Problema com enchentes? Estude OSPB e descubra de quem cobrar
Quando cursei o antigo “ginásio” (hoje Ensino Fundamental II), lá pelo início dos anos 1970, o currículo escolar tinha uma disciplina chamada OSPB (Organização Social e Política Brasileira), que se tornou obrigatória a partir de 1969 através do Decreto-lei 869/68.
OSPB foi abolida do currículo escolar após a redemocratização do país devido a ter passado a ser considerada pelos Parâmetros Curriculares Nacionais estabelecidos pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação de 1996 como sendo “doutrinadora da ideologia da ditadura militar”.
Apesar de ser verdadeira a afirmação de que a disciplina em questão servia aos propósitos de doutrinação ideológica do regime, há momentos em que fico imaginando se não seria o caso de reinseri-la no currículo escolar, mas sem qualquer viés político-ideológico.
Penso nisso ao ver o noticiário sobre as enchentes que o período de chuvas de verão já está criando, como acontece todo ano. Esse é um período em que interessa à imprensa politicamente partidarizada expor alguns casos e esconder outros.
Vemos, neste instante, o noticiário sobre deslizamentos e alagamentos com profundas críticas ao governo federal. Até criticar o governo do país, sem problemas. O problema está em poupar governos estaduais e municipais que, em certos casos, são muito mais responsáveis.
Não se pode comparar enchentes nas regiões pouco ou nada desenvolvidas com as que acontecem em Estados ricos como São Paulo, onde a imprensa ou põe a culpa no governo federal ou em São Pedro, mas nunca no governo do Estado ou na prefeitura da capital.
Essa crítica enviesada, exacerbada ou omitida às responsabilidades de cada nível da administração pública de acordo com as injunções políticas conhecidas da grande imprensa só é possível porque o brasileiro não sabe direito que nível cuida do quê.
O brasileiro médio tampouco sabe dizer exatamente para que servem senadores, deputados e vereadores, além de não saber direito o que é de maior responsabilidade do prefeito, do governador ou do presidente.
Se ocorre uma inundação em uma localidade erma e empobrecida do Norte ou do Nordeste, seguramente o governo federal tem que responder. Mas quando uma megalópole como São Paulo inunda, prefeito e governador é que são os maiores responsáveis.
A escola aborda aspectos laterais dos níveis de responsabilidade de cada um dos Poderes e de cada um dos cargos do Executivo e do Legislativo, e superficialmente. E a Constituição Federal, então, quase não é estudada no ensino fundamental ou no médio.
Eis, aí, a razão de ser simples para a imprensa partidarizada confundir o cidadão cobrando só do governo federal o que deveria ser cobrado dos governos estaduais e municipais, como em São Paulo. Ou até cobrando São Pedro, mas nunca o responsável pelo problema.
Se os cidadãos soubessem direito a quem cobrar por cada problema que os aflige, seria mais simples. Enquanto a imprensa partidarizada instiga o paulistano, por exemplo, a cobrar do governo federal o que prefeitura e governo do Estado têm que resolver, o problema persistirá.
Que ao menos a geração que estuda aprenda a Organização Social e Política do Brasil. Só assim para livrar lugares como São Paulo de problemas para os quais os governos locais não dão bola porque sabem que não serão cobrados. A geração adulta já não tem mais jeito.




Olá Edu !
Como seu post fala sobre enchentes, este link que vou te passar tambem fala sobre as de MG.
Mas o que me chamou a atenção foi o fato da Folha de São Paulo, atraves de sua publicidade para
angariar novos assinantes.
Olhe como eles desejam para os seus “novos assinantes”….com o dedo médio esticado…dando a desejar
aos seus assinantes…
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1030808-deslizamento-atinge-casa-e-mata-2-em-governador-valadares-mg.shtml
Não sei como repassar a imagem..desculpe.
Abraços.
Luiz Antonio de Castro
E o que dizer do povo do sertão nordestino que vive a mingua há dezenas de anos sem que nenhum governo, até hoje, tenha feito nada para amenizar as consequências da seca na região? Inclusive, o nordeste, ultimamente, vem sendo atingido por enchentes, também, e até hoje ainda existem famílias que ainda não foram para suas casas.
Este país arrecada tanto dinheiro em impostos que, caso não fossem desviados para a corrupção daria para se tornar um país que respeita seus cidadãos cumprindo o que deve ser dever de Estado.
Lembro da Alemanha, totalmente destruída há uns cinquenta anos e hoje uma das maiores, ou a maior potência econômica da Europa.
