O que sei do Nonno Paolo e do racismo no comércio de SP
Confesso que recebi com tristeza a notícia de que justo um estabelecimento comercial com o qual mantenho laços afetivos tenha se envolvido em um dos muitos casos de racismo e de discriminação de classe que infestam não só restaurantes, mas o comércio em geral nos bairros ditos “nobres” de São Paulo, entre os quais está o Paraíso, bairro em que fica o Nonno Paolo, pizzaria que freqüento com a minha família há quase 30 anos.
Para quem não conhece o caso – se é que isso é possível devido à sua larga repercussão em órgãos de imprensa de cobertura nacional como o portal de internet da Globo ou o da Rede Bandeirantes de televisão –, na última sexta-feira uma família espanhola em férias no Brasil foi ao restaurante Nonno Paolo, no bairro do Paraíso, em São Paulo. Os familiares adultos deixaram o filho adotivo – que é etíope e negro – sozinho por alguns momentos e ele teria sido expulso do restaurante pelo gerente. O garoto, que não fala português, foi encontrado pela família a um quarteirão de distância do local.
O caso vem repercutindo desde então e, devido às reações indignadas – e algumas destemperadas – que vem despertando, quero deixar registrada a minha opinião e também aproveito para revelar algumas coisas que sei sobre o racismo no bairro em que resido e no seu entorno.
Comecei a freqüentar o Nonno Paolo com a minha família por volta de 1985, quando me mudei para a rua Abílio Soares, onde fica esse restaurante. Passei a frequentar o estabelecimento com a minha mulher e com a única filha que tínhamos à época (que hoje tem 29 anos) e que, então, tinha quatro anos. Como nasci e vivi sempre nessa parte de São Paulo, os anos foram passando, outros filhos foram nascendo (mais três), nasceu-me a neta e continuamos freqüentando aquela pizzaria, ainda que atualmente faça tempo que lá não vamos.
O que posso dizer é que meus filhos, desde pequenos, talvez por serem brancos sempre foram tratados com muito carinho pelos garçons e até pela direção, e sempre que com esses filhos – ainda pequenos – entrávamos ou saíamos do restaurante víamos seus funcionários confraternizando com pessoas humildes – inclusive crianças de rua – à porta, ainda que também tenha visto crianças e moradores de rua sendo impedidos de entrar.
Ironicamente, o elegante bairro do Paraíso e todo seu entorno atrai muita população de rua, inclusive – e talvez sobretudo – crianças. No mais das vezes, essas pessoas são negras ou descendentes e a prática de impedi-las de entrar em restaurantes, lojas etc. é corriqueira. Aliás, pior do que restaurantes são os shoppings, que jamais deixam crianças ou moradores de rua entrar. Isso é comum e quem for da região e disser que nunca viu acontecer, mente.
Não sei o que aconteceu de fato. É bem provável que a criança, por ser negra, tenha sido mesmo retirada. Isso porque, nessa região, é difícil ver crianças negras em restaurantes como aquele, apesar de estar longe de ser dos mais caros. Acredito, portanto, que em qualquer restaurante de regiões “nobres” de São Paulo aconteceria algo parecido se vissem ali uma criança negra sozinha, já que, no Brasil, pobreza tem cor.




Resumindo: estamos numa cidade ridícula, com uma classe média odiável e comerciantes (estes, não precisam de adjetivo).
Muito simples. É só não ir mais a esse local e deixar eles irem à falência, certo? Aliás, eles tiraram o site do ar…pq será????? hehe
Gente, calma!
Nem sempre um lado está certo sozinho.
Qualquer acusação dessa natureza hoje é imediatamente aceita como verdade absoluta, sem que se investigue.
Lembram da Escola de Base?
Calma! A reputação e a vida de várias pessoas estão em jogo. Vamos investigar! E punir esse odioso ato se for verdade que realmente aconteceu assim.
E aqui fica a pergunta que não quer, nem pode calar: se o menino não fosse estrangeiro e nem tivesse dinheiro, estaria essa gritaria toda?
Não há nisso um pouco de vergonha pelo fato de se encontrar no “País não-racista” uma atitude dessa com um estrangeiro, aquilo que se esconde aparecendo para o mundo?
Quem pode me dizer que não sabia que isso acontecia?
Quem dos que gritam agora, já gritou pelos milhares de excluídos nas portas de restaurantes em São Paulo? Quem já gritou contra os incêndios e crianças mortas em favelas quase todo fim de semana?
Quem já gritou contra os que fecham as janelas dos carros nos faróis em que há crianças de todas as cores pedindo?
Quem já gritou contra os reclamos da classe média e alta pela redução da maioridade penal para conter “essas crianças”?
Quantos dos que gritam agora, o fazem por revolta verdadeira e quantos para serem politicamente modernos?
Pensemos! Investiguemos e calma!
Taciana, perfeito, faço das suas palavras as minhas…
Parabéns Taciana pelo texto.
Sou do nordeste. Branca, de descendencia italiana. Tenho dupla nacionalidade. Possuo passaporte europeu. Vejo preconceito ai no sul e sudeste contra negros, nordestinos e pobres e, também, no nordeste nos bairros nobres contra pobres e negros. Até na Bahia em um Shopping vi preconceito contra negro pobre. Pobre não entra em Shopping de rico. O povo brasileiro é racista e preconceituoso, ao contrario do que o Ali Kamel e a Globo promulgam.
Taciana,
Parabéns pelo seu texto, realmente concordo com tudo que vc relatou. Vamos investigar antes de crucificar.
Se estão certos porque tiraram o site e a página do Facebook do ar? Me responda se for capaz!!
Mais calma que isso o cacete! Vamos replicar sim, pra servir de exemplo.
O que tenho a dizer pra vc …que vc so pode ser branca ou trabalha em umas desta casas racista pra dizer um monte de bobeira……..
