes tarde demais.

    O ponto que quero chegar é que, as Dr. Fátimas da vida, que sabe disso perfeitamente, antes de fazer lobby pelo aborto, deveria juntamente com os outros abortistas, fazer uma campanha de esclarecimento sobre o que realmente é o CITOTEC, caso contrário teremos milhares de mortes, antes que se aprove o aborto. Mortes que na verdade estão nas estatiscas como advindas do aborto clandestino, mas que na realidade são causadas pelo CITOTEC, que nos EEUU é terminantemente proibido para indução de aborto, mesmo em clínicas autorizadas de abortagem.

    Então deve haver uma mudança na atitude de quem defende o aborto e tem poder formação de opinião.

  6. Tentar ser tão liberar, progressista, “sujinho”, dá nisso. E o direito dos que vão nascer. Para que a mãe tenha uma carreira, a criança não pode nascer? Quer filosoficamente, e o “devir”? Para que a esquerda possa se lambuzar, o que seria nunca vai ser. Tá aí, isso é progressismo.

    • Pois é Valterlei, tem horas que tudo se mistura, tudo se inverte e os discursos, as causas….”tô nem aí”.

    • A única coisa que a gente tem de verdade é o corpo e não poder mandar nele já é o fim antes de morrer…

  7. Nessa causa do aborto, junta-se o pessoal da extrema esquerda à extrema direita. E ai são como o PSD dp Kassab, nem de esquerda, nem de centro, nem de direita. Portanto não deveriam politizar a questão.

    Ainda assim, se querem politizar, já sugeri la no Azenha, ou fundem o PA ou encontrem um candidato clara e autenticamente a favor do aborto e coloquem a concorrer.

  8. Texto lúcido
    perfeito
    nem comento
    deixo apenas
    meus elogios

  9. Nossa Eduardo, tá um porre os comentários dos colegas sobre esta questão. Quanto brucutu machista tecendo opiniões – algumas ridículas – sobre algo que diz respeito ao direito da mulher de ser ou não mãe, por que ao homem se dá o direito de ser ou não pai – pode o mesmo até pagar pensão, mas isso não quer dizer que estará ali por perto amando e educando o filho. Há muitas crianças crescendo sem a presença da figura paterna, a mulher tem que se virar para ser mãe e pai ao mesmo tempo. É óbvio que não se deve generalizar, há sim homens honestos que assumem a responsabilidade pela gravidez da parceira, ainda que os mesmos não tenham compromisso conjugal, mas mesmo assim é algo não muito comum de se ver. É muito fácil falar em medidas contraceptivas como no caso do preservativo, mas se não me engano a rejeição à camisinha é maior entre os rapazes, que sempre usam da desculpa de ser esta um incômodo no hora da relação lubridiando a moça a esquecê-la. E, estamos cansados de saber que tais contraceptivos não são 100% seguros, provocando assim uma gravidez indesejada. Já é difícil demais para mulher se defrontar com uma gravidez não planejada, quanto mais ter que se defender dos moralistas de plantão, que por ironia é na sua maioria homens. Não acho que o aborto é a melhor solução, contudo é uma escolha que deveria caber a mulher decidir, pois como bem lembrou o Eduardo Guimarães, o corpo pertence a mulher e não ao estado, a ciência ou a religião.

  10. Eduardo.
    Faço das palavras do “doscontras” minhas tambem.
    As nossas companheiras do blog (e de toda parte) ficam devendo-lhe essa
    excelente defesa.

    FORA DA PAUTA:
    Que noticias temos do nosso sempre grande LULA?
    Há um silencio total, preocupante.
    Tens algo a informar?
    Abs.