Se o nosso país fosse destruído por uma guerra jamais se reergueria, pois, nem as cidades do Rio de Janeiro, atingidas pelas enchentes do ano passado até hoje continuam sem recuperação. E montes de dinheiros foram para lá destinados para esse fim.
Novos Estados estão sendo atingidos pelas chuvas e nada vai ser feito, pois o dinheiro destinado para a recuperação de estradas, rede elétrica, rede de água, alimentação etc., jamais vai chegar a sua destinação.
Realmente, precisamos discutir as enchentes e outros problemas que são da competência de governos estaduais e prefeituras.
A mídia demotucana, para começar, evita a palavra “enchente” quando se trata de São Paulo. No lugar dela, usam o termo “pontos de alagamento não transitáveis”. Haja hipocrisia.
O fato de o governo do estado de SP ter deixado de fazer a limpeza da calha do rio Tietê por três anos é UM CRIME contra o estado. Crime denunciado pelo site http://www.viomundo.com.br/ Depois, até o UOL/Folha reconheceu o fato.
As enchentes NÃO são causadas porque o povo joga papel na rua. As calhas dos rios têm que ser limpas porque as enxurradas levam muita terra e areia para os rios. Essa terra e areia vêm de terrenos baldios, construções, etc. Como não foram limpas, o resultado é o desastre a cada temporada de chuvas.
Ainda por cima o Zé Bolinha de Papel fez uma obra eleitoreira e inútil ao duplicar as marginais do Tietê. Os técnicos avisaram que aquela obra estava errada. Gastou-se R$ 2 bilhões para impermeabilizar as marges do rio, piorando ainda mais o problema das enchentes.
Estou vendo a BAND neste momento, e eles estão usando a palavra “ENCHENTE” (ainda bem).
Em SP amigos meus louvando a proibição da sacolinha de supermercado que fará o milagre da salvação do meio ambiente e a esculhambação ampla geral e irrestrita do ” povo sem educação ” que joga tudo na rua e que são os ÚNICOS responsaveis pelas enchentes de SP, isso dito por gente graduada que na teoria devia ser capaz de distinguir quem é responsável pela limpeza das ruas e rios, não digo que o povo é santo e consciente de que o lixo deve ser separado reciclado e acima de tudo descartado nos lugares CERTOS, mas ver gente que estudou não saber distinguir responsabilidades é de chorar e o pior é que é povão também mas fala como se não fizesse parte daquela ‘ choldra ignóbil’ que faz tudo errado, são os papagaios de pirata com canudo, triste.
E em Minas, minha terra os culpados são Lula e Dilma e seu ‘governo corrupto’ que não ‘ ajudou’ MG, lá não temos mais ninguem a responsabilizar além de Lula e Dilma, o governador e prefeito são invisíveis para as criticas dos comentaristas dos jornais e ainda tem um monte de gente que acredita que o povo não acredita no Pig, que agora o povo ficou esperto, vai sonhando. Na época do vulcão chileno que atrapalhou os voos no sul eu LI comentarios no jornal O Tempo de MG culpando LULA pelos cancelamentos dos voos, é uma doença que atribui tudo de ruim que acontece ao Lula, surreal o ódio de uma parte da população ao MELHOR PRESIDENTE DO BRASIL!
A foto mata a pau. É a cara dos demotucanos.
Pois é… deveriam, depois, tirar fotos dos buracos também!
http://coisasmiudasegraudas.blogspot.com/2011/11/tchau.html
Nossa, como os administradores tucanos de São Paulo são incompetentes! É de arrepiar.
Por outro lado, será incompetência mesmo ou apenas mais “privataria”?
Você deve conhecer São Paulo, da mesma forma que eu conheço a Jamaica.
Opa, Décio! Próxima vez me chame, que eu quero ir pra Jamaica dançar reggae.
Diminuir a “matemática” e aumentar a cidadania.
O tema proposto, dentre
outros , motivou muito do meu desalento atual com a política. Penso que agora é tarde. Curioso como nunca se perguntaram sobre o fenômeno Psdb no estado de SP por exemplo. Essa negligência ,dentre outras, custou caro. Quero ver de que modo reverterão isso. Se é que será. Tudo começa nos municípios. Junte-se aí outros fatores mais do que sabidos e deu no que deu. Agora é tarde.
A mídia partidarizada induz o povo a pensar que o governo federal é responsável pela identificação e solução de todos os problemas de enchentes e deslisamentos nos mais de 5000 municípios do Brasil. Nenhuma palavra sobre a necessidade de projetos e orçamentos para a liberação dos recursos, por parte das prefeituras e governos estaduais. Só se ouviu críticas quando Dilma reuniu milhares de prefeitos para ensinar como elaborar projetos e orçamentos a fim de se habilitar a receber verbas federais para as obras. Sem os blogs “sujos” essa manipulação vai ser a “verdade” incontestada.
