Política é guerra
Acostumamo-nos a pensar na política como uma estrada esburacada e pedregosa por onde transita a democracia, mas, em verdade, ela não passa de um preço que se paga para viver no regime democrático, pois é uma atividade intrinsecamente vil, ainda que imprescindível.
Vemos políticos se portando como lordes ingleses em relação aos adversários e muito mais em relação aos correligionários, ao menos publicamente. Entretanto, isso não impede que mandem a fleuma para o espaço quando lhes convém.
Essa imagem de civilidade e respeito mútuo que os políticos tentam passar à sociedade é um biombo para uma atividade repleta de jogadas baixas, de covardia, de egolatria, de mentiras, de perversidade, de mesquinhez e, acima de tudo, da mais deslavada hipocrisia.
Mas as pessoas se esquecem de que os políticos não vieram de Marte, de Venus ou de outra dimensão. Eles saem do seio do povo e, quer queiramos quer não, são um retrato da sociedade que os elege. Isso quando há democracia – veja você, leitor.
Quando não há um sistema para excluir setores da sociedade da representação política – fenômeno que subverte o conceito de democracia –, os partidos, seus eleitos e as militâncias se constituem em mera amostragem do tecido social. E essa é a verdadeira democracia.
Se prevalecer esta tese – e, na opinião deste que escreve, prevalece –, não será bonito o retrato deste povo. Todavia, podemos nos consolar com o fato de que em praticamente qualquer sociedade a política é a mesma guerra que se vê no Brasil.
Ao contrário do que se pensa, os embates políticos mais duros – e, muitas vezes, os mais sujos – são travados, primeiro, entre os grupos políticos e em privado. Só depois de estabelecidas as estruturas de poder intrapartidárias é que os políticos passam a se engalfinhar publicamente.
Entre os grupos políticos é que começa a luta dissimulada, ou nem tanto, pelo protagonismo. Talvez este seja o estágio mais duro da política, pois aqueles que deveriam ser pares chegam a usar, sem hesitação, golpes que hesitariam em usar contra adversários declarados.
A diferença da política para a guerra é a de que a primeira não virou a segunda, ainda que ambas sejam faces da mesma moeda. No estágio político puro, portanto, os golpes são contra a imagem dos adversários do seu ou de outros grupos. Quando tais ataques “evoluem” para a violência, aí a política também “evolui” e vira guerra declarada.
E o pior é que ninguém foge da política. Pode-se fugir da partidária, mas não se foge da política que fazemos em nosso cotidiano em família, entre amigos ou no trabalho.
Estamos sempre buscando uma condição superior na hierarquia social ou na pública e quem se interpõem em tal busca acaba tendo que ser anulado, e não se anula um adversário usando flores e beijos…
Impressiona que, com tantos avanços tecnológicos que o homem logrou no curso da história, tão pouco tenha avançado em termos de organização social e política. Nesta última, aliás, foi onde logrou menos. Nesse ponto, estamos onde estávamos há pelo menos cem anos.
A conclusão é inescapável: um sinal de que o homem se civilizou um pouco mais só virá no dia em que surgir uma forma nova e menos vil de organização social e política, pois a forma atual nos mantém em um conflito permanente e irracional com os semelhantes.




Edú, esta arena onde um tem que derrotar o outro porque o prêmio chama-se Brasil, é uma coisa atrasada demais. De todos os lados vejo pessoas brigando por si, e só por si.
Até agora não vi ninguém propor nada que não seja egoísta, pessoal, em relação às próximas eleições.
Tá cheio de Serra no cenário, compreende?
Cadê o ideal, cadê o desejo de Justiça Social, cadê o exercício decente da Democracia, cadê o respeito à fonte original de todo o Poder, o Sr. Povo?
É um jogo baixo, muito longe do que os brasileiros merecemos. Estou enojado, mas firme na batalha. Ainda há tempo para o PT e a Dilma permitirem a CPI da Privataria Tucana. Se não o fizerem, estarão igualzinhos aos piores de nossa triste História.
Sábado, lançamento do livro póstumo do Antonio Rezk, um brasileiro que tinha vergonha na cara. Memorial da Resistência, Largo General Osório, antigo DOPS, São Paulo.
Eduardo, acredito que o sistema político precisa ser aperfeiçoado, para ir coibindo os abusos. Sugiro que o governo federal crie educação política das crianças nas escolas, mas com um conteúdo apropriado, para não virar propaganda política de A ou B, ou do Partido A x Partido B.