  11. Eduardo:
    A presidente Dilma assinou essa aberração? divulgar os nomes das mulheres que cometerem aborto? esta no texto da MP?
    Ao que me parecia e desculpe de entrar em um debate despreparado e sem estar devidamente informado, mas pelo que li superficialmente nos jornais é que a MP iria oferecer alem do acompanhamento clinico especial, ofereceria tbem apoio logistico traduzido no apoio financeiro do transporte para as mulheres gravidas de risco a irem de forma mais confortavel e segura as unidades basicas, apoio garantido até o momento do parto.
    Alguem se inscreve em um programa como esse contra sua vontade? a gravides de risco pressupõe , a existencia de que tipo de problemas? clinicos? sociais? Na defesa da MP- reitero que todas as mulheres tambem tem o direito de aceitarem o apoio de quem quer para garantir uma gestação e maternidade segura. Sinceramente até agora, a não ser que esteja completamente enganado, não vejo mal nenuhum nessa MP- a não ser a questão da publicização da lista de mulheres que tenham cometido aborto= que cá entre nós se for verdadeiro isso, a Dilma pisou na bola.

  12. Não estava realmente entendendo o grande drama que essa MP 557 tinha criado. Mas mantive a esperança.
    Até que li esse comentário no Nassif:

    sex, 06/01/2012 – 19:00
    Geraldo Galvão
    “A cada dia uma novidade me surpreende. As fanáticas defensoras do aborto – na polêmica criada com a edição da MP 557, me esclareceram que as mulheres que resolvem fazer um aborto, são bem previdentes: primeiro fazem o pré-natal para se certificarem que o feto a ser extraído goza de boa saúde e desenvolvimento. É Preciso marcar um duelo entre o Bispo de Guarulhos com a ensandecida Fatima:

    “O governo Dilma ajoelhou e rezou”, afirma Fátima Oliveira. “Eu não tenho dúvida de que a MP 557 é a reza final. Acho que a Santa Sé não tem mais nada a pedir ao governo Dilma, porque ela já deu tudo.”
    FIM DO COMENTÁRIO

    Minha conclusão: O profundo senso de humor do comentarista Geraldo Galvão para mim foi completamente esclarecedor e revelador.
    Deve ser por isso que o Ziraldo afirma que as únicas pessoas sérias são as que possuem senso de humor bem desenvolvido.

  13. Temos inúmeras restrições a esse tipo de registro, mas essa é uma discussão para outra hora. O que nos preocupa é que foi criada uma medida provisória (que tem força de lei, e cujos requisitos são relevância e urgência) para registrar as mulheres grávidas. O que deveria ser relevante seriam políticas direcionadas para reduzir a mortalidade materna. Apenas criar um cadastro de grávidas para extrair dele os seus nomes não resolve nada, nem é relevante, a menos que o objetivo seja identificá-las para perseguir as que fizerem aborto (como, aliás, está na justificativa de projetos de lei para cadastro de gravidez, como este ou este). E não há nada de urgente aqui, posto que já existem vários sistemas de cadastro de gestantes em uso pelo Ministério da Saúde.

    Art. 6o Os estabelecimentos de saúde, públicos e privados, conveniados ou não ao SUS, que realizem acompanhamento pré-natal, assistência ao parto e puerpério deverão instituir Comissões de Cadastro, Vigilância e Acompanhamento de Gestantes e Puérperas de Risco.

    Ao contrário do que sugeriu o Ministro da Saúde no Twitter, o cadastro não vale apenas para o SUS, mas para todos os estabelecimentos de saúde, públicos e privados, conveniados ou não, que realizem acompanhamento pré-natal. O cadastro é, sim, universal, na medida em que todas as gestantes que recorrerem a estabelecimentos de saúde estarão nele inscritas. O cadastro é, sim, obrigatório, na medida em que, ao se submeter ao acompanhamento pré-natal, a gestante estará automaticamente cadastrada. Em outras palavras, a distinção feita pelo Ministro Padilha entre obrigatório e universal não faz o menor sentido, a não ser que utilizemos o cínico argumento de que nenhuma gestante é “obrigada” a receber assistência médica durante a gravidez. (…)

    Dessa forma, a medida provisória faz com que a mulher pobre e grávida perca o direito à sua privacidade: sua gravidez estará exposta na internet para todos poderem vigiá-la. Impossível não pensar em grupos religiosos anti-aborto, pois certamente farão a festa perseguindo e tumultuando a vida das grávidas. Para quem desqualificou essa preocupação como “teoria da conspiração”, não custa lembrar as várias investigações recentes sobre mulheres que abortaram, incluindo-se aí uma investigação no Mato Grosso do Sul, de cerca de mil mulheres. Esse caso ficou famoso pelos vários problemas ocorridos na manutenção da privacidade dos prontuários médicos das mulheres.