Na época da Erundina e Marta Suplicy a imprensa não pegava leve assim…
A Marta Suplicy construiu a passagem subterrânea Fernando Vieira de Mello, sob a Avenida Faria Lima, que fazia mais água que o Titanic.
Inundou uma única vez. Não é burrice, é má fé
Edu,
Se você for ao Museu do Ipiranga verá algumas telas que retratam São Paulo de 1800 e poderá notar que os locais de enchentes são os mesmos de hoje. Se a gente lembrar que os tucanídeos estão no poder há mais de 20 anos podendo colocar as placas que quiserem mas os moradores não vêm diferença. Cimentaram as margens do Tietê, acabaram com o pouco de vegetação fazendo a pista extra da Marginal, gastaram bilhões para aprofundaram da calha do T ietê e continua a mesma “shit”. Antigamente os governadores nordestinos viviam de extorquir dinheiro do governo federal por causa da seca e hoje os governadores do sudeste vivem extorquindo pelas enchentes.
Putz, vai começar, de novo, essa ladainha das enchentes em São Paulo, tratada de forma rasteiramente político-partidária, pelo blogueiro, como se aquele partido do qual ele é ferrenho defensor, pudesse resolver esse problemão, do tamanho de um dinossauro, caso viesse a assumir o poder por essas bandas.
Mas, confesso que fiquei intrigado com o seu raciocínio, quando disse que, em municípios pequenos, quem tem que resolver a parada é o governo federal, e, nos ricos, como São Paulo, a batata quente está nas mãos de governador e prefeito.
Ora, pois, partindo desse raciocínio, como o governo federal tem mais dinheiro do que formiga no meu quintal, não deveriam ter acontecido enchentes em…………Nova Friburgo, ano passado, por exemplo.
Ou, essa estória das verbas do governo federal que saem, mas, não chegam, é só estória da carochinha?
Mas, uma coisa é certa: à revelia do fato de cidade e estado de São Paulo serem os mais ricos do Brasil, podem crerr, é muito mais díficil resolver esse problema de enchentes, por aqui, do que em qualquer outro lugar do Brasil, pois, é gente demais, carro demais, várzea demais, morro demais, ……….
Essa é uma equação sem solução.
Eu acho que não. Tem que cobrar cada um pelo que é de sua responsabilidade. E seria fácil resolver o problema de São Paulo se os tucanos não fizessem isto: http://www.blogcidadania.com.br/2011/03/o-escandalo-do-tiete/
Humpf!!!…você reduz o problema das enchentes em São Paulo, ao desassoreamento da calha do Rio Tietê!!!!
E coloca um link, pensando que eu fosse desprezar, mas não, eu li.
Ele confirma a suspensão do desassoreamento, mas, também traz a seguinte nota do DAEE:
“Nota oficial emitida em 22 de março pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), órgão vinculado à secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos, confirma que houve uma suspensão no serviço de escavação, recolhimento e transporte dos dejetos que se acumulam no fundo do leito do rio.
“A obra de aprofundamento da calha do rio Tietê possibilitou condições de escoamento das vazões que dispensaram a necessidade de realização do serviço de desassoreamento em 2006 e 2007”, afirma o texto, acrescentando que a tarefa só foi retomada no final de 2008.”
-
O Brasil precisa saber que, mesmo que o Fernando Haddad fosse prefeito de São Paulo, a Dilma, governadora do estado, e o Lula, secretario de recursos hídricos, ainda assim, São Paulo ficaria debaixo d’água, nessa época.
Você adivinha o que os outros pensam mas não consegue ler uma matéria. A região do Tietê foi onde aconteceram quase todos os maiores problemas. E serve de exemplo de outras obras que deixaram de ser feitas porque a despesa com publicidade em ano eleitoral triplicou
“É uma equação sem solução.”
Certamente, enquanto não chamarem gente mais competente para resolvê-la, continuará assim.
O sr. Décio, do alto de seus 60 anos, ainda não aprendeu que para resolver qualquer problema é necessário que se tenha competência para resolvê-lo, que se tenha interesse em resolvê-lo e que se debruce sobre ele.
Não, o sr. Décio prefere continuar votando no PSDB e maldizendo as equações “insolúveis”.