Em tempo, olha a oportunidade para os paulistanos terem em São Paulo um governo alinhado com o governo federal! Principalmente considerando que o governo federal pensa no social, com todos os seus defeitos.
É uma oportunidade de ouro. É claro que o mundo é imperfeito, mas alguém consegue imaginar mais 4 anos com Serra e cia?!? Ninguém merece…
O PT merece. É o PT quem absolveu antecipadamente o Serra e toda a máfia da Privataria. Estão todos gordinhos e felizes, fazendo de conta que são adversários.
Quando chegar a hora da eleição, o Lula vai lá e elege a cambada toda mesmo. Eu quero é roubar com uma estrelinha no peito, basta de ideologia. O último a sair que apague a luz…
Marcelo Crivella e sua bancada evangélica mandam um abraço direto do Ministério da Pesca. Eita governo progressista esse.
Votei no senador Crivella e não me arrependo, pois ele sempre apoiou o governo.
O que tem de anti-progressista nisso?
Pelo jeito vc votaria ate no maluf entao.
http://www.youtube.com/watch?v=EHk8JLden4M
Apoiar o governo é ser progressista?
Impossível não ler este texto e deixar de refletir sobre os inúmeros pontos que se tenta abordar ..tal qual muitos outros, há parágrafos com os quais concordo, e noutros que gostaria de ter lido mais considerações a respeito.
Infelizmente eu não me sinto seguro em afirmar (ou desdizer) que todos os setores da sociedade estão minima ou devidamente respeitados ..fora ainda de outros aspectos como os de assimetria e poder econômico que fazem com que qualquer aparente representação se torne na pratica pura ilusão ..é a tal coisa, quantidade e qualidade
Penso por exemplo no BRASIL, um país aonde o que mais vemos é a pratica desproporcional da democracia (esta que nos OBRIGA ainda do voto) ..um país com Estados geográficos ARTIFICIAIS sendo criados a cada tempo pra satisfazerem a poderes regionais oligárquicos ..estes que ainda de quebra se permitem interferirem e criarem regras em MINORIA para uma maioria acatar
..veja por ex. o caso de SP que com quase 22% da população do país detém 12% das cadeiras no Congresso (em tese, força de decisão), contra Roraima, um pedaço longínquo de terras que abriga nem 0,5 % da população, mas que comanda 2% do Congresso Nacional. ..no voto a voto cidadão, na força de opinião, isso não faz o menor sentido ..Roraima ter 14 vezes mais força per capita no voto , sobre qq assunto
Fora ainda se formos observar como os nossos partidos de montam e como as fontes de financiamento funcionam ..aqui então é que vemos que a estrutura é montada geralmente “pra eles e pros deles” ..por uma elite (inclusive de BUROCRATAS do Estado) que estão em tudo, menos junto às reais necessidades do povão
Olha, fosse assim, esta identidade de representação automática, problemas comuns como saúde, segurança, habitação, educação e saneamento básico já teriam sido de há muito devidamente centrados e atacados ..mas não, entre e sai governo, congresso etc, e muitos dos problemas permanecem
experimente vc se perguntar ou perguntar ao seu vizinho sobre quais deles conhece ou já teve contato e/ou troca de idéias com os políticos ..penso que muitos irão se surpreender com a distancia que esta turma mantém com as ruas ..e como as coisas são sim TOCADAS e pautadas pela mídia . .que aqui até já se atreve a dizer que é a tal “opinião publica”
bem, de qq forma, verdade, a política ainda esta sendo tratado como sendo uma guerra ..ainda mais quando ficamos buscando lidar com as diferenças, e não lutando pra tratar os problemas comuns que nos afetam (tipo quando surge com uma guerra)
Penso que se alguma agremiação tentasse DO NOVO, que tentasse de uma nova postura, mais ética, comprometida, que cobrasse por CONSEQUÊNCIA, que fosse mais transparente e não temesse a VERDADE, aqui sim eu encontraria formas e motivos para a acreditar (vide as campanhas que hoje só tem musiquinha, tró-ló-ló generalista, denuncias vazias e NADA, NADA de propostas e compromissos efetivos)
..então, até lá, então eu ei de concordar, a briga é feia, contraproducente e indecente mesmo
“Não se pode mudar o passado, mas podemos recomeçar e escrever um novo futuro” (Chico Xavier)
Nossa, que coisa chata.
mas quem disse que era pra vc ler ?
Nossa, que cara chato!