    http://revistaforum.com.br/idelberavelar/2012/01/04/cadastro-de-gestantes-e-bolsa-chocadeira-por-cynthia-semiramis-e-idelber-avelar/

  14. Se um recém-nascido for assassinado, o autor será tratado como criminoso. Mas se o assassinato ocorrer antes do parto, tudo bem! Não podemos esquecer de enxergar pela ótica do maior interessado – o ser humano que está sendo gerado. Será que se ele pudesse opinar preferiria ser exterminado? Por mais incômodo que possa causar uma gestação, nove meses passam rápido – depois disso, a mãe pode se livrar do fruto indesejado. Neste instante a sociedade deve estar preparada para acolher as crianças que as mães não querem criar. Mas não matem os seres humanos!

    • Este é o drama deste país: “nove meses passam rápido – depois disso, a mãe pode se livrar do fruto indesejado”. E é isso o que vem acontecendo desde o descobrimento, no Brasil. Por isso o país sofreu uma explosão demográfica que ainda hoje pôs nas ruas alguns milhões desses “frutos indesejados” que a irresponsabilidade do Estado e da Igreja geraram, porque essas meninas que engravidam aos 12 anos não têm noção do que estão fazendo, muitas vezes por terem concebido seus filhos sob uso de drogas em algum beco escuro

    • Simples assim, chamar de assassina a mulher que optou pelo aborto ou então depois “se livrar” do fruto indesejado, jogando-o nos rios, nas caçambas de lixo, sanitários publicos, praças, etc, etc…simples assim. não é? Aliás, os orfanatos estão vazios, não é, pois, a sociedade cuida das crianças abandonadas que lá estão!

  15. Será verdade?
    Comentário de Andre Baião no: http://revistaforum.com.br/idelberavelar/2012/01/04/cadastro-de-gestantes-e-bolsa-chocadeira-por-cynthia-semiramis-e-idelber-avelar/

    Concordo que a política pode avançar mais nas questões sobre o aborto e direitos reprodutivos – Mas gostaria de informar que uma das ações da Rede Cegonha é a compra e o fornecimento do Misoprostol a todos os hospitais públicos, medicamento essencial para o aborto legal, seguro. Trabalho em Sergipe e a nossa implantação da Rede já está em andamento
    Também temos hoje no Ministério da Saúde , ações no eixo da violencia contra a mulher (portaria 227 MS)e a política de prevençaõ e tratamento dos Cânceres mais frequentes na populaçao feminina.
    – Os comitês de investigação do óbito tem funçaõ importantissima até para dar visibilidade aos óbitos por aborto inseguro e óbitos maternos por falhas no sistema, no acesso e à qualidade do serviço prestado desde o prenatal até nas maternidades. As declarações de óbito não constam na maioria das vezes, nem como óbito de causa materna. Na correção feita pelos comitês – que não tem natureza judicial, mas educativa, científica e subsidiadora da construçaõ de políticas – acrescentamos o aborto quando este é visto como causa da morte, sempre observando que, a pressão por oculta-lo muitas vezes protela e é causador de óbito. As estatísticas pelo Sistema de Informações de Mortalidade(SIM) em relação ao aborto são absolutamente subestimadas, pois os profissionais ainda temem ou negligenciam, não informando na Declaração de Óbito. O problema vai para debaixo do tapete e as mulheres continuam morrendo ( Brasil = razao de mortalid.materna = 70-80 por 100.000 NV)