Sou mulher, nordestina, misturada como todos nós, gorda, baixa e tenho mais de sessenta anos. E tenho a mania de não aceitar simplismos como esse seu.Está satisfeito? Então agora rotule à vontade, porque quando não se tem argumentos faz-se assim mesmo, como você fez.
Tacina, concordo contigo.. Mas tirando o site do ar assumiram a mea-culpa… Sinto muito
Esse é o problema do Brasil – tratamentos diferenciados para pessoas diferenciadas. Basta notar o tom ameno e cauteloso do próprio Eduardo Guimarães, que não tem pudores em confessar que é frequentador do local. Ora, racismo é racismo, seja no Paraíso, na Lapa ou no Mandaqui. Porém, se fosse em local não frequentado pela burguesia, inclusive com clientes ilustres como o Eduardo, o caso já estaria em todos os blogues e redes sociais. Mas, neste caso, literalmente, tudo vai acabar em pizza. Lamentável!!!!
Primeiro apurar, provar e só depois condenar. Não se pode inverter essa ordem. A gerente nega a versão da família. Direito ao contraditório. Aqui primeiro se lincha (como na África, Paquistão, etc.) para depois se provar algo.
Mas, francamente, um garoto um pouco mais claro e de cabelinho liso teria passado por isso?
Justamente, Silvana: segundo uma sócia, ele saiu do restaurante porque não entendeu o que o gerente estava falando com ele. É possível que tenha acontecido isso – crianças adotadas têm comportamentos diferentes, ele já deve ter sido discriminado antes, pode ter tomado uma atitude normal como assédio. Primeiro provar, depois condenar.
Edu
Segundo Fr. Francisco van de Pael : _”Precpnceito é uma forma de autoritarismo de uma sociedade doente”.
E não é hoje que a sociedade paulistana está muito, muito doente;
Eduardo, esse é exatamente o problema: há racismo no comércio do Paraíso! O fato de haver em outros bairros, ser comum, corriqueiro, em nada diminui o fato, ao contrário. E a denúncia, que tomara seja muito replicada, se presta para isso: evidenciar o fato, para que seja tratado, incomode, provoque reações e tudo o mais que possa. O que não é possível é que se continue a assistir fatos como esse com indiferença. Concluindo, tão triste é ter de concordar com você quando afirma que não é comum que crianças negras frequentem restaurantes na região…
O pior não é o menino espanhol ser tratadoi assim, mas segundo o próprio gerente, meninos pedintes BRASILEIROS vivem por ali e pelo que entendi É ASSIM QUE DEVEM SER TRATADOS HÁ DÉCADAS DO MESMO MODO PELO PESSOAL DO RESTAURANTE.
Eu gostaria de saber qual seria sua reação, se, com a família num restaurante, os funcionários da casa permitissem que garotos pedintes entrassem no estabelecimento e fossem exatamente à sua mesa, pedir alguma dinheiro, comida, ou coisa que o valha!
Tem gente que diz ter sessenta anos de idade e ainda não aprendeu a respeitar um seu semelhante,pelo simples fato de esse semelhante ser um pedinte.Tem gente que diz ter sessenta anos,mas não criou a minima vergonha na cara.Tem gente com sessenta anos que cabe bem naquele proverbio que é criação original do não menos original Nel son Rodrigues:¨os canalhas tambem envelhecem¨
é isso aí Dimas !! que ele vista esta carapuça…
OU seja, vc é favor do racismo e preconceito. usou desta pergunta para justificar o preconceito, SR Decio. O pior racismo é o dos covardes que não reconhecem que são..e usam perguntas cretinas para desconverar.
o BRASIL é um país mestiço, por gentileza, retire-se se isto o incomoda
Se ao menos o gerente tentasse dialogar com o garoto… acredito que nem conversar o gerente tentou… racismo e falta de humanidade. Injustificável esta atitude. Se fosse um negão de 1,90 de altura as coisas seriam diferentes. Gerente covarde !!!
Décio, entendo a situação que você envolve em sua pergunta mas o que se coloca aqui é: o garoto do caso relatado aqui estava dentro do restaurante pedindo? Creio que não.
É por ai, Gerson.
Como disse o Edu, pobreza no Brasil tem cor.
E o racismo é tão arraigado e misturado com a pobreza, que a classe media direitista, que nem sabe que é direitista, e também não sabe que é racista.
Acontecia coisa semelhante com os japoneses e descendentes, bem nos primeiros anos da imigração. Mas como vinham de cultura milenar e sabiam do valor da educação formal, embranqueceram com o tempo.
Não da pra esperar que os brancos paulistas evoluam e saiam da casa grande. Temos mais é que dar condições de educação para todos, que ai a senzala fica vazia de vez ( Nunca Dantes foi quem mais despopulou a senzala).
Também não está provado que o garoto foi retirado à força, do restaurante.
O que eu questiono é o direcionamento a um julgamento, por parte do blogueiro, sem que os fatos tenham sido explicados.
“Também não está provado que o garoto foi retirado à força, do restaurante.”
O sr. quer dizer que espontaneamente o garoto levantou e saiu, ao perceber a sinalização do funcionário do restaurante?
Gerson, você viu o vídeo que está disponibilizado no Youtube, postado pelo Bahia 247?
Chama-se Boca de Zero Nove – Preguiçoso é a mãe!
Tem um monte de gente que não gostou, pois é aquela coisa, quando fazem conosco, devemos aceitar, mas quando falamos no soteropolitanês aquilo que deve ser falado, saem reclamando. Se você não viu vale a pena ver, pois quem está falando é um ator negro, e isto tem um monte de gente que não está gostando de ouvir. É uma forma inteligente de combater o preconceito e por tabela o racismo, já que Heron é negro.
Há, também, a web-série – Ôxe e se fosse na Bahia? Vale a pena assistir, todos os vídeos têm uma pitada de humor ácido soteropolitano e que damos boas gargalhadas.
Mariana,
Adorei o vídeo.
No dia anterior um comentarista, no blog Viomundo, disse para mim que meu Estado, a Bahia, deveria ser escrito com letras minúsculas.