Pereira meu lindo
este material foi feito pra vc, que mesmo avisado pela nossa amiga resolve apertar (ler) o botão
abrá
e lembre-se, curiosidade MATA
http://www.youtube.com/watch?v=p7Y93zlveZA
O voto é obrigatório pq a cidadania não é apenas um direito, mas um dever.
Os Estados brasileiros, pelo menos na maioria, não são artificiais. As diferenças entre o povo de Estados próximos são muitas vezes gritantes. Assim, cada Estado tem, sim, interesses próprios e deve ter uma capacidade mínima de fazê-los valer.
O Congresso é exatamente o lugar onde esses interesses serão debatidos e perseguidos. Se um Estado não contasse com um mínimo de representatividade, seria um escravo dos demais. Aliás, foi exatamente o que aconteceu no Brasil com a política do café com leite: um país escravo de dois Estados muito poderosos.
O Presidente da República – que detêm o poder de veto – é escolhido diretamente, sem proporcionalidade, como deve ser. Ou seja, dos três poderes, há o que vc entende como uma desproporção injusta de representatividade em apenas um, o legislativo.
E entendo ser absolutamente necessário que haja algum mecanismo que garanta que os Estados mais populosos não imporão seus interesses aos demais. Se alguns se utilizam desse mecanismo para seus próprios e escusos fins, é outra discussão, e não significa, nem é argumento, para aliminá-lo por completo, mas para aprimorá-lo.
Política só é guerra pra quem se apega ao poder e joga no lixo princípios e compromissos históricos como o atual governo da Dona Dilma Rousseff vem fazendo.
Ouvi dizer que Bolsonaro apoia Haddad.
Eu votei na Dilma pra ter o Bolsonaro adorando esse governo, alguma coisa está errada.
O Bolsonaro . é de Sum Palulo?
Eu ouvi dizer a lua é mãe de marte.
O Bolsonaro . é de Sum Palulo?
Eu ouvi dizer que a lua é mãe de marte.
Os políticos de direita estão tão sujos que agora querem atingir os políticos de esquerda dizendo que apóiam eles.
Nem o Bolsonaro apóia o Hadad, nem o Serra nunca apoiará a Dilme, o lula ou quem quer que seja do campo petista. Simplesmente porque o PT não tem nada a ver com essa corja.
Mas tem a ver com Crivella, com Sarney, com Barbalho, com Prof. Luizinho, com Romero Jucá, com Alfredo Nascimento, com Carlinhos Cachoeira, com Waldomiro Diniz, com Ruy Acquaviva..
As investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal que levaram à prisão, nesta semana, do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, revelam que ele encaminhava pedidos e tinha contatos com os principais políticos de Goiás.
Entre esses políticos estão o governador Marconi Perillo (PSDB) e o senador Demóstenes Torres (DEM).
O empresário pediu duas audiências com o governador em 2011 na sede do governo e uma foi atendida. Ele dizia falar em nome de empresários do setor químico.
Em relação a Demóstenes, investigadores disseram que ele é um dos principais contatos de Cachoeira na política. Amigos, costumam jantar juntos. Em alguns encontros Perillo estava presente.
Além disso, foram detectados contatos frequentes do empresário com o tucano Wladimir Garcez, ex-presidente da Câmara de Goiânia (GO) e um dos presos pela PF.
Garcez, aliado de Perillo há mais de 20 anos, é apontado como a “ponte” entre Cachoeira e a Agência Goiânia de Transportes e Obras, autarquia do governo goiano responsável por obras públicas.
As informações surgiram na Operação Monte Carlo, que desarticulou quadrilha que explorava máquinas de caça-níquel em quatro Estados e no Distrito Federal.
Elas indicam que Cachoeira era amigo e tinha negócios informais com Cláudio Abreu, diretor da Delta Construção.
Para os investigadores, Cachoeira facilitava a obtenção de contratos da empresa no governo de Goiás. A Delta informou que “não foi e nem é objeto da investigação” e disse que adotará medidas para “tomar conhecimento do inteiro teor do inquérito”.
Outros políticos citados na investigação são os deputados federais Carlos Alberto Lereia (PSDB), Jovair Arantes, líder do PTB na Câmara, Stepan Nercessian (PPS) e Sandes Junior (PP).
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/em-goias-pf-liga-cachoeira-ao-psdb-dem-pps-pp-e-ptb
PRO MAIS QUE OS TROLLS TENTEM ATACAR O PT, A CORJA QUE ELES DEFENDEM ESTÁ DE TAL MANEIRA LIGADA À PODRIDÃO E AO CRIME QUE ELES NÃO CONSEGUEM ESCONDER NEM COM TODOS OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO MANIPULANDO A FAVOR DELES.