    – O misoprostol é a versão sintética da prostaglandina E1 (PGE1) usado no tratamento e prevenção de úlcera do estômago. Esta substância também é usada ilegalmente como abortivo. [3] Também é usado na medicina veterinária para proteção estomacal de animais.[4]
    - Princípio ativo do Cytotec®, foi introduzido no Brasil em 1984 através do laboratório Searle, sem qualquer restrição de compra nas farmácias até 1991, pois era aprovado para tratamento de úlceras gastrica e duodenal. Todovia, logo descobriu-se suas propriedades abortivas. Posteriormente o Ministério da Saúde limitou sua venda somente com retenção de prescrição médica.[5] Sua comercialização é proibida no Brasil para o público geral, desde 1998.[6]Atualmente os meios de mídia denunciam a venda clandestina do medicamento em algumas farmácias e drogarias e também pela Internet.[7]A venda deste medicamento no Brasil é crime hediondo.[8]
    - É registrado na Anvisa pelo nome Prostokos da Infan Indústria Química Farmacêutica Nacional S/A para uso hospitalar. Cytotec não pode ser comercializado no Brasil por não possuir registro.[9]

    • Conceição
      Obrigado, uma voz que se faz ouvir a respeito do Citotec.
      Mas falta ainda descrever os efeitos que causa.

  16. Apresento minha revoltada discordância diante da MP 557. Essa medida é um desrespeito à condição da mulher, humilhada no âmago de sua humanidade. Assim, a MP “objetiza” ainda mais a mulher, retirando-lhe a privacidade essencial em uma decisão completamente pessoal(nada mais pessoal para a mulher do que a decisão de abortar)e a coloca na condição de uma quase escrava, uma pária vitimada pelo controle dos olhares preconceituosos de uma Sociedade hipócrita. Pessoalmente, sou a favor do aborto, desde que feito no início da gravidez, uma vez que até um determinado período não há vida no corpo da mulher, pois, até a formação do Sistema Nervoso, trata-se apenas de um conjunto de células que não caracterizam o mínimo resquício de um ser humano. Além disso, é óbvio que a não se pode privar a mulher do direito de decidir sobre o seu corpo(já não basta a imposição a ela de padrões estéticos absurdos e machistas, além de sua transformação num objeto sexual do consumo capitalista); por isso adorei e apoio sua ideia, sobre a qual confesso que nunca havia pensado, de colocar apenas para as mulheres a decisão coletiva sobre a regulamentação legal de uma assunto que só a elas se refere e que só elas conseguem compreender verdadeiramente a dimensão e as consequências. É óbvio que, na esfera privada, essa decisão pode e deve contar com a participação daquele com quem normalmente a mulher relaciona-se e de quem engravidou. Mas não devemos confundir assuntos privados com decisões sobre políticas públicas. e, em tal caso, cabe às mulheres darem nessa questão mais um dos tantos gritos que precisam dar para terem a independência do seu corpo.

  17. A defesa do aborto é coletiva (apesar de minoria), o arrependinto tem sido individual e mantido em segredo.

  18. Para os críticos cristãos do aborto: A religião pode e deve opinar sobre o assunto, mas não se meter politicamente no mesmo, pois aí estaria negando seu pilar predileto, o livre arbítrio. Um espírita kardecista pode, se quiser, dizer aos seus correligionários que se trata de crime contra a vida e que a mulher que o cometer sofrerá consequências terríveis do ponto de vista evolutivo-espiritual, mas a atuação do espírita só deve ir até aí. Pois caberá a mullher escolher, e se ela escolher abortar estará apenas realizando, por assim dizer, seu direito encarnado no livre arbítrio, certo?

    • Obrigado, P. Ilianovic, tentei escrever isso lá atrás, mas não me interpretaram assim. Acho que minhas sinteses são fracas demais ou não…

  19. Sou leitor deste e outros blogs, e raramente comento algo, mas dessa vez não posso deixar de fazer um comentário sobre uma falácia das mais aberrantes do texto:

    “Só as mulheres deveriam opinar sobre a legalização ou a proibição do aborto. Como dar a um homem o direito de decidir o que elas devem fazer consigo mesmas? Um homem passa por nove meses de desconfortos físicos que podem até ser fatais? Sente a dor, a ansiedade ou o medo que elas sentem ao dar à luz? Se não sente, como pode opinar?”