Outro dia, em São Paulo, ouvi uma pessoa dizer que foi à Espanha e que lá era lindo porque os espanhois dormiam nos bancos da praça após o almoço. Não me aguentei e falei: engraçado, se você for à Bahia e ver alguém dormindo no banco da praça após o almoço vai dizer que é preguiçoso.
Adorei o vídeo. Muito obrigado.
Para quem quer ver esse é o link http://www.youtube.com/watch?v=BXHWW3bBNnA
Pois é, eles pensam que nós somos idiotas e, quando reagimos, ficam ofendidinhos. Querem enterrar, a partir da chegada dos portugueses, 204 de governo baiano. Como quem manda é quem tem o poder econômico, fazem crer ao país e ao povo brasileiro, que o Brasil surgiu a partir do SE. Enquanto isto, o NE, originário da formação da nação, deve ser subestimado, se for baiano, então.
Se não reagirmos, vão ficar bancando os engraçadinhos de sempre. Também adorei o vídeo
Mas só para lembrar a quem não sabe
Salvador primeira capital do Brasil – 204 anos.
Rio (segunda capital) – 196 –
Transferência da capital por razões econômicas. Pombal transferiu porque o porto do Rio ficava mais próximo das Minas Gerais. Outra coisa, Minas Gerais pertencia à Bahia e baianos e paulistas tiveram uma guerra imensa, chamada Guerra dos Emboabas, porque os paulistas queriam as terras que pertenciam aos baianos como suas, com a descoberta do ouro, algo que já sabia de sua existência desde os tempos pré-colombianos, segundo Frei Vicente do Salvador. Até o Rio das Velhas, Minas Pertencia a Antonio Guedes de Brito, latifundiário do Brasil ao lado de Garcia D ´Avila. Do São Francisco para cima, Casa da Torre; do São Francisco para baixo, até o Rio das Velhas, Casa da Ponte.
Na dúvida, leia Darcy Ribeiro – O Povo Brasileiro, Celso Furtado – Formação Econômica do Brasil e Muniz Bandeira – O Feudo.
Brasília – A partir de 1960.
São estes aqui: Se alguém não reclamar quando outro pisa no teu pé, ele vai continuar pisando, infelizmente, esta é a lógica deste país que, penso, deve ser mudada.
Boca de Zero Nove – Preguiçoso é a mãe!
http://www.youtube.com/watch?v=BXHWW3bBNnA
Humor -
Pau Miúdo
http://www.youtube.com/watch?v=B0oOi8sXVN0
Bambuluá
http://www.youtube.com/watch?v=-Ur_sHCoHbw&feature=related
o garoto estava com a familia dentro do restaurante! dentro do restaurante! vou escrever novamente, o garoto estava dentro do restaurante! Quantos meninos não ficam correndo dentro de restaurantes enquanto os pais estão comendo e conversando?
A questão não é essa. O dono poderia não deixar a criança pedir nas mesas, mas certamente teria condições de doar algum alimento para ela.
Quem é Décio?
Incrivel como este mundo é cheio de hipócritas.
Cresceu racista, envelheceu racista, não tem recuperação.
Hipócrita é quem julga sem ter conhecimento dos fatos, mas, pior, é ser papagaio de pirata.
O Sr. Décio é um daqueles que defendem uma limpeza étnico-social climatizada.
Ou seja, em vez de usar balas, como em Sarajevo, ou isolar em favelas miseráveis como na África do
Sul, ou os campos de concentração do III Reich, deixemos que os nossos pobres andem livremente nas ruas, já que essa é uma nação livre e democrática, mas criemos para nós ambientes onde, a custa de ar-condicionados, aquecedores e seguranças truculentos, nos livrem do frio, do calor, e dessa gente pobre e de cor.
Sim, senhores, vamos passear com nossos pequerruchos nesses verdadeiros parques temáticos que são os shoppings e restaurantes, que nos oferecem um mundo de fantasia onde a pobreza não existe, e não somos obrigados a ver as tristes consequências do modelo econômico em que vivemos.
Enfim, nossos shoppings e restaurantes são uma Soweto às avessas. em vez de manter os que tem a pele diferente da nossa e não podem tomar um banho diário (quanto mais pagar o que pagamos num frasco de perfume) dentro de um amontoado humano, quem se amontoa somos nós. A soweto é lá fora, então. O gueto de Varsóvia termina na porta do restaurante.
Bom apetite…se lhes for possível…
/ironia – início
Deve ser realmente revoltante ter que aturar alguém com fome e sem condições nos incomodar pedindo ajuda. Tens toda razão, Décio.
Gente de bem como vc deve ser poupada desse tipo de sofrimento. Que passem fome noutro lugar, longe das vistas das pessoas de bens. Que não nos venham importunar com sua fome. Afinal, é problema e culpa deles, não é mesmo?
/Ironia – fim
Ah, e vá catar coquinho, seu elitista de segunda categoria.
Aí em Atibaia tem negros? Colocação mais idiota!!!
Mas o Sr. todo poderoso da globo não falou que racismo no Brasil era besteira?
O pseudo intelectual da Usp não escreveu um livro para falar que racismo no Brasil não existia?
ué, não entendo mais nada
talvez seja mais um sinal d q kamel esteja perdendo espaço na globo. demorou!
e quem disse que Ali Kamel deve ser levado a sério ?
Ou seja, simplesmente lamentável.
Impossível que ninguém tenha visto, a criança entrar acompanhada de adultos. Mais improvável que não o tenham visto ser retirado do local. Conivente com a atitude esdrúxula, clientes e funcionários.
Episódio lamentável.
Brasil democracia racial? Piada.
Acho que o único idiota que acredita que no Brasil não tem racismo é o Ali Kamel.
O racismo é assim mesmo. A grande maioria dos racistas não é constituída de pessoas antipáticas, com olhar de ódio e bigodinho imitando Hitler. O racista é o vizinho bonachão.