Sessenta anos…
Olha Eduardo, essa tua colocação, de ninguém saber direito de quem se cobra o quê, atinge a mim, que sigo tanto quanto posso muitas das questões de política no país. Ela me apareceu muito fortemente na época da tragédia de Teresópolis, no começo do ano. Uma sugestão para a blogosfera: por que não pegar gente aí que está completamente por dentro desse assunto, e começar a elaborar um suplemento especial, por exemplo, de Carta Capital? Com certeza haveria gente com trânsito junto ao Mino Carta.
Uma outra alternativa seria publicar um livro de baixo custo, como fez o deputado Ricardo Barros sobre o Orçamento da União. O livro dele foi um pouco de auto-propaganda e certamente teve um monte de subsídio, mas estava sendo vendido no metrô aqui em SP, naqueles distribuidores automáticos, por 3 reais.
De fato algo tem que ser feito
Gostei da sugestão do Marcos Veríssimo. Realmente seria de grande utilidade esclarecer às pessoas qual o grau de responsabilidade de cada função pública.
E talvez quem sabe distribuir gratuitamente isso em alguns nichos de SP, como em Atibaia, p. ex.
Sabe, o que, de Atibaia?
E, além da enchente, tem os buracos…
Mas, talvez, daqui uns dias aparece alguma publicidade dizendo: Dois (três) anos de pavimentação de qualidade.
E nem o pedagiometro dá conta…
http://coisasmiudasegraudas.blogspot.com
Eduardo,
Mais TRENS da Linha Sul do METRÔ de Fortaleza chegaram:
Mais dois trens unidades elétricas (TUEs) que irão circular na linha Sul do metrô de Fortaleza chegam ao Ceará na segunda-feira (9). Cada trem é composto por três carros de passageiros. O desembarque será feito no Porto do Pecém. Com estas composições, chegam a quatro trens de um total de 20 adquiridos pelo Governo do Estado, por meio da Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor). Os outros 16 trens devem chegar até outubro deste ano.
Os trens estão vindo de Nápoles, na Itália, e serão montados no próprio Porto do Pecém. Para isso, uma equipe de técnicos italianos estará chegando. Segundo estimativa de Montini Silva Maranhão, gerente de material rodante da Diretoria de Implantação, os trens deverão iniciar os testes em fevereiro. “Quando os trens chegam, a Receita Federal precisa liberar os equipamentos. Depois disso, passamos 15 dias na pré-montagem. A partir daí eles já vão quase prontos para a oficina do Metrofor em Pacatuba”, afirma. O transporte dos trens do Pecém a Pacatuba irá utilizar a linha de transporte de cargas que já existe.
Os trens são elétricos com 40 metros de comprimento cada um e capacidade para 445 passageiros, sendo 50 sentados. Os veículos são fabricados em alumínio. A velocidade máxima operacional do trem será de 80 quilômetros por hora. Os trens foram comprados da empresa italiana Ansaldo Breda.
O presidente do Metrofor, Rômulo Fortes, explica que a chegada dos trens está dentro do cronograma de montagem e testes dos trens. Dessa forma, será possível iniciar os testes assistidos no início do segundo semestre de 2012. Os testes assistidos, segundo Fortes, é feito com transporte de pessoas, mas sem cobrança de passagem, em determinados horários.
Testes
Os dois trens elétricos que já estão no Ceará estão passando por testes na oficina do Metrofor, em Pacatuba. Um deles já passou por testes estáticos e está na fase de testes dinâmicos. O segundo terá os testes estáticos iniciados no final de janeiro.
De acordo com Montini Maranhão, os testes estáticos demoram cerca de 20 dias. Já os testes dinâmicos levam cerca de 30 dias. Mas, de acordo com o gerente de material rodante, esse tempo pode ser bem menor. “À medida que você vai fazendo os testes, você vai ganhando tempo porque os ajustes feitos nos trens em teste já são feitos nas composições que estão na montagem. Estes trens que estão chegando agora, por exemplo, já serão montados com os ajustes identificados nos testes dos primeiros”, afirma.
Os testes estáticos são realizados na própria oficina, enquanto o teste dinâmico é feito na via num trecho entre o Centro de Manutenção, na Pacatuba, e a Estação de Raquel de Queiroz.
06.01.2012
Assessoria de Imprensa do Metrofor
Márcio Teles – 85 3101-7115 / 8808-8507
http://www.metrofor.ce.gov.br
Eduardo,
Se não me falha a memória quando a Erundina assumiu a prefeitura de são Paulo e logo a seguir deslizou alguns morros devido as chuvas e, em consequência, morreram algumas pessoas a culpa de acordo com o pig era da Erundina… hoje, se os políticos trabalhistas assumirem qualquer nível de governo aí em são paulo, e houver enchentes, a culpa não será nem de São Pedro e nem do governo federal… será do governo municipal ou estadual se eles forem administrado pelos partidos progressistas.