    Isso é uma armadilha retórica das mais toscas, que tem como único objetivo jogar a discussão e a decisão nas mãos da militância feminista, sem ouvir a sociedade em geral. Se é válido o raciocínio neste caso, pode-se então concluir que só pode falar de racismo quem é negro, de homofobia quem é gay, de tortura que for torturado e de terrorismo quem sofre atentados. É um absurdo lógico dos mais evidentes, e como o blogueiro não é burro, só posso supor que ele percebe o estratagema embutido no discurso e se utiliza dele assim mesmo. lamentável.

    • Realmente, essa linha de argumentação foi de doer… incrível não perceberem os desdobramentos lógicos dessa afirmativa antes de escreverem.

      • Aborto é uma decisão indivudual (ou existe gravidez coletiva?), racismo e preconteitos atinge a sociedade como um todo, mental e fisicamente.

        • A ato pode até ser. A discussão não é, uma vez que o assunto encontra-se inclusive no Código Penal, válido para todos os cidadãos, vc gostando disso ou não.

          Portanto, a discussão do tema é do interesse da sociedade como um todo, coisa que deixa a militância de cabelos em pé. pelas razões óbvias. E aborto pode ser individual, gravidez não é (embora exista sexo solitário).

          • Edfg., taí o cerne da coisa, a bandeira é para descriminilizar o aborto, a lesgislação pode ser discutida sim e qualquer um pode opinar sobre ela. E não me venha com essa de que a gravidez é coletiva, para de tentar sofismar, fazer digressão o tema.

          • Você é quem está tergiversando, pois o que eu disse desde o início é que a discussão não pode ser restrita às mulheres, como queriam o blogueiro e você. Ou há outra maneira de se entender isso aqui: ““Só as mulheres deveriam opinar sobre a legalização ou a proibição do aborto. Como dar a um homem o direito de decidir o que elas devem fazer consigo mesmas? ” ??

            Depois você mudou de opinião e vem me dizer que a legislação deve ser discutida por todos, mesmo depois de estabelecer uma suposta distinção entre as situações relacionadas pelo primeiro comentarista. isso já se dizia desde o início, se você ler com atenção o comentário do sr mariano. Quem queria a discussão restrita às feministas eram vocês.

          • Mas é lógico que isso deve ficar no ambito feminino. Não admito discutir esse tema na base da religião ou sobre o que ainda não se definiu cientificamente: o início da vida. E não sou a favor do aborto, meu caro, só não tenho o direito de tirar o livre arbítrio que nos foi dado. Eu e nem ninguém pode ditar regras sobre um fato abstrato e que se relacione ao seu corpo. Eu não engravido e, portanto, não corro o risco de morte ou de quaisquer outras coisas. Não tangiverso sobre o que está fora do meu alcance. Você tem o direito sagrado de discordar de mim, como as mulheres tem o direito de não querer ouvir tua opinião, uma opinião que não te afeta fisica ou mentalmente. Não falo sobre um ente seu, mas da generalidade.

          • Resolva-se , filho, cada hora você diz uma coisa. Depois de escrever que “a lesgislação (sic) pode ser discutida sim e qualquer um pode opinar sobre ela” agora já diz que é restrita ao âmbito feminino de novo.

            Acho que suas “sínteses são fracas demais”, como você mesmo escreveu logo acima.

          • Camara EDFG., já estou resolvido há 51 anos. Portanto, não me venha com essa de “filho” pra cima de mim, fui bem claro para os que querem entender, tua bronca é livre, é um direito democrático, mas não compctuo de que dela advenha uma decisão, cabe às mulheres esse escrutínio.

          • Ok, Sr. Haroldo, só não me chame de “Camara”, seja lá o que isso signifique. Se quis dizer “camarada”, não temos qualquer afinidade para tanto, nem ideológica nem de qualquer outra natureza.

            Atenciosamente.