Cada um de nós tem que lutar para extirpar o racismo de si mesmo. Isso está expresso numa cena do filme NÃO CHAME A POLÍCIA, estrelado por Nicolas Cage e Samuel L. Jackson (aliás, é uma comédia bem sarcástica sobre racismo). Jackson faz o papel de um escritor negro. Cage é um assaltante. O escritor diz ao bandido que ele é racista. O assaltante nega:
- Eu não sou racista.
E o escritor diz:
- Você é sim, pois quando um branco passa por você, na rua, seu cérebro registra “uma pessoa”. Quando é um negro, sua mente registra “um negro”.
Depois do filme, comecei a ficar mais atento às minhas reações…
Isso é comun nesta região de são paulo (sp todo é assim), e Não venham com essa que não é!! quando não por cor, é sotaque, sexo e assim vai.
Há também muita hipocrisia nesta,mais um fato de racismo,que esta repercutindo porque os pais são brancos e estrangeiros,e aí falou o espirito de vira latas da mídia.Como você mesmo já disse Edu,em todas as cidades do Brasil,crianças negras na sua maioria,pobres,algumas buscando sustento para si ou suas famílias,são sistematicamente barradas em comércios,muitas vezes ante nossos olhos e nada fazemos,algumas delas tentam entrar para vender,amendoins,balas,flores.E a hipocrisia de que falo começa por mim mesmo que ja vi estas cenas descritas,e como que anestesiado pelo cotidiano sinto pena,mas só isso.e olhe que sou negro(ou pardo,mulato, moreninho, por não ter todos os esteriótipo dos negros,sou da grande parcela da população que conforme o seu status econômico é aceitável), mas são coisas que devemos extirpar da nossa cultura,a começar por nós mesmos,e não ficar arrumando bodes expiatórios para nossa consciência..
Estou indignado, mas é com você, Sr. Eduardo Guimarães.
Você diz não estar a par do caso, mas deixa nas entrelinhas seu julgamento sumário de que o restaurante cometeu ato de racismo,
Não te passou pela cabeça que é estranhíssimo que o casal de espanhóis tenha deixado um garoto de 6 anos, sozinho à mesa, para irem ao “toilette”?
Não te passou pela cabeça que a família inteira chegou ao mesmo tempo, ao restaurante, e que, como é de praxe, numa casa como o Nonno Paolo, um garçon, ou, mesmo um “maitre” venha receber os clientes à porta, a fim de saber o número de pessoas, para encaminhá-las à uma mesa, e que, em função disso, os funcionários da casa não poderiam não saber que o garoto estava com eles?
Eu já te falei: moro em Atibaia faz 4 anos, mas, sou da Vila Mariana, onde nasci faz apenas e tão somente 60 anos e conheço a região como a palma da minha mão, portanto, não venha querer ensinar o Pai Nosso, para o padre, meu chapa, sobre racismo na região.
Seja mais honesto e responsável, que tem muita gente de miolo mole que te segue..
Você não entendeu o que escrevi. Eu acho que o restaurante não deveria ser linchado porque o que aconteceu lá é comum nesta região, então não tem sentido escolher aquele pra cristo. Como eu disse, aconteceria em qualquer restaurante daqui. Falei agora há pouco por telefone com a pessoa que denunciou o caso. Ele me contou o que aconteceu e foi bem diferente. O caso de espanhóis foi servir-se no buffet e o garoto quis ficar na mesa. Quando o casal olhou de novo, a criança tinha sumido. Foi encontrada a um quarteirão dali. De fato um garçon sempre vem te receber, mas isso não impede que outro funcionário que não viu a família entrar faça isso. E fazem porque recebem treinamento para isso, para não deixarem que crianças ou moradores de rua, que abundam na região, fiquem entrando em shoppings, restaurantes, lojas etc – o que, aliás, é ilegal, pois não se pode impedir um cidadão de entrar num estabelecimento. Garanto a você que fiquei consternado. Os funcionários do restaurante ficaram indignados com o funcionário que fez aquilo, mas ele era um gerente orientado para agir daquele jeito, apesar de provavelmente ser uma besta preconceituosa.
Se um comerciante tem um funcionário despreparado deve ser , sim, responsabilizado pelas barbaridades que este comete no trabalho. Nesse momento ele representa a empresa. Não é assim quando “nos roubam” na conta ou quando nos vendem um produto com defeito? Procuramos os superiores e exigimos nossos direitos, não é? Qual seria a sua atitude se esta criança fosse seu filho ou filha?
Vc acha mesmo que o restaurante não deve “ser linchado” (punido e criticado) apenas pq isso é um fato corriqueiro, Eduardo? Também era corriqueiro bater em mulheres, prender e torturar comunistas, esconder deficientes, espancar crianças ‘para educar’…mas isso mudou, não se tolera mais e se ainda existem casos, tbm existem leis para punir.
Eu acho que deve haver punição e boicote ao local, pois um lugar que trata as pessoas pelo que julgam que ela vale não é digno da presença de pessoas de bem. Hoje o meu filho me perguntou o pq de expulsarem a criança…Ele tem 7 anos e leu a matéria. Responder o que? Que isso é corriqueiro e então não deve ser tão ‘duramente’ criticado?
O texto não diz isso
Se o casal foi ao “buffet” e deixou o garoto sozinho à mesa, também é muito possível que eles tenham demorado, que o menino tenha ficado com medo, e saído à procura dos pais, na rua, sem que nenhum fuincionário tenha percebido, portanto, não faça julgamentos sumários, baseado em hipóteses.
Você tem essa mania sórdida de esculachar paulistanos, por razões absolutamente sectário-partidárias e isso é injusto e irresponsável.
Pô, cara, voce não gosta mesmo do Eduardo, heim?
Então porque vem aquí?
Voce está tendo atitude de mau carater.
Pare com isso e vá se cuidar.
Mau caráter por querer saber da verdade dos fatos, antes de julgar?
Será que sou eu, o mau caráter, aqui?