E ASSIM MAIS UM TROLL QUEBRA A CARA AO TENTAR DEFENDER A TUCANALHA…
Boa Ruy, como sempre.
Como já escrevi várias vezes neste espaço : O problema não está na política, está na ESPÉCIE HUMANA! Afinal, o comportamento vil, baixo e desonesto que vemos na política, não difere, em nada, do adotado pelo homem na quase totalidade dos ambientes que convive, PRINCIPALMENTE NO TRABALHO OU EM QUALQUER OUTRA ATIVIDAE EM QUE ESTEJA INSERIDA A LUTA PELO PODER. Talvez a família seja um dos poucos grupos sociais, ao menos algumas famílias mais estruturadas, onde essa luta enlouquecida pelo poder seja colocada um pouco de lado em favor da harmonia, da interação e do amor. NÃO FOI APENAS NOS ÚLTIMOS CEM ANOS QUE O HOMEM NÃO EVOLUIU, NA VERDADE A HISTÓRIA DA HUMANIDADE CARACTERIZA-SE POR REPRODUZIR SEMPRE AS MESMAS INDIOSSINCRASIAS, A MESMA BAIXEZA, A MESMA PERVERSÃO, A MESMA PEQUENEZ, A MESMA MALUQICE DO HOMEM, O QUAL REFLETE EM SUAS SOCIEDADES O QUE É, CONDIÇÃO DA QUAL EM NADA EVOLUIU, NO MÁXIMO DISFARÇANDO ESSA ESTAGNÇÃO COM MUDANÇAS SUPERFICIAIS, EM NADA RELACIONADAS COM A ESSÊNCIA, QUE CONTINUA ETERNAMENTE A MESMA. Antes de pensarmos em mudar qualquer atividade isolada, temos que transformar o lobo do homem(Hobbes deveria tê-lo chamado de fera enlouquecida) para que possamos criar não apenas uma realidade política, mas um REALIDADE COMPLETA NA QUAL A INTEGRIDADE , O CARÁTER E A DECÊNCIA PREVALEÇAM.
“. NÃO FOI APENAS NOS ÚLTIMOS CEM ANOS QUE O HOMEM NÃO EVOLUIU,”
Exatamente o contrário. As sociedades humanas evoluiram de maneira significativa,. não obstante duas guerras mundiais. As mulheres consolidaram seus direitos e sua importância. Vários paises africanos saíram da pobreza extrema, universalizaram-se os direitos humanos, diminuiu a influência religiosa..
Há muito mais e só sociólogos de araque não percebem os ganhos humanos desde a era moderna.
” INDIOSSINCRASIAS ” ? É dose.
Política é a arte de avançar.
E os humanos avançam:
Da Agência France Press, desde Washington:
“O número de pobres que vivem com menos de US$ 1,25 por dia caiu a níveis recorde na América Latina no triênio 2005-2008, a 6,5% da população, a mesma tendência apresentada em todos os países em desenvolvimento, informou nesta quarta-feira o Banco Mundial.
Em 2008, um total de 1,29 bilhão de pessoas, o equivalente a 22% da população dos países em desenvolvimento, vivia em extrema pobreza, ou seja, com menos de US$ 1,25 por dia, a cota internacional fixada pelo Banco Mundial.
Isso representa uma queda pela metade em relação a 1990, quando o BM começou a avaliar de forma sistemática e integral a pobreza no mundo.
Também significa que o primeiro objetivo de desenvolvimento do Milênio, que era reduzir a extrema pobreza à metade em relação a 1990, foi cumprido antes da data limite de 2015, segundo as estatísticas do Banco.
Um total de 1,94 bilhão de pessoas vivia em extrema pobreza em 1981, o que acentua o êxito desta redução da pobreza, levando-se em conta o aumento geral da população mundial.
“Esta redução geral ao longo de um ciclo trienal de seguimento se dá pela primeira vez desde que o Banco começou a contabilização da extrema pobreza”, explicou o texto.