  20. Eu, acredito q o aborto deveria ser liberado, deixado de ser tratado como crime…. e mulheres q o fazem como criminosas…….
    O aborto sendo legalizado, nao quer dizer q toda a mulher deveria pratica-lo, mas sim q teriamos uma opcao de escolha sem sofrermos as penalidades q a sociedade impoe.
    Teriamos clinicas especializadas e seguras caso desejassemos interromper uma gravidez seja qual motivo fosse.
    Mas aqueles q mesmo sem condicoes desejasses continuar com a gravidez……. q tbem pudessesm.
    O simples direito de poder mandar no proprio corpo!!!

  21. Interessante…rsrs

    Vejam as fotos:

    http://www.24horasnews.com.br/index.php?tipo=ler&mat=399377

    Pelo direito à maçaneta…kkkkkkkkkk

  22. Eduguim. Temas como este por ti tratado seriamente, publicamente, óbvio, na mesma linha importa sejam lidos. Buscado entendimento por quem tiver dúvidas. E levado adiante. Para o maior e o melhor esclarecimento de tantas pessoas, quantas se saiba, deles estão a precisar. Aproveito espaço para uma sugestão. Antes, breve ponderação. Desde o século primeiro desta era genericamente qualificada como cristã, mais precisamente com o Concilio ou Conselho de Nicéia, estabelecido pelo famoso imperador Constantino, a igreja que viria, qual o mais velho e poderoso Império Romano, impor-se aos quatro pontos da Rosa dos Ventos, sabemos ser regida por um plutônico sistema ditatorial. No fundo sempre sob aquele sagrado jargão: Roma falou, assunto acabou. (Roma no caso é o Pontífice romano)… Tal rigidez deriva talvez da conduta do politicamente convertido Constantino. Tão duro e cruel, em nome de manter a autoridade que mandava prender, castigar e matar até os próprios filhos. Sem falar na punição feita contra a esposa, imperattriz. Nessa Igreja, não se trata aqui de maledicência, nem chauvismo, jamais. Trata-se de trazer a tona fatos, que sabe-se lá porque sim, ou porque não, permanecem enclausurados na secular bolha de vidro, recoberta com manto de filó, de um lado da “infalibilidade papal”. De outro, dos sacros arcanos do Vaticano. Na realidade, nua e crua, neste contexto está cimentada a fundamental doutrina da moral e do direito canônico. Sugiro pois procures conversar com alguém do clero ou do dito laicato, de mente livre, para análise da verdade factual desses temas. E que, no caso específico da mulher, ilumine a panorama inconfinado e dogmático em que a mulher é ou está exposta. Um sintético exemplo. No caso da moral conjugal, a prioridade dos diretos do macho é total sobre os deveres da fêmea. Exemplo,
    prescreve-se que a mulher tem estrita obrigação em “pagar o débito do coito” ao marido.
    Ser sutil tem sido ao longo das centúrias ponto fragilissimo ou inesistente na doutrina, vinda do Dogma Canônico ou da Moral católica. E diria por osmose também de outros núcleos confessionais ou cristãos. Neste panorama o que impera é o sidéreo código: Roma falou, assunto acabou.
    Entretanto, no atual quadrante da História, em que o Estado do Vaticano aparece como sede onde se faz lavagem de dinheiro, onde há o Banco Central do Vaticano, ainda se tentam usar subterfúgios, sofismas de conveniênia, mesmo em certos tópicos de sua rídissima lei moral,.Neste caso sobre as gestantes brasileiras, seria impossivel estar inerente e virtual a impressão digital de alguma alagaravia, onde se confudam os meios e os fins ,com relação a manter-se a “sabedoria protecional” sobre o corpo da mulher?

  23. Caro Eduardo, na minha opinião uma de suas maiores vistudes é não ser hipocrita e neste excelente texto, com o qual eu concordo, voce mais uma vez prova que não é hipocrita, infelizmente lendo os comentarios nunca vi um show de hipocrisia tão grande sobre o tema:

    1- Para aqueles que usam argumentos religiosos, gostaria de lembrar que o Estado é Laico, portanto não pode legislar baseado em interesses de qualquer grupo religioso. Por falar em religião é muito facil falar em defesa da vida, quando a historia ja mostrou e continua mostrando quantas mortes aconteceram e acontecem por participação direta/indireta ou simplesmente por omissão das. religiões. Por exemplo:
    -Quantas pessoas morreram na fogueira da inquisição por simplesmente dizer, por exemplo, que a terra não era o centro do universo?
    -Quantos povos foram dizimados com as bençãos da igreja catolica (maias,indigenas, etc)?
    -Quantos Judeus, negros, ciganos, comunistas,deficientes morreram no nazismo e a Igreja na melhor das hipoteses simplesmente se omitiu, e isto no coração da europa???
    -Quantas crianças morreram nos ataques “humanitarios” da Otan, por causa do petroleo, na libia e as igrejas se limitam a divulgar notas de condenação laconicas?
    -Quantas pessoas morreram e continuam a morrer em função das politicas neoliberais implantadas no mundo, principalmente a partir do governo Reagan que contou com total apoio do Vaticano?
    Eu poderia dar milhões de exemplos, mais gostaria de deixar claro que em absoluto não sou contra qualquer religião,temos exemplos otimos em varias delas como na própria Igreja Catolica com o setor progressista, que alias esta sendo dizimado. O que não aguento é ver pessoas bradando, com argumentos religiosos em defesa da vida no ventre e materno e depois, bem depois o problema é de quem pariu e de quem nasceu!!!

    2-Como é facil defender a vida no ventre e não fazer nada com as condições de vida sub-humanas que muitos levam depois de nascer, quanta hipocrisia, depois a gente torce para que algum grupo de exterminio mate os pivetes que teimam em andar pelas ruas. Ou seja deixa a pobre infeliz parir mais um miseravel, que depois a sociedade da um jeito de se livrar dele. Se as crianças ja nascidas tivessem metade do apoio dos que lutam contra a discrimilização do aborto o mundo seria uma maravilha.

    3-A MP so obriga se cadastrar para pegar o auxilio. Ou seja leia-se o seguinte: mais uma vez só o pobre miseravel é que tera sua individualidade e privacidade violada. Ai é que vemos o total desconhecimento da realidade das pessoas, pois o Eduardo ja deve estar até de saco cheio de tanto escrever que o miseravel assina qualquer coisa por uma ajuda. E o pior, é termos que ler uma enfermeira escrever que não é bem assim, pois numa favela que ela trabalhou as mulheres são conscientes, infelizmente minha cara isto não é regra, ande pelos bolsões de pobreza deste pais para voce conhecer a realidade

    4-Tem aqueles que acusam o Eduardo de estar fazendo o jogo do PIG quando critica o governo, esta é de lascar, pois depois de tanto tempo ainda não conseguiram entender que o que o MSM luta é por uma midia não partidarizada e democratica que só critica um lado, portanto temos que dar o exemplo,nós não somos invaliveis, precisamos da critica séria doa a quem doer, é para isto que lutamos ou não??

    5-Tem aqueles que alegam que mesmo com o acesso publico, praticamente nenhuma pobre – sim pois é desta classe que estamos falando, dos pobres que necessitam do dinheiro- que por uma eventualidade se cadastrar e fizer um aborto, não será punida. O problema é exatamente este, a palavra “praticamente” pois com o cadastro tudo será possível e este é o grande perigo desta MP, que parece que as pessoas fingem não entender. Ou seja, é dificil mais se torna legalmente possível. Sera que entenderam ou esta dificil?

    6-Teve um sujeito que disse que se o filho dele engravidar uma jovem ele tem o direito de decidir. Ora como é facil para o homem dizer isto!!! é o filho dele que vai carregar no ventre uma gravidez precoce, que vai correr todos os riscos, que vai sofrer a discriminação da sociedade por ser “mãe solteira”, alias não existe a expressão “pai solteiro”, interessante não?????

    7-Engraçado são os argumentos pseudo-moralistas, tipo estas jovens promiscuas. Esta mesma sociedade HIPOCRITA que usa este argumento assiste, aplaude e até paga o tal de pay-per-viu para ver os BBB`s e fazendas da vida estimulando o sexo sem responsabilidade e a erotização precoce. Cansei de ir, por exemplo, em festas infantis e sair antes, quanto via respeitaveis pais religiosos de classe media se divertindo vendo suas filhas pequenas, muitas vezes de 4, 5, 6 anos, etc dançando a dança da garrafa. Lembram???? pois é!!!!