Ah, Décio, mais uma vez: vai catar coquinho!
Vc não faz a mesma exigência de “saber todos os detalhes de todos os fatos” antes de malhar tudo o que é de esquerda, então vc não passa de um hipócrita.
Mesmo na absurda hipótese do garoto ter saído sozinho do estabelecimento, a situação não mudaria em absolutamente nada. Afinal, ele não é invisível, e certamente alguém viu um garoto de 6 anos saindo sozinho E NADA FEZ, simplesmente por não achar que havia qualquer coisa de errado ou de incomum.
Se fosse um garoto branco, alguém o teria impedido, com certeza.
Mas isso é discutir o sexo dos anjos. Um garoto estrangeiro de 6 anos não sai sozinho de um restaurante. Alguém o encaminhou para a saída.
Infelizmente não só de São Paulo, mas do Brasil! O racismo é uma doença nacional, a qual, infelizmente tem cura lenta. Moro em Recife, sou branco e descendente de europeus. Há alguns anos atrás tive uma namorada mestiça. Muito bonita, ela era filha de mãe negra e pai branco, possuía pela clara, mas traços arredondados e cabelo cacheado e grosso. Além disso, era de uma classe social menos favorecida que a minha. Enquanto estávamos juntos, evidentemente ela sempre foi respeitada e bem tratada por estar em minha companhia, contudo relatou-me diversas experiências discriminatórias que vivera antes de me conhecer, ocorridas em lojas e restaurantes que posteriormente frequentou comigo, as quais aconteceram exatamente devido ao seu aspecto racial e por não ter condições de usar as roupas “certas”. Só para contar um deles, relatou-me que chegou a ser abordada pelo funcionário de uma luxuosa loja de roupas apenas por estar olhando a vitrine do estabelecimento, sequer entrara nele, por um tempo que o tal psicopata, obviamente cumprindo as ordens de algum monstro, considerou “exagerado”. Por mais que soubesse teoricamente que esses casos existiam, chocou-me muito saber que ocorreram com uma pessoa tão próxima, como também por terem ocorrido em minha cidade, que possui um pensamento político progressista em relação ao Brasil, mais ainda em relação à reacionaríssima São Paulo, o qual não impede que, até mesmo entre os progressistas, perversões como essa possam existir. Não conheço a pizzzaria onde ocorreram esses fatos, mas infelizmente por saber que ela está inserida dentro da racista Sociedade brasileira, sou capaz de ter certeza que essa barbaridade ocorreu exatamente como ralatado em seu texto.
http://www.youtube.com/watch?v=IDCrts4SofA&feature=related
menino adotado por família que está de férias,não devia estar mal vestido,então o problema ali era unicamente a cor de sua pele !!! lamentável mesmo,dá vergonha alheia.
Dizer que menino foi confundido com um garoto de rua é absurdamente imperdoável. Uma criança, filha de espanhois que estavam em férias aqui no Brasil devem ter muito dinheiro portanto o garoto devia estar muito bm vestido prá er confundido assim… Foi racismo mesmo. Tomara que ninguém vámais lá, ou então só as pessas imbecis e racistas.,
E seria perdoável se ele estivesse maltrapilho?
Lamento, mas seu comentário implica que é correto, ou aceitável, tratar um menino de rua daquela forma, e errado é apenas discriminá-lo pela cor.
1- Amiga branca que frequentadora o elitíssimo Clube Ideal de Fortaleza diz-me que não pegava sol para não ficar morena.
2- A prima de minha mulher, meio aloirada, também não fica no sol de Natal “para não ficar muito morena”…
3- Até hoje a Bahia não elegeu um negro para governador…
4- O meu estado, RS, com todos os problemas, elegeu o Sr. Alceu Collares, cidadão negro.
População sofrida como é a de São Paulo, diariamente assiste e sofre várais formas de discriminação.
Ninguém fica inume. E tudo acaba parecendo normal, aceitável.
“até Hoje,a Bahia não elegeu um negro para governador”.por essas e outras,q a Bahia AINDA não avançou como deveria!a”Roma Negra”,sofre com uma imprensa carlista extremamente esperta(embora derrotada nas duas ultimas eleições).é uma pena!
O preconceito é uma doença. Já vi homossexuais dizerem para mim que não fariam intercurso sexual com um negro. Já vi num ponto de ônibus em Barbacena, um travesti todo produzido para passar férias no Rio de Janeiro, ofender um outro travesti, codinome Margarete, por ser negro. Já vi negros falarem que negro tem de ser homem porque ”homossexualismo é coisa de branco”. Existe preconceito entre as religiões: vide a autobiografia de um ex-padre que virou pastor batista: ”este homem escapou das garras do Papa”.
O preconceito existe até entre os portugueses contra os brasileiros. Teve um blogueiro português que disse que a maior raiva que ele tem é ver quando navega na Internet, 90% dos sites brasileiros. Existe esse tipo de preconceito até nas discussões cientifícas. Senão vejamos:
Florentino Ameghino, paleontólogo argentino de origem italiana lançou a teoria do autoctonismo monogenista (o homem é originário da Argentina). Foi levado ao ridículo. Hrdlicka acabou com Ameghino. Mas o norte-americano Owen que disse que o berço da humanidade era Laguna Beach, na Califórnia, este nem foi incomodado.
Os ingleses fizeram a fraude do Homem de Piltdown, mas como os cientistas que compraram gato por lebre eram ingleses, pôs-se uma pedra sobre isso. Ai deles se fossem espanhóis, portugueses, brasileiros, argentinos e qualquer outro ibero-americano. Teriam sua reputação demolida. Mas como eram ingleses…
Veja-se o caso do espanhol Dom Marcelino de Sautuola, descobridor das famosas pinturas de Altamira. A reputação dele foi demolida como se ele fosse um réprobo. Até de falsário ele foi chamado. E no entanto as pinturas de Altamira são autênticas, ao contrário do esqueleto do homem de Piltdown.