Caro Eduardo, comentando sua frase: “Impressiona que, com tantos avanços tecnológicos que o homem logrou no curso da história, tão pouco tenha avançado em termos de organização social e política.”… A meu ver, essa ausência de evolução no plano político reflete claramente a pouca ou nenhuma evolução, ou mesmo, em alguns casos, a involução do espírito humano no que se refere à moral, à ética e aos valores que seriam fundamentais para o convívio em sociedade… Tecnologicamente, se tem feito história; já, moral e eticamente, não…
NOTA DO EDITOR: deletar os comentários desse troll é um prazer que sempre se renova
vai ver que o Edu tem uma imensa “dor de cotovelo” de você, babaca !!
Olá Edu….
O grande Mestre Paulo Freire já nos ensinava que até a Educação é acima de tudo um Ato Político….
O grande problema, em minha modesta opinião, é que ainda no Brasil….
Vivemos a política embasada na “Lei de Gerson”…Cada um quer satisfazer seus desejos, ainda que isso custe o prejuízo dos demais…
Um ótimo final de semana pra você!!!!
“Vivemos a política embasada na “Lei de Gerson”…Cada um quer satisfazer seus desejos, ainda que isso custe o prejuízo dos demais…”
Agora digo eu: ainda é assim, mas a coisa vem mudando, graças aos sucessivos governos do PT, Pensar mais mais no social, no coletivo e menos em si mesmo. Alías, esse é o principal motivo pelo qual as elites egoístas, decadentes e inúteis (e os bocós – pobretões que pensam ser elite) tanto criticam os 3 últimos governos.
Os burgueses e burguesóides (aqueles pobretões que se acham elite) costmam dizer que os governos do PT são mera continuação dos mandatos de fhc. Seriam “iguais” em tudo. Se são “iguais” em tudo, por que cargas d’água a burguesia critica tanto os 3 últimos? Ora, não são “iguais” coisa nenhuma.
Eu realmente sempre achei engraçado como os que afirmam essa “igualdade” SEMPRE votam nos tucanos.
Devem ser “mais iguais”, no final das contas…
Prezado Eduardo: Mao-Tsé-Tung disse certa vez que ” A guerra é uma política com sangue e a política é uma guerra sem sangue”. No campo empresarial aprendemos que políticas são normas destinadas a assegurar a tomada de decisão; pois, só decide quem tem poder, qualquer que seja ele, em função do momento e das circustâncias e principalmente do querer(competência comportamental) tomar a decisão.
Do mesmo modo que o sonho de quase todo jogador de futebol é chegar à Seleção, o desejo de todo partido político é chegar ao poder.
Sabemos que em toda organização ou sociedade atuam dois campos de forças.Um desejando manter as coisas como estão para não mexer nos “meus”privilégios”.Estas são as chamadas forças restritivas ou reacionárias.O outro campo de força atua exatamente no sentido contrário,são as chamadas forças impulsoras ou revolucionárias.No final vence a mais forte.é um princípio da física- a chamada força resultante. Dou razão a Friedrich Nietzche quando diz ” Onde quer que encontrei vida, lá encontrei a vontade de ter poder”. O que temos que fazer é continuar conscientizando o povo para que não vote em maus elementos para nos representar. Veja quantos senadores da antigas legislatura foram eliminados quando LULA pediu votos para os seus candidados. Precisamos continuar eliminando essa turma de oportunistas e vendilhões(inclusive a imprensa – não o PIG -noticiou que tinha senador pedindo ao governo americano que olhasse com mais atenção para a tríplice fronteira Brasil-Argentina e Paraguai porque lá era antro de terroristas).Jean Jacques Rousseau dizia ” NADA MAIS PERIGOSO DO QUE O PODER NAS MÃOS DE QUEM NÃO SABE USÁ-LO”Da minha parte, parabens pelo artigo.Um grande abraço.
valeu, companheiro
O homem não sabe lidar com ele mesmo.Essa relação primordial dos seus afetos ,sensações e questionamentos são destacadas da sua aprendizagem racional.O homem foi a lua, mas a resposta elementar para pergunta de onde vim para onde vou, permanece na zona de deconforto.Alguns homens que tiveram na sua atividade grande importância para humanidade,por seu talento e descobertas,foram grandes fracasos em suas vidas privadas.
Quanto mais complexa a sociedade ,mais inseguro o homem.Principalmente quando esta tem como base a competição violenta ,o consumo extremado e o poder a qualquer custo.Insegurança e medo aumenta o descontrole e a violência.
Aí infelizmente vivemos assim Edu como disse em seu texto “em um conflito permanente e irracional com os semelhantes”.Como mudar? Difícil, mas um bom começo é de fato considerar o outro como semelhante .
Eduardo, o zédirceu ligou?