Eduardo, veja o que está acontecendo em Portugal:
06/01/2012 – 07h00
Portugal: ame-o ou deixe-o
O primeiro-ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho, sugeriu no fim do ano que os professores portugueses desempregados emigrem para países como o Brasil e Angola. As declarações causaram enorme celeuma em Portugal, que vive uma das maiores crises de sua história. Aqui no Brasil, a notícia não repercutiu.
Em entrevista ao jornal “Correio da Manhã” em 18 de dezembro, Passos Coelho afirmou que os professores “excedentes” de Portugal deveriam procurar emprego “em Angola e não só. O Brasil tem também uma grande necessidade ao nível do ensino básico e secundário.” E acrescentou: “Sabemos que há muitos professores em Portugal que não têm, nesta altura, ocupação. E o próprio sistema privado não consegue ter oferta para todos.”
Na entrevista, o primeiro-ministro ressaltou também que Angola teria capacidade para absorver mão de obra portuguesa em setores relacionados a “tecnologias de informação e do conhecimento, e ainda em áreas muito relacionadas com a saúde, com a educação, com a área ambiental, com comunicações”.
E para não deixar dúvidas de que estava realmente incentivando a emigração: “nos próximos anos haverá muita gente em Portugal que, das duas uma: ou consegue nessa área fazer formação e estar disponível para outras áreas ou, querendo manter-se sobretudo como professores, podem olhar para todo o mercado da língua portuguesa e encontrar aí uma alternativa.”
Questionado sobre o bom senso de se incentivar o êxodo de mão de obra qualificada do país, Passos Coelho não recuou –disse apenas que a questão da emigração é um “episódio lateral” e afirmou ter como princípio falar verdade e não iludir os portugueses.
Paulo Rangel, um outro líder do PSD, o partido do primeiro-ministro, foi além: “deveria ser criada uma agência governamental para ajudar os portugueses que queiram emigrar por não encontrarem trabalho em Portugal”.
Isso em um país que tem um dos piores níveis de escolarização da Europa. Segundo o relatório do Desenvolvimento Humano de 2011, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a escolarização média da população de Portugal com mais de 25 anos era de 7,7 anos, enquanto na Grécia e na Itália era de 10,1 anos. Na Alemanha é de 12,2 e nos EUA, de 12,4.
Os professores, irados, mandaram Passos Coelho fazer as malas e se mudar do país.
Na internet, já surgiram “kits de emigração do Passos Coelho”, com os dizeres “Desempregado? Kit de emigração do governo de Portugal”. O pacote inclui uma lancheira, espaço para diploma, passagem aérea só de ida, foto de um parente com seu prato favorito.
“Primeiro foi a surpresa e o choque (com as declarações de Passos Coelho); depois virou piada”, conta a jornalista portuguesa Rita Siza, do jornal “Público” e colunista da Folha.
O desânimo em Portugal é generalizado. O governo cortou salários e adicionais de férias e Natal dos funcionários públicos. O setor privado está negociando reduções de salários com os funcionários: em uma empresa, foram negociados três cortes salariais em 2011
eduguim
meu amigo
posso chamá-lo assim ?
os cães costumam
não morder as mãos
de seus tratadores …
ser chamado de amigo é sempre uma honra
A honra é toda minha …
Concordo com você, Eduardo, OSPB deveria voltar a fazer parte do currículo escolar do ensino fundamental. É muito importante para forma cidadãos brasileiros mais consciente dos seus direitos e deveres, assim como do papel do Município, do Estado e da Federação. Foi essa matéria que despertou em mim o gosto pela política.
Do NE para o Ali Kamel, Eduardo.
http://www.youtube.com/watch?v=3ZrIVg_EpjI
É isso.
Saudadinha da ditadura surgindo aqui e ali. Bons tempos quando o governo impunha uma matéria na escola. Bons tempos quando o governo controlava o que a mídia golpista publicava, não é mesmo?
Xrá idiota, pare com essas tentativas de desestabilização da democracia. Não foi nada disso que o Eduardo escreveu, seu pulha!!! Perdão Eduardo, mas esse tipo de insinuação não tolero jamais, vá sentir saudades da ditadura na puta que o pariu!!
É o Samba do Crioulo Doido!
Neguinho não sabe diferenciar comunismo de socialismo, vê democracia na ditadura, pensa que Marx é comediante e tem dois irmãos, qie o Lula é o Sassá Mutema……..