Realmente eu nunca vi uma criança de rua entrar em um shopping. E se você entra mal vestido os segurança ficam atrás de você. É verdade!!! Pobreza tem cor.
Já viajei por vários países pelo mundo e confesso onde senti mais racismo foi no Brasil. Nasci no Timor Leste e pela minha fisionomia passo por tailandes, filipino, brasileiro….enfim pouco importa. Tenho passaporte português e nas minhas vagens ao Brasil, sempre com grupo de amigos, na entrada, vulgo imigração, o curto inquérito (meia dúzia de perguntas) entre as quais quantos dias ia ficar, era sempre atribuído os dias exactos que eu dizia que ia ficar. Aos outros meus amigos nada era escrito quanto ao número de dias, supondo que poderiam ficar 6 meses conforme acordo Portugal Brasil. Confesso que hoje prefiro viajar com o meu passaporte canadiano mesmo tendo que solicitar o visto antes de viajar.
Conclusão … O racismo sentia bem a entrada do Brasil.
E sempre os meus amigs brasileiros dizem que o crime de racismo não tem fiança…
Ser magro, gordo, branco, preto, rico, pobre, bonito ou feio o esqueleto é igual, só muda o tamanho.
O homem vale aquilo que ele tem no bolso.
Moro no interior num bairro da periferia, longe de ser considerado nobre e desconheço qualquer comércio onde não se observe esse tipo de atitude. Fazem isso por dois motivos : Os clientes não gostam de ser incomodados e os donos receiam ser furtados.
No caso em questão o garoto foi “expulso” apenas pela cor ? Desconsideraram o que normalmente move esse tipo de atitude corriqueira em qualquer cidade/bairro do pais : trajes,etc. ?
Como oriental tb enfrento essas formas de violência nas relações.
E há sempre conservadores de plantão pra dizer que essas coisas “não existem”.
Mas, no caso descrito da matéria concordo c/ o Eduardo.
Há de fato um erro. Mas ninguém pode julgar nada de antemão.
Todos têm amplo direito à defesa. Todos precisam ser ouvidos.
Pois é uma questão ao mesmo tempo delicada e explosiva no Brasil.
E precisa ser rediscutida e tratada de forma adequada e justa. Além de ser necessário urgentemente políticas públicas de cidadania, consistentes e permanentes sobre a questão.
Caro Eduardo,
Mesmo com toda o cuidado,e elegância do seu texto, tenho que fazer coro com senhor Décio de Atibaia e com a Roberta.
Sua postagem denota uma tolerância indesculpável e, se formos ser impiedosos, leviana para um blogueiro que foca seus interesses em cidadania.
Há um erro grave na administração do estabelecimento que nenhum laço afetivo, familiar ou de memória de bons momentos justifiquem qualquer conivência.
Sua visão edulcorada de uma pseudo-cordialidade burguesa revela-se restrita quando você aventa a hipótese de seus parentes nunca terem sofrido qualquer constrangimento por serem “brancos”. Chega a ponto de um certo menosprezo à capacidade crítica de um leitor médio.
O racismo não deve ser justificado sob nenhuma circunstância. Dizer que essa é uma “triste realidade” e que no Brasil “pobreza tem cor” são clichês que mais que evitados não devem ser reproduzidos sob o verniz de uma frase de efeito,
Não são. São índices claros de um comodismo, de uma postura conivente com a desigualdade social e com a precária distribuição de renda do país.
Não estamos, no entanto, em busca de justiçamentos ou destruição de um próspero negócio. Não é assim que se resolve o conflito étnico. Ele se resolve com educação e com o repensar valores.
Então fica minha sugestão:
Já que houve interesse de sua parte de apresentar suas impressões positivas do lugar e depois apurar o que de fato ocorreu, continue com mais um movimento. Proponha aos donos do estabelecimento uma ação social inclusiva para os moradores de rua da região. Proponha também um seminário de capacitação em que questões de diversidade, seja ela étnica, religiosa ou de gênero, sejam discutidas e esclarecidas junto a equipe de trabalho.
Se o seu interesse é cidadania, aqui há um “case” para que seu blog não seja apenas o espectador passivo dessa situação. Mas tenha uma parcela significativa como agente de mudança.
Do contrário, vamos considerar que há um “de acordo” a algo que não dever ser assim nem considerado natural ou inato.
Abraços
A sua proposta aos donos do estabelecimento deveria mesmo ser levada em conta, assim como um trabalho de capacitação dos funcionários que ali trabalham.
Imagino como deve ser complicado para funcionários, pessoas de classes menos favorecidas, muitos negros e também com filhos pequenos, ter que tomar tais atitudes para cumprir as “regras da casa”.
Lamentável.
Não presenciei os fatos mas imagino que o garoto estava apenas sentado à mesa. Não estava pedindo, nem incomodando ninguém. É o que imagino. Não fosse uma criança negra não teria sido colocada pra fora. Certamente o funcionário teria a preocupação de certificar que a criança não estava sozinha.
No interior do Mato Grosso presenciei um índio ser expulso de um restaurante, pelo proprietário, com tapas na cara e gritos de “vagabundo”. Me senti muito mal, levantei e fui embora. Havia acabado de chegar. A pessoa que fui visitar me disse que é comum os índios serem tratados daquela forma.
No vídeo a segir, uma senhora com uma criança no colo, puxando outra criança pelo braço, sendo impedida por seguranças de adentrarem a um shopping em Fortaleza-CE.
http://www.youtube.com/watch?v=wvjCSFb54f8
Será que o Ali Kamel “Não Somos Racistas” está ciente?
“Não presenciei os fatos mas imagino que o garoto estava apenas sentado à mesa. Não estava pedindo, nem incomodando ninguém. É o que imagino. Não fosse uma criança negra não teria sido colocada pra fora. Certamente o funcionário teria a preocupação de certificar que a criança não estava sozinha.”
Gerson, você não se sente um cara desonesto, quando faz julgamentos precipitados?