Governar não é necessariamente estar sempre ao lado de amigos e sim de parceiros que sejam leais e cumpram o que for acordado. Mais vale, portanto, ter um senador Marcelo Crivella ao nosso lado do que uma Marina Silva ou um Cristovam Buarque, que apesar de estarem ao nosso lado no passado, eixaram-se seduzir pelo canto sedutor do PIG e hoje são nossos inimigos.
Aqui em São Paulo, o grande objetivo é destruir o feudo demo-tucano e instaurar um governo voltado para as causas populares, com mais saúde, emprego e educação. Talvez tenhamos que partir para alianças com partidos e pessoas que a princípio possam causar estranheza aos companheiros mais conservadores, mas o tempo dirá que foram escolhas acertadas.
O que não podemos é nos digladiarmos internamente e com isso contribuir para a volta de Serra. Tenhamos em mente que Serra é um inimigo a ser combatido com todas as armas possíveis. Nem que tenhamos de manchar as mãos de sangue!
Sempre que o poder for concentrado por exercicios / exércitos de saber será, como na democracia grega, controlado pelos sabidos / sábios. Mas quando for diluido com sentido numa mais cômoda que competitiva convivência… estará generalizando o dia e a noite das pessoas… comuns. As que não precisam de pública encenação de PODER pra sobreviver. Como encena quem ostenta farda militar, fardão acadêmico, camisola de juíz ou de profeta, mídia sonora usando terno de autoridade senhora, máscara de assaltante, trapos de mendicante suplicante … esses generais, sarneys, gilmares, casoys, leitões… e tantos (i)mortais humanamente mais insensiveis que animais.
Não creio que os políticos sejam um reflexo do povo. Há muito dinheiro envolvido, e muios mecanismos que afastam esse mesmo povo da polítia, pra se chegar a esse ponto. Esse é um ponto menor, tangencial, mas tem relação com o essencial, na medida que são esses mesmos mecanismos e esse dinheiro que transformam a política no que é hoje.
Na Grécia antiga, onde a política e a democracia surgiram, pelo menos por um bom período, as coisas eram muito diferentes.
Um político eleito não era “dono” do poder de forma alguma. Na verdade, ele sequer se candidatava, mas era apontado por seus pares. Era um funcionário, um subordinado, um mero administrador. E isso pq não decidia nada, já que os plebiscitos eram virtualmente diários. Claro, isso só se aplicava aos que possuíam cidadania – os homens ricos e livres -, mas é o princípio que importa aqui.
Hoje, o cara é eleito pra ser dono do poder, pra decidir PELO povo. Sequer decide PARA o povo.
Não elegemos representantes, mas substitutos. Não lhes damos poder para executar nossas decisões, nossas vontades, mas sim poder para decidir em nosso lugar, com o argumento furado de que, se não gostarmos, não o elegeremos mais – um argumento que assume erroneamente que o povo é homogêneo, consciente e que tem opções, só pra começar.
Os militares tomaram o poder e o exerceram diretamente, como donos desse poder, como substitutos de seu titular (que, segundo eles, precisavam de tutela ou descambariam para o comunismo, coisa que ainda muita gente que se crê a última bolacha do pacote ainda repete hoje). A única diferença é o fato dessa entrega de poder ter um prazo de validade.
Mas, considerando que a nova escolha do depositários desse poder é viciada por diversos fatores – especialmente a interferência econômica no processo eleitoral e o distanciamento da população, que já sequer se considera realmente dona do poder, da política, que é o exercício desse poder -, essa diferença se anula, e o que se vê é a perpetuação dos recipientes desse poder, com mera troca simbólica de posição entre eles.
Exatamente como era na ditadura. Um bando de políticos fingindo que representam o povo, que finge que acredita ser dono do poder, enquanto todos fazem as vontades dos verdadeiros detentores do poder: aqueles que financiam campanhas políticas e golpes de estado e mandam nos meios de comunicação.
Esses, sim, são representados pelos políticos, e não o povo.
Coragem Eduardo, a boa fé sempre vence !