Estamos todos ferrados.
Décio:
Quem está ferrada é a língua portuguesa, pois você não soube diferenciar o singular do plural.
!”dois irmãos que é…. doeu.
Um é, dois são, concorda?).
Não costumo exigir perfeição linguística na internet mas não resisti, porque vc está exacerbando na ironia.
Geysa, se quiser, posso te dar o endereço do meu oculista, pois acho que tua miopia ainda vai te fazer passar muita vergonha.
“Prestenção”, garota!!!….eu disse que Marx “é” comediante e tem dois irmãos.
Acaso conheces os irmãos Marx?
E não sou linguista, nem professor de português, mas, acho que vou discordar de tua cobrança por…….perfeição linguística na internet, pois, acho que tem umas “virgulinhas” a separar “um, é”, e, “dois, são”, da tua frase.
Quanto à (reparou que esse “a” tem crase?) Jamaica, já tenho companhia, grato.
Décio:
Pode ser até ser que eu tenha confundido. Mas vc deu margem, não se expressou claramente (o “que” está fazendo o quê antes de Lula e Sassá?).
Quanto ao oculista, sossegue, enxergo feito um lince. Talvez vc precise dele mais do que eu. A minha Jamaica não tem crase, porque crase é o encontro da preposição a com o artigo – e Jamaica está precedida de pra (para a). Volte lá e releia.
Sou licenciada em Letras com especialização em Linguística, sim. O que não me confere o diploma da perfeição, principalmente na internet. E nem pra esnobar os colegas, como vc tem feito.
Também não dá pra passar a limpo, pois a vida de “cachorreira” (32, fora os gatos) não é fácil.
Sr. estressado : conheço Atibaia e tenho amigos com propriedades aí, acho que vou visitá-los e aproveitar pra te presentear com um vidro de maracujina.
Bem Geysa, em primeiro lugar, preciso pedir desculpas à galera, por estar estendendo essa nossa pendenga linguística, particular, mas, não dá pra não responder.
De novo, vou discordar, agora, quanto à crase.
Se você substituir “Jamaica”, que é um nome feminino, por um masculino, como…..Japão, por exemplo, terá a frase, “Quanto “ao” Japão,….”, cujo “ao”, é a ligação da preposição “a”, com o artigo “o”, portanto………….
E, se não for pedir muito, poderia me dizer onde é que, na minha frase, Jamaica vem precedido de “pra”?
Mas fiquei feliz, ao saber que é “cachorreira”.
Quando vier pra cá, venha conhecer – em minha opinião, é claro – o “Golden Retriever” mais bonito da cidade.
Moro no Jardim Paulista, pertinho, pertinho, atrás do Hotel Residence.
Vais conhecer, não um cara estressado, mas, aquele que perde o amigo, mas não perde a piada.
Abraço.
Faltou falar do estado do Rio de Janeiro!
http://www.conversaafiada.com.br/pig/2011/01/13/dinheiro-das-enchentes-foi-para-fundacao-roberto-marinho
Putz, vindo do PHA!!!……sendo ele da Record, deve ter ficado “p” da vida.
Aliás, só pra lembrar ao Edu, que disse que vai mudar de São Paulo, caso o PSDB vença as eleições, vai aí um link que já postei:
http://www.youtube.com/watch?v=yZe8Tc_Gp4A
Mas você é só mais um que joga de acordo com seus interesses !
O governo federal vem repassando bilhões de reais para o governo do estado do Rio combater as enchentes e deslizamento no estado.
O governador Sergio Cabral & Eduardo Paes, estão desviando esse dinheiro para as organizações globo (PIG) e amigos empreiteiros que contribuíram com suas campanhas.
O povo do estado do Rio de Janeiro todos os anos pede socorro!!!
Cabral se reelegeu por ter o apoio do LULA.
Lembra do seu comentário durante a ocupação da favela da Rocinha?
Não iremos esquecer nunca!!!
Edu,
Bem lembrando sua época de ginásio, quando já tinha sido implantada a nova Disciplina, a OSPB, trago aqui algumas reminiscências. Sempre estudei em escolas públicas; em 69 estava no Colégio Municipal de BH, na época um dos mais considerados como um bom Colégio, tanto é assim que era preciso fazer Concurso para ser admitido.
Nessa ocasião, a Disciplina à qual você se refere era denominada como Moral e Cívica; desqualificada, desprestigiada, sem programa e conteúdo definido. Chegamos ao ponto de o professor ser um Coronel do Exército, que ia dar aula fardado!