Como é que é sentir-se um cara desonesto?
“Gerson, você não se sente um cara desonesto, quando faz julgamentos precipitados?
Como é que é sentir-se um cara desonesto?” – Décio – Atibaia/SP
Não sei. Eu não me sinto.
Décio, você não se sente um cara desonesto quando faz julgamentos precipitados a meu respeito?
Como é que é sentir-se um cara desonesto?
“Não fosse uma criança negra não teria sido colocada pra fora.”
Quem disse isso que destaquei acima, foi você.
Você não sabe se foi isso que aconteceu.
O que existe, por enquanto, são especulações.
Seja honesto.
Eu sei sim que foi isso que aconteceu. Porque eu li o texto. Agora, se há outra versão que não estamos sabendo, por favor nos conte. O que é estranho é seu esforço em defender os autores do racismo alí praticado e já de conhecimento público.
Disse e repito: Não fosse uma criança negra não teria sido colocada pra fora.
Infelizmente não é apenas em SP que isso ocorre.Há algum tempo atrás,terminei por afastar um casal que frequentava minha casa,em virtude das piadinhas racistas que faziam na frente da minha filha.Já os havia alertado sobre esse fato e conhecendo minha posição,repetido o comportamento,não tive outra alternativa,senão pedir-lhes que não mais me visitassem.O pior disso tudo é que o casal tem filhos.Infelizmente para eles,serão racistas por tabelinha,sem sequer entender como isso aconteceu.Fico muito triste quando fico sabendo de coisas assim.Ainda estamos muito aquém do desejado,em termos de humanidade.
O mellhor comentário sobre esse caso eu li no blog do Nassif.
Por Ritinha
Racismo é uma das coisas mais terríveis que existe, concordo; mas vamos imaginar o seguinte: Digamos que o gerente, ao ver uma criança negra sozinha na mesa do restaurante olhasse dos lados e visse lá longe um casal também negro. O que mesmo este gerente pensaria? Que o garotinho negro deveria ser filho do casal. Desta forma duvido que o menino seria colocado para fora.
Ai alguém perguntaria: Mas se o menino fosse branco? Bem, se ele fosse branco, mas estivesse com aparência de menino de rua também seria colocado para fora.
Então ao meu ver neste caso tem o engano do gerente, tem o elemento racismo não só do gerente, mas da sociedade de maneira geral e também o grande preconceito de classe social. O gerente fez o que muitos clientes esperariam dele. É cruel isso? Claro que é, mas a sociedade é realmente muito hipócrita para encarar tal fato. Sem dúvida é bem mais fácil a indignação via rede do que ter uma ação contrária ao racismo velado e já estabelecido.
Não serei eu a jogar mais pedra, creio que a repercussão já julgou e condenou o restaurante.
Isso, infelizmente, acontece no mundo todo… exceto na África!
A matéria, a meu ver, tomou todo o cuidado do mundo para se manter neutra. São doenças sociais: Vale pelo talão de cheque. Vale pelo carro que dirige. Vale pelo bairro que mora. Vale pela cor. Vale pelos dentes que possui na boca. Vale pelo perfume que usa. Vale por………..(?????). O QUE VALE MESMO, É A MUDANÇA NA EDUCAÇÃO DAS CRIANÇAS. AS CRIANÇAS NÃO NASCEM RACISTAS. ELAS APRENDEM A SEREM RACISTAS.
Estou anonimo neste relato por ser necessário. Tenho um cunhado incrível, gente boa, formou uma família linda em todos os sentidos, ele é descendente de espanhóis. Sempre quando estamos juntos as reuniões são sempre regadas a vinhos e chopes. É aí que mora o problema, dito cujo começa a soltar as perolas racistas, piadas preconceituosas contra negros, homossexuais, petistas… Ele deve perceber minha decepção pois imediatamente saio da “rodinha”. É o racismo oculto.
Nestes dias zapeando por canais de TV assisti uma cena de um rapaz negro, forte e por sinal muito bonito salvando três pessoas dentro de carros arrastados por enchente, entre eles uma avó (nova por sinal) e sua neta. Ele arriscou sua vida para salvar três branquinhos. Passado o fato, a repórter reuniu os três envolvidos, a avó branquinha deu um abraço constrangido no rapaz que salvou à ela e sua neta, me deu vergonha alheia. Fico imaginando o rapaz em outra situação, pedindo alguma informação à avó branquinha no trânsito, creio que a mesma nem abriria o vidro de seu carro. Somos todos hipócritas.
Me faz lembrar da minha “nona” racista ” existem muitos nonos e nonas tal qual esse preconceituoso, vamos ver o que ele levará no final de sua vida!!! é digno de pena!!!
Não é só em São Paulo, eu já vi tantas vezes isto. Menino negro sendo “tangido” de dentro de estabelecimento comercial. E moro no Nordeste. Já vi isto no Ceará, já vi isto no Piauí. Vi isto em Belo Horizonte, quando morei em Belô. É generalizado.
O fato de ser um acontecimento corriqueiro não diminui a responsabilidade e o crime do restaurante. Ao contrário: só mostra a sociedade criminosa refletida em seu comércio. Racismo é crime. As autoridades devem prestar mais atenção para que este ato não seja mais “corriqueiro” nos estabelecimentos comerciais do país.