Marque a opção correta:
Se o vampiro se tornasse presidente,ele :
A) Extinguiria a Zona franca de Manaus-AM (para não concorrer com a fiesp)
B) Deteria a industrialização atual em curso no Nordeste (pelo mesmo motivo)
C) Extinguiria os fundos constitucionais de desenvolvimento (para concentrar a riqueza em SP)
D) sucatearia todas as Universidades federais para vendê-las posteriormente
E) extinguiria o PROUNI e as COTAS para negros
F) Acabaria com o 13 salário e o FGTS
G) reduziria as Pensões e aposentadorias
H) extinguiria o bolsa familia
i) retiraria o Brasil do Mercosul e o anexaria a ALCA
j) Mudaria o regime de exploração do petróleo para CONCESSAO em vez de partilha
l) venderia a Petrobrás e o Banco do Brasil aos gringos
m) O Brasil sairia rapidinho de sexta economia mundial para vigésima em pouco tempo
Faltou uma:
n) todas as anteriores.
Bem lembrado, Monsieur Pierre,desculpem a nossa falha.
Mais uma:
o) terceirizaria todos os serviços públicos, e mandaria todos os servidores, atuais e futuros, plantarem batata;
Porque não existe democracia consensual em que todos concordam com tudo,é a democracia uma sucessão de atos eminentemente politicos baseados em permanentes conflitos de natureza principalmente ideologica.Portanto democracia é uma permanente guerra politica em busca de posições,em busca de decisões que sejam mais adequadas aos interesses da maioria.Estabilidade talvez exista no mundo dos mortos,mas no mundo dos vivos,no mundo real estabilidade é algo iexistente.A natureza não é estavel,porque se a natureza fosse estavel não haveria tantas transformações como as que existem no mundo natural,da mesma forma a sociedade não pode ser concebda como algo que seja natural porque se assim fosse ela certamente não evoluiria e muito menos o Estado.O mundo real não é estavel,a guerra é permanente e necessaria.Em que pese o grande aporte de angustia que tal situação possa acarretar,a guerra faz parte da vida é o desenrolar das proprias forças vitais em toda a sua plenitude.Não ha sociedade humana que permaneça viva e livre,sem guerra.Não ha sociedade vive e livre que não repila qualquer tipo de agressão.Sociedades que tentam evitar conflitos de qualquer natureza,congelando demandas que tenham o potencial de deflagar conflitos ainda maiores,podem estar fadadas à destruição.Trotsky resume isso numa singular frase:¨vc pode não estar interessado na guerra,mas a guerra esta interessada em vc¨.
Um detalhe: toda guerra é um conflito, mas nem todo conflito é uma guerra.
Entender a democracia e a política como um conflito entre adversários é uma coisa (que pode até ser discutida), mas é muito diferente de entendê-la como uma guerra entre inimigos.
A luta de classes, enquanto conflito, pode até ser tolerável. Mas como guerra, passa a ser inaceitável, exceto para quem dela se aproveita.
E é essa a questão, no final das contas. A guerra à qual a política foi reduzida é intolerável, e só continua a existir pq alguém se beneficia com ela e a perpetua.
Apenas um complemento:quado se diz que a sociedade não pode ser concebida como algo natural é porque ela é produto da cultura humana e traz em si o peso das tradições multiplas que embasam o desenvolvimento dos povos ao longo do tempo como tambem da historia.Para se chegar a esse ponto foram necessarias varias manifestações de conflito porque nada se processa sem conflito até mesmo para vencer a resistencia daqueles que gostariam de continuar a viver em hordas solitarias em verdadeiro estado natural.Mas ao mesmo tempo,embora seja um produto da cultura,do processo civilizatorio,a sociedade porque primordialmente é formada pelo elemento humano,ela está sujeita às leis naturais e portanto sofre tgransformações periodicas,transformações que trazem em si a problematica da guerra.Guerra de classes,manifestação da vida perene em uma sociedade(algo que pode ser simbloizado pela roda da fortuna:em um momento uns estão por cima,quando outros se encontram embaixo),guerra entre Estados soberanos,manifestação de atividade positiva,para eliminar sociedades que por terem consumido completamente sua força vital acabaram por se tornar sociedades aparentemente pacifistas estão destinadas à extinção.A guerra faz parte da cultura de qualquer povo que queira sobreviver num mundo hostil.E o mundo em que vivemos é extremamente hostil.Quanto ao brasil,não se pode dizer que nosso povo seja pacato e pacifico,porque essa foi uma das maiores falacias difundidas pelas elites,para manter referido povo submisso.O Brasil talvez tenha uma das sociedades mais violentas dentre os paises emergentes.Pinheirinho,Cracolandia,Eldorado dos Carajás,Canudos,Revolta do Contestado provam essa afirmação.Uma guerra dos que nada têm a perder(os historicamente excluido) contra os que têm muito a perder(os integrados).Há uma guerra civil,não oficialmente declarada,em curso no Brasil.A situação caotica das grandes cidades é um exemplo.A sociedade brasileira,é uma sociedade em pé de guerra.Muita gente já percebeu isso,mas muita gente ainda não percebeu e continua achando que vivemos no melhor dos mundos possiveis.