Só falava abobrinhas perante cerca de quarenta alunos mudos. Pudera: nunca estudou Didática. Eu era o único que o interpelava, e a turma me estimulava a quebrar o marasmo que era a aula. Até o próprio ‘professor’ me provocava, dizendo: onde está aquele aluno contestador? Já existia o Pasquim, muito lido na minha casa, e eu não sabia os riscos que estava correndo.
Bom, digo tudo isso apenas para apoiar a reintrodução, na formação dos estudantes, de alguma Disciplina que diga respeito aos Valores que não sejam apenas os ditados pela televisão.
Na minha escola, aqui em São Gonçalo/RJ, também era denominada Moral e Cívica.
Eduardo,aqui no Rio Grande do Sul (Porto Alegre)a imprensalona toda esta culpando não só o governo Federal,como o governo Estadual,advinha porque????Porque o Governador Tarso Genro é do PT!Mas primeiro devo-lhe dizer que aqui é uma SECA DANADA!O Tarso e a Dilma,tem que apreender fazer chover,ou fazer parar a chuva no Sudeste e no Centro Oeste!!!!Eita cachorrada é esta da mídia!Ops me desculpem os queridos cães de compara-los,com tão grosseiramente!
Concordo plenamente com você, Eduardo. A volta ao currículo escolar da disciplina OSPB – ainda que com outro nome – permitiria ensinar aos nossos jovens como exercer a cidadania em suas multifárias manifestações. Mas, lhe pergunto, isso interessa aos nossos governantes? Afinal, povo deseducado é povo manipulável. Ou, por outras palavras, SEM EDUCAÇÃO O POVO NÃO SABE EXERCER O PODER QUE DELE EMANA…
O “Zé Alagão”, está usando o Jornal(?) da Manhã da Rádio JP (JP de José Privata) para atacar Dilma Rousseff no caso das enchentes.
José Privata, digo, “Zé Alagão”, quando des-governou São Paulo era escondido pelo Partido Nazista da Imprensa, enquanto populações da Região Metropolitana da Capital e de dezenas de cidades do interior paulista submergiam dentro d’água.
“Zé Alagão” e o proprietário dele Partido Nazista da Imprensa, são uns malandros!
Eduardo, acabo de ler em “Os amigos do Presidente Lula” algo de arrepiar, ao se referir à revista Veja, que através do seu colunista Augusto Nunes, segundo aquele blog, planta o ódio e o preconceito contra o nordeste e irmãos de outras partes do país: “Você já viu alguma vez na revista Veja, liberação de verbas federais para os governadores tucanos de São Paulo, ser tratada como “plantando obras em currais eleitorais do Sudeste”? pergunta a blogueira.
E continua:”Não viu, porque esse tratamento depreciativo na revista demo-tucana paulista só é dirigido aos nordestinos, como prova o texto do colunista bufão acima. Esse caldo de cultura preconceituoso plantado na revista é o ovo da serpente do racismo, neo-nazismo e assemelhados, que geram seus filhotes, como uma gaúcha de 18 anos, que conseguiu produzir em seu twitter, em dezembro passado, essas “pérolas” de pensamentos”… e, em seguida, vê-se no referido blog uma tela com o que há de mais repugnante e chulo, escrito por uma jovem gaúcha no twiter contra os estados do nordeste e os nosso irmãos de lá.
Lamentavelmente, com a falta de uma oposição política competente, que tivesse propostas realmente dignas de consideração para aprimorar ainda mais o desenvolvimento e a afirmação do pais perante o mundo, surge, na esteira deste vácuo de incompetência e maus caracteres oposicionistas, uma imprensa nojenta, abjeta, inescrupulosa e livre para, ao fazer uso de qualquer expediente imoral e mentiroso, agir impunemente visando desestabilizar um governo federal que obtém êxito onde os anteriores fracassaram.
A tática dos desesperados, via mídia, ao que parece está dando certo. Ao mesmo tempo em que se fazem de surdos, cegos e mudos sobre a bomba atômica do livro “A Privataria Tungana” antecipam desde já uma transferência de culpa pelo absoluto descaso de muitos anos dos demotucanos em São Paulo, com relação a um possível dilúvio que se aproxima. Ou seja, antes culparam a Deus, a São Pedro e aos nordestinos, com êxito apenas parcial. Agora, a culpa será da Dilma e de mais um dos seus ministros. Como você tinha razão, Eduardo! O governo Dilma colhe o fruto da própria incompetência ao permitir que a mídia pautasse a queda dos seus ministros e, além disto, nesta área da comunicação, o Bernardo tem o exato perfil que se adéqua à surra que o governo leva dos golpistas do PIG nesta hora. O ônus da culpa será invertido e os verdadeiros responsáveis perante os manipuláveis de sempre e a população em geral pelo caos das águas de março acabarão antecipadamente absolvidos e se perpetuarão no poder, em Sampa. A Globo e seus agregados são, ainda, muito poderosos. Quem acertará a pedra de funda na fronte do monstruoso e perverso Golias?