Dado o tempo em que ali está, o ‘Nonno Paolo’ é daqueles lugares pelos quais a vizinhança inteira se afeiçoa, como você, Eduardo, deixa claramente transparecer neste post. Até eu, que não morava tão próximo assim desse estabelecimento, já estive lá muitíssimos anos atrás. O que ocorreu ali é parte de uma triste rotina. O racismo e o preconceito são, infelizmente, prática rotineira em São Paulo. Que fazer numa situação dessas? Simplesmente boicotar “ad eternum” um lugar que estamos acostumados a frequentar? A meu ver, e sempre dependendo da gravidade do caso, me parece mais apropriado dosar esse boicote. Aplicar um período de boicote e, na qualidade de cliente regular, requerer ao gerente do local, um ato efetivo de reparação, de caráter público, a seu critério. Talvez um donativo ou uma campanha de retratação, quem sabe? O conveniente, na minha opinião, é usar o sucedido como exemplo de atitude condenável, exibindo-o de forma educacional, a toda sociedade circunvizinha. Talvez daí se obtenha algum dividendo, em termos de denúncia do racismo e preconceito; o que certamente não ocorrerá, se for adotado o boicote permanente puro e simples…
O ideal seria os donos virem a público dizer “erramos, vamos mudar nossas atitudes em situações semelhantes a partir dessa experiência. Pedimos desculpas ao rapaz, aos negros que com sua dor e sofrimento ajudou a fazer do Brasil o que ele é hoje e aos nossos clientes”.
Racismo é imperdoável. Envolvendo crianças, é atrocidade pura, covardia. Bem diferente de um restaurante na rua do Shopping D&D, esqueci o nome, travessa da Berrini. Na hora do almoço, pela varanda, dois meninos com uma caixa de engraxate me pediram dinheiro para almoçar. Acabei dando uma graninha que dava para almoçar num boteco. Mas eles queriam almoçar ali mesmo e entraram. O garçom, elegante, negro (lindo, diga-se de passagem), botou os meninos numa mesa, seviu-os muito bem, com direito a suco de laranja e sobremesa. Aliás, onde andaá este garçom?, nunca mais o vi.
E esse seu texto, dizendo que é comum esse tipo de comportamento é para justificar o que aconteceu? Não entendi.
http://olharbeheca.blogspot.com/2011/01/como-funciona-uma-cultura-diagrama.html
Encontrei este blog sobre Comportamentalismo e navegando por ele achei muitas coisas interessantes para entender como funciona uma cultura, seus reforçadores, comportamentos etc…
-Ainda estou avaliando e não conheço o autor.
Será que esse garoto estava tão mal vestido e sujo assim para ser confundido com uma criança de rua?
O a cor falou mais alto que a aparência geral?
De qualquer forma faz a gente pensar. Se fosse mesmo um menino de rua, então esstaria certo?
É injustificável. Foi uma medida asquerosa. Qualquer tentativa de se justificar sona patética.
O Brasil é racista. Ponto. Criamos aqui uma convivência que creio não existir em lugar algum da face da terra. Teorias e comportamentos discriminatório contra negros perpretados por pessoas bilogicamente negras (80%). Como se conseguiu isso, não sei. É uma engenhoca que vem dando certo, pois tem conseguido EXCLUIR a maioria da população dos acessos mínimos aos bens elementares e outros (Trabalho, Educação, Saúde, Riqueza). Fico a imaginar qual seria a melhor maneira de resolver essas questões. É dificil. Do jeito que as coisas se processam os negros estão e vão continuar em desvantagem por muitos anos. Porque a tese que comanda o SISTEMA racista brasileiro é o da UNIÃO DAS RAÇAS, a armadilha mais bem praparada que já vi e para a qual não se consegue contra-argumentação plausível.
Os não recistas esperam que o menino discriminado jamais se esqueça do lhe fizeram. Esperam ainda que a parcela civilizada da população de São Paulo não se esqueça. Esperam também que os pais e familiares da criança violentada não se esqueçam. Esperamos que os clientes desse restaurante (???) o abandonem e por fim que a Justiça não se esqueça de punir exemplarmente os responsáveis. Exemplarmente!
http://www.facebook.com/events/210083792412625/
Panelaço contra o Racismo! Boicote ao Nonno Paolo!
Evento público · De Paola Morales Cardenas, Cy Novais e Filipe Rangel Celeti
Quando: sábado
Hora: 14:00 até 17:00
E se nesse meio tempo que esse irresponsável deixou a criança na rua acontecesse uma tragédia, será que o povo estaria botando panos quentes neste restaurante. Tem de boicotar, e pelo que fiquei sabendo vão receber uma multa pesada, muito bem, pois quando é no bolso dói. Já pensou se a Ala Mirim da Vai Vai aparece por lá?
Que beleza… a página de convocação do panelaço na porta do, digamos… restaurante, foi tirada do ar. Todas as referências a ela desapareceram do Facebook.
Então este será o novo “point” de skinheads, nazistas e outros brancos! Pronto casa cheia!!!
Pelo que interpreto, ocorreu falta de gerenciamento no restaurante.
É prache num restaurante, principalmente em um de estirpe e localizado em bairro nobre da cidade, o cliente ser recebido a porta pelo maitre e pelo mesmo ser encaminhado para a mesa, para após ser atendido pelos garçons.
Esse seria o prache e isso que era ensinado nos cursos do Senac.
Nesse prache, teriam notado quem entrou e com quem.
Como é péssimo o atendimento nos restaurantes de São Paulo e como os restaurantes admitem profissionais sem qualquer formação ou preparo profissional, claro que o maitre nem viu quem entrou e com quem entrou.
E no Nonno Paolo claro que o atendimento não é diferente, os garçons estão mais interessados em demonstrar intimidade ou provocar intimidade com os clientes, do que em se colocarem nos seus devidos lugares, fazerem cara de paisagem e oferecerem excelência no atendimento, notando tudo a sua volta, para realizarem os desejos dos clientes; afinal, para isto estão sendo pagos.
O maitre além de racista, foi relapso com as suas funções.
A proprietária além de ter sido conivente com o racismo, permitiu (e permite) um atendimento de baixo nível no seu estabelecimento comercial.
E desse modo, ainda querem trazer a Copa do Mundo e as Olimpíadas para o Brasil…
agora foi a vigilância sanitária.
dá pra confiar?
http://glo.bo/xeebcT
Esse restaurante (NONNO PAOLO) foi também interditado pela vigilância sanitária que encontrou alimentos fora do prazo de validade em sua cozinha. Desse modo além do racismo, o restaurante tinham desprezo para os seus clientes os enganando.