Caro Eduardo
Se eu fosse reilgioso, o que não sou, diria que, de acordo com a Biblia, naquele espaço/empo em que só exisitia deus e duas figuras humanas, onde deus era criador também da doutrina única, a seu favor é claro, e eva, contestou, tendo adão como seguidor, criou um clima de guerra, onde deus, no seu furor máximo, expulsou o primeiro casal do paraíso, do comunismo primitivo, criando também a desigualdade social.
Brincadeira a parte, toda política é guerra, dentro da própria classe ou uma classe contra a outra.A classe dominante no Brasil, se considera divina, e a população menos do que um animal.É uma guerra feroz.
Saudações
A questão, Eduardo, não a Política ou a Guerra, mas sim o que o ser humano já tem no DNA: DOMINAR SEU SEMELHANTE não importando o que é usado pra conseguir. Sempre foi assim e acredito que sempre será, porque nossa espécie se recusa a aprender as lições que a vida nos dá.
Para meditar:
“POLÍTICA É A ARTE DE IMPEDIR AS PESSOAS DE PARTICIPAREM DE ASSUNTOS DE SEU INTERESSE.”
Acho que não é questão de aprender as lições da vida, mesmo pq o que ela nos ensina é que ela não é justa.
Os que dominam os outros nunca, jamais, pagam por isso. Muito pelo contrário, os mais cínicos e canalhas são os que sempre se dão bem.
Ser honesto, justo e correto sempre nos ferra no final.
O Universo, infelizmente, não é justo. Aliás, o conceito de justiça é uma criação humana, e só existe em nossas mentes, como algo abstrato, incorpóreo e, no final das contas, irreal.
Esperar que aprendamos a sermos corretos com a vida é perda de tempo. Esse aprendizado tem que ser um ato consciente, partindo do desejo de sermos melhores, e as lições são dadas por nós mesmos. Justiça só existirá se nós a transformarmos em realidade, e com muita luta, pois pra cada um de nós que tem sede de justiça, há mutos outros que não estão nem aí pra ela, e só enxergam o próprio benefício – e é isso que a vida nos ensina, a correr atrás daquilo que nos interessa, daquilo que desejamos.
São os próprios seres humanos que precisam ensinar que apenas isso não basta, e que há limites para o egoísmo e ganância.
E tem gente que fala que política é suja. Todo nós somos políticos, em todos as esferas da sociedade, querendo ou não. Não da para se abster, podemos até não ser partidários desse ou daquele partido,mas somos partidários de alguma coisa, mesmo que seja algo como , eu sou descrente e deixo como está , empurro com a barriga mesmo….na minha opinião é uma política burra, mas tem muito brasileiro que acredita nisso , não importa se é inconsciente.
Em resumo, ficar em cima do muro não existe!
Pode parecer cinismo, mas na minha opinião, a politica mesmo com todos os seus problemas é uma grande evolução.
Com relação a representatividade, acho que apenas em uma democracia ideal, que não é nosso caso, os políticos são o retrato de um povo, nossa estrutura politica foi construída para dificultar ao máximo a entrada e a sobrevivência de bons políticos.
Nossa grande luta é tentar remover as barreiras e vícios colocados por uma elite antiga, retrograda e cruel para manter o seu poder.
Tentamos fazer isto sem provocar grandes conflitos, traumas e instabilidades.
Ótimo texto, Eduardo.
Edu. lendo o penultimo parágrafo de seu texto tive a mesma sensação que tive há alguns anos, quando li a respeito das ágoras, que eram a reuniões do povo, na antiga Grécia, para discutir e deliberar sobre os problemas comuns. Não me lembro bem os detalhes, mas me parece que nem todos participavam, apenas os que tinham a tal cidadania, ou bens, ou algo assim.
Os romanos também fizeram política de modo meio parecido, e o que me perturba é que isso vem de tão longe, tanto tempo e sem que se apresente nenhuma mudança nesse esquema, ou seja, senado, câmara, governos, etc.
Será que já não está na hora de mudar? E mudar para que outra maneira de se realizar a política?
É o que tenho pensado nos últimos vinte anos ou mais e ainda não acheei resposta.
Se alguém aí a tiver, ouvirei (lerei) com toda a atenção.
Abraços do eletricista pensador.