    8-E para aqueles que usam o argumento da facilidade dos metodos anti-concepcionais, como se o problema se resumisse a isto, gostaria de lembrar que a Igreja que “defende a vida” diz que é pecado tá!!!!

    Infelizmente Eduardo não da para rebater a quantidade de argumentos obscurantistas, reacionarios, machistas, hipocritas, passionais e até imbecis que li. Termino dizendo o seguinte:

    SE POR UMA HIPOTESE FANTASIOSA A NATUREZA DE ALGUMA FORMA FIZESSE O HOMEM ENGRAVIDAR NO LUGAR DA MULHER, TENHO A MAIS ABSOLUTA CERTEZA QUE O ABORTO NUNCA SERIA CRIME!! Um grande abraço e novamente parabens pela coragem de se expor!!!!

    • [ Sobre comentário de José Marcos 08 / 01 / 2012 - 17 : 58 ]
      Me senti gratificado em dispensar “tempo ” – lendo sua exposição .
      Trata – se de um assunto polêmico , e é difícil , muitas vezes ,
      ter disposição para dizer algo .
      Seu comentário [ em minha modesta opinião ] – abordou objetivamente ,
      diversos aspectos importantíssimos ,
      - muito obrigado .

  24. Edu, quando o comentario contém as palavras ‘militancia’ e ‘militantes’, usadas de forma pejorativa, já se sabe de onde o comentarista veio e onde quer chegar…
    Agora vamos ao incêndio:
    Senhores, tudo não seria fundamentalmente mais simples se os padres, beatas e advogadinhos de plantão reconhecessem o que até o mundo mineral já sabe de longa data: ou se extermina de uma vez por todas o machismo, não só de nossa sociedade (medieval, por sinal), mas de todo o mundo, ou então teremos sempre esta discussão sobre qual é o sexo dos anjos.
    Tá na cara que as mulheres não engravidam sozinhas, e mesmo aquele papo de produção independente não cola nem com cianoacrilato. Tem que ter um ‘macho’ na parada, e em quase todas as situações em que a mulher recorre ao aborto, o ‘cara’ não tá muito a fim de assumir. Ah, mas e quando o ‘cara’ quer e a mulher fica fazendo doce, alguns perguntarão? Simples: dá um jeito de arrumar outra mulher e vai fazer filho com ela, oras. ‘ Ah, mas a mulher da minha vida é esta aqui’. Então respeita ela, pô! Nada como dialogar com a pessoa com quem se quer ter filhos ANTES de partir para a execução da coisa.
    O Edu colocou claramente as dificuldades pelas quais a mulher passa. Fazer filho, do ponto de vista ‘macholino’ é a melhor das coisas. É tudo o que um homem quer: é só prazer! Para a mulher sobram nove meses de quê? Dores, enjôos, dores, inchaços, dores, depressão, dores, ansiedade, dores, exames e mais exames, dores e mais dores. ‘Ah, mas a minha mulher não sentiu tantas dores assim’. É tu que tavas no corpo dela?
    E as igrejas, principalmente a católica, deve esquecer definitivamente dois dogmas: que padre não pode se casar (na minha opinião a coisa mais incoerente de todas, já que o casamento é considerado um sacramento) e que sexo serve apenas para procriação, e portanto camisinha é uma coisa proibida,ou pelo menos, deve ser combatida. Nada mais machista e estúpido. Pode vir com aquela de que tá escrito na biblia, etc. Tem coisas na biblia muito atuais, mas tem umas….Exemplo claro e tudo a ver coma discussão aqui: “…a mulher tem que ser submissa ao homem…” Tá lá, não sei em que capítulo e versículo, mas tá lá.
    Ou então um pastor qqer fingiiu que leu isto aí na biblia, num casamento em que eu fui padrinho.
    Alguém concorda com esta asneira? (não vale a Conceição Lemes, hein?)

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