Caro Eduardo Guimarães,
Belo texto! sou professor de ensino de história e do prgrama de pós-graduação em educação e saúde da UNIFESP/Campus Guarulhos. Em 2008 defendi tese na USP sobre educação cívica no Brasil República. Dentre outras coisas argumentei que separar educação cívica da história do republicanismo ocidental está dentre os deserviços pretsados pela Ditadura Civil-Militar ao Brasil.
Seu texto resgata o civismo na perspectiva republicana e democrática. Que bom!
Deixo aqui uma dica de leitura sobre a história da disciplina escolar OSPB.
http://www.seer.ufu.br/index.php/che/article/view/13147
cordialmente,
Cleber
Grato pelo link. Vou ler
OS TAIS “LUGARES ERMOS E EMPOBRECIDOS” DO NORTE E NORDESTE JÁ NÃO EXISTEM MAIS, GRAÇAS AO SIMPLES FATO DE TER CHEGADO AO PODER UM PRESIDENTE, LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, QUE PASSOU A SOMENTE FAZER JUSTIÇA TRIBUTÁRIA, OU SEJA, DEVOLVEU EM INVESTIMENTOS EM CADA REGIÃO O MESMO PERCENTUAL QUE ELA CONTRIBUÍA NA ARRECADAÇÃO, ACABANDO COM O CANALHA COLONIALISMO E IMPERIALISMO INTERNO QUE VIGOROU DURANTE SÉCULOS NESTE PAÍS E ENTREGAVA AOS MALDITOS RIO E SÃO PAULO TODO O DINHEIRO ARRECADADO NAS 26 UNIDADES DA FEDERAÇÃO! E AINDA ASSIM, O TAL”EIXO” DECADENTE NÃO CONSEGUIU CONSTRUIR SOCIEDADES QUE PRESTASSEM, BASTA VER A PRECARIEDADE DE SUA ESTRUTURA URBANA; A ALIENAÇÃO DE SUAS POPULAÇÕES E A DECADÊNCIA QUE ATRAVESSAM! Quanto à distorção dos barões da comunicação, que aproveitam o desconhecimento das pessoas sobre as esferas de poder : você está certíssimo! E tamanha atitude golpista só é possível por dois motivos, um deles você já mencionou(a ignorância da população), o outro é o de não termos Leis que regulem as comunicações e garantam sua utilização democrática como um bem público destinado a promover a liberdade de expressão e a melhora coletiva; impedindo que se tornem o que são hoje no Brasil, uma arma odiosa para a imposição autoritária dos interesses de uma minoria sobre o restante dos cidadãos, incluindo-se os representantes eleitos livremente por essa maioria. Até o dia em que a maioria despertar para a existência desse quadro deprimente.
Edu é só lembrar quando Marta foi prefeita da cidade de São Paulo. Era pau todo dia nela, a enchente tinha culpado sim. Se alguem adivinhar quem era ganha um doce.
Décio:
Coisa boa, a bandeira branca hasteada entre nós. Já que aprecia os dogs, quando for a Atibaia vou conhecer seu golden retriever. E seu dono, of course!
Sobre a Jamaica, foi vc quem disse que faltava crase na minha. Profícua essa discussão, me obrigou a cutucar a mente e acabei lembrando que crase não é exatamente o encontro do artigo com a preposição, mas a contração deles.
E também não foi com espírito de crítica a minha intervenção inicial, quis apenas dar leveza aos papos sérios que a gente trava aqui. Morro mesmo de vontade de curtir reggae na Jamaica, sou “viúva” de
Bob Marley e fã do Inner Circle.
Abraço amigo.
Legal, Geysa, ficarei muito lisonjeado, caso venha conhecer o Thor.
Mas, por que será que eu sempre me lembro do Rocinante, quando escuto um reggae!!!
Xi, vc está apegado demais à leitura de Cervantes, é a única explicação que consigo dar.
Mas se vc associa reggae e seus simpatizantes aos equinos, também nada contra.
Acho até glorioso ser associada a animais do Bem. No caso, trabalhadores por excelência.
Décio, mais um abraço e um afago no Thor.